quinta-feira, 13 de maio de 2010

CUBA - Declaração Festival de Poesia

DECLARAÇÃO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE POESIA DE HAVANA.



Os poetas que organizamos o Festival Internacional de Poesia de Havana não podemos ficar em silêncio ante o manifesto da chamada “Plataforma de espanhois pela democratizaçao de Cuba”.


Cuba construiu uma democracia própria e legítima, respaldada pela imensa maioria de seu povo.


Junto a conhecidos porta-vozes da propaganda anticubana, pessoas honestas, talvez sem informação e conhecimento necessários, influenciadas pela “feroz e dolorosa” campanha mediática contra Cuba, nos acusam, e, ao fazê-lo, assumem uma postura que tenta lesar a soberania de nosso país e faz o jogo dos eternos inimigos da ilha que nunca cessaram, nos últimos 200 anos, de acariciar seu sonho anexionista e colonial.


Pretendem manter Cuba no banco dos réus. As palavras democracia, liberdade e direitos humanos tem sido sequestradas. Adotam argumentos vazios com o propósito de impor nas manchetes a visão de nosso país que se quer vender.


Cuba não é só um nome sob o dedo acusador.


Cuba é uma cultura, uma ética, uma história, uma identidade resistente, uma mística nascida da poesia e da imaginação.


Esta, que alguns pretendem que nos agrida, não é a Espanha que queremos e admiramos sempre: a Espanha de Juan Ramón Jiménez, de Antonio Machado e de León Felipe; de Federico García Lorca, Rafael Alberti e Miguel Hernández; de María Teresa León e María Zambrano; de Pablo Casals e Pablo Picasso; a Espanha de intelectuais e artistas contemporâneos sempre fraternos; de inumeráveis amigos que nos acompanham dia a dia com sua solidariedade.


A Espanha que nos legou uma cultura poderosa não pode nos julgar nem condenar por defendermos nossa própria noção de cultura, de beleza e de justiça.



Presidência do Festival


Aitana Alberti, Miguel Barnet, Víctor Casaus, Pablo Armando Fernández, Eusebio Leal, Waldo Leyva, César López, Virgilio López Lemus, Omar Felipe, Mauri Edel Morales, Nancy Morejón Carilda, Oliver Labra, Alex Pausides, Juan Ramón de la Portilla


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