quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

EUA - Faleceu Howard Zinn

Com profunda tristeza recebemos a notícia da morte de Howard Zinn, que faleceu de ataque cardíaco aos 87 anos em Santa Mónica, California.  

Howard Zinn foi um ativista pelos direitos civis e contra a guerra. Ele era conhecido pelo que escreveu sobre a história americana desde o ponto de vista dos trabalhadores e oprimidos. Zinn expôs as mentiras da versão da história que é ensinada nas salas de aula estadunidenses.


Este historiador conhecido a nível internacional e autor do livro "A Outra História dos Estados Unidos" também apoiou as lutas internacionais por justiça inclusive a luta pela liberdade dos Cinco Cubanos presos nos EUA desde 1998.  


Em abril de 2007, durante uma conferência sobre os Cinco Cubanos na Universidade Northeastern em Boston, Howard Zinn iniciou sua palestra dirigindo-se a plateia, na maioria estudantes, dizendo "Esta noite vocês terão muita sorte; vão  aprender algo que a maioria das pessoas nos Estados Unidos desconhecem e é o caso dos Cinco Cubanos".  Durante sua apresentação se referiu a prisão dos Cinco por defender seu país contra o terrorismo como "um ato de crueldade imperdoável".  

Enquanto lamentamos sua morte, seu legado continuará nos historiadores e escritores que buscam a verdade em vez de seguir o discurso de Washington e das grandes corporações da mídia.

...tomado do COMITÊ INTERNACIONAL PELA LIBERDADE DOS CINCO CUBANOS...howard-zinn

 

domingo, 24 de janeiro de 2010

HAITI - Nova Reflexão de Fidel




 


ENVIAMOS MÉDICOS E NÃO SOLDADOS !


Na Reflexão do 14 de Janeiro, dois dias depois da  catástrofe de Haiti que destruiu esse irmão e vizinho país, escrevi: “Cuba, apesar de ser um país pobre e bloqueado, há anos está cooperando com o povo haitiano. Por volta de 400 médicos e especialistas da saúde prestam cooperação gratuita ao povo haitiano. Em 127 dos 137 povoados do país trabalham todos os dias os nossos médicos. Por outro lado, não menos de 400 jovens haitianos foram formados como médicos na nossa Pátria. Trabalharão agora com o esforço dos nossos médicos que viajaram ontem para salvarem vidas nesta crítica situação. Podem mobilizar-se, portanto, sem especial esforço, até mil médicos e especialistas da saúde que já estão quase todos ali e dispostos a cooperar com qualquer outro Estado que desejar salvar vidas haitianas e reabilitar feridos”.


 “A situação é difícil ― comunicou-nos a Chefa da Brigada Médica Cubana― porém temos começado já a salvar vidas.”


 A cada hora, de dia e de noite, nas poucas instalações que não foram destruídas, em casas de campanha ou em parques e lugares abertos, por medo da população a novos tremores, os profissionais cubanos  da saúde começaram a trabalhar sem descanso.


A situação era mais grave que o imaginado inicialmente. Dezenas de milhares de feridos imploravam por ajuda nas ruas de Porto Príncipe, e um número incalculável de pessoas jaziam, vivas ou mortas, sob as ruínas de argila ou adobe com que tinham sido construídas as moradias da imensa maioria da população. Prédios, inclusive mais sólidos, desabaram. Foi necessário além disso localizar, nos bairros destruídos os médicos haitianos formados na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), muitos dos quais foram afetados direta ou indiretamente pela tragédia.


Funcionários das Nações Unidas ficaram presos em muitos lugares e se perderam dezenas de vidas, incluindo vários chefes da MINUSTAH, uma força das Nações Unidas, e se desconhecia o destino de centenas de outros membros do seu pessoal.


O Palácio Presidencial de Haiti  desabou. Muitas instalações públicas, inclusive várias de caráter hospitalar, ficaram em ruínas.


A catástrofe comoveu o mundo, que pôde presenciar o que estava acontecendo através das imagens dos principais canais internacionais de televisão. De todas as partes, os governos anunciaram o envio de peritos em resgate, alimentos, medicamentos, equipamentos e outros recursos.


