quarta-feira, 31 de março de 2010

HAITI - DEBATE ON LINE DIA 1/4

URGENTE
Amanhã dia 1/4 se realizará um FÓRUM DEBATE ON LINE sobre "Programas de Colaboração Médica no Haiti". Horário local (Porto Príncipe) entre 10 e 12 horas (das 11 as 13 horário de Brasília).
Convocamos a todos que participem.
Presença dos Embaixadores de Cuba e Venezuela e dos dirigentes da Brigada Médica no Haiti.
Acesse em:
http://foro.cubaminrex.cu

CUBA - Vamos procurar a verdade (VII)

Mãe reconhece luta de Cuba para salvar o filho preso da morte

Veja reportagem do noticiário nacional de televisão cubano que revela detalhes do atendimento médico a Orlando Zapata Tamayo, morto em 23 de fevereiro depois de prolongado jejum voluntário em uma prisão da Ilha. No vídeo, a mãe de Zapata, Reina Tamayo, reconhece o tratamento qualificado e dedicação da equipe médica que cuidava do filho. Por outro lado, conversas telefônicas de contrarrevolucionários revelam a torcida pela morte de Zapata e nenhuma preocupação em salvar sua vida.


Orlando Zapata Tamayo começou sua greve de fome cerca de 80 dias antes de sua morte. O jejum iniciou por uma cozinha, um telefone e uma televisão em sua cela. A decisão também foi orientada por forças políticas contrárias ao socialismo em Cuba. Não existem imagens expressando preocupação por parte dos contrarrevolucionários com o perigo de morte que o colega corria.

A mídia tem dado ampla cobertura a todos eventos de campanha contra o socialismo em Cuba, inclusive as manifestações de oposição ao governo do presidente Raúl Castro de que participa a mãe de Zapata. Porém, as declarações públicas de Reina Tamayo sobre a luta dos médicos cubanos para salvar a vida de seu filho permanecem ocultas nos grandes veículos mídiáticos.

“No mar das Antilhas, a Ilha aparece forte e bonita, com uma história de respeito aos seres humanos de seu país e do mundo. Não aceita chantagens, nem mentiras. Sempre amando, porém, com o punho erguido para defender a verdade e a vida”, conclui a reportagem do Cubadebate.

Fonte: Cubadebate, texto e legendas para o português brasileiro da TV Vermelho

- Veja aqui o vídeo original (em espanhol).

sexta-feira, 26 de março de 2010

MUNDO - Em Defesa De Cuba

Caros amigos solidários a Cuba e que acreditam na autodeterminação dos povos


 


Depois das absurdas atitudes tomadas pelo parlamento europeu, inclusive sugerindo ações com fim de desestabilizar a ordem constitucional da República de Cuba, faz-se necessário reagirmos a altura frente a tamanha ofensa e ato de colonialismo.


Assim sendo, convocamos todos os amigos solidários a Cuba e seu direito a sua independência e autodeterminação a assinarem o abaixo-assinado constante na pagina de internet:


 


http://www.porcuba.org


 


Atenção: a página está sempre com difícil acesso, sobrecarregada. É necessário insistir!!! Sua participação é muito importante.


 


Repasse essa informação. Vamos multiplicar essa ação pela defesa de Cuba.


www.porcuba.org


 


link direto para assinar: http://www.porcuba.org/index.php?cont=registro&articulo=0&lang=1&declara=12


 


 


“EM DEFESA DE CUBA”


 


Iniciativa da Rede de Redes em Defesa da Humanidade, que condena a intromissão do Parlamento Europeu nos assuntos internos de Cuba.


Com referência a resolução de 11 de março do Parlamento Europeu sobre Cuba, os intelectuais, acadêmicos, lutadores sociais, pensadores, críticos e artistas da Rede em Defesa da Humanidade manifestamos:



1. Que compartilhamos da sensibilidade mostrada pelos parlamentares europeus sobre os prisioneiros políticos. Como eles, nos pronunciamos pela imediata e incondicional liberação de todos os presos políticos, em todos os países do mundo, incluindo os da União Europeia.

2. Que lamentamos profundamente, como eles, o falecimento do preso comum Orlando Zapata, mas não admitimos que sua morte, primeira “...em quase quarenta anos” segundo o próprio Parlamento, seja tergiversada com fins políticos bem distintos e contrários aos da defesa dos direitos humanos.

3. Que instar “...as instituições europeias a que dêem apoio incondicional e alentem sem reservas o início de um processo pacífico de transição política a uma democracia pluripartidária em Cuba” não somente é um ato ingerencista, o qual reprovamos em virtude de nosso compromisso com os princípios de não-intervenção e de autodeterminação dos povos -defendidos também pela ONU- e em contra do colonialismo, que supõe um modelo único de democracia que, certamente, cada vez se mostra mais insuficiente e questionável. A procura e aprofundamento da democracia supõem, entre outras coisas, transcender seus níveis formais e inventar novas formas autenticamente representativas que não estão, necessariamente, reduzidas ao pluripartidarismo que, como bem se sabe, encobre frequentemente o fato de que as decisões sobre os grandes problemas mundiais são tomadas unilateralmente por pequenos grupos de interesse com imenso poder, acima do regime de partidos.

4. Que pretender justificar uma intromissão nos assuntos políticos internos do povo cubano manipulando a mídia com o caso de Orlando Zapata - delinquente comum e de nenhuma maneira preso político - coincide com as políticas contrainsurgentes que estão sendo aplicadas na América Latina para deter ou distorcer os processos de transformação emancipadora que estão em curso e vem somar ao criminoso bloqueio que é submetido o povo cubano, simplesmente por não aceitar imposições e defender seu direito a decidir seu destino com dignidade e independência.

5. Que compartilhamos a preocupação mostrada pelos parlamentares sobre o respeito aos direitos humanos em Cuba, mas a estendemos ao mundo em sua totalidade. Assim como lhes preocupa o caso do delinquente falecido (que em 40 anos nunca aconteceu nenhum antecedente similar), os convidamos a exigir o fim da ocupação de Gaza e da fustigação ao povo Palestino, que provoca não uma mas, sim, milhares de mortes; da intervenção no Iraque e Afeganistão semeando morte e terror em vilas e cidades; dos bombardeios nesses lugares com o argumento de defender a democracia; o fim da dupla ocupação do Haiti; o fechamento da prisão de Guantânamo e a entrega (devolução) deste território a Cuba, a quem pertence; a devolução das ilhas Malvinas a Argentina; e, obviamente, o fim de um bloqueio que viola os direitos humanos do povo cubano e que pode colocar em dúvida a qualidade moral de quem exige trato humano para um delinquente quando o nega a um povo inteiro.

