sexta-feira, 26 de junho de 2009

CUBA - Fórum interativo sobre os 5 Heróis

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos convoca para quarta-feira, 1º de Julho, às 11H00, horário de Brasília, ao Fórum Interativo denominado "DARLO TODO POR LOS CINCO" ("Dar Tudo Pelos Cinco") nele participarão familiares de Gerardo, Fernando, Antonio, Ramón e René além de nossa Presidenta Kenia Serrano Puig, onde trocaremos informações sobre:


- Atualização sobre a negativa da Corte Suprema dos EUA


- Necessidade de Vistos para Olga e Adriana


- Iniciativas do Movimento de Solidariedade na batalha pela Libertação de Gerardo, Antonio, Fernando, René e Ramón.


- Colóquio Internacional Holguín 2009


A participação estará disponível nos idiomas inglês, francês, italiano, português e alemão.


O endereço do Fórum é http://foro.jovenclub.cu


As perguntas dos participantes desde já poderão ser recebidas.


Contamos com sua participação.

BRASIL - Texto de Frei Betto

Socialismo, contradições e perspectivas
Frei Betto *

 


O socialismo é estruturalmente mais justo que o capitalismo. Porém, em suas experiências reais não soube equacionar a questão da liberdade individual e corporativa. Cercado por nações e pressões capitalistas, o socialismo soviético cometeu o erro de abandonar o projeto originário de democracia proletária, baseado nos sovietes, para perpetuar a maldita herança da estrutura imperial czarista da Rússia, agora eufemisticamente denominada "centralismo democrático".


Em países como a China é negada à nação a liberdade concedida ao capital. Ali o socialismo assumiu o caráter esdrúxulo de "capitalismo de Estado", com todos os agravantes, como desigualdade social e bolsões de miséria e pobreza, superexploração do trabalho etc.


Não surpreende, pois, que o socialismo real tenha ruído na União Soviética, após 70 anos de vigência. O excessivo controle estatal criou situações paradoxais, como o pioneirismo dos russos na conquista do espaço. No entanto, não conseguiram oferecer à população bens de consumo elementares de qualidade, mercado varejista eficiente e uma pedagogia de formação dos propalados "homem e mulher novos".


 O socialismo caiu no engodo do capitalismo ao projetar o futuro da sociedade em termos de produção, distribuição e consumo. O objetivo dos dois sistemas se igualou, mudando apenas os meios: o primeiro, por força do estatismo; o segundo, a apropriação privada dos bens e do lucro.


 O socialismo só se justifica, como sistema e proposta, na medida em que tem por objetivo, não o bom funcionamento da economia, e sim das relações humanas: a solidariedade, a cooperação, o respeito à dignidade do outro, o fim de discriminações e preconceitos, enfim, a prevalência dos bens infinitos sobre os bens finitos.


 Nesse cenário, Cuba é uma exceção e um sinal de esperança. Trata-se de uma quádrupla ilha: geográfica, política (é o único país socialista da história do Ocidente), econômica (devido ao bloqueio imposto criminalmente pelo governo dos EUA) e órfã (com o fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim, em 1989, perdeu o apoio da extinta União Soviética).


 O regime cubano é destaque no que concerne à justiça social. Prova disso é o fato de ocupar o 51º lugar no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) estabelecido pela ONU (o Brasil é o 70º) e não apresentar bolsões de miséria (embora haja pobreza) nem abrigar uma casta de ricos e privilegiados. Se há quem se lance no mar na esperança de uma vida melhor nos EUA, isso se deve às exigências, nada atrativas, de se viver num sistema de partilha. Viver em Cuba é como habitar um mosteiro: a comunidade tem precedência sobre a individualidade. E se exige considerável altruísmo.


 Quanto à liberdade individual, jamais foi negada aos cidadãos, exceto quando representou ameaça à segurança da Revolução ou significou empreendimentos econômicos sem o devido controle estatal. É inegável que o regime cubano teve, ao longo de cinco décadas (a Revolução completou 50 anos, em 1º de janeiro deste ano), suas fases de sectarismo, tributárias de sua aproximação com a União Soviética.


 Porém, jamais as denominações religiosas foram proibidas, os templos fechados, os sacerdotes e pastores perseguidos por razões de fé. A visita do papa João Paulo II à Ilha, em 1998, e sua apreciação positiva sobre as conquistas da Revolução, mormente nas áreas de saúde e educação, o comprovam.


 No entanto, o sistema cubano dá sinais de que poderá equacionar melhor a questão de socialismo e liberdade através de mecanismos mais democráticos de participação popular no governo, de interação entre Estado e organizações de massa, maior rotatividade no poder, para que as críticas ao regime possam chegar às instâncias superiores sem serem confundidas com manifestações contrarrevolucionárias.


