domingo, 28 de fevereiro de 2010

CUBA - Vamos procurar a verdade (III)



O que a mídia internacional oculta: quem era Orlando Zapata?

Orlando Zapata Tamayo, de 42 anos, não formava parte dos mercenários que foram julgados em março de 2003 (não era um dos 75, nunca esteve na lista de ¨presos políticos¨ da ONU).

Cumpria uma sentença conjunta de privação de liberdade de 25 anos, depois de ter sido sancionado em 2004, a tres años, por Desórdem Pública, Desacato e Resistência. Sua historia delitiva é de um delinquente comum.

Desde julho de 1990, foi processado e condenado em reiteradas ocasiões por delitos comuns, entre eles  por Alteração da Órdem, Danos, Resistência, duas demandas por vagabundagem, Exibicionismo Público, Lesões e Porte de Armas Brancas. Enquanto preso foi sancionado várias vezes por Desórdem em Estabelecimento Penitenciário e Desacato.

Em 2001, se vincula à contra-revolução, contatado, entre outros mercenários, por Oswaldo Payá Sardiñas e Marta Beatriz Roque.

Em 2003, novamente é preso e a partir daí protagoniza várias ações violentas agredindo físicamente a funcionários penitenciários. Se nega em reiteradas ocasiões a consumir os alimentos da prisão e somente consumia os alimentos que recebia de seus familiares.

Se declarou em greve de fome em 18 de dezembro de 2009, negando-se a receber assistência médica. Não obstante, foi trasladado primeiramente ao Posto Médico da prisão, posteriormente, ao Hospital Provincial da cidade de Camaguey e depois ao Hospital Nacional de Reclusos de Havana.

Em todos os lugares, se realizaram estudos clínicos e foi prestada toda a assistência médica necessária, incluindo terapia intermediária e intensiva e alimentação voluntária por via parenteral (endovenosa) e enteral (mediante sonda de Levin) e recebeu todos os medicamentos e tratamentos necessários até seu falecimento, tudo reconhecido por sua própria mãe.

Em 3 de fevereiro, apresentou febre que desapareceu em 24 horas. Posteriormente, foi diagnosticada uma pneumonia que foi tratada com antibióticos e procedimentos mais avançados. Ao comprometer-se ambos os pulmões, foi assistido com respiração artificial até sua morte.

Depois de seu ingresso ao estabelecimento penitenciário, a mãe de Zapata Tamayo, Reyna Luisa Tamayo, se vinculou a atividades de grupos contra-revolucionários, pelas quais recebia dinheiro de organizações contra-revolucionárias que atuam nos Estados Unidos como a Fundação Nacional Cubano-americana.

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DECLARAÇÕES DO  PRESIDENTE DOS CONSELHOS DE ESTADO E DE MINISTROS RAÚL CASTRO RUZ SOBRE O FALECIMENTO DO PRESO ORLANDO ZAPATA TAMAYO




MARIEL, 24 DE FEBRERO DE 2010


Lamentamos muito.

Foi condenado a três anos mas enquanto preso cometeu delitos e se incrementou a sanção. Logo, foi levado aos nossos melhores hospitais. Morreu, lamentamos muito.

 


Desgraçadamente, neste confronto que temos com os Estados Unidos, já perdemos milhares de cubanos, sobretudo vítimas de terrorismo de Estado.  Entre mortos e incapacitados, são ao redor de 5 mil, sem contar outros milhares de feridos que chegaram a

se restabelecer, incluindo diplomatas que foram também assassinados no exterior e incluindo desaparecidos em outros países.

O dia que os Estados Unidos decidam conviver em paz conosco, acabarão todos esses


problemas e superaremos muitos outros problemas. Simplesmente temos que acostumar a viver respeitando uns aos outros.


Eles dizem que querem discutir conosco e estamos dispostos a discutir com o governo norte-americano todos os problemas que queiram; repeti três vezes, no Parlamento, todos, todos, todos. As discussões não as aceitamos se não são em absoluta igualdade de ambas partes. Eles podem indagar ou perguntar sobre todas as questões de Cuba, mas temos direito de perguntar sobre todos os problemas dos Estados Unidos.