O cerco econômico e da mídia a que está sendo submetida Cuba, mesmo antes da morte do preso comum Orlando Zapata, constitui um atentado contra os direitos humanos e políticos de um povo que decidiu construir um caminho diferente.

Exigimos respeito aos processos internos do povo cubano para definir e exercer sua democracia e exigimos respeito aos princípios universais da não-intervenção acordados pelas Nações Unidas.

Rede em Defesa da Humanidade

 


(texto extraido e traduzido por Olavo P.Queiroz de http://www.porcuba.org)


 


 


Faça sua adesão ao abaixo-assinado: www.porcuba.org


 


Link direto: http://www.porcuba.org/index.php?cont=registro&articulo=0&lang=1&declara=12

segunda-feira, 22 de março de 2010

CUBA - Evo Morales e Noam Chomsky













O presidente boliviano Evo Morales e o linguista e especialista em política, o estadunidense Noam Chomsky, acabam de aderir ao apelo "Em defesa de Cuba", através do qual destacados intelectuais, artistas e personalidades do mundo rechaçam a intromissão do Parlamento Europeu nos assuntos internos do país.




A iniciativa apresentada pelo capítulo mexicano da rede de redes Em defesa da humanidade, sublinha que "o assédio econômico e midiático a que está sendo submetida Cuba constitui um atentado contra os direitos humanos e políticos de um povo que decidiu fazer um caminho diferente".

Exigimos respeito - agregam - aos processos internos do povo cubano para exercer sua democracia, em consequência com os princípios universais de não intervenção acordados pelas Nações Unidas.

Reconhecidos intelectuais, artistas e políticos subscreveram a declaração, como o filósofo húngaro István Mészáros, o ensaísta e jornalista franco-espanhol Ignacio Ramonet, o cineasta boliviano Jorge Sanjinés, os norte-americanos Danny Glover, Saul Landau e James Early; e os brasileiros Frei Betto, Thiago de Melo, Theotonio Dos Santos, Joao Pedro Stedile e Emir Sader.

Também respaldaram o documento os italianos Gianni Miná, Piero Gleijeses, Gennaro Carotenuto e Luciano Vasapollo; e os espanhóis Alfonso Sastre, Belén Gopegui, Ramón Chao, Santiago Alba e Pascual Serrano, que convocam a recolher novas adesões no site www.porcuba.org.

Fonte: Adital

CUBA - Vamos procurar a verdade (VI)

Breno Altman: Cuba, Israel e a dupla moral da mídia


Tem sido educativo acompanhar, nos últimos dias, a cobertura internacional dos meios de comunicação, além da atitude de determinadas lideranças e intelectuais. Quem quiser conhecer o caráter e os interesses a que servem alguns atores da vida política e cultural, vale a pena prestar atenção ao noticiário recente sobre Cuba e Israel.

Por Breno Altman, em Opera Mundi


Na semana passada, em função de declarações do presidente Lula defendendo a autodeterminação da Justiça cubana, orquestrou-se vasta campanha de denúncias contra suposto desrespeito aos direitos humanos na ilha caribenha. Mas não há uma só matéria ou discurso relevante, nos veículos mais destacados, sobre como Israel, novo destino do presidente brasileiro, trata seus presos, suas minorias nacionais e seus vizinhos.

Vamos aos fatos. No caso cubano, Orlando Zapata, um pretenso “dissidente” em greve de fome por melhores condições carcerárias, preso e condenado por delitos comuns, foi atendido em um hospital público por ordem do governo, mas não resistiu e veio a falecer. Não há acusação de tortura ou execução extralegal. No máximo, insinuações oposicionistas de que o atendimento teria sido tardio – ainda que se possa imaginar o escândalo que seria fabricado caso o prisioneiro tivesse sido alimentado à força.

Mesmo não havendo qualquer evidência de que a morte do dissidente, lamentada pelo próprio presidente Raúl Castro, tenha sido provocada por ação do Estado, os principais meios e agências noticiosas lançaram-se contra Cuba com a faca na boca. Logo a seguir o Parlamento Europeu e o governo norte-americano ameaçaram o país com novas sanções econômicas.

Indústria do martírio

Outro oposicionista, Guilherme Fariñas, com biografia na qual se combinam muitos atos criminosos e alguma militância anticomunista, aproveitou o momento de comoção para também declarar-se em jejum. Apareceu esquálido em fotos que rodaram o mundo, protestando contra a situação nos presídios cubanos e reivindicando a libertação de eventuais presos políticos. Rapidamente se transformou em figura de proa da indústria do martírio mobilizada pelos inimigos da revolução cubana a cada tanto.

O governo ofereceu-lhe licença para emigrar a Espanha e lá se recuperar, mas Fariñas, que não está preso e faz sua greve de fome em casa, recusou a oferta. Seus apoiadores, cientes de que a constituição cubana determina plena liberdade individual para se fazer ou não determinado tratamento médico, o incentivam para avançar em sacrifício, pois não será atendido pela força até que seu colapso torne imperativa a internação hospitalar. Aliás, para os propósitos oposicionistas, de que grande coisa lhes valeria Fariñas vivo?

O presidente Lula tornou público, a seu modo, desacordo com a chantagem movida contra o governo cubano. Talvez fosse outra sua atitude, mesmo que discreta, se houvesse evidência de que a situação de Zapata ou Fariñas tivesse sido provocada por ato desumano ou arbitrário de autoridades governamentais. Para ir ao mérito do problema, comparou a atitude dos dissidentes com rebelião hipotética de bandidos comuns brasileiros. Afinal, ninguém pode ser considerado inocente ou injustiçado porque assim se declara ou resolva se afirmar vítima através de gestos dramáticos.

O silêncio da mídia

Sem provas bastante concretas que um governo constitucional feriu leis internacionais, é razoável que o presidente de outro país oriente seus movimentos pela autodeterminação das nações na gestão de seus assuntos internos. O presidente brasileiro agiu com essa mesma cautela em relação a Israel, país ao qual chegou no último dia 14, apesar da abundância de provas que comprometem os sionistas com violação de direitos humanos.

