terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cuba ou um jeito de ser

O céu abre-se por volta do meio da tarde. Sem espanto para os cubanos, uma legião de nuvens grossas e pintadas de cinzento-escuro, caminha em direcção ao sítio onde estão muitos. Estão pela rua, pelas ruas. Fixam-se em intermináveis filas, as colas, que a ver pelas expressões calmas de quem espera, parecem não ser mais do que uma forma de ser, um pretexto para estar. Outros, e que também são muitos, estão encostados às paredes, sentados à porta de casa, alguns em degraus, outros a baloiçarem-se em cadeiras. As nuvens caminham ao seu ritmo. Constante, sem grande variação de velocidade. O ribombar dos trovões vai-se ouvindo. Vem de longe. Vai chegar perto. Para os cubanos a música é conhecida. A dança que se lhe segue também. Gotas enormes de água descem do cinzento-escuro. Batem na terra quente com precisão. Levantam salpicos de pó. Os que ainda há pouco estavam nas filas, nas portas, nas cadeiras, desviam-se um bocadinho. Encostam-se a um canto, inventam um abrigo. Esperam. Fixam os olhos na chuva que daqui a pouco vai passar. Os raios deixam adivinhar o outro lado do céu. Desenham riscos de fogo acima e por entre as nuvens. Arrepiam os ouvidos. Não os dos cubanos, que já estão habituados à sinfonia que se ouve, quase todos os dias. Mas para quem é de fora, os trovões assustam. O barulho ensurdece. Entra no corpo. Primeiro infiltra-se como um som fino, metálico, depois espalha-se, ecoa, como um estrondo gigante, invade os sentidos. O coração desobedece ao ritmo certo. A sorte, para quem é leigo nestes caprichos do céu, é que há sempre um cubano que procura acalmar com os olhos o desassossego de quem se encolhe aos estrondos. E que diz num jeito doce e calmo «é sempre assim, vai passar». É só esperar. E passa. Um calor ainda maior brota da terra. As nuvens mudam-se para cima de outras cabeças. E as colas voltam ao seu tamanho habitual.

Um carro passa. Um cão ladra. Um velho aproxima-se. Pede um lápis, um creme, uma caneta para o niño. À resposta negativa, tenta o inglês, um «stencil», sussurra, sem grande convicção, já com o rumo traçado estrada abaixo. Da janela aberta de uma casa ouve-se parte de um bolero. «No tengas miedo, que mi cariño é solo más de mi…». A voz é bonita, mas não tão encantadora como a do homem que está sentado junto ao balcão de um pequeno café, em Trinidad.Calça de ganga, camisola escura, viola junto ao peito, num sorriso fácil e terno, de eterno artista, com uma ligeira barba a triangular o queixo, ajeita a boina preta que lhe emoldura a cabeça. «O que conhecem de Cuba? Gostam de Pablo Milanês?» Sem esperar pela resposta, os dedos percorrem as cordas da guitarra. «E Sílvio Rodriguez? Música portuguesa não conheço, mas sei tocar alguma brasileira!», diz. Faz uma pausa. De novo sorri: «Olá, chamo-me Israel Moreno e sou trovador!». Apresentação simples, na certeza do que é. Na mesa em frente, junto à porta, um casal esguio de turistas olha-se, olha-o, enternecido em cumplicidades. Ao balcão fazem-se sandes de queijo com alface, tomate e maionese, por três pesos convertíveis, três CUCs. Entre o balcão e os turistas, Israel está absorvido pelos acordes. Ouve-se um «shiuuu» vindo de alguém. E juntamente com a luz que nasce depois das tempestades, a música entra, suave, no café pintado em tons de azul.

«Te amaré… te amaré… como al mundo, te amaré aunque tenga final, te amaré, te amaré en lo profundo, te amaré como tengo que amar…». O refrão é acompanhado em surdina por quem o ouve. Em cada olhar percebe-se uma viagem. Sem fazer barulho, o empregado do café pousa os «emparedados de queso» em cima da mesa. A música termina num ultimo «te amaré», prolongado, arrastado. Quase doloroso. Depois soltam-se as palmas, preguiçosas, mas honestas, de quem precisa de tempo dentro do tempo para descer da poesia de Sílvio Rodriguez. «Sei muitas músicas de Sílvio, querem ouvir mais?», pergunta Israel que não esconde a grande admiração que tem pelo poeta, cantor e revolucionário cubano. Tal como Sílvio, também Israel é um romântico de causas. Contagiante. Os olhos, os ouvidos, os sentidos, estão todos entregues a este trovador de passados. «Vou agora cantar uma música que fala do General Ochoa, que lutou pela independência de Angola e que foi fuzilado. Uma longa história…». Entregue à viola, embala a voz numa profunda «Angola, Angola…», permitindo lágrimas a quem o ouve, mesmo que Angola seja para alguns, como diz a música, «um nome estranho, dito em português, na geografia dos primeiros anos». Não o é para Israel, um apaixonado por História, principalmente pela que foi escrita pela sua «Cuba revolucionária». Com a viola junto ao peito, num permanente percorrer de dedos, assegura, o país está a avançar.

Eduarda Freitas


Eduarda Freitas é jornalista da RTP - Rádio e Televisão de Portugal - e colaboradora do jornal português EXPRESSO. Foi correspondente do jornal A BOLA e jornalista na SIC - Televisão. Trabalhou como jornalista no Semanário TRANSMONTANO e na Rádio INDEPENDENTE.

http://www.cartacapital.com.br/cultura/cuba-ou-um-jeito-de-ser

sábado, 25 de dezembro de 2010

RS - Texto de Vania Mattos

Companheiras e companheiros.

No ultimo mês de novembro ocorreu, em Cuba, a Brigada Internacional Contra o Terrorismo Midiático, com a participação de 60 representantes de 21 países. Participei, junto com outros 13 brasileiros, e lá criamos o endereço  brig_medios@listas.mmsc.laneta.apc.org , para que pudéssemos enviar e receber notícias relativas a Cuba e/ou outros países da América Latina. Caso queiram participar do grupo, basta encaminharem para esse endereço o seu pedido de inclusão com o nome e entidade que representam.Também envio para vocês artigo  sobre a guerra midiática que os grandes meios de comunicação se empenham, em especial, contra Cuba.

Um abraço.

Vânia M. Barbosa, Presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS

BASTA DE HIPOCRISIA!

"Liberdade é o direito que todo homem tem de ser honrado, e a pensar e falar sem hipocrisia”. (José Marti)

Lutar pela liberdade! Este foi, sem dúvida, um dos maiores ideais defendidos por José Marti e sempre presente nas reflexões e ações pela independência de Cuba.  Marti compreendeu a dinamicidade da história e compreendeu também que toda a guerra pela liberdade é uma batalha de ideias.

A liberdade de pensar e falar sem hipocrisia a que José Martí faz referência é, nos dias atuais, um poderoso instrumento que possibilita tanto a resistência quanto o protagonismo daqueles e daquelas que se opõem às tiranias. Tiranias - que sabemos - por vezes se disfarçam em roupagem de “Democracias”.

Atento, o governo revolucionário cubano, inspirado nos ensinamentos de José Marti, se empenha permanentemente em combater e desmascarar a tirania e as farsas capitaneadas pelo imperialismo e seus seguidores, que encontram na grande mídia, o amparo para tentar desestabilizar governos reconhecidamente democráticos e, de maneira mais escancarada e raivosa, o de Cuba. O chamado terrorismo midiático, esse infeliz e subalterno dispositivo não recolhe em nenhum minuto seus tentáculos para intervir nas sociedades, desinformá-las e disseminar sua visão equivocada de mundo, ou seja, impor os valores que interessam às classes dominantes e à Washington.

É neste contexto que podemos abordar o acirrado debate sobre “liberdade de expressão X censura” que se faz hoje em Cuba, no Brasil, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e em tantos outros países do mundo. Nesta abordagem é necessário observar, antes de tudo, de  onde partem os protestos de “censura” e em qual momento eles se manifestam. E mais: perceber que quando as vozes que eles desdenham se voltam contra eles, isso não é entendido como defesa da democracia, e sim como ditadura e cerceamento da “liberdade de expressão”.

Vamos aos fatos

Recebi com preocupação correspondência eletrônica de um jornalista brasileiro, indignado e convencido das informações publicadas pelos Repórteres sem Fronteiras, que denunciavam a proibição de Havana para que o dissidente Guillermo Fariñas viajasse a Estrasburgo para receber o premio Sakharov do Parlamento Europeu. À correspondência, foi acrescentada, ainda, reportagem semelhante publicada no blog do jornalista Ricardo Setti - também brasileiro -, acompanhada de um link com matéria da Revista Veja que traz a seguinte manchete:Por trás das restrições de viagens impostas aos cubanos, uma verdadeira indústria migratória alimentada pelos Castro”. E é claro, suas fontes são apenas a blogueira Yoani Sánchez e Fariñas, ambos ferrenhos opositores do governo cubano.

A réplica

“A calúnia é o discurso que divide os amigos”. (Platão)

Se o governo cubano se empenha para desmascarar a farsa é porque compreende a liberdade não apenas como um processo político, mas também como um processo civilizatório e cultural. Cuba sabe reconhecer como herois revolucionários aqueles que lutaram e ainda lutam para defender a pátria e não para traí-la.

Mas  a grande mídia não querer aceitar sociedades críticas que aprenderam a usar o conhecimento e as tecnologias para informar e auxiliar a cidadania na tomada de decisões. Também não querer aceitar, que perdem força e credibilidade os governos ou as pessoas que insistem em ignorar a dívida social construída pelo modelo de desenvolvimento concentrador de renda e pelo passado escravocrata.

De onde vêm os protestos de que em Cuba há censura? Certamente vêm dos governos opositores da democracia, vêm dos grandes empresários de comunicação e seus subalternos. Vêm daqueles que visam a privar a cidadania do direito constituído à informação.

Esse grupo tem medo que o cidadão esclarecido questione o que está por traz da manipulação midiática. Eles sabem que a sua prática temerária e inconsequente pode acabar com a própria seriedade da imprensa. Eles têm medo do prejuízo que causam quando são desrespeitados os direitos individuais da cidadania. E sabem, também, que a realidade é o ponto de partida para a informação e que a mentira “os levará da violação ética para o terreno da criminalidade”.

