quinta-feira, 29 de julho de 2010

Brasil - Artigo Frei Betto









Cuba: Estado e Igreja em parceria

Como entender que o Estado cubano, num país socialista, aceite a mediação da Igreja Católica para libertar presos de consciência, como lá são chamados os presos políticos?

A figura central nesse processo é o cardeal Jaime Ortega, 73, arcebispo de Havana. Hábil negociador, ele foi vítima, no passado, do sectarismo esquerdista que, sob influência da União Soviética, atiçou a perseguição religiosa. Ainda seminarista, nos anos 60 Ortega foi enviado a um campo de "reeducação ideológica". Apesar disso, jamais demonstrou ressentimento e nem se aliou aos que deram as costas à Revolução.

O período esquerdista da Revolução cubana - repudiado publicamente por Fidel - congelou as relações Igreja-Estado. Entre 1964 e 1981, bispos e autoridades não se falaram.

Ao me encontrar com Fidel pela primeira vez, em 1980, ele me fez a proposta de intermediar a retomada do diálogo. No ano seguinte, participei da reunião da conferência episcopal, em Santiago de Cuba, quando expus a proposta. Os bispos a acolheram como um sinal positivo. Pouco depois, Fidel os recebeu audiência.

Em 1985, o líder cubano concedeu-me longa entrevista sobre a questão religiosa, publicada sob o título "Fidel e a Religião". O livro causou impactou na população, cuja religiosidade possui forte raiz sincretista, mescla entre catolicismo e tradições de origem africana. Era a primeira vez que um dirigente comunista no poder abordava o tema da fé de modo respeitoso e, inclusive, admitindo que sua formação religiosa aprimorara-lhe o caráter. Num país de 11 milhões de habitantes, 1,3 milhão de cópias foram editadas até hoje.

Na opinião de um bispo cubano, o livro "tirou o medo dos cristãos e o preconceito dos comunistas". Em 1986, a Igreja promoveu o Encontro Eclesial Cubano, versão local de um miniconcílio para traçar novas diretrizes pastorais.

O bom entendimento entre Igreja e Estado viu-se subitamente interrompido pela queda do Muro de Berlim. O cardeal Law, de Boston, ao pregar o retiro dos bispos, insistiu que o efeito dominó da falência do socialismo não pouparia Cuba e os bispos, à semelhança do episcopado polonês, deveriam se assumir como novos Moisés capazes de conduzir o povo à democracia...

Em janeiro de 1990, Fidel veio ao Brasil à posse do presidente Collor. Fui ao seu encontro em Brasília. Insisti na continuidade do diálogo e, pouco depois, desembarquei em Havana para entrevistar-me com Jaime Ortega. Foi a primeira e única vez que o vi pessimista. Não acreditava que o governo tivesse boas intenções. Talvez esperasse, para breve, o fim da Revolução.

Cuba não foi atingida pelo furacão neoliberal que assolou o Leste europeu e uma série de circunstâncias favoreceu a visita do papa João Paulo II ao país, em 1998. Fidel convidou a mim e a um grupo de teólogos, entre eles Leonardo Boff, para assessorá-lo no decorrer da visita papal. Cabia-nos "decifrar" a linguagem e os protocolos eclesiásticos.

O êxito da viagem - o papa não condenou o regime cubano, como queria Bush, e elogiou suas conquistas sociais - e a empatia que se criou entre Fidel e Woityla, reabriram os canais de diálogo. Porém, Fidel, por razões de saúde, se afastou do comando do governo em 2006, quando então Raúl Castro assumiu.

Intensifiquei minhas viagens a Havana para aprofundar a questão religiosa com Raúl e Caridad Diego, chefe da Oficina de Assuntos Religiosos (uma espécie de Ministério do Culto). Decidiu-se comemorar, em março último, os 25 anos de lançamento de "Fidel e a Religião". Todas as denominações religiosas atuantes no país foram convidadas. Raúl esteve presente e lamentou que nenhum bispo católico tivesse comparecido.

Na mesma noite, jantamos juntos. Falamos da ação pastoral da Igreja Católica junto aos prisioneiros e de como a Revolução só teria a ganhar com a libertação dos presos de consciência, sem acusações de delitos de sangue ou atos terroristas.