Mas as palavras de Lula em relação a Cuba e seu silêncio sobre o governo israelense foram tratados de forma bastante diversa. No primeiro caso, os apóstolos da democracia ocidental não perdoaram recusa do mandatário brasileiro em se juntar à ofensiva contra Havana e em legitimar o uso dos direitos humanos como arma contra um país soberano. No segundo, aceitaram obsequiosamente o silêncio presidencial.

A bem da verdade, não foram apenas articulistas e políticos de direita que tiveram esse comportamento dúplice. Do mesmo modo agiram alguns parlamentares e blogueiros tidos como progressistas, porém temerosos de enfrentar o poderoso monopólio da mídia e ávidos por pagar o pedágio da demagogia no caminho para o sucesso, ainda que ao custo de abandonar qualquer pensamento crítico sobre os fatos em questão.

Um observador isento facilmente se daria conta de que, ao contrário dos eventos em Cuba, nos quais o desfecho fatal foi produto de decisões individuais das próprias vítimas, os pertinentes a Israel correspondem a uma política deliberada por suas instituições dirigentes.

Sionismo e direitos humanos

A nação sionista é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de 11 mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento. Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948. Aproximadamente 25% dos palestinos que permaneceram em territórios ocupados pelo exército israelense foram aprisionados em algum momento. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e 9 ministros foram sequestrados desde junho de 2006.

Naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de “táticas dolorosas para interrogatório de presos sob custódia do governo”. Nada parecido é sequer insinuado contra Cuba, mesmo por organizações que não guardam a mínima simpatia por seu regime político.

Mas o desrespeito aos direitos humanos não se limita ao tema carcerário, que é apenas parte da política de agressão contra o povo palestino. A resolução 181 das Nações Unidas, que criou o Estado de Israel em 1947, previa que a nova nação deteria 56% dos territórios da colonização inglesa na margem ocidental do rio Jordão, enquanto os demais 44% ficariam para a construção de um Estado do povo palestino, que antes da decisão ocupava 98% da área partilhada. O regime sionista, violador contumaz das leis e acordos internacionais, hoje controla mais de 78% do antigo mandato britânico, excluída a porção ocupada pela Jordânia.

Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina.

Pelo menos seiscentos postos de verificação foram impostos pelo exército israelense dentro das cidades palestinas. Leis aprovadas pelo parlamento sionista impedem a reunificação de famílias que habitem diferentes municípios, além de estimular a criação de colônias judaicas além das fronteiras internacionalmente reconhecidas.

Dupla moral

São, essas, algumas das características que conformam o sistema sionista de apartheid, no qual os direitos de soberania do povo palestino estão circunscritos a verdadeiros bantustões, como na velha e racista África do Sul. O corolário desse cenário é uma escalada repressiva cada vez mais brutal, patrocinada como política de Estado.

Mas os principais meios de comunicação, sobre esses fatos, se calam. Também mudos ficam os líderes políticos conservadores. Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana.

Talvez porque direitos humanos, a essa gente de dupla moral, só provoquem indignação quando seu suposto desrespeito se volta contra vozes da civilização judaico-cristã, da democracia liberal, do livre mercado, do anticomunismo. Não foi sem razão que o presidente Lula reagiu vigorosamente contra o cinismo dos ataques ao governo de Havana.

Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 19 de março de 2010

CUBA - Vamos procurar a verdade (V)

Socorro: a quem interessa pressionar Lula e o Brasil contra Cuba?


No ano do 51º aniversário da Revolução Cubana marco da luta latino-americana pela autodeterminação dos povos, os setores mais conservadores da comunidade internacional deflagraram nova campanha contra Cuba.Por Socorro Gomes*, no site do Cebrapaz


A escalada teve como estopim a morte, em 23 de fevereiro, de Orlando Zapata Tamayo um cubano de 42 anos, detido nos marcos da legalidade por delinquência comum (e não um preso político nem dissidente), que estava em greve de fome havia 85 dias.

As agressões partem desde a Casa Branca, o Parlamento Europeu e da base conservadora do Senado brasileiro até os conglomerados midiáticos, passando pelas famigeradas ONGs tão subservientes aos interesses imperialistas. Com muitas insinuações mas sem apresentarem um único indício de tortura, sequestro e desaparecimento em Cuba , levantam a grita para clamar por sanções econômicas e, no limite, intervenções no regime cubano.

A Guillermo Fariñas Hernández, outro cidadão cubano em greve de fome  mas já solto, livre! , o governo propôs até uma licença de emigração para a Espanha, recusada por ele e, claro, pelas forças subversivas que lhe dão apoio.

O excesso de cinismo desses grupos não mereceu respaldo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que com razão comparou o status jurídico desses supostos dissidentes ao de rebelados em unidades prisionais de São Paulo. Declarou ainda que o governo brasileiro se relaciona diretamente com outros governos, e não com seus presos.

Da mesma forma, o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) repudia a ofensiva anticubana. Denuncia o caráter imperialista, a ingerência e a hipocrisia que cercam os discursos exaltados. Tudo se dá sob uma denúncia de pretensa violação dos direitos humanos, da qual até o Itamaraty e o governo brasileiro seriam cúmplices  apenas por respeitarem o princípio de soberania nacional.

A quem interessa a manobra para pressionar Lula e o Brasil a rasgarem suas biografias e, de uma hora para outra, se posicionarem como sabujos dos interesses do imperialismo estadunidense, da intromissão, da política de terrorismo de Estado? Por que a grande mídia brasileira e a oposição a Lula, liderada pelo PSDB, esbravejam com ardor para desestabilizar uma pequena e pobre nação caribenha, mas ignoram a prolongada e repugnante ocupação do Iraque e do Afeganistão? Sem contar a complacência com Israel e sua criminosa política de Estado contra os palestinos.

As mesmas forças contrárias a Cuba apoiam, em contrapartida, a instalação de bases navais americanas e a retomada da 4ª Frota no continente, fazem vista grossa à manutenção da prisão de Guantánamo, afrouxam o tom contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, continuam a chancelar o golpe de Estado em Honduras, entre outros descalabros. Sequer mencionam os cinco cubanos patriotas e contraterroristas que estão ilegalmente presos nos Estados Unidos, sem direito à defesa, sob critérios abusivos.

É preciso apoiar a luta histórica do povo cubano pelo novo mundo e pela justiça social, contra as desigualdades, a fome e a opressão. Há cinco décadas, Cuba convive com um criminoso bloqueio econômico, que exaure  este, sim  a dignidade humana e põe 11 milhões de pessoas sob ameaça de asfixia.