E eles também  não desconhecem que o fazer  jornalismo requer um esforço de preparação sobre o tema e que o desconhecimento da fonte pode afetar a credibilidade da informação em razão das suas qualificações. E que o cuidado e o esforço devem ser exigidos na elaboração das informações que precisam ser contrastadas, documentadas e expostas com objetividade.



A Revista Veja atua como verdadeira porta–voz da exclusão social, política e cultural e é duramente criticada no Brasil pelos segmentos progressistas da sociedade organizada. E não foi necessário um maior esforço mental para perceber nas reportagens citadas fatos jogados em confusão e que visam a uma farsa montada intencionalmente para constranger e desqualificar o governo cubano, num momento em que debate mudanças importantes para o futuro do país.

Quem é Guillermo Fariñas?

Se nos indignarmos com a farsa é possível desmenti-la para desvendar o véu que encobre a sã e justa verdade.

Fariñas denomina-se partidário da luta “não violenta” contra a Revolução cubana. Porém, o enfrentamento que faz ao seu país é cruel: reconhecido como grande ator midiático da chamada “dissidência cubana”, alia-se à grande mídia internacional para disseminar a farsa de que ele e outros “presos de opinião” - como se intitula -, são vítimas da censura e da ditadura revolucionária.

Guillermo Fariñas tem estreita relação com pessoas e organizações da extrema direita em Miami e inclusive recebe delas financiamento, comprovado numa carta de agosto de 2009, encaminhada por ele a Ángel de Fana Serrano, terrorista de Miami vinculado à organização paramilitar Alpha 66.

Ativista da sua própria causa, tem ainda amplo relacionamento com a Secção de Interesses Norte – americana em Havana e com algumas sedes diplomáticas européias que exercem subversão contra Cuba recebendo para  sua atuação instruções, dinheiro e abastecimento.

Com a saúde fragilizada pelas sucessivas greves de fome, no final de 2003 Farinãs obteve licença extra penal do governo de Cuba, e em todas as greves recebeu assistência médica gratuita como qualquer cidadão cubano. Isso sem que o governo o discriminasse pela sua condição de mercenário e nem cedesse diante da sua chantagem.

Há alguns meses o governo espanhol ofereceu a Fariñas a possibilidade de emigrar para aquele País. E o “dissidente” que considera um inferno a vida em Cuba curiosamente se negou  a emigrar para uma potencia econômica mundial  e optou em permanecer vivendo num país bloqueado e de terceiro mundo.  Ocorre que ao abandonar Cuba Fariñas ficará privado das vantajosas ajudas financeiras que recebe e do prêmio milionário que lhe outorgou recentemente a União Européia.

Ao justificar o premio Sakharov para Guillermo Farinãs, o Parlamento europeu afirmou que as prisões do “dissidente” se deram em razão da sua “atuação política”. Então vejamos:

-           Em 1995 Fariñas foi julgado e condenado a três anos de prisão em liberdade e ao pagamento de uma multa no valor de 600 pesos, por agredir uma companheira do hospital onde trabalhava, causando-lhe múltiplas lesões no rosto e nos braços. A imprensa internacional silencia sobre o caso que certamente atingiria a imagem do seu protegido. Da mesma forma vários sites bem como a enciclopédia Wikipedia  minimizam o ocorrido, sustentando que a agressão se deu durante uma discussão na qual  Fariñas acusava a vítima de corrupção.

-           No ano de 2002, Guillermo Fariñas agrediu violentamente um ancião, na cidade de Santa Clara, em razão de uma discussão política. A vítima sofreu uma intervenção cirúrgica para retirada do baço e o agressor foi condenado a cinco anos e dez meses de detenção. Novamente a grande mídia silenciou  sobre o fato ocorrido.

Em síntese, Fariñas é um mercenário, traidor da sua pátria e do seu povo. E não é por acaso que inexiste qualquer registro na imprensa dita “livre” sobre dissidentes de outros países que traíram suas pátrias, mesmo sendo críticos de seus governos.

E quanto aos “presos de opinião” defendidos por Fariñas - muitos já libertados a partir de um acordo feito com a igreja católica e o governo espanhol - foram condenados em tribunais de Cuba por receber financiamento do imperialismo estadunidense que, entre tantas ações terroristas, submete a Ilha ao vergonhoso bloqueio condenado por toda a comunidade internacional.

O premio Sakharov

O premio à liberdade de consciência foi criado em 1988 pelo Parlamento Europeu e leva o nome do físico nuclear soviético, AndreiSakharov , transformado em ícone  da guerra fria e da desestabilização do socialismo pela propaganda dos governos e meios de comunicação do ocidente capitalista.

Cabe ao Parlamento, com sede em Estrasburgo, França, definir as propostas e decidir os critérios para a premiação que ocorre ao redor de 10 de dezembro de cada ano, quando se comemora o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

Com exceções de outorgas como a concedida ao ex – presidente Sul - africano Nelson Mandela, em 1989, tanto as propostas quanto as  indicações  ao premio  têm primado pelo que podemos considerar como manipulação ideológica e política, o que tem garantido, nos últimos anos, a classificação de candidatos com posturas anticomunistas, anticubana e antivenezuelana.

Curiosamente o Parlamento Europeu concedeu o premio, pela terceira vez, nos últimos nove anos, no valor de 50 mil euros, a representantes da chamada “dissidência” cubana, a seguir: em 2002, a outorga foi para Oswaldo Payá Sardinas, outro mercenário que, entre outras facetas, contribuiu durante vários anos com as ofensivas dos EUA, da direita européia e da máfia de Miami contra Cuba. Payá também apoiou o golpe fascista contra o presidente Hugo Chaves da Venezuela. A segunda premiação, ocorrida no ano de 2005, foi para as Damas de Branco, velhas conhecidas da Oficina de Interesses e dos diplomatas de algumas embaixadas européias. As damas admitem publicamente que receberam financiamento de Santiago Álvarez e apoio público de Luis Posada Carriles, conhecidos e sanguinários terroristas. Em 2010, a candidatura de Fariñas foi defendida pelo Partido Popular Europeu, principal interlocutor da atual campanha do Parlamento contra Cuba  e seguidor da política agressiva que o governo estadunidense impõe a Ilha.

A indicação de Fariñas derrotou candidatos defensores dos direitos humanos do Vietnam, Etiópia, Eritrea e Síria, mostrando ao mundo que o Parlamento Europeu premia para violar o sagrado direito de autodeterminação e a  soberania da grande maioria do povo cubano.



Conclusão

No último mês de novembro participei, em Cuba, junto com companheiras e companheiros do Brasil e cerca de outros 20 países, da Brigada Internacional Contra o Terrorismo Midiático e reproduzo aqui parte da intervenção que fiz. Na ocasião, destaquei que os conceitos de democracia e direitos humanos - utilizados indiscriminadamente por tanta gente e por tantos governos - precisam estabelecer seus sentidos e que a clareza desses conceitos ajuda a desmascarar a mentira e a combater posturas distorcidas, maniqueístas e agressivas do imperialismo e do seu braço auxiliar, a grande mídia.

E se compreendo a liberdade como parte da essência de um regime democrático, reconheço como democrático o governo cubano por defender com bravura a soberania do seu País. Também, por empreender esforços para garantir os direitos econômicos, sociais e culturais do seu povo, sempre atento aos valores humanos diretamente associados a eles.

Por outro lado é clara a tirania do governo estadunidense, quando  impõe a Cuba um criminoso bloqueio econômico, comercial, social, cultural financeiro e tecnológico e, também, internacional. Pasmem! Eles chamam isso de “embargo” e afirmam que é apenas comercial.

A tirania também fica evidente,  quando o  imperialismo mantém, em cárceres privados, Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González, presos em setembro de 1998, ao tentar impedir que grupos extremistas cubanos nos EUA efetivassem ações terroristas contra o seu próprio país.

O mesmo governo imperialista destinou, para o ano fiscal de 2009, por meio da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), a soma de 15,62 milhões de dólares para a denominada “dissidência cubana”, tudo para desestabilizar a ordem constitucional da Ilha. As quantias procedentes de outras instituições, bem como de organizações financiadas pelo governo estadunidense multiplicam essa soma. Do ponto de vista jurídico esse financiamento converte  “os dissidentes” em agentes a serviço de uma superpotência, o que é proibido em qualquer país do mundo.

Não são de agora as denúncias sobre as generosas quantias que “os dissidentes” recebem  dos Estados Unidos e se hoje intensificam  é para desmascarar a crescente e mentirosa campanha que o terrorismo midiático destila contra Cuba. Entre tantas  e informações, duas recentes podem ser encontradas nos seguintes endereços: Wikileaks, los mercenarios y el dinero de EE.UUwww.rebelion.org/noticia, entrevista com Salim Lamrani, autor do livro ¨Cuba, Lo que los médios de comunicación no dirón nunca¨.

Chega de hipocrisia!  Aos verdadeiros heróis que lutaram e aos que ainda lutam para defender a pátria, o meu eterno respeito. À memória e à liberdade: resultado daquilo que vemos, escutamos, lemos e apreendemos com tantas e tantas pessoas que apreciam a verdade.

Vânia Mattos - Jornalista e presidente do Conselho Deliberativo da ACJM/RS


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

BR - Educadores cubanos e o MST

Educadores cubanos contribuem na alfabetização de trabalhadores rurais.


Neste dia 22 de dezembro, Cuba comemora o Dia do Educador. A data tem sentido especial para a ilha, que em 1961 celebrava a erradicação do analfabetismo.

A campanha para que todas as pessoas possam adquirir o direito de ler e escrever percorreu o mundo. O método cubano denominado “Sim, eu posso” está em execução em mais de 29 países e já transformou quatro deles em territórios livres do analfabetismo: Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador.

Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) apontam que o Brasil ainda possui 14 milhões de analfabetos. Para contribuir com a superação dessa realidade, 13 educadores cubanos passaram o ano de 2010 trabalhando junto com educadores brasileiros na alfabetização de adultos em sete estados: Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pará, Alagoas, Alagoas, Rio de Janeiro e Bahia.

“O Brasil era um desafio mais complicado, por sua dimensão continental. O número total não é o que desejamos, nem o MST nem nós cubanos, mas é o que foi possível dentro das possibilidades, com a dificuldade de acordos com governos. São milhões de pessoas que ainda precisam se alfabetizar e não podemos nos esquecer disso”, aponta o embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora.(Leia aqui entrevista na íntegra)

Em parceria com o MST e com alguns municípios, 2.904 trabalhadores e trabalhadoras rurais se graduaram com o método “Sim, eu posso”, que utiliza vídeos para auxiliar o processo de aprendizado. Outros 3.248 continuam estudando, nas 295 turmas em andamento nos assentamentos e acampamentos.