A 10 de maio Raúl Castro recebeu, pela primeira vez, o cardeal Jaime Ortega. A conversou prolongou-se por cinco horas. O arcebispo solicitou a transferência dos presos para locais próximos às suas famílias e mostrou a disposição da Igreja em colaborar para que fossem anistiados. O governo considerou que valia a pena apostar na proposta do cardeal e, assim, evitar gestos extremistas, de ampla repercussão internacional, como greves de fome levadas às últimas consequências.

Jaime Ortega nada tem de progressista e, muito menos, de anticomunista. Seu papel, como pastor, é criar condições favoráveis à evangelização do povo cubano. E ele sabe que iniciativas humanitárias como a libertação de prisioneiros não apenas reforçam o prestígio da Igreja mas, sobretudo, testemunham profunda fidelidade ao Evangelho. E, de quebra, dão provas da tolerância da Revolução.

O que tanto a Igreja quanto o Estado mais esperam, agora, é que Obama liberte os cinco cubanos presos nos EUA, desde 1998, acusados de espionagem. Esta a condição para a retomada de um diálogo positivo entre Washington e Havana, tendo em vista a suspensão do bloqueio imposto pelos EUA a Cuba.

[Autor do romance "Um homem chamado Jesus" (Rocco), entre outros livros.www.freibetto.org - twitter:@freibetto
Copyright 2010 - FREI BETTO - Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].

* Escritor e assessor de movimentos sociais

terça-feira, 27 de julho de 2010

CE - Relato 26 DE JULHO




Sucesso total.

Vendemos todos os bônus e tivemos uma plateia selecionada de trabalhadores.

Quase 60 deixaram seus nomes e expressaram o desejo de contato com a associaçao para fins de filiaçao.

A Associaçao tem agora cerca de 20 sócios, neles incluidos os 9 da diretoria (um recentemente faleceu).

O ponto alto foi comerçarmos a cantar em surdina o hino do 26 de julho e depois elevarmos a voz, após o que eu fiz um discurso de alguns minutos explicando a significação da data, desconhecida por quase todos os presentes.

 

 

 



LETRA ORIGINAL DO HINO DO 26 DE JULHO

 

Marchando, vamos hacia un ideal

sabiendo que hemos de triunfar

en aras de paz y prosperidad

lucharemos todos por la libertad,

Adelante cubanos

Que Cuba premiará nuestro heroísmo

pues somos soldados

que vamos a la Patria liberar

limpiando con fuego

que arrase con esta plaga infernal

de gobernantes indeseables

y de tiranos insaciables

que a Cuba

han hundido en el Mal.

La sangre que en Cuba se derramó

nosotros no debemos olvidar

por eso unidos hemos de estar

recordando a aquellos que muertos están.

El pueblo de Cuba...

sumido en su dolor se siente herido

y se ha decidido...

hallar sin tregua una solución

que sirva de ejemplo

a ésos que no tienen compasión

y arriesgaremos decididos

po esa causa hasta la vida

!que viva la Revolución!

(informe enviado por Silvio Mota - CASA JOSÉ MARTÍ-CE)

domingo, 25 de julho de 2010

Mundo - VIVA 26 DE JULHO

26 DE JULHO – DIA NACIONAL DE CUBA


Por: Dr. Luis Barbosa



Durante muitos anos a encantadora Ilha de Cuba foi, por assim dizer, uma colónia dos Estados Unidos, onde os americanos tinham grandes interesses económicos e usufruíam de estadias prolongadas para satisfação dos seus luxos e prazeres mais desvairados.


Os grandes interesses dos americanos em Cuba tinham sempre nos sucessivos governos da Ilha os seus guardiões e a máxima garantia na defesa das suas empresas.


Eram autênticas marionetes na submissão invertebral ao usurpador do Norte. Chafurdavam em todo o tipo de corrupção, espezinhando os mais elementares interesses nacionais. Com a apatia da maior parte dos partidos e a ausência de uma grande fatia da burguesia cubana.