Abaixo a escalada de agressões a Cuba, a intromissão e o bloqueio econômico!

Viva a heroica resistência do povo cubano em luta por autodeterminação e soberania.



* Socorro Gomes é presidente do Conselho Mundial da Paz e do Cebrapaz

 



DF - Apoio e Solidariedade a Cuba

GRUPO PARLAMENTAR BRASIL CUBA




Brasília, 18 de março de 2010






MOÇÃO DE APOIO E SOLIDARIEDADE




Diante da insistente campanha promovida por meios de comunicação intransigentemente comprometidos com a desinformação, os quais, cientes dos interesses que defendem, despertam o ânimo dos políticos reacionários de sempre, em agressões ao governo e à luta do povo cubano, vimos, prestar à opinião pública os seguintes esclarecimentos.



A Revolução Cubana é marcada por um bem-sucedido processo de transformações políticas, econômicas e sociais caracterizadas nas condições de vida do seu povo, principalmente na saúde e na educação. A mortalidade infantil é de 5,4% por mil nascidos vivos e a expectativa média de vida, 77 anos. Índices superiores ao de países como EUA, Japão e Dinamarca, segundo a UNESCO. Por obra da mídia mercantil, do seu bloqueio informativo, nada disso chega aos leitores e telespectadores brasileiros.



Pouco falam, os órgãos informativos livres e democráticos e isentos desses insuspeitíssimos grupos empresariais, sobre o nefasto e desumano bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA à pequena Ilha, o qual já dura 50 anos, e que já ocasionou um prejuízo estimado em 89 bilhões de dólares. Pouco falam sobre as tentativas de assassinato do líder cubano Fidel Castro Ruiz, a mando do serviço de inteligência estadunidense. E o bloqueio - desumano, cruel - segue aplaudido por uma direita canhestra, complexada, servil, carente de plataforma, de projeto de país, de visão de mundo própria.



Ao povo brasileiro também é negado o direito de ser informado sobre a prisão injusta dos Cinco Jovens Cubanos nos Estados Unidos, pelo simples fato de denunciarem às autoridades norte-americanas planos de extrema-direita no Sul da Flórida contra Cuba.



Porém, diante da carência de mártires de que padecem, os inimigos de Cuba tentam transformar presos por delitos comuns, como roubo e agressões físicas a terceiros, em perseguidos políticos. Chegando mesmo, despudoradamente, a exibir um cadáver com troféu, e à desfaçatez de glorificar como preso político um cidadão que sequer se encontra preso.



Na verdade, os virulentos ataques a Cuba escondem um alvo maior, que são as conquistas de governos populares comprometidos com a democracia e a justiça social das grandes maiorias da Nossa América.



Portanto, repudiamos essa cruzada infame fabricada contra a soberania, independência, dignidade e heroísmo do povo cubano.






Deputada Vanessa Grazziotin



Presidente

segunda-feira, 15 de março de 2010

CUBA - Vamos procurar a verdade (IV)

Por que o Brasil não se alinha à hipócrita campanha anticubana?




Por Hideyo Saito*, na Carta Maior



Em vez de pressionar para que o governo brasileiro se some à atual campanha anticubana, como sempre capitaneada pelas agências oligopólicas de notícias, as boas almas que se manifestaram pela democratização de Cuba têm o dever moral de exigir o fim da política de agressão dos Estados Unidos contra Cuba. Do contrário, sua posição, apresentada como democrática, se revelará escandalosamente desonesta e hipócrita.

Cessada a agressão e desanuviado o ambiente internacional, o próprio povo cubano poderá decidir, sem pressões externas, como será o seu modelo de democracia, conforme parecem indicar os debates já em curso no país, com grande participação popular.

Os chamados dissidentes cubanos receberam forte apoio da oposição brasileira e da mídia dominante local, em seu empenho para constranger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se manifestar publicamente contra o governo de Havana. Na famosa entrevista à Associated Press, usada como pretexto para a pancadaria, o presidente brasileiro trouxe à baila um episódio de morte em uma greve de fome coletiva de prisioneiros do Exército Republicano Irlandês (IRA), durante o governo de Margareth Thatcher, em março de 1981. “Eu vejo muita gente que hoje critica o governo cubano por causa da morte, [e que] não falava nada da morte do IRA”, cobrou Lula. Esse trecho foi convenientemente omitido pela mídia dominante, para deixar o caminho livre para a atual campanha.

Na compacta barreira de desinformação que se orquestrou, as palavras-chave usadas têm sido: luta pela liberdade, dissidentes heróicos, masmorras cubanas, presos de consciência, tirania i nsensível, cumplicidade de Lula. Os atores brasileiros do drama (jornalistas locais, enviados especiais, colunistas, comentaristas convidados, políticos) repetem em uníssono o noticiário difundido por agências oligopólicas de notícias, como a citada AP, a France Press e a Efe, e por órgãos como a Voz da América, do governo dos Estados Unidos.

No jornal O Estado de S. Paulo, a sanha tem sido tamanha, que até colunista de assuntos econômicos, caso de Rolf Kuntz, e articulista convidado, como Eugenio Bucci, reforçaram o festival de acusações em termos praticamente idênticos aos do famoso extremista de direita Carlos Alberto Montaner. O Senado brasileiro aprovou moção de solidariedade aos “presos políticos”, em que também não faltaram críticas ao presidente Lula.

Nenhuma dessas boas almas, contudo, se preocupou em “checar” a notícia original ou qualquer de seus pormenores, cotejando-os com dados de outras fontes, ain da que fosse para complementar alguma informação. Se alguém o fizesse, poderia ter sabido que nenhum dos dois grevistas (Orlando Zapata Tamayo, que faleceu em 23 de fevereiro, e Guillermo Fariñas Hernández, que estava em estado crítico em um hospital cubano no final da segunda semana de março) foi condenado por atividades políticas, mas por delitos como furto, invasão de domicílio e agressões físicas, conforme registros judiciais cubanos.

Ficaria informado também de que os presos por atividades políticas, cuja libertação é reivindicada por Fariñas, são os remanescentes do processo de 2003, quando 75 opositores foram condenados por receberem dinheiro do Escritório de Representação dos Estados Unidos em Havana para participar de atividades contra o governo revolucionário (e não, como diz a campanha-padrão contra Cuba, por se oporem ao regime).