 Sobretudo na área econômica, Cuba terá de repensar seu modelo, facilitando à população acesso à produção e consumo de bens que englobam desde o pão da padaria da esquina às parcerias de empresas de economia mista com investimentos estrangeiros.


 No socialismo não se trata de falar em "liberdade de" e sim em "liberdade para", de modo que esse direito inalienável do ser humano não ceda aos vícios capitalistas que permitem que a liberdade de um se amplie em detrimento da liberdade de outros. O princípio "a cada um, segundo suas necessidades; de cada um, segundo suas possibilidades" deve nortear a construção de um futuro socialista em que o projeto comunitário seja, de fato, a condição de realização e felicidade pessoal e familiar.



[Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira", que a editora Rocco faz chegar este mês às livrarias.
Copyright 2009 - FREI BETTO

 

segunda-feira, 22 de junho de 2009

BRASIL - Texto de Tirso W. Saens

A importância do trabalho voluntário e o exemplo do Che Guevara.


Tirso W. Sáenz


O trabalho voluntário era parte da concepção do Che sobre a construção da sociedade socialista e comunista. Um dos temas centrais de suas reflexões e dedicações práticas foi a definição do trabalho na nova sociedade, a busca das vias para superar seu caráter mercantil. Seu aporte de ter gerado em Cuba o trabalho voluntário estava encaminhado precisamente para favorecer a tendência à desalienação do trabalho, a criação de uma nova consciência na sociedade cubana.


Sobre o trabalho voluntário o Che expressou:


O trabalho voluntário, fundamentalmente, é o fator que desenvolve a consciência dos operários mais que nenhum outro.


Neste sentido o trabalho voluntário não deve ser avaliado pela sua importância econômica – ainda que tenha. Ele deve ser considerado fundamentalmente como um motor que desenvolve a consciência dos trabalhadores, ainda mais quando esse trabalho se realiza em lugares diferentes do seu lugar habitual de trabalho. Isto é particularmente para aqueles trabalhadores que trabalham no setor administrativo, que não conhecem muitas vezes as condições do trabalho da produção material.


O trabalho voluntário se converte desta foram em um veículo de ligação entre os trabalhadores do setor produtivo e do setor administrativo ou intelectual.


O Che, quando era Ministro de Indústrias em Cuba organizou a Brigada Vermelha para o trabalho voluntário. O Che era o chefe. O compromisso dos membros – a participação nessa brigada não era obrigatória – era trabalhar 240 horas voluntárias durante um semestre, ou seja, o equivalente a cerca de 10 horas voluntárias semanais, considerando-se apenas as horas de trabalho físico em alguma atividade produtiva. As horas-extras trabalhadas na atividade administrativa própria constituíam parte do trabalho normal. A meta era dura. Para alcançá-la, era necessário participar, todas as semanas, das jornadas de trabalho voluntário que, geralmente, duravam 4 horas e, além disso, tomar tempo das férias para completar as horas de trabalho produtivo.


Che, como em qualquer outra atividade, era um exemplo vivo. Ele participou como um operário agrícola no corte manual da cana de açúcar; inclusive ele esteve um mês cortando cana com a primeira cortadeira construída em Cuba. Ele trabalhou também na construção, na planta de farinha de trigo em Havana e numa das plantas têxteis, entre outras.


Geralmente, os que realizavam trabalho voluntário se reuniam à frente do edifício do ministério, por volta das 5 ou 6 horas da madrugada, para tomar o caminhão que os levariam ao lugar onde se realizaria a tarefa do dia. Em muitas ocasiões, vimos o Che descer do seu escritório, a essa hora, sem ter dormido. Na maioria das vezes, ele montava no caminhão junto com os demais operários. Em outras poucas, viajava no seu carro para aproveitar o tempo do trajeto e dormir um pouco.


Muitas vezes estive com ele nessas jornadas. Lembro-me de um domingo em que, cortando cana, ele colocou atrás de cada um de nos um medidor para verificar a quantidade de cana cortada por unidade de tempo. No dia seguinte, no Conselho de Direção, mostrou os resultados: ele esteve entre os mais produtivos; eu, entre os últimos. Isso foi motivo de gozação para ele ao notar meu rosto envergonhado.


O trabalho voluntário tinha que ser realmente produtivo, pois ele respondia ao cumprimento de metas de produção - que poderiam estar em risco de não se realizarem - ou mesmo tinha de ultrapassá-las. Em uma ocasião, se organizou o trabalho voluntário numa fábrica. Quando chegamos, não se tinha preparado uma jornada de trabalho produtiva. Para entretermos nos indicaram recolher pedrinhas no quintal da fábrica. O Che brigou duramente com o administrador e deu instruções para nos retirarmos de imediato.