Quem não estava pelos ajustes era uma certa Juventude rebelde operária e universitária, além das camadas mais genuinamente populares, onde fervilhavam um forte sentimento nacionalista, o fervor patriótico mais autêntico e a desinteressada luta sem tréguas pela sua identidade nacional. Até às últimas consequências, como, aliás, tem sido sempre apanágio do heróico Povo Cubano.


Levando por diante as suas aspirações e aproveitando os festejos carnavalescos em Santiago, a 26 de Julho de 1953, o jovem Fidel Castro chefiou cerca de 100 rebeldes num ataque ao Quartel Moncada, que era a segunda maior guarnição militar de Cuba. No caso de êxito, os Rebeldes apoderar-se-iam de um grande número de armas para a escalada revolucionária. Que era o grande objectivo em vista para a propagação da revolta generalizada.


Infelizmente esta tentativa foi um desastre e um rude golpe para os Rebeldes assaltantes. Teve, porém, o condão de despertar ainda mais a consciência da população em geral, para a importância da actividade dos Jovens Revolucionários.


O saldo do malogrado assalto cifrou-se nos oito mortos durante o combate e em cinquenta e cinco feitos prisioneiros, torturados e assassinados. Os buracos das balas nas paredes do Quartel, ainda hoje são o vivo testemunho dessa façanha, que agora perfaz os 55 anos.


Só ao fim de alguns dias de fuga, e completamente exausto, Fidel é feito prisioneiro, julgado e condenado a 15 anos de cárcere.


Ficou famosa e para a posteridade a célebre frase com que, perante os juízes, termina a sua própria defesa: “Podem condenar-me, mas a História me absolverá!”


Entretanto, e aproveitando o período de acalmia gerado pelas eleições ilegítimas, que a Ditadura havia convocado, o movimento de massas, que entretanto foi crescendo significativamente, conseguiu uma ampla amnistia dos Presos Políticos, entre os quais os combatentes revolucionários de Moncada. Seguiram-se as greves operárias, que abalaram profundamente todo o sector açucareiro.


Uma vez amnistiado, Fidel saiu em liberdade e nesse mesmo ano de 1955, abandonou Cuba clandestinamente, exilando-se no México, onde já se encontravam muitos compatriotas. O jovem Ernesto Che Guevara vem também a fazer parte do grupo, que, em casa de Maria Antónia (exilada Cubana), reúnem e conspiram.


Na primeira oportunidade embarcam no iate Granma cerca de 80 rebeldes, em direcção à orla costeira cubana, dispostos a levar por diante a grande Saga Revolucionária, da luta armada de guerrilha, desde a Serra Maestra até à guerrilha urbana, em toda a Ilha.


Não é uma pura e simples coincidência o facto de o assalto ao Quartel Moncada e ao Quartel Cespedes serem desencadeados no dia 26 de Julho de 1953. José Marti, que morreu em combate na luta pela independência, era para Fidel a imagem mais emblemática na História de Cuba contra o colonizador espanhol. E o ano de 1953 era também o centésimo aniversário do nascimento (28 de Outubro) de José Marti. E nada melhor para festejar e homenagear a memória do grande lutador e mártir do que a insurreição armada.



Nas paredes de Moncada


os olhos da memória


testemunho vivo


no esplendor dos nossos dias



Em Uvero


não se calou ainda


o eco do 1º tiro na emboscada



A linguagem das armas contra a Ditadura


falava o mesmo idioma de José Marti


contra o inimigo colonizador



Quem entender a felicidade nos seus mortos


saberá como é difícil a arte da alegria


e como de fascínios


o Povo Cubano sabe pintar a sua Pátria



Epopeia de luto pelos seus Heróis


Epopeia, Epopeia contra o bloqueio


na solidariedade que incendeia


o rastilho da raiva em todo o Mundo



Quente e azul-limpo o céu


De luz de música e de prodígios


Que todos os dias celebra a eternidade



Cuba


meu amor!





Peso da Régua, Julho de 2008


Luís Barbosa


Transcrito de: http://emba.cubaminrex.cu/Default.aspx?tabid=19614

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MG - Cia Cubana Yoruba Andabo

Cia Cubana Yoruba Andabo abre temporada em Minas Gerais.
Shows nos dias 24, 25 e 26 de julho, esta última data em que se comemora o Dia da Rebeldia Cubana.
Sugestão Cultural do Vermelho Minas.