Poderia confirmar ainda que o julgamento dos 75 foi realizado em tribunais regulares, e m sessões públicas, com base em leis pré-existentes e assegurado o pleno direito de defesa e de apelação. O governo cubano divulgou, na ocasião, provas documentais sobre a relação que os acusados mantinham com representantes do governo estadunidense. É uma relação passível de incriminação penal em qualquer país do mundo. Em todo caso, cerca de 20 deles foram, desde então, libertados pelo governo por problema de saúde, obedecendo às 95 regras de tratamento carcerário humanitário, estabelecidas pela ONU.

Preso duas vezes por agressão

De acordo com a ficha corrida de Guillermo Fariñas Hernández, em 1995 ele espancou uma mulher na instituição de saúde onde trabalhava como psicólogo, causando-lhe ferimentos múltiplos no rosto e nos braços. Sofreu pena de três anos de prisão sem internamento (por sua primariedade), além de multa de 600 pesos. Em 2002, atacou um ancião com um bastão na cidade de Santa Clara, onde reside. A vítima teve de ser operada para extirpação do baço, e o agressor foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão (Causa 569/2002, do Tribunal Popular Provincial de Villa Clara).

Por essa época, ele começou a utilizar o recurso da greve de fome para obter vantagens, como televisor em sua cela, tendo dessa forma atraído a atenção dos grupos contrarrevolucionários, aos quais aderiu em seguida. Em dezembro de 2003, devido à sua saúde fragilizada pela sucessão de greves, recebeu uma licença extra-penal com base no código cubano. Fora da cadeia, passou a colaborar com a Rádio Martí e a receber dinheiro regularmente da já mencionada representação dos Estados Unidos em Havana. Em 2006, voltou a se declarar em greve de fome, para reivindicar acesso domiciliar à internet.

Na atual greve, Fariñas Hernández recusou toda oferta oficial para tratamento de sua saúde, obstinando-se em dizer que irá até o fim. Da mesma forma, rejeitou oferta de asilo na Espanha, feita com a anuência de Havana. Por isso, a intervenção médica cubana só pôde acontecer quando o manifestante entrou em estado de choque, na noite de quinta-feira, 11 de março, em estado gravíssimo, como no caso de Orlando Zapata Tamayo, que viria a falecer.

Eis o que divulgaram as agências France Press, Efe e Reuters sobre esse momento, conforme publicado no Estado de S. Paulo : “Momentos antes de Fariñas desmaiar, um grupo de médicos do sistema de saúde pública de Cuba visitou o dissidente e pediu que ele concordasse em ir, de ambulância, até uma clínica para que fizesse um check-up profissional. O opositor, porém, agradeceu ‘o profissionalismo e a humanidade’ dos médicos, mas insistiu em fazer os exames em sua casa. Os médicos aceitaram as condições e coletaram amostras no local, mas saíram antes de Fariñas desm aiar”.

As vantagens de ser dissidente cubano

Orlando Zapata Tamayo também jamais havia sido seguidamente condenado por atividade política, embora esteja sendo apresentado agora como mártir da luta pela liberdade. Ele só começou a adotar um “perfil político” quando percebeu que, na situação particularíssima de Cuba, isso poderia ser vantajoso por causa do farto dinheiro distribuído pelos Estados Unidos aos que se declaram dissidentes no país.

Antes havia cumprido pena por “violação de domicílio” (1993), “furto e agressão com arma branca” (2000) e “perturbação da ordem pública” (2002). Em 2003, chegou a ser solto, mas voltou à cadeia por reincidência. Por isso, não figurou na relação de “prisioneiros políticos” elaborada em 2003 pela antiga Comissão de Direitos Humanos da ONU, com a intençã o de condenar Cuba por violação aos direitos humanos.

Aquela mesma boa alma curiosa poderia igualmente notar, na campanha em curso, que apesar da insistência na denúncia de que os “presos de consciência” cubanos foram encarcerados simplesmente por serem contra o governo, o noticiário correspondente é abundante em declarações de opositores que vivem em Cuba, como Manuel Cuesta Morúa, René Gómez Manzano, Elizárdo Sánchez, Osvaldo Payá Sardinãs e outros.

Eles são contra o governo, dão entrevistas para a imprensa internacional recheadas de críticas, mas não estão presos! Há algo errado nessa denúncia, portanto. O próprio Fariñas, aliás, estava em casa antes de ser internado e lá recebia diariamente jornalistas estrangeiros.

Anistia Internacional: as situações em Cuba, nos EUA e na Europa

Sobre o suposto caráter ditatorial do regime vigente em Cuba, é interessante ainda comparar o que diz o relatório “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2008”, da Anistia Internacional (entidade nada amistosa com o governo cubano), sobre a situação naquele país, nos Estados Unidos e na Europa. O documento acusa o governo cubano de restringir as liberdades de expressão, de associação e de circulação, fala nos “presos de consciência” remanescentes do grupo dos 75 e registra incidentes em que teria havido “fustigamento e intimidação” de dissidentes.

Mas não menciona um só caso de sequestro ou desaparecimento de opositores, nem tortura ou morte de prisioneiros em dependências carcerárias. Da mesma forma, não fala em repressão policial, nem em execução extrajudicial
em Cuba.

Esse mesmo documento da Anistia Internacional, em contrapartida, de nuncia os Estados Unidos por prática sistemática da tortura conhecida como waterboarding (simulação de asfixia), detenções e interrogatórios secretos e desaparecimento de suspeitos. Acusa ainda Washington de manter milhares de detidos, muitos “há mais de seis anos”, em Guantánamo, em Bagram e no Iraque, sem acusação nem julgamento.

Sobre os governos europeus, o relatório da Anistia declara: “Em 2007 surgiram novas evidências de que diversos Estados-membros da União Europeia foram coniventes com a CIA no sequestro, na detenção secreta e na transferência ilegal de prisioneiros para países em que foram torturados ou sofreram maus tratos”.

Ora, a atual campanha contra o governo cubano se origina de forças políticas que admiram as democracias vigentes na União Europeia e nos Estados Unidos, considerando-as modelos a serem copiados por todo o mundo (inclusive Cuba). Deveriam, portanto, preocupar-se também com o estado dessa pró pria democracia e dos direitos humanos nesses países, em vez de gastarem todo o gás em sua fúria contra Cuba. Que tal uma campanhazinha para combater a pouca vergonha denunciada pela Anistia Internacional nos Estados Unidos e na União Europeia?