“Para mim foi uma coisa muito grande, porque conheci de perto o modo de vida do povo brasileiro, sua hospitalidade. A forma como me receberam, em cada acampamento, sempre foi muito alegre. As merendas, as comidas, eram feitas junto com a comunidade”, conta Felipe Granja, que trabalhou no estado do Rio Grande do Norte.

João Paulo Rodrigues, da Coordenação Nacional do MST, reforça o compromisso do Movimento de erradicar o analfabetismo em suas áreas e agradece ao povo cubano por mais esse exemplo de solidariedade. “Na construção histórica do MST, Cuba sempre foi uma referência, tanto na questão da formação político-ideológica como na organização do trabalho. Cuba nos deu a oportunidade de formar 53 médicos e temos outros 98 estudando. Vocês deixam aqui o exemplo: o maior triunfo para o próximo período. Vocês retornam como militantes do MST, com todo nosso carinho”

Joana Tavares
Da Página do MST

http://www.mst.org.br/node/11082

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

SC - Nota de Condolências

Nota de Condolências

A Associação Cultural José Marti de Santa Catarina, com profunda tristeza e consternação, manifesta sua solidariedade ao povo cubano e em especial aos familiares de todas as vítimas do acidente ocorrido ontem com um avião da companhia aérea cubana Aerocaribbean.

O avião, um ATR-72, que fazia o voo 883 entre Santiago de Cuba e Havana, caiu na região de Guasimal, na província de Sancti Spiritus, vitimando todas as 68 pessoas a bordo, sendo 40 cubanos (07 tripulantes), 09 argentinos, 07 mexicanos, 03 holandeses, 02 alemães, 02 austríacos, 01 espanhol, 01 francês, 01 italiano, 01 japonês e 01 venezuelano. A primeira suspeita de causa do acidente é a condição do tempo, por conta da tempestade tropical Tomas, que passa pela região oriental cubana.

Aproveitamos para reforçar nossa confiança em todos os sistemas de transporte cubanos, bem como na comissão criada pelo governo para investigar a tragédia, lembrando que o último acidente aéreo em Cuba havia ocorrido em março de 2002, quando um avião de menor porte caíra na província central de Villa Clara, vitimando as 16 pessoas a bordo.

Viva os 52 anos da Revolução Cubana.
Liberdade para os 5 heróis cubanos

(48) 3025 2991 / 9946 9441
Associação Cultural José Martí de SC.

http://edisonpuente.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

XVIII Brigada Sul-americana



XVIII Brigada Sul-americana de Solidariedade a Cuba 2011

De 24 de janeiro a 06 de fevereiro de 2011

Dedicada ao 50º aniversário da Vitória de Praia Girón




Primeiras informações

O valor da estada, alimentação e transporte interno é de 355 CUC (aprox R$ 720) pagos na chegada. As passagens Brasil-Cuba podem ser compradas com a sua agencia de confiança em prestações.

O prazo máximo de entrega do número do passaporte e número de vôo, para garantir a vaga é 10 de Novembro.


Procure as pessoas de Associações Solidárias com Cuba ou faça contato com Edison Puente - Coordenador Nacional da XVIII Brigada Sul-americana de Solidariedade a Cuba, da  Associação Cultural José Martí de SC - Endereço eletrônico: edison.p@ibest.com.br

Telefones: (48) 30252991    (48) 30252991  e 99469441

Veja a programação

PROGRAMAÇÃO DO GRUPO B



23 de janeiro (domingo)

Alojamento no Hotel Las Yagrumas

Opcional da Amistur
24 de janeiro (segunda-feira)

7:00 horas: Café da manhã no Hotel Las Yagrumas e saída para o CIJAM

(Acampamento Internacional Julio Antonio Mella)

9:00 horas: Oferenda floral ao busto de Julio Antonio Mella

10:00 horas: Atividade oficial de boas vindas. Apresentação cultural

12:00 -13:30 horas: Almoço no CIJAM

15:00 horas: Colóquio. “ 50º Aniversário da Vitória de Playa Girón” . Encontro fraternal

com alguns dos participantes da façanha revolucionária.

18:00 horas: Regresso ao Hotel Las Yagrumas para asseio pessoal

20:30 horas: Festa Noite Cubana no CIJAM


25 de janeiro (terça-feira)

6:00 horas: Café da manhã e entrega dos quartos no hotel

7:30 horas: Saída para a província de Ciego de Ávila

11:00 horas: Visita ao Complexo Escultórico “ Ernesto Che Guevara” e Trem Blindado.

Almoço da Delegação no ICAP (Instituto Cubano de Amizade com os Povos) de Santa Clara

15: 30 horas: Continuação da viagem para Ciego de Ávila

20: 00 horas: Recepção e noite de descanso no Hotel Morón.


26 de janeiro (quarta-feira)

7:00 horas: Café da manhã

8:30 horas: Percurso pelo “ casco” histórico de Morón.

Monumento ao Gallo e ao Vaquerito.

10: 30 horas: Vista às escolas primárias: Alberto Delgado, Antonio Maceo, Cuba Socialista

12: 00 horas: Almoço

14: 30 horas: Visita ao Hospital " Roberto Rodrigues"

Noite livre


27 de janeiro (quinta-feira)

7:00 horas: Café da manhã

8: 30 horas: Jornada de Trabalho Voluntário com a participação de dirigentes da CTC (Central dos Trabalhadores de Cuba)

12:00 horas: Almoço

14:00 horas: Visita a Estação de “ Alevinaje”

20:30 horas: Encontro com os CDR (Comitês de Defesa da Revolução)


28 de janeiro (sexta-feira)

7:00 horas: Café da manhã

9:00 horas: Visita ao Polo Turístico Jardins do Rei "Cayo Coco"

Almoço no Sítio "La Guira" e banho de mar

16:00 horas: Saída para o hotel

Noite livre


29 de janeiro (sábado)

7:00 horas: Café da manhã

8:00 horas: Manhã livre no hotel

1l:30 horas: Entrega dos quartos e almoço no hotel

14:00 horas: Saída do hotel

19:00 horas: Chegada no CIJAM e jantar

21:00 horas: Exibição de filme cubano


30 de janeiro (domingo)

7:00 horas: Café da manhã

8:30 horas: Saída para Cidade de Havana (Entrega de merenda)

9:30 horas: Visita ao Museu da Revolução

Tarde: Praias Havana do Leste ou livre na cidade

17:00 horas: Regresso ao CIJAM da Casa da Amizade

18:30 horas: Jantar no CIJAM

20:30 horas: Reunião por países


31 de janeiro (segunda-feira)

7:00 horas: Café da manhã

7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas

12:00 - 13:30 horas: Almoço.

14:00 horas: Saída do CIJAM para a Escola Latino-americana de Ciências Médicas

14:30 horas: Visita à ELACM (Escola Latino-americana de Ciências Médicas)

18.30 horas: Jantar no CIJAM

20:00 horas: Exibição do documentário “ Pueblo a Pueblo”


01 de fevereiro (terça-feira)

5:45 - 6:45 horas: Café da manhã

7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas

12:00 - 13:30 horas: Almoço

14:30 horas: Conferência sobre Diferença Cuba – Estados Unidos: Campanha midiática contra Cuba

18.00 horas: Jantar CIJAM

20.30 horas: Noite Livre


02 de fevereiro (quarta-feira)

5:45 - 6:45 horas: Café da manhã

7:15 - 11:45 horas: Trabalhos agrícolas

11:45 - 12:00 horas: Atividade final de produção no CIJAM

12:30 -13:30 horas: Almoço

14.30 horas: Conferencia sobre Atualidade e Economia cubana

18.30 horas: Jantar no CIJAM

20.30 horas: Exibição de documentários sobre os Cinco Heróis


GRUPOS A E B JUNTOS



03 de fevereiro (quinta-feira)

7:00 horas: Café da manhã

09.30 - 11.30 horas: Análises da Situação dos Cinco Patriotas Cubanos encarcerados nos Estados Unidos. Encontro com familiares dos Cinco Heróis

12:00 - 13:30 horas: Almoço no CIJAM

14:00 horas: Saída para a cidade

15:00 horas: Oferenda Floral e encontro com combatentes da Playa Girón, na Esquina 23 e 12, Vedado. Livre na cidade

19:00 horas: Jantar e atividade cultural na Casa da Amizade

23.00 horas: Regresso ao CIJAM e ao Hotel Las Yagrumas


04 de fevereiro (sexta-feira)

7:00 horas: Café da manhã

9:00 - 11:00 horas: Encontro de Solidaridade

12:00 - 13:30 horas: Almoço no CIJAM

Tarde: Preparação da Festa Noite Sul-americana

20:30 horas: Festa Noite Sul-americana no CIJAM.


05 de fevereiro (sábado)

6: 00 horas: Saída para opções da Amistur

9.00 horas: Saída para Cidade de Havana

17.00 horas: Regresso ao CIJAM


06 de fevereiro (domingo)

Regresso das delegações aos seus países

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SP - 9/10 Sábado Resistente

CHE GUEVARA E A SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS

Encontro dos brasileiros acolhidos por Cuba durante a ditadura militar

Ernesto CHE Guevara, símbolo maior da revolução latinoamericana contra as ditaduras e o imperialismo, sempre defendeu a solidariedade entre os povos. Para marcar a data do assassinato de CHE, o Sábado Resistente de outubro realiza uma homenagem a esse revolucionário e ao povo de Cuba que acolheu os brasileiros que escaparam da ditadura militar, principalmente os filhos e as filhas de combatentes.

PROGRAMAÇÃO

14h00 – Boas-Vindas – Kátia Felipini (Museóloga – coordenadora do Memorial da Resistência de São Paulo)

Coordenação – Ivan Seixas (Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos/SP)

14h15 – Homenagem ao Comandante Ernesto CHE Guevara

15h00 – Lançamento do livro CHE - Um poema guerrilheiro, de Carlos Pronzatto

15h30 – Encontro dos brasileiros acolhidos por Cuba durante a ditadura militar

Debate com os participantes das ações de captura de diplomatas e de pessoas libertadas nessas ações

16h30 – Encontro musical Brasil – Cuba






SÁBADO RESISTENTE

Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar

9 de outubro de 2010, das 14h às 17h30

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistente têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SC - Cuba será enredo no carnaval 2011

Carnaval 2011

Cuba sim! Em nome da verdade.