Não reconhecemos a nenhum país, por poderoso que seja, nem a um conjunto de países como poderia ser a União Européia, o direito a envolverem-se em nossos assuntos internos. Não obstante, estamos dispostos a discutir tudo.

Em meio século, aqui não assassinamos ninguém, aqui não se torturou ninguém, aqui não se produziu nenhuma execução extrajudicial. Bem, aqui em Cuba, sim, existe tortura, mas na Base Naval de Guantânamo, não no território que governa a Revolução.

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CUBADEBATE
Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Guillermo Nova, correspondente de Cubainformação em Havana.




Pese aos esforços dos médicos em evitá-lo, a lamentável morte de Orlando Zapata agitou a uma oposição não acostumada a levar
até o fim seus atos ao governo mas sobretudo carente de mártires.

Atrás fica na lembrança aquelas greves de fome onde se comia as escondidas, ou mesmo se passava pelo liquidificador pedaços de carne para aparentar suco ante aos meios de imprensa, esses mesmos que faziam isso são os que hoje choram, porque num país sem torturas nem mortes extrajudiciais, necessitavam um mártir para mostrar e levaram Zapata até o desfiladeiro para mostrá-lo como troféu coletivo.

-Em greve de fome por um telefone.

Em dezembro Zapata começou uma greve de fome pedindo melhorias carcerárias, como ter um fogão e um telefone pessoal na sua cela, coisas que não se tem em nenhum centro penitenciário do mundo e por isso fincou o pé numa batalha que não podia ganhar.

-Reações

Entre as reações ao falecimento apareceram denúncias de supostas detenções ao largo do dia, para evitar que os opositores possam chegar a Banes, cidade onde se realizaria o enterro, entra em contradição com que Martha Beatriz Roque, membro do grupo dos 75 e com uma licença extrapenal por motivos de saúde partiu desde Havana para Banes em um microônibus em companhia de uma dezena de Damas de Branco e Vladimiro Roca. Roque inclusive assegurou por telefone, ao diário El País que não tiveram problemas de mobilidade ou que fosse impedida de viajar afirmando que se encontrava no caminho para o lugar.

Os grupos anti-castristas recebem mais de 40 milhões de dólares dos Estados Unidos anualmente, mas suas reivindicações tem repercussão social nula em Cuba e em âmbito internacional são ofertadas pelos mandatários, chegando inclusive a não ser convidados a muito tempo à propria Sina.

Prova que a oposição clássica tem cada vez menos credibilidade é que o apoio cada vez é maior à chamada ciberdissidência que tem na blogueira cubana Yoani Sánchez como máxima estrela, a qual aproveitou a ocasião para fazer um pequeno filme do caso com declarações da mãe do falecido em seu blog.

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CUBADEBATE

10 perguntas em torno da morte de Zapata

Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

1-Quem se beneficia com a lamentável morte de Orlando Zapata Tamayo?

2-Porque se ignora o prontuário de delitos comuns de Orlando Zapata Tamayo e o colocam na categoria de ¨Preso Político”.?

3-Por qual razão nenhuma organização contra-revolucionária do exterior e dos grupúsculos internos pediu a Orlando Zapata para que abandonasse a greve de fome?

4-É verdade que quando o contra-revolucionário Guillermo Fariñas protagonizou uma greve de fome, trataram de convencê-lo de que abandonasse sua postura com o argumento de que era mais útil vivo que morto?

5-Porque agora não se fez o mesmo? É certo que as transmissões das emissoras subversivas contra Cuba incentivaram a greve de fome?

6-É verdade que os analistas da mal chamada Radio Martí sustentaram em suas análises que a morte de Orlando Zapata teria um alto custo político para as autoridades cubanas?

7-É verdade que a morte de Orlando Zapata se insere nos planos para propiciar a unidade na atomizada contra-revolução?

8-O que explica que as autoridades de saúde cubana, em março de 2009, salvaram a vida de Orlando Zapata ao extrair dele um tumor cerebral?

9-Pode um ser humano com um organismo afetado de eventos anteriores sobreviver 85 dias, sem uma esmerada atenção médica?

10-Quantas crianças, neste momento, neste mundo hipócrita, estão morrendo de fome, sem ter nem sequer o direito de optar por uma greve de fome?