As múltiplas e insistentes agressões contra Cuba

O governo brasileiro foi irrepreensível ao se recusar a figurar nessa (má) companhia, apesar das pressões. A esclarecedora declaração do chanceler Celso Amorim sobre a posição brasileira ficou quase perdida em meio à histeria oposicionista. “Uma coisa é defender a democracia, os direitos humanos e à livre expressão, como fazemos. Outra coisa é sair dando apoio a tudo quanto é dissidente no mundo. Quando você tem de falar alguma coisa [a um governo estrangeiro], você fala de outra forma, discretamente, não pela mídia”, declarou.

O chanceler brasileiro disse, em outras palavras, o que Lula já havia declarado em sua primeira visita a Cuba como presidente, em setembro de 2003: que não se somaria às pressões permanentes de setores direitistas contra o governo de Havana, falando publicamente sobre assuntos internos de um país amigo.

Mas a frase mais significativa de Amorim, nessa questão, foi a seguinte: “Se alguém está interessado em uma evolução política em Cuba, eu tenho a receita rápida: acabe com o embargo. Isso vai trazer grandes mudanças em Cuba”. Ele se referia ao bloqueio unilateral que os Estados Unidos mantêm contra o país desde 1962, como parte de uma ampla política de hostilidade, que inclui ainda a transmissão, a território cubano, de propaganda contra a revolução cubana através da Rádio e TV Martí (ao arrepio do código da União Internacional de Telecomunicações), o fornecimento de recursos financeiros à oposição interna, o incentivo à e migração de cubanos para os Estados Unidos e outras medidas intervencionistas.

O próprio bloqueio não se resume a impedir Cuba de comprar e vender no mercado estadunidense. Compreende ainda a proibição de comerciar com filiais de companhias estadunidenses no mundo todo, assim como com empresas que tenham capital acionário ou usem tecnologia e componentes daquele país em sua produção. Significa igualmente o fechamento do mercado dos Estados Unidos a qualquer parceiro comercial de Cuba, de qualquer país, inclusive a bancos e a navios mercantes.

Por força dessa mesma política, aplicada apesar da condenação de praticamente todos os países representados na ONU, cientistas cubanos costumam ser excluídos de congressos internacionais e de pesquisas conjuntas e o próprio país não consegue se filiar a algumas organizações internacionais.

Essa política, por mais inacreditável que pareça, é respaldada pela lei Helms-Burton, apr ovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 1996. Arrogantemente intitulada Lei para a Liberdade e a Solidariedade Democrática em Cuba, ela autoriza o presidente dos Estados Unidos a “proporcionar assistência e a oferecer todo tipo de apoio a indivíduos e organizações não-governamentais independentes para apoiar esforços com o objetivo de construir uma democracia em Cuba”. Estabelece ainda como devem ser as eleições sob um governo “democrático e independente”, chegando a vetar a participação dos atuais líderes cubanos, especialmente Fidel e Raúl Castro!

Os tão ardorosos defensores da democracia em Cuba, que se revelaram de corpo inteiro nessa campanha, têm o dever moral de denunciar essa política imperialista de agressão e exigir o seu fim, como tem feito o governo brasileiro. Do contrário, sua posição, que apresentam como democrática, se mostrará escandalosamente desonesta e hipócrita.

Cessada a agressão e desanuviado o ambiente internacional, o próprio povo cubano poderá decidir, sem pressões externas, como será o seu modelo de democracia, conforme parecem indicar os debates já em curso no país, com grande participação popular.

* Hideyo Saito é jornalista – publicado no www.vermelho.org.br – 15/3/2010


sábado, 13 de março de 2010

CE - Aleida Guevara em Fortaleza

Em Fortaleza (CE), Aleida Guevara reforça relação Brasil-Cuba.

















A cidade de Fortaleza, Ceará (região Nordeste do Brasil) recebe hoje (13), a convite da Prefeitura de Fortaleza e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Ceará, a pediatra cubana Aleida Guevara, filha do revolucionário Ernesto Che Guevara, para uma série de ações públicas visando o fortalecimento das relações entre as duas nações e o reconhecimento dos esforços de algumas entidades brasileiras nos campos de educação, saúde e moradia.Aleida Guevara é a filha mais velha de Che Guevara e de sua segunda esposa, Aleida March. Médica pediatra e militante do Partido Comunista Cubano, depois de viver na Nicarágua e Angola, onde atuou como médica voluntária internacional por três anos, voltou para Cuba e, desde 2004, colabora com o Instituto Cubano de Amizade aos Povos (Icap).

Entre os compromissos agendados para a visita no Ceará está a reinauguração do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) Che Guevara, marcada para a próxima segunda-feira (15), a partir das 16h30, na Barra do Ceará. O Cuca foi oficialmente inaugurado em agosto de 2009, mas não pôde contar com a presença de Aleida. Com pouco mais de 6 meses de funcionamento, o Centro oferece cursos de formação nas áreas de artes, informática e esportes, e atendendo moradores da Secretaria Executiva Regional I, em Fortaleza.

Segundo o secretário municipal de Juventude, Afonso Tiago de Sousa, cerca de 200 jovens alunos do Cuca vão aprender sobre as ideias do líder revolucionário e sobre os principais desafios da juventude latino-americana. Além disso, o debate com a convidada vai realizar um "resgate ideológico", e demonstrar "o papel e o potencial dos jovens como elementos transformadores da sociedade".

Para o secretário, a visita da médica é de fundamental importância para que se estabeleça "uma ligação direta entre a juventude cearense e a memória de lutas e revoluções do povo latino-americano".

Ainda na segunda-feira (15), antes de seguir para o Cuca, Aleida ainda participa de audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, para discutir a campanha internacional pela libertação de Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González, os Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos há mais de 11 anos. Na ocasião, também será lançada uma Frente Parlamentar Cearense de apoio aos prisioneiros, com o objetivo de reunir esforços pela liberdade dos detidos.

No domingo (14), Aleida tem visita marcada no Assentamento Transval, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que reúne 80 famílias no município de Canindé, interior do estado do Ceará. Pela manhã, a médica realiza uma palestra sobre os desafios dos camponeses na América Latina, e se reúne, no período da tarde, com uma equipe de médicos, filhos de assentados sem-terra de todo o Brasil, que se formaram em Cuba e agora cumprem residência no Ceará.