De conformidade com a posição pública formulada por Cuba, o pessoal médico de outras nacionalidades, nomeadamente, espanhóis, mexicanos, colombianos e de outros países, trabalhou arduamente junto dos nossos médicos em instalações que tínhamos improvisado. Organizações  como a OPS e países amigos como a Venezuela e de outras nações forneceram medicamentos e variados recursos. Uma ausência total de protagonismo e chauvinismo caracterizou a conduta impecável  dos profissionais cubanos e os seus dirigentes.


Cuba, do mesmo jeito que já o fez em situações semelhantes, como quando o Furacao Katrina causou grandes estragos na cidade de Nova Orleans e pôs em perigo a vida de milhares de norte-americanos, ofereceu o envio de uma brigada médica completa para cooperar com o povo dos Estados Unidos da América, um país que, como se conhece, possui imensos recursos, mas o que se precisava nesse instante eram médicos adestrados e equipados para salvarem as vidas. Por sua localização geográfica, mais de mil médicos da Brigada “Henry Reeve” estavam organizados e prontos com os medicamentos e equipamentos pertinentes para partirem a qualquer hora do dia ou da noite para essa cidade norte-americana. Pela nossa mente nem sequer passou a idéia de que o Presidente dessa nação rejeitasse a oferta e permitisse que um número de norte-americanos que podiam salvar-se perdessem a vida. O erro desse Governo consistiu na sua incapacidade para compreender que o povo de Cuba não vê no povo norte-americano um inimigo, nem como culpado das agressões que tem sofrido a nossa Pátria.


Aquele Governo também não foi capaz de compreender que o nosso país não precisava mendigar favores ou perdões daqueles que durante meio século tem tentado inutilmente nos pôr de joelhos.


O nosso país, igualmente no caso de Haiti, aceitou imediatamente  o pedido de sobrevôo na região oriental de Cuba e outras facilidades que precisavam as autoridades norte-americanas para prestarem assistência o mais rapidamente possível aos cidadãos norte-americanos e haitianos afetados pelo terremoto.


Estas normas têm caracterizado a conduta ética do nosso povo que, unido a sua equanimidade e firmeza, têm sido as características permanentes da nossa política externa. Isso é bem conhecido por todos aqueles  adversários nossos no contexto internacional.


 Cuba defenderá firmemente o critério de que a tragédia que teve lugar em Haiti, a nação mais pobre do hemisfério ocidental, constitui um desafio aos países mais ricos e poderosos da comunidade internacional.


Haiti é um produto absoluto do sistema colonial, capitalista imperialista imposto ao mundo. Tanto a escravidão em Haiti quanto a sua ulterior pobreza foram impostas desde o exterior. O terrível sismo se produz depois da Cimeira de Copenhague, onde foram pisoteados os direitos mais elementares de 192 Estados que fazem parte da Organização das Nações Unidas.


Após a tragedia, se desatou em Haiti uma concorrência pela adoção imediata e ilegal de crianças, o que obrigou a UNICEF a tomar medidas preventivas contra o desarraigo de muitas crianças, que tiraria a familiares próximos deles tais direitos.


O número de vítimas mortais ultrapassa já as cem mil pessoas. Uma elevada cifra de cidadãos perdeu braços e pernas, ou sofreu fraturas que precisam de reabilitação para o trabalho ou o desenvolvimento das suas vidas.


   Cerca de 80% do país deve ser reconstruído e criar uma economia suficientemente desenvolvida para satisfazer as necessidades na medida das suas capacidades produtivas. A reconstrução da Europa e o Japão, a partir da capacidade produtiva e o nível técnico da população, era uma tarefa relativamente simples em comparação com o esforço a fazer em Haiti. Ali, como em grande parte da África e em outras áreas do Terceiro Mundo, é indispensável criar as condições para um desenvolvimento sustentável. Em apenas 40 anos a humanidade terá mais de 9  bilhões de habitantes, e encara o desafio de uma mudança climática que os cientistas aceitam como uma realidade inevitável.


Em meio da tragedia haitiana, sem que ninguém saiba como e por quê, milhares de soldados das unidades de infantaria da marinha dos Estados Unidos, tropas aerotransportadas da 82ª Divisão e outras forças militares tem ocupado o território de Haiti. Pior ainda, nem a Organização das Nações Unidas, nem o Governo dos Estados Unidos da América tem oferecido uma explicação à opinião pública mundial deste movimento de forças.


