sexta-feira, 26 de março de 2010

MUNDO - Em Defesa De Cuba

Caros amigos solidários a Cuba e que acreditam na autodeterminação dos povos


 


Depois das absurdas atitudes tomadas pelo parlamento europeu, inclusive sugerindo ações com fim de desestabilizar a ordem constitucional da República de Cuba, faz-se necessário reagirmos a altura frente a tamanha ofensa e ato de colonialismo.


Assim sendo, convocamos todos os amigos solidários a Cuba e seu direito a sua independência e autodeterminação a assinarem o abaixo-assinado constante na pagina de internet:


 


http://www.porcuba.org


 


Atenção: a página está sempre com difícil acesso, sobrecarregada. É necessário insistir!!! Sua participação é muito importante.


 


Repasse essa informação. Vamos multiplicar essa ação pela defesa de Cuba.


www.porcuba.org


 


link direto para assinar: http://www.porcuba.org/index.php?cont=registro&articulo=0&lang=1&declara=12


 


 


“EM DEFESA DE CUBA”


 


Iniciativa da Rede de Redes em Defesa da Humanidade, que condena a intromissão do Parlamento Europeu nos assuntos internos de Cuba.


Com referência a resolução de 11 de março do Parlamento Europeu sobre Cuba, os intelectuais, acadêmicos, lutadores sociais, pensadores, críticos e artistas da Rede em Defesa da Humanidade manifestamos:



1. Que compartilhamos da sensibilidade mostrada pelos parlamentares europeus sobre os prisioneiros políticos. Como eles, nos pronunciamos pela imediata e incondicional liberação de todos os presos políticos, em todos os países do mundo, incluindo os da União Europeia.

2. Que lamentamos profundamente, como eles, o falecimento do preso comum Orlando Zapata, mas não admitimos que sua morte, primeira “...em quase quarenta anos” segundo o próprio Parlamento, seja tergiversada com fins políticos bem distintos e contrários aos da defesa dos direitos humanos.

3. Que instar “...as instituições europeias a que dêem apoio incondicional e alentem sem reservas o início de um processo pacífico de transição política a uma democracia pluripartidária em Cuba” não somente é um ato ingerencista, o qual reprovamos em virtude de nosso compromisso com os princípios de não-intervenção e de autodeterminação dos povos -defendidos também pela ONU- e em contra do colonialismo, que supõe um modelo único de democracia que, certamente, cada vez se mostra mais insuficiente e questionável. A procura e aprofundamento da democracia supõem, entre outras coisas, transcender seus níveis formais e inventar novas formas autenticamente representativas que não estão, necessariamente, reduzidas ao pluripartidarismo que, como bem se sabe, encobre frequentemente o fato de que as decisões sobre os grandes problemas mundiais são tomadas unilateralmente por pequenos grupos de interesse com imenso poder, acima do regime de partidos.

4. Que pretender justificar uma intromissão nos assuntos políticos internos do povo cubano manipulando a mídia com o caso de Orlando Zapata - delinquente comum e de nenhuma maneira preso político - coincide com as políticas contrainsurgentes que estão sendo aplicadas na América Latina para deter ou distorcer os processos de transformação emancipadora que estão em curso e vem somar ao criminoso bloqueio que é submetido o povo cubano, simplesmente por não aceitar imposições e defender seu direito a decidir seu destino com dignidade e independência.

5. Que compartilhamos a preocupação mostrada pelos parlamentares sobre o respeito aos direitos humanos em Cuba, mas a estendemos ao mundo em sua totalidade. Assim como lhes preocupa o caso do delinquente falecido (que em 40 anos nunca aconteceu nenhum antecedente similar), os convidamos a exigir o fim da ocupação de Gaza e da fustigação ao povo Palestino, que provoca não uma mas, sim, milhares de mortes; da intervenção no Iraque e Afeganistão semeando morte e terror em vilas e cidades; dos bombardeios nesses lugares com o argumento de defender a democracia; o fim da dupla ocupação do Haiti; o fechamento da prisão de Guantânamo e a entrega (devolução) deste território a Cuba, a quem pertence; a devolução das ilhas Malvinas a Argentina; e, obviamente, o fim de um bloqueio que viola os direitos humanos do povo cubano e que pode colocar em dúvida a qualidade moral de quem exige trato humano para um delinquente quando o nega a um povo inteiro.

O cerco econômico e da mídia a que está sendo submetida Cuba, mesmo antes da morte do preso comum Orlando Zapata, constitui um atentado contra os direitos humanos e políticos de um povo que decidiu construir um caminho diferente.

Exigimos respeito aos processos internos do povo cubano para definir e exercer sua democracia e exigimos respeito aos princípios universais da não-intervenção acordados pelas Nações Unidas.

Rede em Defesa da Humanidade

 


(texto extraido e traduzido por Olavo P.Queiroz de http://www.porcuba.org)


 


 


Faça sua adesão ao abaixo-assinado: www.porcuba.org


 


Link direto: http://www.porcuba.org/index.php?cont=registro&articulo=0&lang=1&declara=12

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