A Associação Cultural José Marti de Minas Gerais (ACJM-MG), entidade sem fins lucrativos e de apoio e solidariedade a Cuba, desde 1986, apresenta a Companhia Cubana de Dança Folclórica YORUBA ANDABO, ganhadora de vários prêmios internacionais, como o Grammy Latino conquistado em 2001, na categoria de Melhor Álbum Folclórico, e com apresentações internacionais no Canadá e cidades como Paris e Genebra.

No Brasil, a cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, sedia o início da temporada de shows prevista para o período compreendido entre 23 de julho a 06 de agosto, ocasião em que também se realiza na capital mineira o 2º Congresso Internacional da Cultura e Religião Yorubá e as comemorações do 26 de julho, dia da Rebeldia Cubana.
QUEM É YORUBA ANDABO
A companhia tem sua gênese nos cais do Porto de Havana, em 1961, quando um grupo de trabalhadores reunia-se em festas e eventos artísticos sindicais. Eles deram origem ao “Guaguancó Marítimo Portuário”, conjunto que, em 1985, iniciou sua atividade profissional com o nome de Yoruba Andabo.
A partir desse momento ofereceu sua arte em diversas atividades da União de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), trabalhou com a empresa discográfica cubana EGREM por iniciativa do compositor e cantor cubano, conhecido internacionalmente, Pablo Milanês, e compartilhou a cena com a cantora folclórica Merceditas Valdés.
Dia 24 de julho (sábado)

15h - OFICINA DE CANTO

Local: Circo de Todo Mundo – Nova Lima - MG
20h – ESPETÁCULO DE ABERTURA DA TURNÊ BRASIL: RUMBA VIVA DE HAVANA

Local: Teatro Franzen de Lima - Av. Rio Branco, 308 – Centro – Nova Lima – MG
Dia 25 de julho (domingo)
16h - SHOW DE ENCERRAMENTO

Local: Centro Cultural 104 - Praça da Estação – BH – MG

Participação especial no evento: “Cuba, 26 de julho - O Dia da rebeldia”

Dia 26 de julho (segunda-feira)

de 17 às 21h - ENSAIO ABERTO do Yoruba Andabo com as presenças da Cia. Primitiva da Dança Negra, Mestre Conga, Maestro Pepe, Roda de Capoeira da Acesa.

Local: Centro Cultural 104 - Praça da Estação – Belo Horizonte 

Fonte - http://associaojosemartimg.blogspot.com/

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Associação Cultural José Martí -MG
"Com todos e para o bem de todos"
R. Carijós,136-sala 1003-Centro - BH - MG - CEP 30120-060
Fone:(31) 88059701/ 85863100

quarta-feira, 21 de julho de 2010

DF - Atividade 26 de Julho

ATIVIDADE POLÍTICO-CULTURAL EM BRASÍLIA.


DIA NACIONAL DA REBELDIA CUBANA.



VOCÊ ESTÁ CONVIDADO!!!




DATA: 23 DE JULHO

HORA: 19.00 HORAS

LUGAR: EMBAIXADA DE CUBA NO BRASIL

ENDEREÇO: SHIS - QI 5 - Conjunto 18 - Casa 1 - LAGO SUL - BRASÍLIA - DF

segunda-feira, 19 de julho de 2010

SP - Atividade 26 de Julho

Viva o 26 de julho, Dia Nacional da Rebeldia Cubana!

Aproxima-se mais um 26 de julho, importante data no calendário cubano que rememora o corajoso assalto aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes em 1953 sob o comando de Fidel Castro e Abel Santamaria.

Esta data deu nome ao Movimento 26 de julho, uma grande organização que 6 anos depois triunfou sobre a ditadura de Fulgêncio Batista e garantiu a tomada do poder pelo povo em Cuba.

Por isso, não podemos deixar de festeja este dia. PARTICIPE DAS ATIVIDADES!