Vários os Governos se queixam de que os seus meios aéreos não puderam aterrizar e transportar os recursos humanos e técnicos enviados a Haiti.


Diversos países anunciam, por sua vez, o envio adicional de soldados e equipamentos militares. Tais fatos, a meu ver, contribuiriam para criar o caos e complicar a cooperação internacional, já de por si complexa. É preciso discutir seriamente sobre o tema e designar à Organização das Nações Unidas o papel reitor que lhe corresponde neste delicado assunto.


O nosso país cumpre uma tarefa estritamente humanitária. Na medida das suas possibilidades contribuirá com os recursos humanos e materiais que estejam ao seu alcance. A vontade do nosso povo, orgulhoso dos seus médicos e cooperantes em atividades vitais é grande e estará à altura das circunstâncias.


Qualquer cooperação importante que se ofereça ao nosso país não será rejeitada, mas sua aceitação estará subordinada totalmente à importância e transcendência da ajuda que se precisar dos recursos humanos da nossa Pátria.


É justo afirmar que, até este instante, os nossos modestos meios aéreos e os importantes recursos humanos que Cuba tem colocado à disposição do povo haitiano não têm tido dificuldade nenhuma para chegar ao seu destino.


Enviamos médicos e não soldados!




Fidel Castro Ruz
23 de Janeiro 2010
5h30

http://www.cuba.cu/gobierno/reflexiones/reflexiones.html



RS - Programação Casa Cuba


Dia 26/01

14h – Abertura da Casa Cuba e 2ª Reunião Pública Mundial de Cultura


                   Ricardo Haesbaert – Associação Cultural José Martí - RS


                   Ary José Vanazzi – Prefeito de São Leopoldo


                   Ismael González – Coordenador Alba Cultural e Chefe da Delegação Cubana


                   Alfredo Manevy – Ministro da Cultura Interino - Brasil


Local: Teatro Municipal


15h – Debate: A Diversidade e a Identidade Cultural Latino Americana


Mediador: Zé Martins – Presidente do CODIC – FAMURS


Debatedores: Vicente Feliú – Canto de Todos – En Defensa de La Humanidad - Cuba


                      Eduardo Balán - El Culebrón Timbal – Argentina


                      Wal Mayans – Tierra Sin Mal – Paraguay


                      Dorvalino Refej – Professor Kaigang – Brasil


 


Shows 


23h Tonda y Combo – Salsa, Tinba e Latin’Jazz (Baile na tenda da casa Cuba) ( POA)


22h Vicente Feliú, Eduardo Sosa e Tony Ávila (CUBA),


21h Liliana Herrero (ARGENTINA)


20h Quartcheto/Raul/Adriana Defentti (POA)


21h Fernanda Kruger (SÃO LEOPOLDO)


 


 


Dia 27/01


15h – Debate: Os 50 anos da Revolução Cubana e os desafios da esquerda Latino Americana hoje.


Mediadora: Vereadora Ana Affonso – PT- São Leopoldo


Debatedores: Valter Pomar – Secretário Executivo do Foro de São Paulo


                      Ismael González- Ministério da Cultura de Cuba


                      Carlos Baráibar – Deputado Federal da Frente Ampla – Uruguai


17h – Painel: Crise Mundial, Conjuntura e Integração Latino-Americana


Dr. Osvaldo Martinez – Diretor do Centro de Pesquisa de Economia Mundial - Cuba


Shows


22h Murga Agarrate Catalina (URUGUAI)


21h Daniel Viglietti (URUGUAI)


20h Pedro Munhoz, Zé Martins e Grupo Tempero Verde (RS)


19h Luciano Alves (SÃO LEOPOLDO)


 


Dia 28/01


14h – Debate: 50 anos de um bloqueio criminoso, e a violação dos Direitos Humanos dos 5 patriotas cubanos


Mediador:Ricardo Haesbaert – Associação Cultural José Martí - RS


Debatedores:Paulo Vizentini – Doutor em Relações Internacionais - UFRGS


                     Olga Saranueva Arango - Familiar dos 5 patriotas presos nos E.U.A.