CUBA - Vamos procurar a verdade (II)

PARA QUEM A MORTE É ÚTIL.

A absoluta carência de mártires que padece a contra-revolução cubana, é proporcional a sua falta de escrúpulos. É difícil morrer-se em Cuba, não somente porque as expectativas de vida sejam as do Primeiro Mundo —ninguém morre de fome, pese a carência de recursos, nem de doenças curáveis—, senão porque impera a lei e a honra. Os mercenários cubanos podem ser detidos e julgados segundo leis vigentes —em nenhum país podem violar-se as leis: receber dinheiro e colaborar com a embaixada de um país considerado como inimigo; nos Estados Unidos, por exemplo, pode acarretar severas sanções de privação de liberdade— mas eles sabem que em Cuba ninguém desaparece, nem é assassinado pela polícia. Não existem "escuros rincões" para interrogatórios "não convencionais" a presos-desaparecidos, como os de Guantánamo ou Abu Ghraib.  Além disso, um entrega sua vida por um ideal que prioriza a felicidade dos demais, não por um que prioriza a própria.

Nas últimas horas, no entanto, algumas agências de imprensa e governos apressaram-se em condenar a Cuba pela morte em prisão, no passado 23 de fevereiro, do cubano Orlando Zapata Tamayo. Toda morte é dolorosa e lamentável. Mas o eco mediático tem o tom, desta vez, de entusiasmo: ao fim —parecem dizer—, aparece um "herói". Por isso se impõe explicar brevemente, sem qualificativos desnecessários, quem foi Zapata Tamayo. Pese a todas as maquiagens, se trata de um preso comum que iniciou sua atividade delitiva em 1988. Processado pelos delitos de invasão de domicílio" (1993), "lesões menos graves" (2000), "fraude" (2000), "lesões e porte de arma branca" (2000): feridas e fratura lineal de crânio ao cidadão Leonardo Simón, com o emprego de um facão, "alteração da ordem" e "desordens públicas" (2002), entre outras causas em nada vinculadas à política, foi liberto sob fiança em 9 de março do 2003 e voltou a delinquir no dia 20 do mesmo mês. Dados seus antecedentes e condição penal, foi condenado desta vez a 3 anos de cárcere, mas a sentença inicial ampliou-se de forma considerável nos anos seguintes por sua conduta agressiva na prisão.

Na lista dos chamados presos políticos elaborada para condenar a Cuba em 2003 pela manipulada e extinta Comissão de Direitos Humanos da ONU, não aparece seu nome —como afirma, sem verificar as fontes e os fatos, a agência espanhola EFE— apesar de que sua última detenção coincide no tempo com a daqueles. De ter existido uma intencionalidade política prévia, não tivesse sido libertado onze dias antes. Ávidos de arrolar à maior quantidade possível de supostos ou reais correligionarios nas filas da contra-revolução, por uma parte, e convencido pela outra das vantagens materiais que entranhava uma "militancia" amamentada por embaixadas estrangeiras, Zapata Tamayo adotou o perfil "político" quando já sua biografia penal era extensa.

No novo papel foi estimulado uma e outra vez por seus mentores políticos a iniciar greves de fome que minaram definitivamente seu organismo. A medicina cubana o acompanhou. Nas diferentes instituições hospitalares onde foi tratado existem especialistas muito qualificados —aos que se agregaram outros de diferentes centros— que não pouparam recursos em seu tratamento. Recebeu alimentação por via parenteral. A família foi informada da cada passo. Sua vida prolongou-se durante dias por respiração artificial. De todo o dito existem provas documentais.

Mas há perguntas sem responder, que não são médicas. Quem e por que estimulou a Zapata a manter uma atitude que já era evidentemente suicida? A quem lhe convinha sua morte? O desenlace fatal regocija intimamente aos hipócritas "dolentes". Zapata era o candidato perfeito: um homem "prescindível" para os inimigos da Revolução, e fácil de convencer para que persistisse em um empenho absurdo, de impossíveis demandas (televisão, fogão e telefone pessoais na cela) que nenhum dos cabeças reais teve a valentia de manter. Cada greve anterior dos instigadores tinha sido anunciada como uma provável morte, mas aqueles grevistas sempre desistiam antes de que se produzissem incidentes irreversíveis a saúde. Instigado e alentado a prosseguir até a morte —esses mercenários esfregavam as mãos com essa expectativa, pese aos esforços dos médicos, seu nome é agora exibido com cinismo como troféu coletivo.