APRESENTAÇÃO

O carnaval tem como principal objetivo levar informação através dos seus enredos, assim como divertir e encantar o grande público amante da festa. Nós, da UNIÃO DA ILHA DA MAGIA, a escola de samba mais nova da cidade de Florianópolis, não queremos perder esse foco de utilizar essa grande festa para levar diversão, informação e questionamento.
Nossos caminhos são novos e buscamos aquilo que achamos ser a função principal de uma escola de samba, trabalhar pela cidadania. Pensando assim, nos perguntamos, qual seria o preço da liberdade?
Em 2010, a América Latina iniciou as comemorações dos festejos dos duzentos anos da independência. Dezenas de guerras pela independência foram travadas do México à Argentina, e todas tiveram o mesmo berço: 1810, o Ano Revolucionário.
Aproveitando essa data mágica, quando muitos países irmãos começaram a sonhar em ser livres de dominadores estrangeiros, encontramos um em especial, Cuba, que nos dias de hoje ainda é notícia por seus ideais de liberdade, lutas e conquistas sociais, assim como pelo preço que paga por querer administrar suas terras sem influência de nenhuma potência estrangeira, principalmente da maior delas, os Estados Unidos da América, que além de vizinho, sempre sonhou em fazê-la um paraíso de ricos e milionários.

Assim nasceu o enredo para o carnaval 2011:

“Cuba sim! Em nome da verdade.”

Este enredo visa mostrar a saga de um povo que sonhou revolução e lutou para conquistar sua independência. A fibra de pessoas simples, alegres, cheias de sonhos e desejos que valorizam o social, o trabalho, a educação, a cultura e o esporte. Um lugar onde se vive sem miséria ou fome e que mantem acesa a chama dos ideais de liberdade, mesmo com todo o sofrimento do bloqueio que lhes é imposto pela “Nação” que eles tiveram a ousadia de dizer não!

“A liberdade é o direito dos indivíduos de agir livremente, pensar e falar sem hipocrisia.” José Martí
Jaime Cezário
Carnavalesco

SINOPSE DO ENREDO

Cuba sim! Em nome da verdade.

O desejo de liberdade ocasiona histórias admiráveis de homens e nações que sonham em ser livres para conquistar uma sociedade mais equilibrada e justa, sem tantas diferenças entre as classes sociais, onde quase sempre, o povo faz parte da classe dos miseráveis e os que detêm o poder, a dos ricos.
Num cenário como esse, nasceu na ilha de Cuba, no final do século XIX, um poeta que sonhou com liberdade, e através de suas idéias de uma sociedade mais justa, usou a literatura como uma flecha certeira para atingir mortalmente o “poder” que estava sempre alheio aos interesses populares, e iniciar o processo que levará o povo, anos mais tarde, a administrar seu próprio destino: José Martí.

“A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço.” José Martí

O poeta fundará o Partido Revolucionário Cubano, plantando sementes importantes no coração do povo, mas que num primeiro instante não consegue atingir seu principal objetivo: um governo livre de interesse de forças estrangeiras. Cuba liberta-se da dominação espanhola, mas obtém essa liberdade com a ajuda dos Estados Unidos da América, seu vizinho mais próximo que sorrateiramente se envolve na guerra pela independência contra Espanha. A independência é conquistada, mas a liberdade lhes é roubada. Os americanos camuflam atrás dessa nobre atitude, interesses em transformar a ilha de Cuba num grande paraíso para suas empresas e milionários. Começam a apoiar ditadores que sorriem para seus interesses, mas não se preocupam com o bem-estar da população. Cuba se torna a menina dos olhos do Tio Sam, chegando ao ponto de Havana, sua capital, tornar-se o destino mais requintado das Américas e do mundo nos anos 40 e 50, ditando modas e modismos.

“Quem não se sentir ofendido com a ofensa feita a outros homens, quem não sentir na face a queimadura da bofetada dada noutra face, seja qual for a sua cor, não é digno de ser homem” José Martí

O país que se torna destino mais requintado dos anos 40 e 50, paraíso de ricos e milionários, possui uma população que sofre com os desmandos do poder, vivendo em condições precárias nos centros urbanos, o mesmo acontecendo no campo, onde agricultores e camponeses sofrem com as condições de trabalho. Um paraíso para poucos e um sofrimento para muitos. Este clima faz surgir no seio do povo o antigo sonho de conquistar um país de justiça social e livre de interferências, mas a ação impiedosa da ditadura tenta abafar esse clamor com mãos de ferro. A insatisfação só aumenta e nos meios estudantis um novo líder surge com idéias de lutar contra a tirania dos governantes e por uma nova sociedade cubana: Fidel Castro.

“Os poderosos podem destruir uma, duas, até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera.” Che Guevara

Em 1952 mais um golpe de estado fez tomar o poder o ditador Fulgêncio Batista. Fulgêncio governará com mãos de ferro e fará aumentar cada vez mais o desejo de mudanças. Fidel se destacará rapidamente entre os insatisfeitos, organizará a resistência contra a ditadura e fará movimentos para derrubá-la. Por essas tentativas, será perseguido, preso e exilado. No exílio no México, será apresentado ao médico argentino Che Guevara que se tornará o maior símbolo da revolução cubana. Fidel organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho ou M26, em referência a tentativa de assaltar a maior prisão de presos políticos da ditadura em 26 de julho de 1953. A tentativa é um fracasso e os obrigam a se refugiar na Sierra Maestra. Os rebeldes lentamente se fortalecem, aumentando seu armamento e angariando apoio e o recrutamento de muitos camponeses, intelectuais, estudantes e trabalhadores urbanos insatisfeitos com o rumo da Nação. A luta se intensifica, e mesmo contando com o apoio americano, o ditador Fulgêncio Batista é derrotado em 1959 e foge de Cuba.

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” Che Guevara

A vitória do grupo revolucionário surpreendeu o mundo, pois à época era inimaginável que um grupo de “sonhadores” derrotassem a grande potência econômica e militar. Mas os ideais revolucionários contagiaram o povo cubano. E as idéias e os sonhos venceram as armas.

“Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.”Che Guevara

A vitória da revolução faz surgir um governo de orientação socialista e uma das primeiras medidas do novo governo foi nacionalizar as empresas estrangeiras, inclusive as norte-americanas. Esta atitude desagrada o seu poderoso vizinho capitalista que corta relações diplomáticas, facilitando o alinhamento de Cuba com o seu mais temido rival, a União Soviética. Essa aproximação irá gerar muitas confusões diplomáticas, o que culminará no bloqueio vigente até os dias de hoje.

“Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados!” Che Guevara

Apesar do bloqueio e de alguns problemas sociais encontrados pela revolução, as conquistas sociais foram contabilizadas. A maioria da população recebe energia elétrica e tem acesso à água potável e saneamento básico. Os que não são ainda donos de sua moradia pagam aluguéis simbólicos. A taxa de analfabetismo é praticamente zero, assim como a taxa de evasão escolar e o cubano tem acesso a um ensino – desde o fundamental ao universitário – de qualidade e totalmente gratuito. Mas, além de oferecer educação gratuita ao seu povo, o governo cubano acolhe estudantes de mais de 34 países latino-americanos, africanos e do caribe, tanto nos cursos universitários como nos cursos de mestrado e doutorado.

“O conhecimento nos faz responsáveis.” Che Guevara

O sistema de seguridade social, cujos princípios são os da solidariedade, universalidade e integridade, é um dos mais abrangentes do mundo.
A assistência à saúde em Cuba é comparável aos países mais desenvolvidos. Segundo dispositivo constitucional, o cubano tem direito a prestação gratuita de serviços médicos, hospitalares e odontológicos.
Hoje, mesmo reconhecendo que o país passa por dificuldades econômicas e possui deficiências em alguns setores como as telecomunicações e transportes, os cubanos se orgulham da revolução e dos seus resultados, que vão mais longe do que as medalhas conquistadas nas olimpíadas e nos jogos pan-americanos. O cubano tem grande amor ao seu país e faz questão de registrar que mora no único país latino americano sem favelas.

“A melhor maneira de ser livre é ser culto.” José Martí

A economia cubana sofreu grande revezes. Com a nacionalização das empresas privadas e o bloqueio americano ficou contando apenas com o apoio da sua grande parceira comercial, a União Soviética que veio a desaparecer nos anos 90, deixando Cuba sem nenhum apoio internacional.
O produto de maior destaque na economia cubana é o açúcar, seguidos pelo tabaco (com destaque para os charutos cubanos que são valorizados no mundo inteiro), a extração do níquel, a pesca, a indústria farmacêutica e a biotecnologia. Na última década o governo vem priorizando o turismo que se tornou grande fonte de divisas e empregos. Os turistas vêm atraídos por suas maravilhosas praias de águas verdes cristalinas e o encantamento das suas cidades que mantêm o clima “retrô” dos anos 50.

“O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.” Che Guevara

Na cultura, Cuba encanta por sua diversidade. A mistura do africano com o espanhol gerou uma riqueza cultural raramente vista. A música e a dança cubana rompem fronteiras desde o início do século XX, tornando-se conhecida mundialmente. Com a presença marcante na percussão da conga (tambor), destaca-se a rumba, a salsa, o bolero, o chá-chá-chá e a habanera.
Dois terços da população cubana é negra e mestiça. São descendentes de escravos africanos, que levaram para a Ilha suas tradições religiosas, que foram passadas para seus descendentes ao longo da história. O culto mais importante é a Santeria, que funde crenças católicas com a religião tradicional Yorubá. Inicialmente praticada por escravos, ganhou popularidade e se difundiu pelo seu caráter festivo, suas cerimônias e seus Orixás.
Ao longo de 400 anos, a cozinha cubana experimentou sabores que combinavam produtos e costumes de diferentes culturas. Não há como negar a importância da influência espanhola na culinária desta parte do Caribe, assim como o peso das sucessivas levas de escravos africanos. Um prato típico da cozinha tradicional cubana é moros y cristianos, “mouros e cristãos”, que é o arroz com feijão. Outro destaque fica por conta do rum cubano e seus drinks especialíssimos e muito apreciados como a Cuba Libre e o Mojito.
A festa mais popular e animada da ilha de Cuba é o carnaval, com destaque para os de Havana e o de Santiago de Cuba. O carnaval é uma festa espontânea, com música ditada pelo ritmo das congas que são tambores artesanais. Uma música para ser sentida e vivida até o êxtase, um frenesi coletivo. No carnaval cubano o povo participa de diversas maneiras, nas comparsas (blocos), participam integrantes dos bairros e de organismos que se preparam com muito interesse durante o ano todo na confecção de fantasias e de alegorias.
No final dos anos 30 surgiu em Havana, a casa de espetáculos que iria ditar, nos anos 40 e 50, um novo conceito de apresentação de grandes shows, que vai ser imitado por todos: O Cabaré Tropicana. No seu palco os maiores artistas internacionais se apresentaram, dentre essas estrelas, Carmem Miranda.

“Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro!” José Martí

É claro que Cuba tem os seus problemas e não é nenhum paraíso socialista, ainda mais por conviver há cinco décadas com um bloqueio econômico.
Entretanto, não podemos deixar de ressaltar e, por que não, admirar esse povo que transformou um país com grande índice de analfabetos e miséria em uma nação que hoje é referência mundial nas artes, nos esportes, na medicina, entre outras áreas, e respeitada pela defesa intransigente de sua soberania e que, apesar de todas as dificuldades, não capitulou e permanece firme em seus ideais revolucionários.
Após os avanços e conquistas sociais alcançados nessas últimas cinco décadas, o povo cubano nunca mais será submisso a qualquer interesse externo, tão pouco abrirá mão dessas conquistas, pois os alicerces sociais estão fincados. Um povo alfabetizado e consciente politicamente não se dobra à força das armas, mas sim à dos ideais.

“Endurecer sem perder a ternura!” Che Guevara

Em 2011, Cuba comemora 52 anos da Revolução. Aproveitando esta oportunidade, é importante exaltar a luta do povo cubano pela liberdade. Existe uma Cuba que poucos conhecem, e quando descobrem sua cultura, seu povo e principalmente suas conquistas sociais, se encantam. Por este motivo nós, da Escola de Samba União da Ilha da Magia, escolhemos este enredo para o nosso carnaval. Desejamos mostrar ao Brasil e ao mundo que Cuba precisa ser vista com um olhar livre de preconceitos!

Cuba sim! Em nome da verdade.



Jaime Cezário
Carnavalesco

sábado, 18 de setembro de 2010

Chávez desafia CNN sobre os CINCO

 Chávez desafia a CNN para que entreviste os Cinco

CARACAS, 16 de setembro.— O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez desafiou o canal de televisão CNN para dar uma demonstração de equanimidade entrevistando a quem eles qualificam de "terroristas", deixando de lado a manipulação imperial.

Foto: EFEEu desejaria ver a CNN entrevistando os Cinco heróis cubanos que eles chamam "terroristas" e que o império ianque os têm presos, disse o chefe de Estado durante um ato onde juramentou a um grupo de mulheres para que sejam defensoras do voto nas eleições parlamentares de 26 de setembro próximo, informou a imprensa presidencial.

Chávez, que na véspera censurou uma entrevista realizada pela jornalista Patricia Janiot — uma das principais apresentadoras da televisora norte-americana — ao terrorista Raúl Díaz Peña, foragido da justiça venezuelana, indicou que a apresentadora lhe solicitou através da rede social Twitter o direito a réplica em direto, acrescenta a agência PL.

"Eu desafio você para que entreviste um dos cubanos presos nos Estados Unidos. O assunto não é comigo, senhora Patricia, é com a dignidade de um povo", afirmou.

Embora a justiça venezuelana condenasse Díaz a nove anos de prisão por colocar bombas nas embaixadas da Espanha e Colômbia em 2003, Janiot apresentou o caso como um estudante que buscava refúgio nos EUA.



Fonte: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/17-septiembre-chavez.html

Sobre os CINCO

 Libertar os Cinco faria justiça também ao povo norte-americano
● Sean Penn e Benicio del Toro exigem fim da injusta prisão.

 Com a certeza de que o presidente dos Estados Unidos faria uma contribuição a respeito dos ideais de justiça de seus próprios concidadãos se decidisse, como está em suas mãos, libertar os Cinco lutadores antiterroristas cubanos, os laureados e populares atores, Sean Penn e Benicio del Toro expressaram na quinta-feira, dia 16, seu respaldo a uma iniciativa de seus colegas norte-americanos que exige pôr fim à injusta prisão de Gerardo, Antonio, Ramón, Fernando e René.

Pedro de la Hoz

 



A inocência dos Cinco e sua longa e arbitrária permanência em cárceres norte-americanos motivaram o respaldo de Penn, ganhador de dois prêmios Oscar por Mystic River (2003) e Milk (2009), o porto-riquenho Del Toro, merecedor dessa mesma estatueta em 2000 por Traffic e do Goya ao Melhor Ator em 2009 por sua personificação do comandante Ernesto Guevara em Che, o argentino, e o mexicano Demián Bichir, que nessa mesma saga fílmica interpretou Fidel Castro.

Também somaram suas assinaturas ao reclamo dirigido ao presidente Barack Obama o notável dramaturgo e lutador antifascista espanhol Alfonso Sastre; o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein; o escritor e sacerdote brasileiro Frei Betto; o poeta peruano Hildebrando Pérez, Prêmio Casa das Américas; e o cineasta argentino Tristán Bauer.

Entre as recentes adições se contam, também, as do trovador paraguaio Ricardo Flecha e o cantor e compositor colombiano Juanes, que dessa maneira se unem a músicos como o célebre cantor de música folk Pete Seeger, a multipremiada Bonnie Rait, estrela da música country, e o britânico Graham Nash, que integrou a mítica banda Crosby, Stills & Nash.

Fonte: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/17-septiembre-libertar.html

domingo, 12 de setembro de 2010

Cuba - Texto de Silvio Rodriguez

O mais popular cantor cubano, Silvio Rodrigues, faz a defesa da Revolução, com uma clarividente auto-crítica e convida a todos a gritar: Abaixo o Bloqueio!

Creio que a Revolução Cubana dignificou nosso país e os cubanos. E que o Governo Revolucionário tem sido o melhor governo de nossa História.
Sim: antes da Revolução, Havana estava muito mais pintada, os buracos eram poucos e se caminhava ruas e ruas de lojas cheias e iluminadas. Mas, quem comprava naquelas lojas? Quem podia caminhar com verdadeira liberdade por aquelas ruas? Claro, os que “tinham com que” nos seus bolsos. Os demais, a ver as vitrines e a sonhar, como minha mãe, como nossa família, como a maioria das famílias cubanas. Por aquelas avenidas fabulosas somente passeavam os “cidadãos respeitáveis”, bem considerados em primeiro lugar por seu aspecto. Os esfarrapados, os mendigos, quase todos negros, tinham que rodear, porque quando um policial os via em alguma rua “decente”, a cacetetes eram retirados dali.

Isto eu vi com meus próprios olhos de criança de 7 ou 8 anos e continuei vendo até meus 12, quando triunfou a Revolução.

Na esquina da minha casa havia dois bares, em um deles, as vezes, em vez de jantar, tomávamos uma vitamina. Em várias ocasiões passaram marines, caindo de bêbados, buscando prostitutas e se metendo com as mulheres do bairro. Um jovem vizinho nosso, que saiu para defender sua irmã, o atiraram ao chão e quando chegou a polícia, quem acham que levaram? Os abusados? Claro que não. A pontapés pelos fundilhos levaram aquele jovem universitário que, logicamente, depois se destacava nas manifestações estudantis.

Aí estão as fotos de um marine urinando, sentado na cabeça da estátua de Martí, no Parque Central de nossa Capital.

Isso era Cuba, antes de 59. Pelo menos assim eram as ruas de Centrohabana que eu vivi dia a dia, no distrito de San Leopoldo, pegado a Dragones e Cayo Hueso. Agora estão destruídas, me desagrada passar por ali porque é como ver as ruínas da minha própria infância. Cantei-a em “Trovador antiguo”. Como pudemos chegar a semelhante deterioraçao? Por muitas razões. Muita culpa nossa por não haver visto as árvores, embelezadas com o bosque, mas culpa também dos que querem que regressem os marines para humilhar a imagem de Martí.

Estou de acordo em reverter os erros, em banir o autoritarismo e construir uma democracia socialista sólida, eficiente, com um funcionamento que sempre se possa melhorar, que se garantisse a si mesma. Me nego a renunciar aos direitos fundamentais que a Revolução conquistou para o povo. Antes de mais nada, dignidade e soberania e também saúde, educação, cultura e uma velhice honrada para todos. Gostaria de não descobrir o que está acontecendo no meu país, pela imprensa do exterior, cujos enfoques trazem não pouca confusão. Gostaria que melhorasse muitas coisas que eu disse e outras que não disse.

Mas, acima de tudo, não quero voltar àquela ignomínia, aquela miséria, aquela falsidade de partidos políticos, que quando ganhavam o poder se entregavam ao maior lance. Tudo aquilo acontecia com amparo na Declaração dos Direitos do Homem e da Constituição de 1940. A experiência pré-revolucionária cubana e em muitos outros países, demonstra o que importa direitos humanos nas democracias representativas.

Muitos daqueles que hoje atacam a Revolução, foram educados por ela. Profissionais imigrantes, que comparam forçosamente as condições ideais da "culta Europa", com a de Cuba fustigada. Outros, mais velhos, que talvez chegaram a "ser algo", graças à Revolução, hoje se exibem como ideólogos pró-capitalistas, estudiosos das Leis e da História, disfarçados de trabalhadores humildes.

Pessoalmente, eu não suporto os “vira-casacas” fervorosos; estes arrependidos, com seus cursinhos de marxismo e tudo, que eram mais papistas que o Papa e agora são seu próprio reverso. Não lhes desejo mal, a ninguém desejo, mas tal inconsistência me deixa enojado.

A Revolução, como Prometeu (devo-lhe uma canção com esse nome), iluminou os esquecidos. Porque em vez de dizer ao povo; acreditem, lhes disse; leiam. Portanto, como o herói mitológico, querem fazê-la pagar por sua ousadia, amarrando-a em um cume distante, onde um abutre (ou uma águia imperial) devorará eternamente suas entranhas. Eu não nego os erros e os voluntarismos, mas eu não sei esquecer o apelo do povo da Revolução contra os ataques, que têm usado todas as armas para ferir e matar, com os mais poderosos e sofisticados meios de comunicação (e distorção) de idéias.