                     José Prieto Cintado – ICAP – Instituto Cubano de Amizade entre os Povos            


                     Ligia Guevara – União Nacional de Juristas de Cuba


17h – Vigência do pensamento Martiano na América Latina hoje.


Homenagem a José Martí no seu 157 aniversário de nascimento.


                     Ruth Ignácio – Socióloga, professora da faculdade de Ciências Sociais da PUC-RS


                     Ismael González – Coordenador Alba Cultural – Ministério da Cultura de Cuba


Shows


22h Obsession (CUBA)


21h Tonho Crocco (POA)


20h Realidade Paralela (POA)


19h Melomaníacos (SÃO LEOPOLDO)


 


Dia 29/01


14h – Debate: Os desafios dos governos progressistas Latino Americanos na nova conjuntura internacional.


Mediador: Ary José Vanazzi – Prefeito de São Leopoldo


Debatedores: Pepe Mujica – Senador e Presidente eleito do Uruguai


                      Carlos Trejo Sosa - Cônsul-Geral de Cuba no Brasil


                      Álvaro Garcia Linera – Vice-Presidente da Bolívia


                      Marco Aurélio Garcia – Assessor Especial da Presidência da República – Brasil


17h A escalada da militarização imperialista contra a América Latina e Caribe


                       Lourdes Cervantes – OSPAAAL – Cuba


                       Socorro Gomes – Presidenta do Conselho Mundial da Paz - Brasil


 


Shows de Encerramento: Carnaval Social Mundial


23h Tonda y Combo – Salsa, Tinba e Latin’Jazz ( Baile na tenda da Casa Cuba)


22h Escola de Samba Império do Sol (SÃO LEOPOLDO)



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

RS - Casa Cuba São Leopoldo 26 a 29/1

Caros companheiros,

Enviamos abaixo a programação oficial da Casa Cuba - São Leopoldo - 2010 . Que ocorrerá na cidade de São Leopoldo - RS, na Praça 20 de Setembro(Praça da Biblioteca) entre os dias 26 e 29 de janeiro dentro da programação do Fórum Social Mundial - 10 anos - Grande Porto Alegre.

A Casa Cuba é uma realização conjunta entre a Associação Cultural José Mart-RS, a Embaixada de Cuba no Brasil, a Prefeitura de São Leopoldo e o Ministério da Cultura do Brasil.

É um espaço consolidado nas edições brasileiras do Fórum Social Mundial. Ocorreram em 2003 e 2005 no FSM Porto Alegre e em 2009 no FSM Belém do Pará, esta é a quarta edição.

Tem o objetivo de promover a cultura latino-americana e caribenha e homenagear os 50 Anos da Revolução Cubana e a heróica resistência de seu povo.

É um espaço de intercâmbio e solidariedade internacional que promove o encontro de vários páises da américa-latina para refletir os desdobramentos da crise mundial e pensar os desafios das forças progressistas e principalmente dos povos latino-americanos, em 2010 e nos próximos anos.

Pois a integração continental latino-americana nas suas dimensões culturais, políticas, ambientais e sociais é uma necessidade cada vez mais urgente do século XXI.

É também um encontro e uma mostra da cultura de nossa América e uma afirmação de sua rica diversidade. Um debate político-cultural com a visão de vários pensadores e artistas da atualidade, no nosso continente.

Cuba, Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Equador, Chile, Perú, El Salvador são um só na defesa da solidariedade internacional, dos direitos humanos, da diversidade cultural, da justiça e da verdade.

Que esta quarta edição da Casa Cuba sirva para alimentar a alma e o espiríto daqueles que sonham e lutam por um Outro Mundo Possível.

E que o exemplo planetário deste incício de século seja o dos povos latino-americanos e caribenhos, que bravamente vem mostranto a humanidade que querem construir o seu próprio caminho.