Panfletagem na Praça Ramos
Esta atividade, realizada todos os anos, é um importante momento de contato com a população e esclarecimento sobre Cuba e sua revolução.
Data: 26/05, segunda-feira
Horário: 15h
Local: Praça Ramos de Azevedo - em frente ao Teatro Municipal de SP
Obs.: MESMO COM CHUVA haverá a atividade


Ato político na APEOESP

Durante a noite faremos um ato político para aprofundar o conhecimento sobre esta data e também para marcar nossa posição em defesa da Revolução Cubana.
Presença confirmada do Cônsul Geral de Cuba em São Paulo, Lázaro Mendes.
Teremos também intervenções musicais de Tiaraju Andrea, apresentando repertório de músicas cubanas.
Data: 26/05, segunda-feira
Horário: 19h
Local: Auditório da APEOESP
End.: Praça da República, 282

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cuba - Mais uma vitória

Liberação dos presos: uma vitória silenciosa da Revolução.


Mais uma vez a Revolução Cubana oferece um exemplo de dignidade e firmeza.


Enrique Ubieta Gomez.


Na quarta-feira, 7 de julho, o arcebispo de Havana tornou pública a decisão do governo cubano de liberar nos próximos meses 52 contra-revolucionários detidos e julgados em 2003, cinco deles imediatamente. Isso se deu como resultado de reuniões realizadas pelo governo com o cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana; e com o monsenhor Dionísio Garcia Ibañez, presidente da Conferência dos Bispos Católicos de Cuba. Um dos contra já havia sido liberado por motivos de saúde.


O sistema prisional de Cuba apenas costuma conceder anistia ao preso que, independentemente de seu delito, apresente problemas de saúde que não possam ser tratados na prisão. Desde 2004, já foram beneficiados com essa política 21 contra-revolucionários, sendo que quatro deles viajaram com suas famílias para a Espanha, como parte de um acordo com o governo espanhol.


O governo de Cuba está sempre aberto ao diálogo e a negociação – sem pressão, sem chantagens e sem condições prévias – sobre qualquer tema e com qualquer interlocutor que respeite a soberania cubana. O maior obstáculo para a liberação desses presos – julgados e condenados pelos tribunais cubanos segundo as leis do país – era, principalmente, a clara intenção de chantagem de uma campanha midiática, insuflada pelas grandes corporações de meios de comunicação, pela direita européia e estadunidense, estava (e está) promovendo de forma irresponsável. A Revolução, em troca, propõe um diálogo respeitoso.


É necessário recordar uma série de exemplos históricos: a troca de mercenários capturados durante a invasão da Praia Giron; o diálogo, em 1978, para que houvesse a liberação de centenas de simpatizantes do ditador Batista e de contra-revolucionários, muitos deles capturados em atividades terroristas; os acordos migratórios com os governos estadunidenses – tanto com Reagan ou W. Bush (republicanos) como com Clinton ou Obama (democratas); o processo de diálogo permanente com as mais diversas manifestações religiosas, inclusive a católica, dentre outros. A série inclui mediações internacionais como a que levou a paz definitivamente a Angola e ao Cone Sul africano.


Não há fraqueza na disposição ao diálogo, mas sim fortalecimento. As recentes conversas do governo com a cúpula da igreja católica cubana estão respaldadas pela existência de uma comunicação franca e coerente com as instituições e organizações religiosas do país. Os que têm uma fé religiosa ou não – de qualquer denominação – participam igualmente da construção de uma sociedade cada vez mais justa. Todavia, estas conversas transcorreram por iniciativas das partes e demandaram uma decisão que o assédio internacional havia proposto pelos meios de comunicação transnacionais e seus lacaios internos, inicialmente confusos, agora tentam capitalizar os resultados. Isso era previsível e não nos incomoda.


Pela vida de Guillermo Fariñas, como por qualquer outra de seus compatriotas, Cuba colocou a sua disposição os equipamentos médicos que possui – e os que não possui também, pois procurou aonde pode, apesar do bloqueio – e os melhores especialistas do país. Porém, Fariñas, com suas atitudes, nunca permitiu que os resultados benéficos fossem atingidos. É triste um homem jogar sua vida fora sem saber que outros estão manipulando seus sentimentos, planejam levar vantagem de seu sacrifício, utilizam sua obstinação para fins espúrios. É triste que – com tantas causas justas para se lutar neste mundo essencialmente injusto – um homem arrisque sua vida pelo bem-estar pessoal de uma corja de crápulas e de um país imperialista. É triste que um homem aposte na morte contra um país que luta contracorrente pela vida.