Certa vez, Che desafiou os funcionários da Junta Central de Planificação  a uma competição para realizar trabalho voluntário durante várias semanas em duas fábricas têxteis diferentes. De comum acordo, se estabeleceram indicadores para medir a efetividade do trabalho. O trabalho começava nos sábados, às 12 da noite, e terminava nos domingos, às 6 da manhã.


Por este motivo, o trabalho voluntário deve ser uma ferramenta ideológica para todas as pessoas e muito especialmente para os jovens que pensam e lutam por um futuro melhor, por uma sociedade livre de exploração e injustiças. O exemplo do Che sempre servirá de guia.


(Tirso, escreveu este texto especialmente para os futuros brigadistas a pedido de nossa incansável companheira Telma Araujo)


Tirso W. Saenz


Doutor em Ciências Técnicas, engenheiro químico, cubano,  formado  no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Estado de Nova  Iorque, nos Estados Unidos, em 1954, como bolsista. Antes mesmo de formado foi contratado pela ProcterEtGamble, para trabalhar em uma filial em Cuba.


Com a vitória da Revolução, em 1960, as grandes empresas pertencentes a monopólios  norte-americanos foram nacionalizadas.   Ao tentar um visto para ir para os Estados Unidos,  a arrogância de um vice-cônsul da embaixada  norte-americana, no momento de sua entrevista,  fez Tirso abandonar a idéia de sair de sua Pátria.


A sua incorporação no processo revolucionário não começou pela via da compreensão teórica, mas pelos caminhos de um sentido ético e da incorporação prática, decidida e entusiasta  a um trabalho criativo e coletivo,  que estava sendo útil a todo um povo.


Com o  êxito do trabalho, foi reconhecido e nomeado chefe técnico da área de sabões e perfumaria no Consolidado Químico, que abrangia todas as empresas desse ramo em Cuba. Passados alguns meses foi indicado para a vice-diretoria de refinação do Instituto Cubano de Petróleo, que estava vinculado ao Instituto Nacional da Reforma Agrária(INRA) ,  sob a gestão do Comandante Ernesto Che Guevara.  Em novembro de 1960, numa entrevista realizada,  às duas horas da madrugada, horário normal de trabalho para o Che ,  depois de um aperto de mãos,  Tirso, de fato, iniciava seu trabalho revolucionário.


Foi vice-ministro de Che Guevara no Ministério das Indústrias, de 1962 e 1965 . Publicou o livro O ministro Che Guevara –testemunho de um colaborador pela Editora Garamond.


Trabalhei com Che os cinco melhores anos de vida “  Tirso W. Saenz 

sábado, 20 de junho de 2009

CUBA - MAIS AÇÕES PELOS 5 HERÓIS

Chamam a escritores dos EUA a apoiar os antiterroristas cubanos.   .

Havana, 19 jun (Prensa Latina).  . Escritores e artistas cubanos convocaram hoje seus colegas estadunidenses a pronunciar contra a negativa do Corte Suprema de Justiça de seu país a revisar a causa dos cinco antiterroristas da ilha presos em cárceres norteñas.

Uma carta difundida hoje aqui pela presidência da União Nacional de Escritores e Artistas qualifica esse fato como um novo capítulo na longa corrente de arbitrariedades que, por mais de uma década, tem privado de liberdade a Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerreiro e Fernando González.

Desse modo, reforçou-se um reclamo universal proveniente de numerosas vozes no mundo e nos próprios Estados Unidos.

O recurso legal apresentado pelos advogados ante a Corte, argumenta o documento, tem o aval de 10 prêmios Nobel, centenas de parlamentares europeus, latino-americanos e caribenhos, organizações de juristas e numerosas instituições religiosas, acadêmicas, culturais e de direitos humanos em todo o planeta.

O texto recorda que os cinco cubanos foram condenados em Miami, onde foram submetidos a um processo judicial manipulado pela ultradireita cubano-americana .

Com a cumplicidade e o apoio de autoridades estadunidenses, agrega, estes grupos do sul da Flórida organizaram e perpetraram atos terroristas contra Cuba, que têm custado vidas inocentes.

Os cinco jamais puseram em perigo a segurança nacional dos Estados Unidos, sublinha a missiva, nem atentaram contra qualquer cidadão desse país. Seu objetivo foi impedir que os terroristas que atuam impunemente nos Estados Unidos consumassem seus planos , especifica.

O presidente Barack Obama tem o dever de libertá-los. Com isso cumpriria um ato de elementar justiça e seria coerente com seu discurso do passado 21 de maio em Washington, quando defendeu a recuperação da legalidade na luta contra o terrorismo, pontualiza a carta.