Pedro Vasconcellos

Coordenador Casa Cuba - São Leopoldo

Diretor de Políticas Culturais e Diversidade



PROGRAMAÇÃO CASA CUBA - SÃO LEOPOLDO - 2010




Dia 26/01


14h – Debate: A Diversidade e a Identidade Cultural Latino Americana


Mediador: Zé Martins – Presidente do CODIC - RS


Debatedores: Osvaldo Martínez - En Defensa de la Humanidad - Cuba


Eduardo Balán - El Culebrón Timbal – Argentina


Wal Mayans – Tierra Sin Mal – Paraguay


Dorvalino Refej – Professor Kaigang - Brasil



Shows


22h Eliades Uchoa (CUBA),


21h Liliana Herrero (ARGENTINA)


20h Quartcheto/Raul/Adriana Defentti (POA)


21h Fernanda Kruger (SÃO LEOPOLDO)




Dia 27/01


14h – Debate: Os 50 anos da Revolução Cubana e os desafios da esquerda Latino Americana hoje.


Mediadora: Vereadora Ana Affonso – PT- São Leopoldo


Debatedores: Valter Pomar – Secretário Executivo do Foro de São Paulo


Lourdes Cervantes Vázquez – OSPAAL - Cuba


Carlos Baráibar – Deputado Federal da Frente Ampla – Uruguai



Shows


23h Murga Agarrate Catalina (URUGUAI)


22h Vicente Feilú (CUBA)


21h Daniel Viglietti (URUGUAI)


20h Pedro Munhoz, Zé Martins e Grupo Tempero Verde (RS)


19h Luciano Alves (SÃO LEOPOLDO)




Dia 28/01


14h – Debate: 50 anos de um bloqueio criminoso, e a violação dos Direitos Humanos dos 5 patriotas cubanos


Mediador:Ricardo Haesbaert – Associação Cultural José Martí - RS


Debatedores: Paulo Vizentini – Doutor em Relações Internacionais - UFRGS


Olga Saranueva Arango - Familiar dos 5 patriotas presos nos E.U.A.


José Prieto Cintado – ICAP – Instituto Cubano de Amizade entre os Povos



Shows


22h Obsession (CUBA)


21h Tonho Crocco (POA)


20h Realidade Paralela (POA)


19h Melomaníacos (SÃO LEOPOLDO)




Dia 29/01


14h – Debate: Os desafios dos governos progressistas Latino Americanos na nova conjuntura internacional.


Mediador: Ary José Vanazzi – Prefeito de São Leopoldo


Debatedores: Pepe Mujica – Senador e Presidente eleito do Uruguai


Carlos Trejo Sosa - Cônsul-Geral de Cuba no Brasil


Álvaro Garcia Linera – Vice-Presidente da Bolívia


Marco Aurélio Garcia – Assessor Especial da Presidência da República - Brasil



Shows de Encerramento: Carnaval Social Mundial


22h Escola de Samba Império do Sol (SÃO LEOPOLDO)


21h Maracatu Truvão (POA)


20h Sarau Cantos do Mundo (POA)


19h Midian (SÃO LEOPOLDO)




Mostra Cinema Cubano:



Teatro Municipal


Sempre ás 10h


26 de janeiro: “Roble de Olor”, de Rigoberto López


27 de janeiro: “Memorias del Subdesarrollo”, de Tomás Gutiérrez Alea


28 de janeiro: “Tres veces Dos”, de Pavel Giroud, Lester Hamlet e Esteban Insausti.


29 de janeiro: “Vampiros en la Habana”, Juan Padrón


Instituto Cubano de Arte e Cinema



Exposição Fotográfica de Artistas Cubanos:



Galeria de Arte Liana Brandão


Do dia 25 de janeiro ao dia 15 de fevereiro.


Sempre das 14h ás 20h


Fototeca de Cuba



Exposição de Fotos do MST: exposição coletiva.



Fotogaleria do Centro Cultural José Pedro Boéssio


Das 14h ás 18h


Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - Brasil
























quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DF - Atividade pelos 157 anos de Martí

A Embaixada da República de Cuba, a Associação de Cubanos Residentes, o Núcleo de Estudos Cubanos, as organizações de Solidariedade e os movimentos sociais de Brasília


têm a honra de convidá-lo


para a atividade que se celebrará


em comemoração pelo


157° Aniversário de Nascimento de


“ José Martí Pérez”



Data: 30 de janeiro de 2010


Hora: 10:00 horas


Local: Praça Buriti, Brasília






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Cultivo una rosa blanca
En Julio como en Enero
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca

Y para el cruel que me arranca
El corazón con que vivo
Cardo ni ortiga cultivo
cultivo una rosa blanca