Eu nunca disse que o bloqueio tem toda a culpa por todas as nossas desgraças. Mas, a existência do bloqueio não nos deu a oportunidade de medirmos a nós mesmos.

Eu gostaria de morrer com as responsabilidades de nossa desfaçatez bem esclarecidas.

Por isso, convido todos aqueles que amam Cuba e desejam a dignidade aos cubanos, a gritar comigo agora, amanhã, em toda parte: ABAIXO O BLOQUEIO !

Fonte: http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/09/10/invitacion/

DF - Os CINCO

Ato de Solidariedade

O ato integra a V Jornada Mundial de Solidariedade aos 5 cubanos anti-terroristas injustamente presos nos Estados Unidos

Local: Auditório da CUT/DF

Data: 17 de setembro de 2010sexta feira

Horário: 19 h

Este ato é convocado pelos movimentos de solidariedade a Cuba em Brasília: CDR-I- Comitê de Defesa da Revolução – Internacionalista; APAC-DF- Associação de Pais e Apoiadores dos estudantes brasileiros em Cuba; NESCUBA- Núcleo de Estudos Cubanos e ANCREB-JM Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil- José Martí (seção Brasília) e  também por movimentos sociais do DF: Via Campesina; Movimento de Pequenos Agricultores – MPA; Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST; Movimento de Mulheres Camponesas – MMC

e Movimento de Atingidos por Barragens – MAB

Compareçam! Contribuam para eliminar essa enorme injustiça!

 
Aqui em Brasília, como parte da V Jornada Mundial de Solidariedade aos CINCO herois cubanos presos nos Estados Unidos, temos a seguinte programação:


  1. Documento a ser entregue na Embaixada dos Estados Unidos – 17 de setembro às 10:30 horas

  2. Programa na TV Comunitária – 9 de setembro

  3. Ato de solidariedade – 17 de setembro - incluindo DVD sobre os cinco e declamação de poesia de Antonio Guerrero

  4. Enviar mensagem para Barack Obama por meio do Twitter – @barackobama e enviar para a lista de e-mails das diversas entidades

  5. Enviar mensagem para todos os grupos de e-mails das entidades, utilizando o documento entregue na Embaixada

  6. Entregar o mesmo documento para os principais jornais de Brasília e tentar outros meios para divulgar o documento

12/9 - Os CINCO: Liberdade Já !!!

Fernando González, René González, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e Ramón Labañino. Esses são os nomes dos Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos por razões políticas. Desde a prisão, circula a nível mundial uma Campanha pela Libertação deles.

Neste ano, a ação ganha força com uma Jornada Internacional pela Liberdade dos Cinco, marcada para começar no próximo domingo (12), dia em que os cubanos completarão 12 anos de encarceramento.
Para a Campanha, a prisão dos Cinco faz parte de "uma política anticubana que inclui o bloqueio econômico, o financiamento de grupos políticos com fins de desestabilização e a agressão constante em todos os espaços internacionais".
Isso porque, de acordo com o manifesto da Campanha, os cubanos encarcerados não cometeram nenhum tipo de delito e, portanto, estão presos por razões políticas, e não jurídicas.

Os Cinco foram presos no dia 12 de setembro de 1998 em Miami, na Flórida, acusados de transgredir as leis federais estadunidenses e espionar o país norte-americano.
A intenção dos cubanos era alertar Cuba sobre os atentados terroristas que eram planejados por exilados cubanos em Miami. Para a Campanha, o Estado norte-americano tem tolerado a existência de uma rede terrorista em Miami contra o povo cubano.
De acordo com ela, entre 1959 e 1997, lançaram-se, dos Estados Unidos, 5.780 ações terroristas contra Cuba. Entre 1959 e 2003, 61 aviões e barcos foram sequestrados. "Ademais, a agência estadunidense de espionagem, universalmente conhecida por sua sigla em inglês, CIA, dirigiu e apoiou 299 grupos paramilitares que são responsáveis por 549 assassinatos e por milhares de feridos", acrescenta.
A Campanha acredita que a maioria dos ataques foram preparados em Miami por grupos cubanos de extrema direita com o apoio da CIA. Do outro lado dos ataques, estão os Cubanos que foram ao país norte-americano com o intuito de verificar os planos terroristas e denunciá-los à ilha caribenha. No entanto, a tentativa resultou na prisão dos Cinco, encarcerados há 12 anos.
Além do encarceramento, os cubanos têm seus direitos violados. Alguns deles não podem receber visita das esposas e muitas vezes são obrigados a ficar em celas de isolamento máximo. Por conta disso, as organizações assinantes do manifesto pedem, mais uma vez, ao presidente estadunidense Barack Obama a libertação dos Cinco Cubanos.
As demandas serão reforçadas na Jornada Internacional pela Libertação dos Cinco. De acordo com o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos, a atividade começa no próximo domingo e se estenderá até o dia 8 de outubro, data da queda em combate de Che.
Durante esse período, as ações lembrarão outros episódios, como o assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier, morto em 21 de setembro de 1976 em Washington, e a explosão de um avião civil da Aviação Cubana em 6 de outubro de 1976, o qual ocasionou a morte de 73 pessoas.
Mais ações
Apesar da Jornada só começar no domingo, as atividades pela Libertação dos Cincos Cubanos já iniciaram em muitos países. Sexta-feira (10), por exemplo, foi lançado, na sede da União de Trabalhadores de Imprensa de Buenos Aires, o livro "Os heróis proibidos: a história não contada dos Cinco".
Neste sábado (11) e domingo, ocorre, em Buenos Aires, o Primeiro Encontro Internacional Regional pela Liberdade dos Cinco com a participação de representantes de Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai.
No Peru, o Comitê Peruano de Solidariedade com os Cinco realizou uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos na última quinta-feira (9).
Outra mobilização no país está prevista para acontecer sábado. Dessa vez, os manifestantes sairão em marcha da Plaza Dos de Mayo até o Parque Washington, em Lima.
A Embaixada de Cuba, na Bolívia, também enviou uma nota pedindo justiça para o caso dos cinco cubanos. Em nota expressou que "os Cinco são, além disso, vítimas do ódio e da vingança do governo dos Estados Unidos contra a revolução cubana. Em todo o processo ficou provada a natureza política do caso, o qual se inscreve na história de agressões dos EUA contra Cuba".
Em Miami, as organizações que integram a Aliança Martiniana, a Associação José Martí e o Círculo Bolivariano vão realizar um ato no dia 12, domingo. A ação vai pedir ao presidente estadunidense, Barack Obama, a liberdade imediata dos cinco detidos.
Fonte: Adital

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mais sobre Lucius Walker

Não queremos pensar num mundo sem Lucius Walker.

Aida Calviac Mora.

A ironia do golpe que nos abalou a todos; quando a ameaça de guerra nuclear paira sobre as nossas cabeças, um dos homens de paz imprescindíveis foi embora, após 80 anos de verdadeiro exemplo. Morreu Lucius Walter, o reverendo norte-americano que há quase duas décadas travou uma luta irreversível frente à obstinada e cruel política do governo de seu país contra Cuba.

Armado de fé e resistência, aferrado às grandes causas e à justiça social, Lucius chegou a esta Pátria apesar das detenções e dos golpes daqueles que sempre temeram que fosse divulgada a realidade cubana.

Com antecedência, deixou sua marca nos movimentos de libertação na África, durante missões de apoio aos patriotas da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola... Depois na América Central, em particular em El Salvador e na Nicarágua. Este último destino, segundo narrou múltiplas vezes, inspiraria o surgimento da Fundação Interreligiosa Pastores pela Paz.

"Em 2 de agosto de 1988, minha filha Gail e eu estávamos entre outros 200 civis numa viagem pelo rio Escondido na Nicarágua que foi cruamente atacada pelos contras. Dois nicaraguenses morreram e 49 passageiros foram feridos. Naquela noite, enquanto recebia tratamento por uma ferida de bala, orei a Deus buscando um guia espiritual para achar uma resposta adequada diante de tamanho ato de terrorismo. A inspiração que Deus me deu foi criar os Pastores pela Paz, com o objetivo de levar caravanas de ajuda material às vítimas da agressão norte-americana!

Finalmente esta Ilha conquistou seus esforços. Em 1991, em momentos em que choviam as mentiras sobre a Revolução, as contagens regressivas e os prognósticos apocalípticos, um diálogo em Havana com o reverendo Raúl Suárez, diretor do Centro Martin Luther King, impulsionou a ideia.

Em entrevista concedida ao Granma, no ano seguinte, Walker declarou: "No começo, pensamos que nossa tarefa devia ser enviar caravanas, tal como se fazia na América Central. Mas enquanto mais acompanhávamos a situação, mais percebíamos de que os problemas primários de Cuba não precisavam muito de nós, mas sim de pôr fim ao bloqueio. Percebíamos que Cuba não requeria a mesma ajuda do que outros países, porque tinha a capacidade e a força para se abastecer, apesar do bloqueio. Nossa direção avaliou o caso e decidiu que nossa contribuição seria lutar para terminar com o bloqueio".

Em 1992, a notícia de que um grupo de religiosos percorreu vários estados norte-americanos e reuniu uma flotilha de 45 veículos para enviar medicinas, materiais escolares e alimentos a Cuba, foi considerada pelas autoridades uma afronta, mais do que um "ato de desobediência civil".

A peregrinação por umas 90 cidades atingiria seu momento mais tenso na chegada a Laredo, no Texas, por onde deviam passar até o México as 15 toneladas de ajuda humanitária. O governo exigia uma "licença de exportação"; contudo, o reverendo tinha afirmado durante o percurso que "não vamos pedir permissão a Washington para fazer chegar a carga, porque isso seria reconhecer a legalidade do bloqueio e o direito do estado a intervir na missão da Igreja".

De nada serviram então as advertências intimidatórias nem os "toques no ombro" de mais dum funcionário do Departamento do Tesouro ou da Alfândega.

Os homens e mulheres de Lucius Walker, emulando a determinação de seu líder, se mantiveram firmes em sua decisão de passar tudo e não somente a parte permitida pela legislação norte-americana, além de que a violação do bloqueio poderia acarretar-lhes sanções de até US$250 mil de multa e dez anos de prisão, riscos que decidiram assumir.