Estamos convencidos de que, se o povo norte-americano conhecesse a verdade sobre os Cinco, como se conhece internacionalmente, poria todo seu empenho para que fossem definitivamente libertados e regressassem ao seio de suas famílias, conclui o apelo.

CUBA - 5 heróis. A luta continua.

Intelectuais de Cuba pedem aos intelectuais dos Estados Unidos difundir a verdade sobre os 5 Patriotas.  .
Agência France Press.  .
HAVANA.  .

Intelectuais e artistas de Cuba apelaram nesta sexta-feira aos seus colegas norte-americanos para que "difundam a verdade'' sobre cinco cubanos condenados por espionagem nos Estados Unidos, depois que a Corte Suprema desse país se negou a revisar o caso.

"Apelamos novamente a vocês, estimados colegas, para solicitar-lhes que difundam a verdade sobre este caso por todas as vias que tenham a seu alcance'', diz uma carta ‘‘a intelectuais e artistas estadunidenses'', tornada pública pela União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC).

O texto assinala que com a decisão da Corte Suprema sobre os cinco presos, condenados a draconianas penas e presos faz mais de dez anos, "se soma desse modo um novo capítulo à longa cadeia de arbitrariedades que por mais de uma década se privou de liberdade a Gerardo Hernández, René González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González''.

Na ilha comunista, esses presos são considerados heróis. Cuba os reconhece como seus agentes, porém não para espionar os Estados Unidos, e sim para vigiar os grupos anti-castristas de Miami.

O etnólogo, poeta e novelista Miguel Barnet, presidente da UNEAC, disse, ao apresentar a carta, que está dirigida "ao nobre povo norte-americano'', a "muitos intelectuais proeminentes'' e a organizações não governamentais.

Disse estar seguro que personalidades como o ator Danny Glover, a romancista Alice Walker ou o escritor Gore Vidal, acolherão o chamamento cubano.

"São amigos que estão bastante sensibilizados e muito irritados com a decisão da Corte'', acrescentou.

Apelos similares foram emitidos pelo Parlamento, pela União de Jovens Comunistas, pelos Comitês de Defesa da Revolução e outras organizações.

(transcrito de SOLIDÁRIOS - www.convencao2009.blogspot.com)

CUBA - Revolução também na Educação

Educação cubana resgatando valores e produção.   .

Havana, 20 jun (Prensa Latina) O sistema educacional de Cuba priorizará a formação de valores e a participação em atividades produtivas, em sintonia com as necessidades do país, divulgou hoje a imprensa nacional.
Os jornais Granma e Juventude Rebelde destacaram uma recente reunião entre membros do governo cubano e da União de Jovens Comunistas, onde analisaram linhas conjuntas de trabalho.
O primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, chamou aos estudantes a ajudar no aproveitamento das terras que permanecem ociosas por falta de força de trabalho.
Miguel Díaz-Canel, ministro de Educação Superior, admitiu que a dualidade estudo trabalho se debilitou durante um tempo, ainda que já os universitários começam a participar em tarefas agrícolas.
Díaz-Canel destacou a urgência de eliminar o elitismo do nível superior, para formar um graduado que seja bom profissional e um melhor patriota.
A ministra de Educação, Ena Elsa Velásquez, disse que o próximo curso escolar priorizará a formação em valores, concebida a partir da exemplaridade do professor e a melhor preparação da classe.
Agregou que o ensino da História de Cuba será priorizado, com uma maior freqüência de classes e um sistema de avaliação mais rigoroso, que incentive o esforço do aluno.
Além disso, Velásquez confirmou o aumento na captação de alunos para estudar carreiras pedagógicas, no entanto trabalhará para elevar ainda mais o nível do corpo docente.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ALEMANHA - Cresce solidariedade com os CINCO

Concerto de solidariedade pelos Cinco na Alemanha.

Berlim, 16 jun (Prensa Latina) Um concerto de solidariedade aos cinco antiterroristas cubanos foi realizado pelo Dúo Ad Líbitum nesta capital, informaram hoje fontes diplomáticas.

Os dois artistas cubanos, María das Neves e Leonel Pérez Pérez, realizam uma viagem pela Alemanha.

O concerto de solidariedade com os cinco antiterroristas cubanos, presos nos Estados Unidos desde 1998, foi realizado sob o lema "Se não acreditasse na esperança".

A atividade, planejada há várias semanas, coincidiu com a decisão da Corte Suprema norte-americana de recusar a revisão do caso de Ramón Labañino, Gerardo Hernández, Fernando González, Antonio Guerrero e René González, conhecidos como os Cinco.

