domingo, 11 de abril de 2010

CUBA - Editorial do GRANMA

Defenderemos a verdade com a nossa moral e nossos princípios

O império e seus aliados embarcaram numa nova cruzada para tentar demonizar Cuba. Sua poderosa maquinaria política e da mídia pôs em andamento uma colossal operação de engano com o objetivo de desacreditar o processo revolucionário, desestabilizar o país e criar as condições para a destruição do nosso sistema social.

Na febricitante campanha empregam seus mercenários à vontade. Para obter vergonhosos dividendos políticos, os lançam à morte, sem importar-lhes nem um pouco esses seres humanos; como nunca lhes importou a morte de 3 mil cubanos por causa dos atos terroristas organizados e financiados pelos Estados Unidos, nem o destino dos mais de dois mil compatriotas mutilados por esses atos abomináveis, nem os cidadãos que pereceram no estreito da Flórida ao se lançarem em infaustas aventuras atrás dos cantos de sereia da assassina Lei de Ajuste Cubano.

Invocam cinicamente os direitos humanos que espezinham hoje impunemente em diversas partes do mundo. Acusam hipocritamente a Revolução da morte de uma pessoa, preso comum a quem vestiram de preso político, por obra e graça das campanhas anticubanas e dos vultosos recursos e meios que a ela se dedicam, sacrificado para servir de ponta de lança no intuito de denegrir a nação que mais esforços fez por salvar vidas no mundo, pois enviou milhares de seus abnegados trabalhadores da saúde a colaborarem em mais de uma centena de países, nos lugares mais difíceis; a Revolução que não duvidou nem um segundo em oferecer seus médicos para socorrer os cidadãos de New Orleans e de outras cidades do sul, após a passagem devastadora do furacão Katrina; a que oferece estudos superiores a jovens que não teriam conseguido formar-se em suas nações, incluindo vários dos Estados Unidos; a Revolução que pôs à disposição internacional um método inovador de alfabetização que permitiu a milhões de pessoas em diversos países da América Latina e o Caribe, Europa, África e Oceania acederem ao sagrado direito do ensino e do conhecimento.

A Revolução Cubana atuou consequentemente sob princípios éticos, políticos e morais, seguindo os ensinamentos de Fidel. O respeito ao ser humano é a essência do nosso sistema e sempre foi uma das chaves de apoio popular ao processo, desde os heróicos dias da Serra Maestra, quando sempre foi respeitada a vida dos prisioneiros inimigos. Apesar da política invariável de hostilidade e agressão constante do império, desde a invasão armada, as sabotagens terroristas e os planos de atentados contra Fidel e nossos líderes, até a promoção da subversão e o genocida bloqueio econômico, comercial e financeiro que dura já cinco décadas , a Revolução jamais assassinou, torturou ou fez desaparecer nenhum de seus inimigos.

Podem dizer o mesmo os governos dos Estados Unidos e dos países europeus que se se esgoelam criticando Cuba e a condenam como se fossem virgens vestais? Que podem dizer do milhão de mortos no Iraque e dos milhares de vítimas no Afeganistão, pelas guerras ilegais ali travadas? Como podem explicar os cárceres secretos e as torturas aos supostos terroristas? Que fundamento legal sustenta os assassinatos seletivos que os Estados Unidos levam a cabo contra seus inimigos, em diversas partes do mundo, com uma força especial dirigida nestes anos pelo mesmo general que agora comanda as tropas no Afeganistão? Como podem justificar a morte, nestes últimos cinco anos, de mais de cem imigrantes que estavam sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos? Que direito humano sustenta as surras brutais aos representantes dos movimentos sociais que protestavam quando da Cúpula do Clima em Copenhague ou contra os estudantes californianos que reclamavam mais orçamento e menos pagamentos na educação? Quem supervisiona o trato vexatório que se dá aos imigrantes nos centros de detenção disseminados pela Europa? Por acaso o Congresso dos Estados Unidos, o Parlamento Europeu e os partidos de direita do Velho Continente, que hoje se mostram tão preocupados com Cuba, ficaram alarmados, denunciaram ou condenaram estas escandalosas violações dos direitos humanos?

