quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

UNICEF- Cuba: Desnutrição Infantil Zero

UNICEF confirma: CUBA não tem Desnutrição Infantil



UNICEF confirma que Cuba é o único país da América Latina e Caribe que eliminou a desnutrição infantil




Cira Rodríguez César
Prensa Latina



A existência no mundo subdesenvolvido de 146 milhões de crianças menores de cinco anos com peso abaixo do limite mínimo contrasta com a realidade das crianças cubanas, reconhecidas mundialmente por estarem livres desse mal social.
Esses números preocupantes apareceram num documento recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), sob o título de: ¨Progresso para a Infância, Um balanço sobre a Nutrição¨, divulgado na sede da ONU.
De acordo com esse documento,  as crianças subnutridas somam 28% na África Subsahariana, 17% no Oriente Médio e Norte da África, 15% no Oriente Asiático e Pacífico e 7% na América Latina e Caribe.
Seguem a Europa Central e Oriental, com 5% e outros países em desenvolvimento com 27%.
Em Cuba não existem esses problemas, é o único país da América Latina e Caribe que eliminou a  desnutrição infantil severa, graças aos esforços do Governo para melhorar a alimentação da população, especialmente daqueles grupos  mais vulneráveis.
A realidade mundial mostra que 852 milhões de pessoas passam fome e que 53 milhões delas vivem na  América Latina. Somente no México são cinco milhões e 200 mil pessoas desnutridas e no Haití três milhões e 800 mil, enquanto em todo o planeta morrem de fome por ano mais de cinco milhões de crianças.
A ONU estima que não seria muito caro conseguir saúde e nutrição básica para todos os habitantes do Terceiro Mundo.
Para alcançar essa meta seriam necessários mais 13 bilhões de dólares anuais do que são destinados atualmente, um número que nunca foi conseguido e é exíguo se comparamos com os trilhões que são destinados a publicidade comercial, os 400 bilhões em remédios estupefacientes ou os 8 bilhões que são gastos anualmente nos EUA com cosméticos.
Para a satisfação de Cuba, a Organização das Nações Unidas para a  Alimentação e Agricultura (FAO) também reconheceu que este é o país da América Latina com mais avanços na luta contra a desnutrição.
O Estado cubano garante uma cesta básica alimentícia que permite alimentar sua população ”pelo menos no nível básico¨ através de uma rede de distribuição de produtos.
De igual forma,  se levam a cabo reajustes econômicos em outros mercados e serviços locais para melhorar a alimentação do povo cubano e atenuar o déficit alimentar.
Especialmente se mantém uma vigilância constante  sobre o sustento das crianças e adolescentes. Assim, a atenção  à nutrição começa com a promoção de uma melhor e mais natural alimentação da espécie humana.
Desde os primeiros dias de nascidos os benefícios incalculáveis do aleitamento materno justificam todos os esforços realizados em Cuba a favor da saúde.
Esse esforço permitiu elevar a quantidade de récem-nascidos  que ficam até o quarto mês de vida exclusivamente mamando no peito e continuam consumindo leite materno até os seis meses de vida, complementado com outros alimentos.
Atualmente 99%  dos recem-nascidos deixam a maternidade em lactância materna exclusiva, valor além da meta proposta, que é de 95%. Segundo  dados oficiais, todos os estados do país  cumprem essa meta.
Apesar das difíceis condições econômicas atravessada pela Ilha, se cuida da alimentação e nutrição das crianças de zero a sete anos de idade mediante a entrega de um litro de leite diário a todas.
Alem da entrega de outros alimentos, por exemplo compotas, sucos e hortaliças, que, dependendo da disponibilidade econômica do país, são distribuídos equitativamente.
Até os 13  anos de idade se prioriza a distribuição subsidiada de produtos complementares como iogurte de soja e em situações de desastres  naturais se protegem as crianças mediante a entrega gratuita de alimentos de primeira necessidade.
As crianças incorporadas aos Círculos Infantis  (creches) e às escolas primárias em regime de semi-internado  recebem, além disso, o benefício do esforço contínuo para melhorar sua alimentação com componentes dietéticos lácteos e  protéicos.
Com o apoio da produção agrícola –ainda sob seca severa- e uma maior importação de alimentos, se alcança um consumo de nutrientes acima das normas estabelecidas pela  FAO.
Em Cuba esse indicador não é a média fictícia da soma do consumo de alimentos dos mas ricos com a dos que passam fome.
Adicionalmente, o consumo social inclui a merenda  escolar que se reparte gratuitamente a centenas de milhares de estudantes e  trabalhadores da educação, as quotas especiais de alimentos a crianças de até 15 anos e pessoas de mais de 60 nos estados orientais (parte sul do país).
Nesta lista estão as grávidas, mães amamentando, velhos e inválidos, o suplemento alimentar para  crianças de baixo peso e tamanho e entrega de alimentos a municípios de Pinar del Río, La Habana e Ilha da Juventude.
Estes estados foram afetadas no ano passado por furacões, enquanto os estados de Holguín, Las Tunas e cinco municípios de Camaguey sofrem  atualmente com a seca.
Nesse empenho colabora o Programa Mundial de  Alimentos (PMA), o qual contribui para o melhoramento do estado nutricional  da população mais vulnerável na região oriental, onde são beneficiadas  mais de 631 mil pessoas.
A cooperação do PMA com Cuba data de 1963,  quando essa agência brindou assistência imediata às vítimas do furacão  Flora. Até agora, consumou-se no país cinco projetos de desenvolvimento e 14 operações de emergência.
Recentemente, Cuba passou de país receptor a país doador.
O tema da desnutrição tem grande importância na campanha da ONU para conseguir, em 2015, as Metas de Desenvolvimento do Milênio, adotadas no Encontro de Chefes de Estado e de Governo celebrada em 2000 e que tem entre seus objetivos eliminar a pobreza extrema e a fome até essa data.
Mas, os cubanos afirmam que essas metas não tiram o sono de ninguém, a própria ONU situa o país na vanguarda do cumprimento desses objetivos em matéria de desenvolvimento humano.
Não isenta de deficiências, dificuldades e sérias limitações por um bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de quatro décadas, Cuba não mostra desesperantes nem alarmantes índices de desnutrição infantil.
Das 146 milhões de crianças menores de cinco anos subnutridas que vivem hoje no mundo, nenhuma é cubana.

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