Patriota e escritor cubano, apóstolo da independência de Cuba, última colônia espanhola na América. O fato de haver morrido em uma batalha, o transformou no mártir das aspirações cubanas de independência. José Julián Martí Pérez nasceu no dia 28 de janeiro de 1853, em Havana, onde recebeu sua educação primária. Por suas idéias revolucionárias e a participação na Guerra dos Dez Anos, aos 16 anos, foi condenado a 6 anos de prisão, cumprindo pena de trabalhos forçados nas pedreiras de Havana. Com a saúde debilitada teve a pena comutada em exílio, em 1871 segue  para a Espanha. Em Madrid publica "A prisão política em Cuba", o primeiro de muitos folhetos em defesa  da independência cubana.



Em 1874 concluiu seus estudos na Universidade de Zaragoza, diplomando-se em Direito, Filosofia e Letras. Decepcionado com os liberais espanhóis, segue para a França e de lá, parte para o México e em seguida para a Guatemala, onde por algum tempo foi professor universitário. Regressou a Cuba em 1878, mas foi novamente deportado por manter seus ideais revolucionários e conspirar contra a autoridade espanhola. Porém, conseguiu fugir da Espanha, indo para os Estados Unidos onde viveu por 1 ano. De Nova York seguiu para a Venezuela onde esperava estabelecer-se, publicando a Revista Venezuelana, que não agradou a ditadura local, obrigando-o a retornar a Nova York, onde viveu de 1881 a 1895. Ali publica Ismaelillo, livro de poemas para seu filho, que expressa toda sua angústia por estarem separados.  Colabora com o jornal argentino A Nação, e escreve vários de seus versos livres e a novela Amizade Funesta.





Em abril de 1887 torna-se cônsul do Uruguai nos Estados Unidos, e o seria também da Argentina e Paraguai. Ainda em Nova York  publica os quatro números de A Idade de Ouro, revista mensal  dedicada às crianças da América Latina. Participando ainda, nesse período, de uma Conferência Internacional, em Washigton. Devido a repercursão de um artigo seu na Revista Culta de Nova Iorque, é convidado a participar do Congresso Monetário de Washington, como representante do Uruguai. Finalmente, decide desligar-se de todas as suas atividades,para dedicar-se a preparação da guerra pela independência de Cuba do domínio espanhol. Durante o ano de 1892 prepara o estatuto do Partido Revolucionário Cubano, e viaja entre Nova York, Filadelfia e Tampa, onde se  organizavam os exilados cubanos. deles recebendo sustentação política e financeira. Começou a publicar o jornal La Pátria, voltado à liberdade, ganhando notoriedade como guerreiro nacionalista, dedicado à luta pela independência. A urgência em deflagrar a guerra contra os espanhóis, a qual referia como uma "cruzada contra o demônio", devia-se ao medo crescente de que a força imperialista norte-americana fizesse o mesmo, conquistando Cuba, devido ao interesse comercial e por considerarem a conquista da ilha como a chave para dominarem as Américas Central e do Sul.



Em uma de suas observações mais famosas disse: "Quem se submete ao monopólio econômico, curva-se ao domínio político. A nação que compra, comanda. A nação que vende, submete-se. O comércio deve ser equilibrado para assegurar a liberdade." Poucos dias antes de morrer, teria escrito uma carta a um amigo, onde confessava que sacrificaria sua vida, se isso detivesse o avanço dos Estados Unidos sobre a América Latina. Na ilha de Santo Domingo, em 25 de março de 1895, redigiu o Manifesto de Montecristo, onde esboçou  a política para a guerra pela independência. Onde ficou determinado que a propriedade privada não seria danificada,  os espanhóis que não oferecessem resistência seriam poupados, que negros e brancos participariam da luta com os mesmos direitos, e, finalmente, que com a libertação lutassem todos pelo desenvolvimento político e econômico de Cuba. Em 11 de abril de 1895, desembarca com Máximo Gómez em Playtas de Cajobabo, Baracoa, a leste da ilha, recebendo a patente de General do Exército Libertador. Morre 39 dias depois,em 19 de maio, num combate com tropas espanholas, em Dos Ríos. José Martí foi um dos precursores do modernismo ibero-americano, sendo considerado um dos maiores poetas latino-americanos. Era um leitor voraz, admirador de Amou Ralph Waldo Emerson e Walt Whitman, a quem chamou de "poeta dos povos". Suas idéias eram suas armas na luta por um mundo melhor, costumava dizer que "quanto maior é o sofrimento, maior é o direito à justiça, os preconceitos dos homens e a desigualdade social não podem prevalecer sobre a igualdade que a natureza criou". Acreditava que a liberdade e a justiça deveriam ser as principais bases para um governo, seus escritos condenam todo e qualquer regime autoritário, daí a importância de sua obra, publicada de 1936 a 1953, em 73 volumes.