"É uma decisão arbitrária", disse o embaixador de Cuba em Berlim, Gerardo Peñalver Portal, que estava presente ao concerto.

A Corte Suprema desconheceu tanto o reclamo da comunidade internacional como as dez petições Amicus Curae, apresentadas por deputados, prêmios Nobel e intelectuais, acrescentou em uma entrevista com a Prensa Latina.

"Fica claro que a Corte Suprema tomou uma decisão política", opinou Peñalver Portal, que criticou "o caráter corrupto, arbitrário e a hipocrisia do sistema estadunidense".

Também constatou a crescente solidariedade com os Cinco na Alemanha.

Um exemplo disso foi uma carta de vários deputados alemães e do prêmio Nobel Guenter Grass ao Congresso norte-americano, na qual reclamaram em maio passado a revisão do caso dos Cinco.

(http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=92342&Itemid=23)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

SC - SAIU NA IMPRENSA

QUEM TEM MEDO DE CUBA?

Em pleno feriadão, cerca de 250 pessoas, integrantes de 50 entidades (sindicatos, partidos, movimentos sociais), oriundas de 12 estados do Brasil, estiveram participando em Florianópolis da XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba promovida pela Associação Cultural José Martí de Santa Catarina.

De 10 a 13 de junho, a Assembléia Legislativa do Estado se transformou em palco de debates sobre a realidade cubana e também serviu de espaço para encaminhamentos de atividades solidárias àquele povo. Dos palestrantes da referida convenção, destacamos Carlos Trejo (Cônsul de Cuba no Brasil) e o general Harry Villegas (combatente com Che Guevara na África, Bolívia e Cuba).

A pergunta que fica no ar é a seguinte: O que motiva tanta gente, de diferentes agremiações ou até mesmo desvinculada de qualquer grupo, de longínquas distâncias (como é o caso da delegação do Pará), a participar de respectiva atividade?

Afinal, não estamos falando de qualquer país, de qualquer situação, de qualquer evento. Está em foco nada mais, nada menos que Cuba; a nação mais odiada e perseguida pelos governos dos Estados Unidos. A potência norte-americana que ainda hoje, apesar da crise que atravessa, exerce forte pressão política/econômica sobre todo resto do mundo para fazer valer, a qualquer custo, os seus interesses e o de suas corporações.

E ai de quem se arvora desviar de seus ditames. Talvez esteja aí um “grande pecado” de Cuba e de seu povo, que através de várias lideranças, entre as quais Fidel Castro, Che Guevara e Célia Sanchez, ousaram se libertar da opressão de Fulgêncio Batista. Presidente este que transformou a ilha num verdadeiro cassino que abrigava os mafiosos de Chicago, enquanto mantinha a maioria da população cubana na ignorância e miséria.

O povo sabia que para buscar superar essa opressão só restava a luta, a resistência. Mas não estamos falando de qualquer luta, de qualquer resistência. Estamos nos referindo a uma revolução. Mas não a qualquer revolução. Uma revolução de caráter socialista e libertário. Uma revolução que perdura há meio século, apesar de todos os ataques dos EUA: Sejam através do bloqueio econômico (condenado pela ONU) e da manutenção ilegal de presos cubanos (repudiada por 10 ganhadores do prêmio Nobel, centenas de intelectuais e renomados juristas e milhares de entidades defensoras dos direitos humanos). Sejam através de boicote a países que mantém relações comerciais com Cuba ou até mesmo constrangimento a pessoas que se declaram amigas desta nação.

Este é o “crime” de Cuba, pelo qual os Estados Unidos já julgou e condenou sem nenhum direito de defesa: Estar construindo uma alternativa de sociedade, cujos valores estão firmados na cooperação, no consumo consciente, no respeito ao meio ambiente e no direito a uma vida digna para todos os seres.  Sim, a nação cubana é desprezada e perseguida por não aceitar, não se submeter à lógica consumista, egoísta e competitiva do sistema capitalista vigente na maioria dos países.

É isto que o governo dos EUA e todos os defensores da sua ideologia não toleram. Ter que conviver com uma pequena ilha (equivalente a 1,3% da área total do Brasil), com 11,2 milhões de habitantes (menor que a população da cidade de São Paulo) que mantém uma experiência socialista sobrevivendo, apesar de todas as dificuldades enfrentadas: Seja de ordem econômica, política, territorial e de infra-estrutura (como é a questão da energia).

Deve ser muito difícil mesmo, para aqueles que se julgam donos do mundo, aceitar pelas vias democráticas, sem apelar para a violência e a mentira, a autodeterminação de uma nação, de um povo que busca decidir sobre seu próprio destino.