Como abutres estavam alguns meios —os mercenários do pátio e a direita internacional—, rodeando em torno do moribundo. Seu descenso é um banquete. Enoja o espetáculo. Porque os que escrevem não se condoem da morte de um ser humano —em um país sem mortes extrajudiciais—, senão que a alardeam quase com alegria, e a utilizam com premeditados fins políticos. Zapata Tamayo foi manipulado e de certa forma conduzido à autodestruição premeditadamente, para satisfazer necessidades políticas alheias. Talvez isto não seja uma acusação contra os que agora se apropriam de sua "causa"? Este caso, é conseqüência direta da assassina política contra Cuba, que estimula à emigração ilegal, ao desacato e à violação das leis e a ordem estabelecidos. Aí está a única causa dessa morte indesejável.

Mas, por que há governos que se unem à campanha difamatoria, se sabem —porque o sabem—, que em Cuba não se executa, nem se tortura, nem se empregam métodos extrajudiciais? Em qualquer país europeu podem achar-se casos —às vezes, francas violações de princípios éticos— não tão bem atendidos como o nosso. Alguns, como aqueles irlandeses que lutavam por sua independência nos anos oitenta, morreram no meio da indiferença total dos políticos. Por que há governantes que se esquivam da denúncia explícita do injusto confinamento que sofrem Cinco cubanos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo, e se apressam em condenar a Cuba se a pressão mediática põe em perigo sua imagem política? Já Cuba o disse uma vez: podemos enviar-lhes todos os mercenários e suas famílias, mas que nos devolvam a nossos Heróis. Nunca poderá se usar a chantagem política contra a Revolução Cubana.

Esperamos que os adversários imperiais saibam que nossa Pátria não poderá ser jamais intimidada, dobrada, nem apartada de sua heróico e digno caminho pelas agressões, a mentira e a infâmia

Enrique Ubieta Gómez

CUBA - Vamos procurar a verdade (I)

Quanta hipocrisia dessa gente de direitos humanos seletivos. Atacam Cuba para atingir Lula



A greve de fome de pessoa que cumpre pena em presídio é uma arma de desobediência e um desafio às determinações do Estado que pode assumir caráter político ou de reivindicação por melhores condições carcerárias. Manifestação de vontade individual ou coletiva, deve ser respeitada e criteriosamente avaliada. Ao tomar, conscientemente, a grave decisão de iniciar a greve de fome o preso sabe - e é informado - que a conseqüência pode ser fatal. Alguns entregam sua vida por um ideal mais nobre. Esses contam com defensores de fora da prisão que pressionam as autoridades a fim de que o objetivo da greve de fome seja alcançado. Outros priorizam sua própria vida e ainda assim esperam ver acatadas suas exigências. Quando ocorre a morte, os verdadeiros humanistas se condoem.



Contudo, a reação que se leu, viu e ouviu nesses dias a respeito do caso do cubano Orlando Zapata Tamayo passa longe da natural comiseração. O cadáver de Zapata é agora exibido como um troféu coletivo. Os grandes meios de comunicação já vinham antecipando o desenlace com intenções pouco dissimuladas de utilização com premeditados fins políticos. Zapata não fazia parte dos chamados dissidentes que foram julgados em março de 2003, não era um dos 75. Tinha um longo histórico delitivo comum, nada vinculado à política. Transformado depois de muitas idas e vindas à prisão em ativista político, era um homem prescindível para os opositores da Revolução. Cumpria uma sentença de privação de liberdade de 25 anos depois de ter sido inicialmente sentenciado em 2004 a três anos por desordem pública, desacato e resistência. Vinculou-se aos dissidentes após contactos com Oswaldo Payá e Marta Beatriz Roque. Declarou-se em greve de fome em 18 de dezembro. Apesar de se negar a tanto, recebeu, de acordo com o que estabelece o Tratado de Malta, a assistência médica necessária, inclusive terapia intermédia e intensiva e alimentação voluntária por via parenteral endovenosa e enteral. Transferido para um hospital geral foi-lhe diagnosticado pneumonia, tratada com os procedimentos mais avançados. Ao ter comprometido ambos os pulmões, foi assistido com respiração artificial até que ocorreu o óbito.