Alguns membros da caravana passaram a pé, levando consigo até o lado mexicano aqueles produtos que nos regulamentos não eram considerados ajuda humanitária. Entre eles, uma cadeira de rodas que Lucius, o primeiro a cruzar, transladou com um letreiro que exigia: Let Cuba live. Lift the embargo (Deixem viver a Cuba. Ponham fim ao bloqueio).

Aquela primeira passagem da ponte da fronteira lhe valeu uma detenção de dez horas, mas já a sorte estava decidida.

Em 1993 foi a vez da segunda caravana, e os obstáculos, longe de diminuírem, puseram novamente a prova sua firmeza e sua condição de homem de fé.

Desta vez, os funcionários da alfândega arrestaram um pequeno ônibus amarelo de transporte escolar, sob o insólito pretexto de que poderia ser utilizado para transladar tropas cubanas, e um jejum prolongado foi a resposta de vários dos membros da caravana, apesar de que pelas altas temperaturas de Laredo — acima dos 40 graus —, a greve de fome era ainda mais perigosa. Outra vez Lucius Walker, outra vez a moral e o exemplo. A carta que endereçou ao presidente William Clinton, redigida o décimo terceiro dia de jejum, ficou como constância disso: "nossa resolução de continuar defendendo os direitos dos pobres e necessitados de receberem ajuda religiosa e médica, sem interferências do governo, permanece invariável".

O ônibus amarelo, liberado após 22 dias de greve de fome, se converteu em ícone do espírito combativo do reverendo, que poucos anos depois, em 1996, liderou uma manifestação parecida por mais de 90 dias, para exigir a devolução de 395 computadores que lhes tinham sido arrancados pela força aos membros da caravana.

Lucius foi condecorado com a ordem Carlos J. Finlay pela contribuição daqueles equipamentos na modernização de nosso sistema de saúde; distinção que lhe foi imposta pelo comandante-em-chefe Fidel Castro, quem afirmou naquela oportunidade que "a ética, a moral e a fé não podem ser destruídas".

Ainda, Cuba outorgou ao reverendo a Ordem da Solidariedade, e a Medalha da Amizade a sua organização, como prova de respeito e admiração a seu reiterado apoio à Ilha.

Também, a partir da humanista iniciativa de Fidel de possibilitar que jovens do continente e de outras nações viessem estudar na Escola Latino-Americana de Medicina, mais de 100 jovens dos bairros mais pobres dos Estados Unidos — sob a coordenação de Lucius Walker —, estão estudando medicina em Cuba. Deles já se formaram várias dezenas.

Mais de 20 caravanas chegaram a estas terras com sua carga moral e material, e os Pastores pela Paz — que reflete em boa medida a composição dos estadunidenses —, contribuíram a introduzir dentro da psicologia social de parte da população, a necessidade de lutar contra o bloqueio e duma aproximação construtiva entre ambos os países. No dizer de seu líder: "Qualquer coisa que nós façamos é em primeira instância uma resposta ao amor que Cuba ofereceu ao mundo. Nossa solidariedade está baseada na importância que tem manter seu exemplo. Eu não gostaria de pensar num mundo sem Cuba".

Em agradecimento, os cubanos teríamos que dizer que não queremos pensar num mundo sem Lucius Walker.

Fonte: GRANMA ( http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/8-septiembre-nao.html )

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Faleceu Lucius Walker

Caros amigos e amigas do Movimento de Solidariedade com Cuba:

Há poucos minutos recebemos a triste notícia da perda irreparável do Reverendo Lucius Walker, que faleceu hoje, 7/9. Lucius Walker foi, durante muitos anos, um grande exemplo de solidariedade com as mais nobres causas da humanidade e valente defensor da amizade entre os povos. Mais informações assim que recebermos mais detalhes acerca deste doloroso acontecimento.
Fonte: ICAP

Leia mais: http://www.outroladodanoticia.com.br/09/2010/murio-lucius-walker-lider-de-pastores-por-la-paz/

RS - Eleição ACJM dia 21/9

CONVOCAÇÃO



A ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ – RS CONVOCA SEUS ASSOCIADOS PARA A ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA A REALIZAR-SE NO DIA 21 DE SETEMBRO DE 2010, EM SUA SEDE, NA RUA DOS ANDRADAS, Nº 1560, 16º ANDAR, GALERIA MALCOM, PORTO ALEGRE, RS, COM PRIMEIRA CHAMADA ÀS 19H E SEGUNDA CHAMADA ÀS 19h30min, COM A SEGUINTE ORDEM DO DIA:

- ELEIÇÕES DA DIRETORIA E DO CONSELHO DELIBERATIVO.

PORTO ALEGRE, 20 DE AGOSTO DE 2010.



RICARDO HAESBAERT

PRESIDENTE

sábado, 4 de setembro de 2010

V Jornada Mundial com os CINCO

LIBERDADE PARA OS CINCO HEROIS ANTITERRORISTAS CUBANOS PRESOS NOS EUA.

NO PROXIMO DIA 11 DE SETEMBRO DE 2010 TERÁ INÍCIO A V JORNADA MUNDIAL DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO E COM ELA UMA NOVA OPORTUNIDADE PARA EXIGIRMOS DO GOVERNO DOS EUA QUE ACABE COM ESSA ENORME INJUSTIÇA E REDOBRAR A CAMPANHA POR SUA LIBERDADE.



CUBA DENUNCIA A INJUSTA PRISÃO QUE POR 12 ANOS SOFREM OS CINCO ANTITERRORISTAS CUBANOS NOS EUA E A CONSTANTE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DE OLGA SALANUEVA E ADRIANA PÉREZ (ESPOSAS DE DOIS DELES) QUANDO NEGAM - DESDE A PRIMEIRA VEZ QUE SOLICITARAM - OS VISTOS PARA VISITÁ-LOS NAS PRISÕES DESSE PAÍS.



RECENTEMENTE CONHECEMOS AS EVIDENCIAS SOBRE O PAGAMENTO QUE FEZ O GOVERNO ESTADUNIDENSE AOS JORNALISTAS QUE COBRIRAM O JULGAMENTO, COM O OBJETIVO DE PROMOVER O ÓDIO CONTRA OS CINCO NA SOCIEDADE E ENTRE AS AUTORIDADES JURÍDICAS.



A ASSEMBLEIA NACIONAL DO PODER POPULAR DE CUBA DENUNCIOU RECENTEMENTE A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO DOS EUA PELA SAÚDE DO HEROI GERARDO HERNADEZ NORDELO; O QUAL, GRAÇAS AO APOIO E A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL, FOI POSSÍVEL TIRÁ-LO DO CONFINAMENTO A QUE FOI SUBMETIDO, QUE IMPEDIA TODA COMUNICAÇÃO COM SEUS ADVOGADOS, JUSTAMENTE DURANTE O RECENTE INÍCIO DE UM NOVO PROCESSO DE APELAÇÃO (HABEAS CORPUS).



REITERAMOS QUE O PRESIDENTE OBAMA TEM A POSSIBILIDADE DE COLOCAR FIM A ESSA ARBITRARIEDADE, HERDADA DE BUSH, FAZENDO USO DE SEU PODER CONSTITUCIONAL QUE O PERMITE LIBERTAR OS CINCO.

ESTAMOS CONVENCIDOS DA FORÇA E ALCANCE DA SOLIDARIEDADE E O APOIO INTERNACIONAL EM FAVOR DA LIBERTAÇÃO DEFINITIVA DESSES HEROIS.



CHAMAMOS TODAS AS MULHERES E HOMENS HONESTOS E SENSIVEIS A DIRIGIREM-SE, POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS, AO PRESIDENTE OBAMA, EXIGINDO QUE PONHA FIM A ESSA ABOMINAVEL INJUSTIÇA.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

13/8 - Fidel 84 anos

FELIZ ANIVERSÁRIO COMANDANTE !!!

SP - Yoruba Andabo

As raízes africanas por trás dos “calientes” ritmos cubanos tão aplaudidos e amados na arte do Buena Vista Social Club serão mostradas pelo Yoruba Andabo em apresentação nesta quinta-feira, 12 de agosto de 2010 , às 21h, na Casa de Espetáculo Viva São Paulo .Local : Rua Fiandeiras, n° 966. Vila Olímpia São Paulo, SP

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RN - Ato político

Na noite desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal do Natal, ocorre um ato político em memória aos 57 anos do assalto ao Quartel Moncada, em Cuba. A solenidade também comemora o Dia da Amizade Natal-Havana, criado em 1998 através de projeto de lei do então vereador Juliano Siqueira.

Na solenidade, marcada para as 19h na Câmara Municipal, estarão presentes representantes do Legislativo, Executivo, UFRN, OAB, CUT, CDHMP, DCE da UFRN, DCE da UNP, UMES e Fórum de Mulheres, que são as entidades que têm representantes na composição da comissão que organiza as comemorações do dia da Amizade Natal-Havana.

A entrada na solenidade é aberta ao público e o evento será transmitido ao vivo pela TV CÂMARA.

Brasil - Moção pelos Cinco

JSB lança moção pela libertação dos cinco heróis cubanos presos nos EUA


Moção da Juventude Socialista pela liberdade dos Cinco Heróis Cubanos.


A Juventude Socialista Brasileira - JSB vêm a público manifestar sua solidariedade aos cinco companheiros cubanos militantes da luta anti-terrorista que são mantidos como prisioneiros políticos em cadeias norte-americanas há 12 anos.

Nenhum crime foi cometido, apenas a “audácia” de agir como agentes do Estado cubano infiltrados em organizações terroristas anti-cubanas nos Estados Unidos para colher informações que pudessem evitar futuros atentados contra cidades Cubanas. É legítima uma ação de inteligência de um Estado nacional voltada para defender a vida de milhões de pessoas inocentes. Muito diferente disso é o que faz o Estado norte-americano em suas “guerras preventivas” “contra o terrorismo” que se traduziram em terrorismo de Estado e genocídio.

Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González são os nomes dos cinco “prisioneiros do império”, declarados em 2001, pela Assembléia Nacional do Poder Popular de Cuba, “Heróis da República de Cuba”.

Para nós, são também heróis da luta anti-capitalista e anti-imperialista, são cidadãos do mundo, militantes da causa socialista, e merecem nossa solidariedade e nossa luta.

