quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DF - Atividade pelos 157 anos de Martí

A Embaixada da República de Cuba, a Associação de Cubanos Residentes, o Núcleo de Estudos Cubanos, as organizações de Solidariedade e os movimentos sociais de Brasília


têm a honra de convidá-lo


para a atividade que se celebrará


em comemoração pelo


157° Aniversário de Nascimento de


“ José Martí Pérez”



Data: 30 de janeiro de 2010


Hora: 10:00 horas


Local: Praça Buriti, Brasília






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Cultivo una rosa blanca
En Julio como en Enero
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca

Y para el cruel que me arranca
El corazón con que vivo
Cardo ni ortiga cultivo
cultivo una rosa blanca


Patriota e escritor cubano, apóstolo da independência de Cuba, última colônia espanhola na América. O fato de haver morrido em uma batalha, o transformou no mártir das aspirações cubanas de independência. José Julián Martí Pérez nasceu no dia 28 de janeiro de 1853, em Havana, onde recebeu sua educação primária. Por suas idéias revolucionárias e a participação na Guerra dos Dez Anos, aos 16 anos, foi condenado a 6 anos de prisão, cumprindo pena de trabalhos forçados nas pedreiras de Havana. Com a saúde debilitada teve a pena comutada em exílio, em 1871 segue  para a Espanha. Em Madrid publica "A prisão política em Cuba", o primeiro de muitos folhetos em defesa  da independência cubana.



Em 1874 concluiu seus estudos na Universidade de Zaragoza, diplomando-se em Direito, Filosofia e Letras. Decepcionado com os liberais espanhóis, segue para a França e de lá, parte para o México e em seguida para a Guatemala, onde por algum tempo foi professor universitário. Regressou a Cuba em 1878, mas foi novamente deportado por manter seus ideais revolucionários e conspirar contra a autoridade espanhola. Porém, conseguiu fugir da Espanha, indo para os Estados Unidos onde viveu por 1 ano. De Nova York seguiu para a Venezuela onde esperava estabelecer-se, publicando a Revista Venezuelana, que não agradou a ditadura local, obrigando-o a retornar a Nova York, onde viveu de 1881 a 1895. Ali publica Ismaelillo, livro de poemas para seu filho, que expressa toda sua angústia por estarem separados.  Colabora com o jornal argentino A Nação, e escreve vários de seus versos livres e a novela Amizade Funesta.





Em abril de 1887 torna-se cônsul do Uruguai nos Estados Unidos, e o seria também da Argentina e Paraguai. Ainda em Nova York  publica os quatro números de A Idade de Ouro, revista mensal  dedicada às crianças da América Latina. Participando ainda, nesse período, de uma Conferência Internacional, em Washigton. Devido a repercursão de um artigo seu na Revista Culta de Nova Iorque, é convidado a participar do Congresso Monetário de Washington, como representante do Uruguai. Finalmente, decide desligar-se de todas as suas atividades,para dedicar-se a preparação da guerra pela independência de Cuba do domínio espanhol. Durante o ano de 1892 prepara o estatuto do Partido Revolucionário Cubano, e viaja entre Nova York, Filadelfia e Tampa, onde se  organizavam os exilados cubanos. deles recebendo sustentação política e financeira. Começou a publicar o jornal La Pátria, voltado à liberdade, ganhando notoriedade como guerreiro nacionalista, dedicado à luta pela independência. A urgência em deflagrar a guerra contra os espanhóis, a qual referia como uma "cruzada contra o demônio", devia-se ao medo crescente de que a força imperialista norte-americana fizesse o mesmo, conquistando Cuba, devido ao interesse comercial e por considerarem a conquista da ilha como a chave para dominarem as Américas Central e do Sul.



Em uma de suas observações mais famosas disse: "Quem se submete ao monopólio econômico, curva-se ao domínio político. A nação que compra, comanda. A nação que vende, submete-se. O comércio deve ser equilibrado para assegurar a liberdade." Poucos dias antes de morrer, teria escrito uma carta a um amigo, onde confessava que sacrificaria sua vida, se isso detivesse o avanço dos Estados Unidos sobre a América Latina. Na ilha de Santo Domingo, em 25 de março de 1895, redigiu o Manifesto de Montecristo, onde esboçou  a política para a guerra pela independência. Onde ficou determinado que a propriedade privada não seria danificada,  os espanhóis que não oferecessem resistência seriam poupados, que negros e brancos participariam da luta com os mesmos direitos, e, finalmente, que com a libertação lutassem todos pelo desenvolvimento político e econômico de Cuba. Em 11 de abril de 1895, desembarca com Máximo Gómez em Playtas de Cajobabo, Baracoa, a leste da ilha, recebendo a patente de General do Exército Libertador. Morre 39 dias depois,em 19 de maio, num combate com tropas espanholas, em Dos Ríos. José Martí foi um dos precursores do modernismo ibero-americano, sendo considerado um dos maiores poetas latino-americanos. Era um leitor voraz, admirador de Amou Ralph Waldo Emerson e Walt Whitman, a quem chamou de "poeta dos povos". Suas idéias eram suas armas na luta por um mundo melhor, costumava dizer que "quanto maior é o sofrimento, maior é o direito à justiça, os preconceitos dos homens e a desigualdade social não podem prevalecer sobre a igualdade que a natureza criou". Acreditava que a liberdade e a justiça deveriam ser as principais bases para um governo, seus escritos condenam todo e qualquer regime autoritário, daí a importância de sua obra, publicada de 1936 a 1953, em 73 volumes.



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Pesquisa e Edição: Maria Luna e Thereza Pires, para Luna e Amigos
Fontes:
http://www.epdlp.com/marti.html
www.fiu.edu/~fcf/jmarti.html
http://www.josemarti.org/temas/biografia/biografiaintro.htm















http://www.lunaeamigos.com.br/cultura/josemarti.htm




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