Vou à história, curioso em saber como a grande imprensa cobriu greves de fome de presos que terminaram ou não em morte e como selecionam os direitos humanos.



Ao assumir o governo inglês em 1979, Margareth Thatcher deflagrou uma ofensiva militar e política contra os movimentos pela libertação da Irlanda do Norte. A virulenta tentativa de criminalização do republicanismo irlandês passava pela supressão de qualquer diferença entre o tratamento dispensado, nos cárceres, aos soldados do Exército Republicano Irlandês (IRA), do Exército de Libertação Nacional Irlandês (INLA) e a criminosos comuns. Em resposta, combatentes irlandeses encerrados nos blocos H da prisão de Maze, deflagram em 1º de março de 81 uma greve de fome. Suas reivindicações: não usar uniformes de presidiário; não realizar trabalhos forçados; liberdade de associação e organização de atividades culturais e educativas; direito a uma carta, uma visita e um pacote por semana; e que os dias de protesto não fossem descontados quando do cômputo do cumprimento da pena. Recusando-se a ser tratados como criminosos, defendiam, a um só tempo, sua dignidade pessoal e a legitimidade da luta pela libertação de seu país. A um custo inimaginavelmente alto - onze homens morreram de inanição após longa agonia de 63 dias - os grevistas conseguiram uma vitória moral, ao fazer com que os ingleses retrocedessem quanto ao regime carcerário poucos meses após o fim do movimento; e uma vitória política, ao frustrar os planos de Thatcher de expor os que lutavam pela liberdade da Irlanda como criminosos aos olhos do mundo. O funeral de Bobby Sands, o líder do movimento, foi assistido por mais de 100 mil pessoas.


Thatcher, insensível, fez ouvidos moucos aos apelos. Teria o Estadão, a Folha ou o Globo ou El Pais, The New York Times, Die Welt, Le Fígaro, Clarin, estampado em sua manchete principal acusando Thatcher de homicida? Evidentemente, não!


Em meio século, nada mudou na Turquia, onde os presos políticos continuam fazendo greve de fome, não pela liberdade, como Nazim Hikmet, mas para recuperar a dignidade. Nazim Hikmet, o grande poeta turco, a quem a escritora Charlotte |Kan chamou de “o comunista romântico”Condenado a uma pena pesada, Nazim Hikmet estava preso em Bursa há doze anos quando começou uma greve de fome para recuperar a liberdade. condenado a uma pena pesada, em um longo processo construído nos mínimos detalhes, estava preso em Bursa, fazia doze anos, quando começou uma greve de fome para recuperar a liberdade. E ainda teve forças suficientes para escrever o poema “O quinto dia de uma greve de fome”, dedicado a seus amigos franceses que lutavam por sua libertação. Acaso os editoriais da nossa imprensa acusaram os governantes turcos de perpetradores de um crime continuado? Nem pensar.



Na base militar de Guantanamo, aqueles que as autoridades norte-americanas chamam de “combatentes inimigos” fizeram, entre fevereiro de 2002 e fim de setembro de 2005, seis tentativas conhecidas - e talvez centenas ignoradas - de desafiar seus carcereiros do Pentágono com greves de fome. Alguém leu ou ouviu acusações a Obama de violador dos direitos humanos elementares por não ter cumprido a promessa de encerrar esse centro de tortura e humilhação?

Recentemente, a aviação norte-americana dizimou, no espaço de dias, famílias de cidadãos afegãos, a maioria mulheres e crianças. A mídia abriu espaço para o pedido de desculpas dos generais e nem um milímetro para acusá-los e a Washington de estar perpetrando uma política de terrorismo de Estado e de violação da Convenção de Genebra.

Passaportes britânicos de cidadãos israelenses de dupla nacionalidade foram utilizados pelo serviço secreto do Mossad para executar extrajudicialmente em Dubai o líder do Hamas, Mahmoud AL-Mabhouh. Por acaso, a mídia abriu suas colunas para acusar o governo Netanyhau de criminoso e fora-de-lei?