Marcelo Matos, assessor de comunicação do MST no Ceará, destacou o valor da visita da cubana, e afirmou que sua ida ao acampamento demonstra o "reconhecimento ao trabalho do MST pelo povo cubano". Além disso, citou a utilização do método cubano "Sim, eu posso" de alfabetização, que já atendeu mais de 4.000 assentados.

Fonte: Adital

UE - Continua campanha anticubana

Parlamento Europeu se alinhou a campanha anticubana


Artigo da Prensa Latina denunciando a mentalidade colonialista do Parlamento Europeu que insiste em interferir na política do país, soberano há já mais de 51 anos.




Parlamento Europeu se alinhou a campanha anti-cubana

Viva Cuba Socialista e Martiana!




Havana, 12 mar (Prensa Latina) A resolução anticubana que o Parlamento Europeu acaba de adotar alinhou diretamente essa instituição com a feroz campanha política e mediática desenvolvida atualmente contra Cuba, que procura fabricar patriotas entre mercenários e delinquentes dentro do trabalho de subversão dirigido a derrocar a ordem constitucional erigida por nosso povo revolucionário há mais de 51 anos.

O que ocorreu em Estrasburgo pode ser catalogado como outro episódio da conspiração em marcha que, usando os principais meios de comunicação e as organizações dirigidas pelos setores mais reacionários, pretende aproveitar o lamentável incidente da morte de um preso comum, recrutado depois por grupúsculos contrarrevolucionários, por conta de uma prolongada greve de fome mantida por decisão própria, para confundir à opinião pública internacional.
Esta iniciativa impulsionada pela direita europeia no Parlamento conseguiu mobilizar aos diferentes grupos políticos que conformam este órgão legislativo, pondo em clara evidência a convergência de posições de direita e reacionárias que o compõem independentemente de nomes e classificações.

Isso é fácil de compreender se se tomar em conta o próprio argumento da convocação do debate no seio do Parlamento Europeu, para o qual se levantou o tão batido tema na propaganda contra a Ilha de "a situação dos presos políticos e de consciência em Cuba".

O único objetivo era produzir uma condenação contra o governo e povo cubanos, realmente submetidos à violação de seus direitos pelo longo bloqueio estadunidense e pela ingerência em seus assuntos internos também pela própria UE.

Durante o debate e para tratar de afiançar suas posições os eurodeputados de direita não tiveram pudor algum em assumir os desgastados argumentos tradicionalmente utilizados pelos Estados Unidos, para questionar de forma intervencionista nosso sistema político.

É lamentável que o Parlamento Europeu inclua de forma tosca em sua resolução a própria essência da "Posição Comum", sem ter sequer a honestidade da mencioná-la.

Essa mesma "Posição Comum" que como é amplamente conhecida, foi redigida em Washington no mesmo ano em que impunham a Cuba a Lei Helms Burton, ambas com o objetivo comum de destruir nossa Revolução.

O Parlamento Europeu parece não entender ainda que, enquanto a relíquia da "Posição Comum" exista, não haverá normalização nas relações de Cuba com a UE.

Ao analisar a fundo esta sessão da eurocâmara caberia perguntar onde ficaram os sempre mencionados "princípios democráticos e a pluralidade" esgrimidos pela desenvolvida Europa.

Sem o menor rubor, a resolução adotada pela eurocâmara "insta as instituições europeias a que deem apoio incondicional e alentem sem reservas a transição política" em Cuba.

Assim mesmo, "insta a que estabeleçam de imediato um diálogo estruturado com a sociedade civil cubana e com aqueles setores que apoiem uma transição pacífica na ilha... utilizando os mecanismos comunitários de cooperação ao desenvolvimento".

Isto é, convoca abertamente os governos europeus a intensificar suas atividades subversivas e suas Embaixadas em Havana a implicar-se ainda mais no alento, no apoio e no financiamento aos mercenários.

A resolução demanda descaradamente que os projetos de cooperação entre a Comissão Europeia e Cuba se utilizem com propósitos subversivos.

Neste circo político chamou a atenção a postura do Grupo Socialista Europeu, que se rendeu obedientemente às posições mais de direita e anticubanas.

O Vice-presidente do Grupo dos socialistas espanhóis Ramón Jáuregui, ainda que agora se empenhe em demonstrar o contrário, chegou inclusive, a contradizer a linha seguida pela presidência espanhola da UE em sua política para Cuba.

Bem mais indignante ainda é que aqueles que representam os países cooperantes no sequestro, tortura e prisão em cadeias clandestinas de numerosas pessoas, assumam uma posição de defensores de direitos humanos contra Cuba, cuja revolução tem dedicado seus maiores esforços em salvar vidas em seu território e no resto do mundo.

O Parlamento Europeu deve olhar em seu entorno comum, onde se reprimem os imigrantes, esquecem a desempregados, aumentam as desigualdades, se constatam centenas de denúncias de torturas em suas prisões e de violações dos direitos humanos.

O espírito de metrópole colonialista rondou o plenário europeu quando muitos deputados se atribuíram o suposto direito de impor e ditar.

Parecem esquecer que há 52 anos o povo cubano tomou as rédeas de seu destino e que não reconhece a esse Parlamento nenhuma jurisdição, e muito menos autoridade moral.

Sentem-se com direito de imiscuírem-se em nossas decisões internas e questioná-las. As autoridades europeias só revelam seu verdadeiro e retrógrado espírito colonialista.

Falsa democracia mesmo é a que, sem contar com os contribuintes europeus, pretende dirigir os fundos comunitários com destino ao sujo empenho de subverter o sistema político de outro país soberano.

É lamentável que uma instituição como esta se dedique a articular planos conspirativos e a amparar mercenários e delinquentes, ao mesmo tempo em que faz eco de deslavadas mentiras e distorções mal-intencionadas da realidade de nosso país.

No que pareceria uma burla, se não se tratasse de um tema tão ofensivo para nosso país, esse mesmo parlamento que supostamente tanto se preocupa pela proteção e defesa dos direitos humanos em Cuba, foi capaz de recusar por uma ampla maioria, duas propostas de emendas que justamente versavam sobre estes direitos.

Quais são os direitos humanos que ostentam os 439 eurodeputados que se opuseram abertamente a condenar e pedir o fim de um bloqueio, que constitui uma escancarada violação dos direitos humanos e um ato de genocídio, segundo o texto da Convenção de Genebra? Talvez o direito à vida não seja o mais elementar de todos os direitos humanos?