________________________________



Pesquisa e Edição: Maria Luna e Thereza Pires, para Luna e Amigos
Fontes:
http://www.epdlp.com/marti.html
www.fiu.edu/~fcf/jmarti.html
http://www.josemarti.org/temas/biografia/biografiaintro.htm















http://www.lunaeamigos.com.br/cultura/josemarti.htm




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

RS - Fórum Social Mundial

De 26 a 29 de janeiro de 2010 ocorrerá em São Leopoldo, durante o Fórum Social Mundial, a Casa Cuba com uma intensa programação política e cultural.

 


Segue abaixo programação  da Casa Cuba:


 


FSM Grande Porto Alegre 2010 – São Leopoldo – RS


 


Dia 26/01


14h – Debate :  A Diversidade e a Identidade Cultural Latino Americana


                     


Debatedores:


                      Orlando Sena – ex-Secretário do Audiovisual do MinC - Brasil


                      Roberto Fernandez Retamar – Diretor da Casa de Las Américas – Cuba


                      Eduardo Balán - El Culebrón Timbal – Argentina


                      Caco Valdéz – Movimento Diversidad - Paraguay


Dia 27/01


14h – Debate: Os 50 anos da Revolução Cubana e os desafios da esquerda Latino Americana hoje.


 


Debatedores: Valter Pomar – Secretaria Executiva do Foro de São Paulo


                      Roberto Regalado – Sociólogo e Historiador Cubano


                      Carlos Baráibar – Deputado da Frente Ampla – Uruguai


Dia 28/01


 


14h – Debate: 50 anos de um bloqueio criminoso, e a violação dos Direitos Humanos dos 5 patriotas cubanos


 


Debatedores:


 


Paulo Vizentini – Doutor em Relações Internacionais - UFRGS


Familiar dos 5 patriotas


Associação dos Juristas de Cuba


 


Dia 29/01


14h – Debate: Os desafios dos governos progressistas Latino Americanos na nova conjuntura internacional.


 


Debatedores: Pepe Mujica – Senador e Presidente eleito do Uruguai


                       Abel Prieto – Ministro da Cultura de Cuba


                       Garcia Linera – Vice presidente da Bolívia


                       Marco Aurélio Garcia – Assessor Especial da Presidência da República


 


Shows Casa Cuba


Fórum Social Mundial 2010 – São Leopoldo


 


Dia 26/01 – terça-feira


 


- Fernanda Kruger trio.


- 4tcheto: Raul Ellwanger e Adriana Defentti.


- Liliana Herrero (Argentina).


- Eliades Ochoa y su Grupo (Cuba).


 


 


Dia 27/01 – quarta-feira


 


- Luciano Alves.


- Pedro Muñoz e convidados.


- Daniel Viglietti (Uruguai).


- Vicente Feilú (Cuba).


 


 


Dia 28/01 – quinta-feira


 


- Melomaníacos.


- Realidade Paralela.


- Tonho Crocco.


- Obsession (Cuba).


 


 


Dia 29/01 – sexta-feira


 


- Sarau Cantos do Mundo.


- Midian Almeida e Grupo.


- Murga Agarrate Catalina (Uruguai).


- Escola de Samba Império do Sol.


 

Haiti - ZILDA ARNS

ZILDA ARNS, A MÃE DO BRASIL



 



 

Frei Betto






    Pode-se repetir que ninguém é insubstituível, mas a dra. Zilda Arns, vítima do terremoto que arruinou o Haiti, era sim uma pessoa imprescindível. Nela mostrava-se imperceptível a distância entre intenções e ações. Formada em medicina e movida por profundo espírito evangélico – era irmã do cardeal Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo –, fundou a Pastoral da Criança, alarmada com o alto índice de mortalidade infantil no Brasil.