Na confrontação dos Estados Unidos e Cuba, ao largo de mais de meio século, milhares de cubanos foram vítimas de atos de terrorismo arquitetados em solo norte-americano com pleno conhecimento da Casa Branca, incluindo diplomatas assassinados no exterior. Quando Havana se dispôs a tomar medidas de inteligência para prevenir esses ataques, cinco de seus concidadãos foram presos e condenados, em processo totalmente viciado levado a cabo em Miami, a penas draconianas que chegaram a duas prisões perpétuas mais 15 anos para um deles. Jamais a mídia internacional e a nossa mídia trataram do assunto.



Os ataques virulentos a Cuba por parte da direita, das oligarquias, dos setores reacionários e dos segmentos conservadores e seus porta-vozes não são novidade. Não se conformam de a Revolução Cubana ter resistido sozinha, graças à firmeza de sua liderança e apoio valente de seu povo, à opressão e aos desígnios do Império. Nenhum outro governo da região a apoiou. Hoje diversos governos da região a apóiam. A solidariedade, simpatia e defesa da gente simples e dos progressistas em todo o mundo nunca faltou.


A visita de Lula a Havana coincidiu com a morte de Zapata. Nossa mídia rebaixou a assinatura de 10 acordos de cooperação entre os quais se destaca a modernização do porto de Mariel. No entanto, o criticou furiosamente pretendendo vinculá-lo ao desrespeito a direitos humanos. No fundo querem destruir sua imagem de grande líder nacional e internacional em proveito de seus interesses ideológicos permanentes e eleitorais de agora.


Lula soube se comportar como chefe de Estado. E pessoalmente foi leal aqueles que ao longo de décadas se constituíram numa referência de soberania, independência, auto-determinação mas também de dignidade, heroismo e solidariedade.



Max Altman


27 de fevereiro de 2010


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CUBA - 5 Heróis - VI Colóquio

LIBERDADE JÁ!


VI Colóquio Internacional  pela Libertação dos Cinco Herois


& Contra o Terrorismo


 


Holguín, de 17 a 21 de novembro de 2010


 


O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) convoca a todos os amigos e amigas de Cuba a participar no VI Colóquio Internacional pela libertação dos nossos Cinco Herois prisioneiros do império e contra o terrorismo.


 


Esta VI edição acontecerá de 17 a 21 de novembro, na província de Holguín e será uma nova oportunidade para que todas as pessoas que amam a justiça juntem vontades e esforços na luta pela libertação dos Cinco. A inscrição no evento custa $25.00 CUC (aprox. R$ 50,00) por pessoa.


 


A hospedagem será no confortável Hotel Pernik, situado no centro da capital holguinera. O pacote a disposição dos participantes inclui hospedagem com café da manhã em apartamentos individuais ou duplos, transfers in-out e transporte para as atividades do programa.


 


Além disso, de 22 a 24 de novembro, os participantes poderão optar por um programa opcional de visitas a lugares de interesse histórico-cultural.


 


Programa de Atividades


 


Quarta-feira, 17 de novembro


          15:00 hrs. Recepção, reunião de informação e inscrição das delegações estrangeiras na EXPO-HOLGUIN


 


Quinta-feira, 18 de novembro


09:30 hrs. Abertura do VI Colóquio.


10:00 hrs. Atualização do caso dos Cinco


                 Encontro com familiares dos Cinco na Expo-Holguín


12:30 hrs. Almoço na Expo-Holguín


14:30 hrs. Intercâmbio das delegações estrangeiras por áreas geográficas


 


 


 


 


Sexta-feira, 19 de novembro


08:00 hrs. Trabalho produtivo voluntário em hortas organopônicas e semeio de  árvores.


12:30 hrs. Almoço na Expo-Holguín.


14:30 hrs. Encontros dos delegados ao Colóquio segundo interesses de juristas jornalistas e meios alternativos, escritores e artistas, profesores e estudantes.


16:30 hrs. Reunião da Comissão Nacional de Atenção ao Trabalho dos Cinco do ICAP e do Comitê Internacional com os representantes das organizações de solidariedade e Comitê pelos Cinco que assistem ao Colóquio.