Obama seria capaz de abrir um diálogo franco, sem os costumeiros hábitos imperialistas, com seu pequeno mas digno vizinho? Ele teria coragem de reconhecer o caráter político e vingativo das acusações que pesam sobre os Cinco antiterroristas cubanos, presos há mais de dez anos em cárceres dos EUA? Obama poderia, num ato simples que dignificaria seu mandato, indultar essas cinco pessoas que fizeram em território estadunidense, a favor de seus cidadãos, o que fizeram as autoridades dos EUA? Mais uma vez a Revolução Cubana oferece um exemplo de dignidade e firmeza.


Fonte: A Ilha Desconhecida

domingo, 11 de julho de 2010

CUBA - Aparição pública de Fidel Castro

O líder revolucionário Fidel Castro fez sua primeira aparição pública, desde que ficou doente há quatro anos, em uma visita na última quarta-feira, dia 7, a um centro de pesquisas em Havana, informou no sábado, dia 10, o sítio Blogueiros e Correspondentes da Revolução.
Fotos tiradas com uma câmera de celular e publicadas no blog mostram Fidel sorrindo e conversando com as pessoas que se reuniam a seu redor quando deixava o Centro Nacional para Investigações Científicas, criado por ele em 1965 para realizar estudos em áreas como ciência natural e medicina.
A blogueira Rosa C. Baez escreveu que Fidel foi visto fazendo uma “visita surpresa” ao centro na quarta-feira e parou para cumprimentar e “mandar beijos” para o grupo que esperava por uma chance para vê-lo.
“Ele está magro, mas pareceu bem e, segundo nosso diretor, está muito lúcido”, disse Baez do Blogueiros e Correspondentes da Revolução.
Nas fotos, Fidel veste um casaco esportivo, como costuma fazer em quase todas as fotografias divulgadas desde que ele começou seu tratamento. Ele foi visto apenas em fotos e vídeos ocasionalmente desde que foi submetido a uma cirurgia intestinal de emergência em julho de 2006.

Leia mais em:
http://convencao2009.blogspot.com/2010/07/primeira-visita-de-fidel-depois-de-2006.html#more

 http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=4982

terça-feira, 6 de julho de 2010

EUA - Danny Glover grava vídeo pelos 5 Herois

O ator norte-americano Danny Glover narrou conto de Gerardo Hernández, um dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos por suposta espionagem, em gravação recentemente divulgada pela internet.

¨Gerardo y Cardenal¨ relata a história de um passarinho que acompanhou Hernandéz na Prisão Federal de Victorville, Califórnia, e apresenta uma perspectiva do preso sobre sua situação.

Hernandez, junto com Antonio Guerrero, Ramon Labanino, Fernando Gonzalez e Rene Gonzáles, está detido desde 1998 e foi condenado, em 2001, por espionar bases militares e grupos de exilados cubanos. Segundo as autoridades norte-americanas, Hernández e seus companheiros forneciam informações secretas ao governo do então presidente Fidel Castro.

Havana reconhece que enviou os cinco presos para a Florida, com o propósito de vigiar ações terroristas que estavam sendo planejadas contra alvos cubanos. Mas afirma que todas as informações apuradas foram repassadas ao presidente dos Estados Unidos na época, Bill Clinton.

Cuba pede há anos, com apoio de diversos países, que a Justiça dos Estados Unidos liberte os cinco homens, considerados inocentes na ilha. O julgamento, de acordo com autoridades cubanas, desrespeitou normas legais e sofreu pressão dos circulos anti-castristas da Florida.

Leia mais:

Fidel reage a críticas de Obama sobre liberdade de expressão e o chama de “crente fanático” (http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=3395 )

Cuba, direitos humanos e hipocrisia (http://operamundi.uol.com.br/colunas_ver.php?idConteudo=1060)

Cuba, Israel e a dupla moral (http://operamundi.uol.com.br/colunas_ver.php?idConteudo=1073)



Fonte: Opera Mundi