A XVII Convenção de Solidariedade a Cuba, recentemente realizada em Florianópolis, é apenas mais uma mostra dos milhares de encontros, simpósios, atos que são realizados nos quatro cantos do mundo. Atividades estas que buscam compreender e prestar atenção (sem ingenuidade, preconceito, estigma e pré-julgamento) à consciência e coragem de um povo que nega no seu modo de viver a doutrinação diária (através da mídia), de que não há saída à humanidade fora do atual sistema.

Por isso, não é à toa, nem por acaso que existem 2074 organizações (691 na América Latina; 837 na Europa; 211 na Ásia; 146 na África e 189 na América do Norte, destas 124 só nos EUA), espalhadas em 149 países, que prestam solidariedade a Cuba. Talvez, também por isso, uma ilha tão pequena incomoda tanto o sistema e assusta aos poderosos. Um país que causa medo àqueles poucos que querem manter sua opulência, suas extravagâncias e riqueza, em detrimento da miséria de milhões. O que era a realidade de Cuba, antes da revolução.

Se você quiser outras informações, acesse www.cubaviva.com.br

Dinovaldo Gilioli e Albertina Brasiliense, dirigentes do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis - Sinergia

www.sinergia.org.br

( artigo publicado no jornal Linha Viva 988, 18/06/09 )

quarta-feira, 17 de junho de 2009

CUBA - DEBATE "ON LINE" 18/6 às 11h

Companheiros e companheiras:


Convidamos todos a participar no FORUM DEBATE "Impacto da crise mundial na qualidade de vida e cultura dos povos", convocado pelo Capítulo Cubano da Rede de Redes Em Defesa da Humanidade e pela Associação Nacional de Economistas de Cuba.  Esta atividade acontecerá na quinta-feira, 18 de junho, entre 11:00 e 13:00 horas (Horário de Brasília).



Contará com a participação do Ministro de Cultura Abel Prieto e outros intelectuais, acadêmicos e personalidades cubanas e estrangeiras, os quais trocarão opiniões ao vivo com os internautas sobre a crise mundial e seus efeitos para a humanidade, com a intenção de sugerir soluções aos graves problemas mundiais que nos afligem.



O procedimento é simples. Ingresse na página http://www.cubaminrex.cu/index.htm lá encontrará o comando “Conectarse al Foro Debate”. Feito o registro como usuário, poderá conectar-se e escrever qualquer pergunta ou comentário que queira.

terça-feira, 16 de junho de 2009

CUBA - Luta pelos CINCO

Parlamento cubano conclama a multiplicar a luta em favor dos Cinco


Declaração de Ricardo Alarcón, presidente da Assembleia Nacional de Cuba

A Corte Suprema dos Estados Unidos anunciou hoje, sem mais explicações, sus decisão de não rever o caso de nossos Cinco companheiros injustamente encarcerados naquele país por lutar contra o terrorismo anti-cubano auspiciado pelos governantes norte-americanos. Os juizes fizeram o que lhes pediu a administração de Obama.

Apesar dos sólidos argumentos esgrimidos pelos advogados de defesa ante as evidentes e múltiplas violações legais cometidas durante todo o processo, e desconhecendo o universal respaldo a esta petição, expressado num número sem precedentes de documentos de "amigos da Corte", entre eles, de 10 prêmios Nobel, centenas de parlamentares e numerosas organizações de juristas internacionais e norte-americanos e de destacadas personalidades políticas e acadêmicas, a Corte Suprema rechaçou o caso, ignorando o clamor da Humanidade e sua obrigação de fazer justiça.

Uma vez mais se manifesta a arbitrariedade de um sistema corrupto e hipócrita e seu cruel ódio contra nossos Cinco irmãos.

Nossa luta até conseguir sua libertação não diminuirá nem um instante. Agora é o momento de reforçar nossas ações, sem deixar nem um só espaço por cobrir nem uma porta a bater.

Estamos seguros que Gerardo, Antonio, Fernando, Ramón e René continuarão, como o fizeram durante esses quase 11 anos, encabeçando esta batalha.

Diante da infame decisão, Gerardo Hernández Nordelo declarou:

"Baseado na experiência que temos tido, não me surpreende a decisão da Corte Suprema. Não tenho nenhuma confiança no sistema de justiça dos Estados Unidos. Não resta já qualquer dúvida que nosso caso vem sendo, desde o princípio, um caso político porque não somente tínhamos todos os argumentos legais necessários para que a Corte o revise, como também contamos com o crescente apoio internacional refletido nos “Amicus Curiae” apresentados à Corte em nosso favor. Reitero o que disse há um ano atrás, em 4 de junho de 2008, que enquanto reste uma pessoa lutando fora, nós continuaremos resistindo até que se faça justiça".