O que lhes inquieta verdadeiramente é a fortaleza moral da Revolução, sua fidelidade aos princípios, seu crescente prestígio na nossa região, onde se converteu em importante ator de impulso ao processo de integração, seu atuar inteligente e sereno para enfrentar as duras conseqüências da crise econômica internacional e do bloqueio, sua clareza no que é preciso mudar ou que deve ser mudado, com o objetivo de conquistar para o nosso povo toda a justiça, como pedem Fidel e Raúl.

Por isso, o império e seus aliados europeus concertam planos, coordenam o trabalho de seus serviços especiais, enviam seus diplomatas às ruas para monitorarem o trabalho assalariado na Ilha, incrementam as verbas para a subversão política em Cuba. Somente a USAID recebeu US$ 20 milhões, neste ano, para entregar aos grupelhos contra-revolucionários e para financiar o acosso da mídia contra Cuba.

Agora centram sua cínica campanha num único grevista — cujos delitos comuns e atos contrarrevolucionários foram denunciados no jornal Granma, em 8 de março passado — a quem está sendo oferecida toda a atenção médica qualificada.

Seu show ganha dimensão mundial enquanto silenciam cinicamente a crueldade e antecedentes criminosos, as agressões e ameaças de morte a uma doutora do hospital onde trabalhou, e a surra a um idoso indefeso, quem teve que ser submetido a uma cirurgia de urgência em consequência das lesões recebidas. Armam alvoroço também em torno das denominadas Damas de Branco, que se prestam ao jogo do inimigo e se sustentam com dólares salpicados de sangue cubano, fornecidos, entre outros, pelo terrorista Santiago Alvarez Fernández Magriñá, quem pretendeu fazer explodir o cabaré "Tropicana" e é o "benfeitor" em Miami de Luis Posada Carriles. Por isso, não é estranho pensar que o autor da destruição à bomba do avião de passageiros da Cubana de Aviação e de outros execráveis atos saísse há poucos dias em Miami expressando seu apoio às Damas de Branco, cuja única sanção até hoje foi o repúdio contundente e enérgico do nosso povo nas ruas.

Receber dinheiro de uma organização terrorista é uma felonia severamente castigada nos Estados Unidos. Atuar a serviço de uma potência estrangeira também é. Os delitos dos chamados dissidentes não têm nada a ver com a liberdade de opinar, mas sim com a colaboração a soldo com a superpotência inimiga, em seus planos contra nossa nação. A todos foi lhes provado que receberam, direta ou indiretamente, fundos do governo dos Estados Unidos e de não poucas fundações européias que colaboram com a política de guerra contra Cuba.

O que aconteceria a estes "dissidentes" se no país de seu amo fizessem as tarefas que fazem em Cuba? O Código Penal dos EUA prevê uma pena de 20 anos para aquele que preconizar o derrubamento do governo ou da ordem estabelecida; dez anos para quem emitir falsas declarações, com o objetivo de atentar contra os interesses nacionais nas suas relações com outra nação, e três anos para quem mantiver "correspondência ou relação com um governo estrangeiro (...) com a intenção de influir em sua conduta (...) sobre um conflito ou uma controvérsia com os Estados Unidos.

O inimigo utiliza todas as armas de pressão. Utiliza a chantagem política e ordena a eliminação de todos aqueles que pretendam ser solidários com Cuba. Tenta calar qualquer voz que discrepe de seus ditames. Esquece até sua cacarejada "liberdade de expressão" para obrigar Google a fechar o blog digital de um intelectual cubano que denunciou, com fortes argumentos, os verdadeiros propósitos políticos da campanha contra nossa Pátria.

Nada nos surpreende. São os mesmos métodos perversos postos em prática há 50 anos quando o presidente Eisenhower aprovou o Plano de ações encobertas contra Cuba.

Como disse Raúl no encerramento do 9º Congresso da União dos Jovens Comunistas (UJC):

"Mais de meio século de combate permanente ensinou nosso povo que vacilar é sinônimo de derrota.

"Jamais cederemos à chantagem de nenhum país ou conjunto de nações, por poderosas que sejam, custe o que custar. Se pretendem encurralar-nos, saibam que saberemos defender-nos, em primeiro lugar, com a verdade e os princípios"..."Temos exemplos demais em nossa história!".

Vamos lutar com nossas ideias, em nossas ruas e em todos os palcos internacionais.

Em 10 de maio próximo vão receber do nosso povo e de seus trabalhadores uma contundente e evidente resposta de apoio à Revolução!

Defenderemos a verdade com nossa moral e nossos princípios!

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