                  Lugar: Expo-Holguìn.


 


Sábado, 20 de novembro


08:00 hrs.  Marcha da Solidariedade.


08:30 hrs.  Ida ao Monumento a Che.


10:00 hrs.  Sessão Plenária do VI Coloquio


12:30 hrs.  Almoço


14:30 hrs.  Aprovação da declaração Final e Plano de Ação


15:30 hrs.  Conclusões


20:30 hrs.  Encontro com os Comitês de Defesa da Revolução


 


Domingo, 21 de novembro


09:00 hrs.  Intercâmbio nos municípios sobre o trabalho pela Libertação dos Cinco. Lugar: Todos os municípios da província.


09:30  hrs. Audiência Pública contra o Terrorismo. Lugar: Boca de Samà.


20:00  hrs. Atividade Cultural em Comemoração ao 50º Aniversário do ICAP.


 


Segunda-feira, 22 de novembro


REGRESSO DAS DELEGAÇÕES QUE NÃO PARTICIPARÃO DO PROGRAMA OPCIONAL.


 


Programa Opcional


Segunda-feira, 22 de novembro


09:00 hrs.Traslado a Aldeia Taina na Praia Guardalavaca, visita ao museu Chorro de Maita. Inclui: guia especializado, transfers e almoço no restaurante Aldea Taina


12:00 hrs. Visita a Praia Guardalavaca


Preço x pax: $16.00 CUC


Mínimo: 10 pax


 


Terça-feira, 23 de novembro


09:00 hrs. Visita à casa natal do Comandante-em-Chefe Fidel Castro em Birán


 


Quarta-feira, 24 de novembro


09:00 hrs. Recorrida pela cidade: lugares de interesse histórico e cultural do centro, com entrada ao Museu provincial de Holguín “La Periquera”


Preço x pax: 4.00 CUC


 


Quinta-feira, 25 de novembro


Retorno das delegações aos seus respectivos países.


 


 


 


Comitê Organizador: Instituto Cubano de Amizade com os Povos


Endereço: Calle San Carlos Nº 27, Reparto Peralta, Holguín CP80100. Cuba.


Telefone: +53 (24) 461 914 / 424 376


E-Mail: icaphg@hg.cc.cu


icap@cristal.hlg.sld.cu


 


Agência Oficial: AMISTUR S.A.


Endereço: Paseo Nº 406 e/ 17 y 19, Vedado, Ciudad Habana. Cuba.


Teléfono: +53 (7) 830 1220 / 833 2374 / 834 4544


E-Mail: comercial@amistur.cu


 


Os preços do evento são por noite/pax e cobrem alojamento e café da manhã (modalidad CP) em apartamento individual ou duplo, de 17 a 21 de novembro.


 





















Preço por pax/noite em CUC



Hotel



Categoría



Apartamento


individual



Apartamento


Duplo



Hotel Pernik (CP)



3*



22.00



17.00



 


 


 


 


 


 


Suplemento de « Jantar + 1 bebida »: 10.00 CUC por pax


 


 


 
























Serviços incluidos no preço do pacote:



                        • Alojamento com café da manhã por pessoa por noite


 



                        • Traslado aeroporto – hotel – aeroporto


 



                        • Traslado às atividades oficiais do programa


 



                        • Assistência personalizada


 



                        • Reconfirmação de voo


 



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 





















Preço por pax/noite em CUC


(Pré & Post Evento)



Hotel



Categoría



Apartamento


individual



Apartamento


duplo



Hotel Pernik (CP)



3*



20.00



15.00



 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


NOTA:


No preço da inscrição de 25.00 CUC se incluem transfers in-out, transporte para as atividades do programa, inscrição e o almoço dos dias 18, 19, 20 e 21.


 


Para os amigos que cheguem por Havana haverá ônibus durante os dias 15, 16 e 17, com saída as 6:00 hrs. desde a sede do ICAP Nacional que se encontra situada na Calle 17, Nº 301, entre H e I, Vedado, Cidade de Havana, com um almoço incluído durante o trajeto a Holguìn pelo preço de 15.00 CUC e o retorno no dia 22 desde o Hotel Pernik as 6:00 hrs. com as mesmas características do trajeto da ida para Holguín.