A luta deve multiplicar-se até obrigar o Governo norte-americano a pôr fim a esta monstruosa injustiça e devolver a liberdade a Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando e René.

Presidência da Assembleia Nacional do Poder Popular - 15 de junho de 2009

domingo, 14 de junho de 2009

SC - Impressões sobre a Convenção

UMA GRANDE CONVENÇÃO! (por Robson Ceron)

Embora minha visão não seja imparcial - participava da organização do evento - a impressão que tenho é que tratou-se de uma grande Convenção.

Inicialmente a infra-estrutura do local e do seu entorno colaborou muito. Com certeza, a Associação José Marti de Santa Catarina tem muito a agradecer às pessoas e entidades que contribuiram financeiramente para que esta infra-estrutura fosse disponibilizada.

Mas, o principal elemento do sucesso da Convenção foram os seus participantes:

Companheiros e companheiras de todas as regiões do Brasil se fizeram presentes.
A participação dos solidários e solidárias foi inestimável: nos questionamentos aos palestrantes e nos trabalhos de grupo.
Conquanto, as dificuldades do trabalho da solidariedade para com a Isla permaneçam, as reflexões construídas na Convenção fazem com essas sejam delimitadsa e entendidas e, assim, enfrentadas. Ao trabalho solidário no Brasil, a Convenção é fundamental.

A delegação cubana foi fantástica. Fantástica não só por seus históricos, seus conhecimentos, suas informações, suas capacidades, mas principalmente por sua simplicidade:

Um general cubano, héroi nacional, companheiro de luta de um mito - Che - Harry Villegas esteve entre nós como um de nós.

Camilo Rojo, vítima do terrorismo contra Cuba, nos ensinou algo fundamental, que o sentimento do povo cubano é por justiça, não por vingança.

Tubal Paez, presidente da associação cubana de jornalista, nos trouxe informações importantes quanto a um dos aspectos do bloqueio contra Cuba, o bloqueio midiático.

A professora, Natividad Guerrero, em sua palestra sobre a juventude em Cuba hoje, talvez sem perceber - porque normal aos cubanos - demonstrou um dos aspectos mais importantes da Revolução Cubana, a autocrítica. Estando num país estrangeiro, ela poderia ter nos monstrado somente os aspectos positivos da juventude cubana (que são diversos). Contudo, também nos monstrou aspectos negativos, que Cuba procura superar.

Enrique Román, vice-presidente do Instituto Cubano para os Povos - ICAP - nos trouxe os dados da solidariedade: de Cuba para o Mundo, do Mundo para Cuba. Somos muitos os irmanados na mesma causa da solidariedade socialista, aspecto humano infinitamente superior de nossa luta.

O nosso amigo Fábio Simeón, representante do ICAP para o Brasil, sempre preocupado com o bom desenrolar da Convenção.

E, o sempre discreto, Alejandro Gómez, jornalista da Prensa Latina que cobriu todos os dias do evento, levando as informações àquele orgão informátivo que comemora 50 anos de existência.

Todos eles sempre solicitos e atenciosos.

Também contribuiu para o sucesso de nossa convenção a excelente palestra da professora Maria Auxiliadora César, que nos trouxe informações sobre o seu projeto de registro da memória da solidariedade a Cuba, no Brasil.

Enfim, foram quatro dias memoráveis.

Agora, cabemos a construção de mais solidariedade a Cuba Socialista e, no ano que vem, todos estaremos reunidos novamente na XVIII Convenção Nacional, em Porto Alegre/RS.

( Transcrito de http://www.convencao2009.blogspot.com/ )

sábado, 13 de junho de 2009

SC - PRIMEIRO DIA

Primeiro dia de trabalho.

Nesta quinta-feira, vivemos o primeiro o dia de trabalhos da XVII Convenção.Na parte da manhã tivemos o privilégio de ouvir o companheiro de campanha de Ernesto Che Guevara, Harry Antonio Villegas Tamayo, falar sobre os 50 anos de vitórias da Revolução Cubana. Contou-nos a realidade que viu quando muito jovem, sob a ditadura de Batista e as mudanças que assistiu acontecer na vida do povo da Ilha.
Sem dúvidas, uma palestra cheia de significados e importância para todos os que ouviram. Procuraremos, quando o tempo permitir, reproduzir aqui partes de suas palavras.

Em seguida, sem menos importância, ouvimos o companheiro Camilo Rojo Álvarez, discorrendo sobre as ações terroristas contra Cuba e os Cinco Heróis Cubanos Presos Injustamente em Cárceres do Império.

Impressionou-nos ao demonstrar que, embora tenha sido vítima direta do terrorismo, não busca vingança, mas justiça.

