segunda-feira, 6 de julho de 2009

BRASIL - Negócios com Cuba

BRASIL BUSCA OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS COM CUBA.

Empresários brasileiros estão em Havana (Cuba) para identificar oportunidades de negócios com estatais cubanas, nos setores de energia, construção, alimentos, siderúrgico e medicamentos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, chefia a missão oficial, articulada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “As parcerias podem acontecer de diversas formas: investimento, cooperação, troca de tecnologia, de conhecimento”, avalia o presidente da ABDI, Reginaldo Arcuri.

O objetivo da viagem é promover o aumento do comércio bilateral e dos investimentos brasileiros no país. Participam da delegação representantes de 14 empresas dos setores de energia, construção, alimentação, siderurgia e medicamentos. Na próxima quarta e quinta-feira, o ministro participará de encontros empresariais e de reuniões com autoridades do governo cubano.

Cuba, que inicialmente dependia do turismo, da exportação de charutos e de níquel para sobreviver, desenvolveu um vigoroso setor de saúde capaz de alavancar a economia da ilha. Desde 2004, a economia cubana tem crescido a taxas muito superiores à média da América Latina. O PIB do país cresceu 11,1% em 2006 e 7,3% em 2007. No entanto, a devastação causada pelos furações Gustav e Ike, que atingiram a Ilha em setembro de 2008, teve relação direta com o baixo crescimento econômico de 2008: 4,3%.

Comércio bilateral – A corrente de comércio entre Brasil e Cuba atingiu US$ 131 milhões no primeiro semestre deste ano, 46,7% menos do que os US$ 245,6 milhões do mesmo período de 2008. O saldo comercial foi favorável ao Brasil, contabilizando US$ 97,8 milhões, valor inferior ao registrado nos seis primeiros meses do ano anterior, US$ 225,6 milhões.

No acumulado janeiro-junho de 2009, as exportações brasileiras para Cuba somaram US$ 114,4 milhões, o que representou queda de 51,4% sobre o mesmo período de 2008, quando as vendas externas para o país totalizaram US$ 235,6 milhões. A participação das exportações para o mercado cubano em relação ao total exportado pelo Brasil foi de 0,2% e o país ocupou a 64ª posição entre os mercados compradores de produtos brasileiros, contra a 52ª posição ocupada no primeiro semestre do ano passado. No período janeiro-junho de 2009, a pauta de exportação brasileira para Cuba foi constituída por 72,9% de bens industrializados e 27,1% de produtos básicos.

As importações brasileiras provenientes de Cuba, no primeiro semestre deste ano, foram ampliadas em 66%, ao passarem de US$ 10 milhões para US$ 16,6 milhões. Cuba ocupou a 75ª posição entre os mercados fornecedores de produtos ao Brasil, 15 abaixo da registrada no mesmo período de 2008, quando ocupou a 90ª. Na importação, os itens que compõem a pauta restringem-se praticamente a produtos industrializados (99,6%), representados exclusivamente por bens manufaturados.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/noticias/em_questao/.questao/EQ839a/

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