Nos somamos ao povo cubano e à todos que defendem os direitos humanos na luta pela libertação imediata dos cinco!

solidariedade-a-cuba-maos

“Tenho apenas duas mãos, e o sentimento do mundo”

Carlos Drummond de Andrade

Natal-RN, junho de 2010.

Juventude Socialista Brasileira

www.jsb40.com.br

domingo, 8 de agosto de 2010

MG - Yoruba Andabo

Grupo cubano Yoruba Andabo apresenta-se com sucesso no Brasil.


 


Quarta-feira, 4 de agosto de 2010.


 


Brasília, 4 ago (PL) Com teatro lotado e sucesso total apresentou-se em Belo Horizonte a companhia cubana de dança Yoruba Andabo, informaram hoje os organizadores do evento.



Promovido por Rosendo Díaz, juntamente com a Associação Cultural José Martí de Minas Gerais e a RPD Consultoria, o grupo dirigido por Geovani del Pino fez o público dançar na sua apresentação noturna no Teatro Joao Ceschiatti do Palácio das Artes de Belo Horizonte.

A heterogênea plateia do maior espaço cultural de Minas Gerais assistiu o espetáculo Rumba Viva em Havana, com obras escolhidas como O Congo, o Ciclo Yoruba e o chamado complexo da rumba com seus ritmos musicais tradicionais.

Os organizadores disseram a Prensa Latina, via Internet, que especialmente o yambú, o guaguancó e a columbia movimentaram os presentes, que não conseguiram ficar parados em seus assentos e invadiram os corredores e o palco para dançar esses ritmos.

Explicaram que Yoruba Andabo chegou em Belo Horizonte em 22 de julho passado para dar vários concertos e com o objetivo de participar no Segundo Congresso Internacional de Cultura e Religião Yoruba, que contou com a presença de mais de seis mil delegados de diversas nações.

A companhia cubana atuou no encerramento desse encontro em 25 de julho passado, assim como nas atividades promovidas pela Associação Cultural José Martí de Minas Gerais em homenagem ao 57° aniversário dos assaltos aos quarteis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, ocorridos em 26 de julho de 1953, em Cuba.

Na comemoração do Dia da Rebeldia Nacional Cubana, Yoruba Andabo se apresentou no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais junto com outros grupos brasileiros como a Companhia Primitiva da Dança Negra, Mestre Conga, Maestro Pepe, Roda de Capoeira da Acesa.

A atual companhia teve sua origem no grupo artístico sindical Guaguancó Marítimo Portuario, criado em 1961 no Porto de Havana e na década de 1980 iniciaram suas apresentações profissionais como Yoruba Andabo.

Desde então, o grupo fez concertos no Canadá, Estados Unidos, Costa Rica, Panamá, Colômbia, México, Espanha, Suiça, França e Reino Unido e gravou mais de vinte discos. Em 1992, o CD "El callejón de los rumberos" obteve o prêmio Juno, no Canadá, o equivalente ao Grammy estadunidense.

Em 2001, Yoruba Andabo conquistou um Grammy compartilhado e conta com indicações como a da Academia de Música de Espanha (2006) e ao Grammy Latino (2003 e 2006).

 


Fonte: Prensa Latina

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vitória !!!

A pressão dos povos conseguiu tirar o heroi cubano Gerardo Hernández da cela nazista nos EUA.



Na manhã de 3 de agosto, o Heroi da República de Cuba, Gerardo Hernández Nordelo, ligou para sua esposa, Adriana Pérez O’Connor e informou que na tarde de 2 de agosto o haviam transferido da cela de castigo onde se encontrava desde 21 de julho passado para a área habitual onde cumpre sua injusta pena.


O Departamento de Estado, na tarde de segunda-feira, havia informado às autoridades cubanas sobre esta mudança. Adriana, na conversa, o encontrou com bom estado de ânimo e moral elevada.


Em nome do povo cubano agradecemos as demonstrações de apoio e solidariedade demonstradas por diversas organizações e pessoas de boa vontade que exigiram o fim deste cruel e desumano tratamento.


Seguiremos na luta até que se faça justiça e os Cinco regressem a sua Pátria.


(Veja o vídeo em espanhol aqui)


Fonte: Instituto Cubano de Amizade com os Povos (www.icap.cu)

Gerardo saiu do ¨hueco¨

O antiterrorista Gerardo Hernández, um dos cinco herois cubanos presos nos Estados Unidos, foi libertado da cela do isolamento, nesta terça-feira (3), se reintegrando à população carcerária. Apesar de estar doente e de não ter cometido nenhum ato que justificasse a punição, ele estava na cela de castigo desde 21 de julho. A transferência desta terça ocorreu após uma intensa campanha de seus advogados e de milhares de apoiadores em todo o mundo.

De acordo com uma nota informativa, Gerardo se comunicou, por telefone, com a sua esposa Adrana Pérez, a quem avisou, nesta quarta-feira, que havia voltado à área comum da prisão na véspera. O documento assegura que o Departamento de Estado havia informado às autoridades cubanas sobre o fato ainda na tarde de ontem.

Adriana Pérez comunicou que, na conversa, encontrou o marido com "bom estado de ânimo e moral elevado". "Em nome do povo cubano, agradecemos as mostras de apoio e solidariedade demonstradas por diversas organizações e pessoas de boa vontade, que reivindicaram o fim desse cruel e desumano tratamento. Seguiremos a luta até que se faça justiça e que os conco regressem à Pátria", expressa o texto.

Nos últimos dias, as autoridades da ilha denunciaram que Hernández, reconhecido como "Herói da República de Cuba", assim como seus quatro companheiros presos nos EUA, tinha sido confinado, sem motivos, em uma cela de castigo e tinha problemas de saúde. No domingo passado, a Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento) aprovou uma declaração de protesto no qual requisitou que a situação em que se encontrava Hernández, preso nos EUA há doze anos, devia "cessar imediatamente".

Hernández, de 45 anos, foi detido junto a René González, Antonio Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino em 1998, no estado americano da Flórida, e um tribunal federal de Miami os declarou culpados de conspirar contra a segurança nacional norte-americana, embora seu único crime tenha sido se infiltrar entre os terroristas anticubanos de Miami, para desbaratar planos contra a ilha, sem representar ameça alguma à segurança dos EUA.

Leonard Weinglass, um dos advogados de Gerardo, havia visitado o cubano no final de semana, acompanhado do seu colega Peter Schey. Descreveu, na manhã de segunda-feira (2), para Gloria La Riva, do Comitê Nacional pela Libertação dos 5 Cubanos, as condições crueis e extremas em que Gerardo havia sido colocado.

"Gerardo mantém um espírito elevado, porém está realmente sofrendo muito. Numa temperatura de mais de 37°, o ar estava tão sufocante que Gerardo estava deitado no chão aspirando o ar da fresta da porta. Não podia tomar o remédio para a pressão que o médico havia prescrito (...). Não podia tomar uma ducha porque a água estava escaldante. Haviam-lhe dado lençois tão sujos que não lhe restou alternativa que não lavá-los na água da privada."

Weinglass ressaltou que "entregamos uma carta de cinco páginas à direção da prisão contendo todas as irregularidades cometidas ao colocá-lo na solitária. A carta sublinhou pontualmente o regulamento da prisão que eles próprios violaram."

A saída de Gerardo da solitária é fruto de grande pressão dos advogados e do movimento de solidariedade nacional e internacional com os Cinco Cubanos.

Fonte: www.vermelho.org.br

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Do ICAP para todos da Solidariedade

Apelo urgente aos amigos do Movimento de Solidariedade com Cuba sobre a situação de Gerardo Hernandez.



Havana, 1º de agosto de 2010
"Ano 52 da Revolução¨


Queridos amigos e amigas,

Estou escrevendo para vocês com o desejo de buscar a sua atenção e apoio para uma situação grave que ocorre com um dos nossos cinco compatriotas presos injustamente nos EUA por combater o terrorismo, há 12 anos.

Hoje acabamos de aprovar, na sessão plenária da Assembleia Nacional do Poder Popular uma declaração de protesto, que pode ser encontrada em todos os sites da imprensa cubana e em nosso blog "Sempre com Cuba", que explica a situação Gerardo Hernandez.

É vital que todos e todas multipliquemos os esforços para levar esta mensagem para os EUA, o seu Presidente, o Congresso, o Departamento Federal de Prisões e todos aqueles que possam chamar a atenção sobre o que está acontecendo. 

O Comandante-em-Chefe tem reiteradamente denunciado a situação dos Cinco, em particular a de Gerardo, explicou que estamos assistindo a um ato de tortura que devemos dar a conhecer, é preciso intensificar as ações para que Obama os libertem.

Estamos pedindo para você empreender esforços no sentido de lhes assegurar que Gerardo seja devolvido à população prisional, seja objeto de uma atenção médica urgente, que possa continuar a preparar-se para o processo de recurso e de receber visitas de sua esposa Adriana Pérez O'Connor.

Agradecemos a todos a reação imediata desde que o Companheiro Alarcón denunciou esta situação e peço-lhes para que se juntem a redes sociais abertas, especialmente no Facebook e Twitter, para que o mundo saiba desta injustiça. Não devemos descansar até que os Cinco estejam livres, todos, de uma vez, agora. 

Um abraço solidário,

Kenia Serrano Puig

Presidenta

Instituto Cubano de Amizade com os Povos

Endereços e telefones nos EUA:









Departamento de Estado de Estados Unidos

Secretaria de Estado Hillary Clinton
2201 C Street, NW
Washington, DC 20520

Número de Telefone: 1-202-647-4000

Número de Fax: 1-202-647-2283




Bureau Federal de Prisiones

Director Harley G. Lappin
320 First St., NW,
Washington, DC 20534

Número de Telefone 202-307-3198.

Correio eletrônico info@bop.gov









Presidente Barack Obama

White House

1600 Pennsylvania Ave, NW

Washington, DC 20500

Número de Telefone 202-456-1111

Número de Fax 202-456-2461.


 

 

 

 










Departamento de Justicia de Estados Unidos

Fiscal General Eric Holder  

U.S. Department of Justice

950 Pennsylvania Avenue, NW

Washington, DC 20530-0001

Número de Teléfone 202-514-2000

Linha de comentários - 202-353-1555

Correio eletrônico AskDOJ@usdoj.gov

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