Em 1976, o atentado terrorista contra o avião da Cubana de Aviación, em Barbados, ceifou a vida de seu "papa", quando ele tinha cinco anos de idade. Atentando de conhecimento prévio da CIA e praticado por aquele que nunca terá o nome escrito neste blog, o verdugo, que vive livre na nação do terrorismo, os Estados Unidos da América.

Além do emocionante relato pessoal, apresentou números impressionantes sobre as ações terroristas que Cuba sofreu durante os 50 anos de sua Revolução.

Na parte da tarde, ouvimos o Presidente da União dos Jornalistas de Cuba, Tubal Paez, que explanou sobre a guerra midiática promovida contra Cuba.

De seu relato, apenas gostaríamos de destacar algo que nós chamou a atenção. O discurso da mídia burguesa destaca não haver meios de comunicação de oposição em Cuba. A pergunta, se fosse possível fazê-la a estes títeres, seria: Para quê? São centenas de rádios e televisões que transmitem seu sinal, desde os EUA, para Cuba. Noite e dia buscando destruir a Revolução.
50 anos de Socialismo é a resposta do povo cubano a estes malditos.

No meio da tarde foram organizados dois grupos de trabalho: o primeiro discutiu as ações de solidariedade em relação a Luta contra o bloqueio - informação e desinformação – com a presença de Tubal Paez; e o segundo, em relação a Luta pela Defesa dos Cinco Heróis Cubanos prisioneiros nos Estados Unidos – com a presença de Camilo Rojo.

A sistematização que será apresentada no sábado trará os relatos e encaminhamentos destes grupos de trabalho.

Por esta maravilhosa quinta-feira, a XVII Convenção já teria sido um enorme sucesso.

Viva Fidel! Viva Raul! Viva o povo cubano! Viva a Revolução!

(Transcrito de www.convencao2009.blogspot.com)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

SC - É HOJE

Companheiros (as),


É hoje, dia 10 de junho (quarta-feira), abertura da XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba. Aproveitamos a oportunidade para reforçar a todos o convite para comparecer neste evento, cuja abertura acontece às 19.00 h , no auditório da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.


Aproveitamos, também, para convidá-los para a Festa Comemorativa aos 50 Anos da Revolução Cubana que acontecerá no dia 12 de junho à noite, Com Dante Ramon Ledesma, e convidados especiais, na ASDERLIC.



Saudações solidárias,


 


Edison Puente


Associação Cultural José Martí de SC

terça-feira, 9 de junho de 2009

SC - NOTÍCIAS DA CONVENÇÃO

QUARTA-FEIRA, INICIA-SE A CONVENÇÃO!

Praticamente tudo preparado para a Abertura da XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que ocorrerá amanhã, a partir das 19 horas, no Auditório Antonieta de Barros, Assembleia Legisslativa de Santa Catarina.
As inscrições começaram a ser feitas no local a partir das 16 horas.
Estamos aguardando delegações de diversos Estados brasileiros, além dos solidários e solidárias que viram de modo isolado, mas não menos importante.
Pretendemos disponibilizar no blog, todos os principais eventos da Convenção, para que os companheiros e companheiras que não possam estar presentes acompanhem o desenrolar da mesma.

Sejam todos bem vindos.
Florianópolis, agora e até sábado, sede nacional da solidariedade a Cuba.

(Transcrito de www.convencao2009.blogspot.com)

terça-feira, 2 de junho de 2009

DF - Atividade 50 ANOS dia 3/6

A Casa da Cultura da América Latina (CAL/DEX/UnB) em parceria com o Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA/CEAM/UnB) promovem na próxima quarta-feira, 3 de junho, às 19h, no Auditório da CAL, mesa redonda sobre o tema "Cuba: 50 anos de revolução". Participam do encontro o presidente da Associação de Cubanos Residentes no Brasil - José Martí (ANCREB- JM), Tirso Sáenz; a coordenadora do NESCUBA, Maria Auxiliadora César ; Afonso Magalhães, presidente do Comitê de Defesa da Revolução Cubana Internacionalista e um representante da Embaixada da Cuba.


 


Durante o debate serão apresentadas propostas para a XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que acontecerá em Florianópolis (SC), de 10 a 13 de junho.


 


Durante o evento estará montada na Galeria de Bolso da CAL, a exposição "Cuba, outro olhar", da fotógrafa Cida Lemos. A CAL fica no Setor Comercial Sul, quadra 4, edifício Anápolis. A entrada é franca.


 


O evento conta com o apoio do Comitê de Defesa da Revolução Cubana Internacionalista (CDRI) e da Associação dos Pais e Amigos dos Estudantes de Medicina em Cuba (APAC).