Como pode se compreender que esse conclave recuse outra emenda que menciona a explosão do avião da Cubana de Aviação em 1976 e prefere guardar silêncio sobre a colossal hipocrisia que constitui o fato de que os Estados Unidos mantenham presos cinco antiterroristas cubanos, enquanto dá refúgio e proteção ao principal terrorista deste hemisfério? Será que talvez algumas vidas têm mais valor que outras?

Com o anterior só expõem sua submissão aos interesses norte-americanos e mostram não ter uma política independente e própria.

Vozes dignas como as do Grupo da Esquerda Unida, se opuseram à aprovação da resolução anticubana.

Parte de seus membros, entre eles o espanhol Willy Meyer e a portuguesa Ilda Figueiredo, catalogaram como hipócrita a postura da Eurocâmara ao questionar Cuba e não fazer o mesmo com o golpe militar de Honduras.

Recordaram que esse foi, quiçá o único parlamento no mundo que não recusou "o golpe, com seus assassinatos e suas torturas".

Também, instaram a União Europeia a pôr fim à "Posição Comum" ao mesmo tempo em que exigiram o fim do bloqueio e denunciaram a injusta prisão dos cinco antiterroristas cubanos em cárceres dos Estados Unidos.

Uma vez mais equivocam-se com o povo de Cuba quem pretende enquadrá-lo com a tentativa de submeter a nossa pequena Ilha a tratamentos singularizados.

O ocorrido na plenária do Parlamento Europeu, ficará na história como evidência da mentalidade ainda colonialista dos estados europeus.

quarta-feira, 10 de março de 2010

RS - CONVENÇÃO NACIONAL

Prezados Companheiros e Companheiras



Há vinte e cinco anos, a Associação Cultural José Martí/RS vem travando uma luta incansável em defesa dos princípios da justiça social, pelo direito ao progresso de toda a humanidade e contra a violação à soberania dos povos.


Por se caracterizar como uma entidade de natureza política/cultural, sem fins lucrativos, a ACJM/RS não caminha só: contam com a adesão de sindicatos, universidades, associações, instituições públicas e privadas e, por ser pluralista, com a solidariedade de representantes de partidos políticos.


E é com a determinação de promover a autonomia intelectual e reafirmar a solidariedade aos povos que desenvolve intensa programação como seminários, cursos, palestras, shows, participa de convenções nacionais e cria canais de cooperação para apoiar a luta das diversas entidades da sociedade organizada.


Neste sentido, de 4 a 6 de junho de 2010, a Associação Cultural José Marti/RS promove, na Casa dos Bancários, em Porto Alegre, a XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba,com a presença de autoridades daquele país, militantes e representantes das diversas entidades no Brasil que prestam seu apoio humanitário à causa cubana.


Para tanto buscamos, com Vossa Senhoria, o apoio necessário para viabilizar o nosso projeto, na certeza de que ele auxiliará na promoção da cidadania e virá em defesa dos direitos humanos. Em anexo, segue cópia do projeto e das propostas de patrocínio. Solicitamos o obséquio do retorno de Vossa resposta até o dia 31 de Março de 2010, através dos seguintes contatos : Tel. 51 3224.4953 -acjmrs@gmail.com , Maria Cezira 51 92894003  e Marajuara 51 93246129





Atenciosamente,





Ricardo Haesbaert


Presidente da ACJM/RS.





PROGRAMAÇÃO DA XVIII CONVENÇÃO DE SOLIDARIEDADE A CUBA


DE 04 a 06 JUNHO DE 2010 – PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL








DIA 04/6


9h – Abertura do Credenciamento


9h – Atividade Cultural


10h – 1º Painel: O bloqueio e as conseqüências no desenvolvimento de uma Nação;


Painelistas: Embaixador Carlos Rafael Zamora Rodriguez


Prof. Dr. Paulo Vizentini


Mediador: Beto Almeida - TELESUR


Relatoria:


11h – Debate com a Plenária


12h – Considerações finais dos Painelistas


12h15min – Almoço


13h30mim – Atividade Cultural


14h - 2º Painel: 5 Heróis: Quando o autoritarismo supera os Direitos Humanos


Painelistas: Fernando Moraes (escritor)


Familiar dos 5 Heróis


Frei Betto


Mediador: Juíza Mara Loguercio


Relatoria:


15h– Debate com a Plenária


16h – Considerações Finais dos Painelistas


19h – Abertura da XVIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba


Atividade Cultural


DIA 05/6


9h - 3º Painel: ICAP: 50 anos de Luta, Solidariedade e Integração com os Povos


Painelistas: Kenia Serrano Puig – ICAP


Mediadora: Zuleide Faria de Melo - ACJM /RJ


Relatoria:


10h – Debate com a Plenária


11 – Considerações finais dos Painelistas


Atividade Cultural


12h – Almoço


13h30min – Atividade Cultural


14h – 4º Painel – Educação e Saúde uma experiência para seguir.


Painelistas: Emir Sader


Representante de Cuba


Diretor da ELAM


Dep. Fed. Carlos Abicalil


Mediador:


Relatoria:


15h – Debate com a Plenária


16h – Considerações finais


16h15min – Apresentação da Carta de Porto Alegre;


16h30min – Reunião das Direções das Entidades Nacionais de Solidariedade;


1. Grupo de Trabalho: Cuba Viva;


2. Grupo de Trabalho: Brigada;


3. Grupo de Trabalho: Nescuba – Memória do Movimento de Solidariedade;


4. Grupo de Trabalho: Médicos/Estudantes/ Pais


5. Grupo de Trabalho: Frentes Parlamentares


21h – Festa da Convenção: ICAP: 50 anos de Luta, Solidariedade e Integração dos povos


DIA 06/6


11 h – Plenária da Solidariedade – Parque da Redenção


Com aprovação da Carta de POA, apresentação teatral com o grupo Oi Nóis Aqui Travéis; Oficina de Salsa, Circo Petit POA, Trovas da Pátria Grande, Grupo Salsa 3;




terça-feira, 2 de março de 2010

RS - Reunião da ACJMRS hoje 2/3

Amigos da Solidariedade,


 


A Associação Cultural José Martí – RS volta  a se reunir no dia 02 de março,terça feira,  às 19 horas, no Auditório na Galeria Macon, 16º andar, com a seguinte pauta:


- Avaliação da Casa Cuba durante o FSM 2010;


- Relato da Brigada Sul americana de Solidariedade a Cuba;


- Organização da Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.


 


Tua presença é importante.


 


Att.


 


Marajuara Azambuja


   Secretaria Geral