    Em iniciativas de voluntariado se podem mapear dois tipos de pessoas: as que, primeiro, agem, põem o bloco na rua e depois buscam os recursos; e as que se enredam no cipoal das fontes financiadoras e jamais passam da utopia à topia.

    Zilda Arns arregaçou as mangas e, inspirada na pedagogia de Paulo Freire, encontrou, primeiro, os recursos humanos capazes de mobilizar milhares de pessoas em prol da drástica redução da mortalidade infantil: mães e pais das crianças, de 0 a 6 anos, atendidas pela Pastoral, transformados em agentes multiplicadores.  

    Ela, sim, fez o milagre da multiplicação dos pães, ou seja, da vida. Aonde chega a Pastoral da Criança, o índice de mortalidade infantil cai, no primeiro ano, no mínimo 20%.

    Seu método de atenção às gestantes pobres e às crianças desnutridas tornou-se paradigma mundial, adotado hoje em vários países da América Latina e da África. Por essa razão ela se encontrava no Haiti, onde pagou com a morte sua dedicação em salvar vidas.

    Trabalhamos juntos no Fome Zero. No lançamento do programa, em 2003, ela discordou de se exigir dos beneficiários comprovantes de gastos em alimentos, de modo a garantir que o dinheiro não se destinasse a outras compras. Oded Grajew e eu a apoiamos, ressaltamos que apresentar comprovantes não era relevante, valia como forma de se verificar resultados. Haveria que confiar na palavra dos beneficiários.

         Em março de 2004, no momento em que o governo trocava o Fome Zero pelo Bolsa Família, ela me convocou a Curitiba, sede da Pastoral da Criança. Em reunião com  José Tubino, da FAO, e dom Aloysio Penna, arcebispo de Botucatu (SP), que representava a CNBB, debatemos as mudanças na área social do governo. Expus as tensões internas na área social, sobretudo a decisão de se acabar com os Comitês Gestores, pelos quais a sociedade civil atuava junto à gestão pública.

    Zilda Arns temia que o Bolsa Família priorizasse a mera transferência de renda, submetendo-se à orientação que propõe tratar a pobreza com políticas compensatórias, sem tocar nas estruturas que promovem e asseguram a desigualdade social.

    Acreditava que as políticas sociais do governo só teriam êxito consolidado se combinassem políticas de transferência de renda e mudanças estruturantes, ações emergenciais e educativas, como qualificação profissional.

    Dias após a reunião, ela publicou, neste espaço da FOLHA, o artigo  “Fôlego para o Fome Zero”, no qual frisava que a política social “não deve estar sujeita à política econômica. É hora de mudar esse paradigma. É a política econômica que deve estar sujeita ao combate à fome e à miséria”.

    E alertava: “Erradicar os Comitês Gestores seria um grave erro, por destruir uma capilaridade popular que fortalece o empoderamento da sociedade civil; por reforçar o poder de prefeitos e vereadores que nem sempre primam pela ética e pela lisura no trato com os recursos públicos. O governo não deve temer a parceria da sociedade civil, representada pelos Comitês Gestores.”

    O apelo da mãe da Pastoral da Criança não foi ouvido. Os Comitês Gestores foram erradicados e, assim, a participação da sociedade civil nas políticas sociais do governo. Apesar de tudo, o ministro Patrus Ananias logrou aprimorar o Bolsa Família e o índice de redução da miséria absoluta no país, conforme dados recentes do Ipea. Falta encontrar a porta de saída aos beneficiários, de modo a produzirem a própria renda.

    Zilda Arns nos deixa, de herança, o exemplo de que é possível mudar o perfil de uma sociedade com ações comunitárias, voluntárias, da sociedade civil, ainda que o poder público e a iniciativa privada permaneçam indiferentes ou adotem simulacros de responsabilidade social.

    Se milhares de jovens e adultos brasileiros sobrevivem, hoje, às condições de pobreza em que nasceram, devem isso em especial à dra. Zilda Arns, que merece, sem exagero, o titulo perene de Mãe da Pátria.

     

Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor de “A mosca azul – reflexão sobre o poder” (Rocco), entre outros livros.