quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SC - Cuba será enredo no carnaval 2011

Carnaval 2011

Cuba sim! Em nome da verdade.

APRESENTAÇÃO

O carnaval tem como principal objetivo levar informação através dos seus enredos, assim como divertir e encantar o grande público amante da festa. Nós, da UNIÃO DA ILHA DA MAGIA, a escola de samba mais nova da cidade de Florianópolis, não queremos perder esse foco de utilizar essa grande festa para levar diversão, informação e questionamento.
Nossos caminhos são novos e buscamos aquilo que achamos ser a função principal de uma escola de samba, trabalhar pela cidadania. Pensando assim, nos perguntamos, qual seria o preço da liberdade?
Em 2010, a América Latina iniciou as comemorações dos festejos dos duzentos anos da independência. Dezenas de guerras pela independência foram travadas do México à Argentina, e todas tiveram o mesmo berço: 1810, o Ano Revolucionário.
Aproveitando essa data mágica, quando muitos países irmãos começaram a sonhar em ser livres de dominadores estrangeiros, encontramos um em especial, Cuba, que nos dias de hoje ainda é notícia por seus ideais de liberdade, lutas e conquistas sociais, assim como pelo preço que paga por querer administrar suas terras sem influência de nenhuma potência estrangeira, principalmente da maior delas, os Estados Unidos da América, que além de vizinho, sempre sonhou em fazê-la um paraíso de ricos e milionários.

Assim nasceu o enredo para o carnaval 2011:

“Cuba sim! Em nome da verdade.”

Este enredo visa mostrar a saga de um povo que sonhou revolução e lutou para conquistar sua independência. A fibra de pessoas simples, alegres, cheias de sonhos e desejos que valorizam o social, o trabalho, a educação, a cultura e o esporte. Um lugar onde se vive sem miséria ou fome e que mantem acesa a chama dos ideais de liberdade, mesmo com todo o sofrimento do bloqueio que lhes é imposto pela “Nação” que eles tiveram a ousadia de dizer não!

“A liberdade é o direito dos indivíduos de agir livremente, pensar e falar sem hipocrisia.” José Martí
Jaime Cezário
Carnavalesco

SINOPSE DO ENREDO

Cuba sim! Em nome da verdade.

O desejo de liberdade ocasiona histórias admiráveis de homens e nações que sonham em ser livres para conquistar uma sociedade mais equilibrada e justa, sem tantas diferenças entre as classes sociais, onde quase sempre, o povo faz parte da classe dos miseráveis e os que detêm o poder, a dos ricos.
Num cenário como esse, nasceu na ilha de Cuba, no final do século XIX, um poeta que sonhou com liberdade, e através de suas idéias de uma sociedade mais justa, usou a literatura como uma flecha certeira para atingir mortalmente o “poder” que estava sempre alheio aos interesses populares, e iniciar o processo que levará o povo, anos mais tarde, a administrar seu próprio destino: José Martí.

“A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço.” José Martí

O poeta fundará o Partido Revolucionário Cubano, plantando sementes importantes no coração do povo, mas que num primeiro instante não consegue atingir seu principal objetivo: um governo livre de interesse de forças estrangeiras. Cuba liberta-se da dominação espanhola, mas obtém essa liberdade com a ajuda dos Estados Unidos da América, seu vizinho mais próximo que sorrateiramente se envolve na guerra pela independência contra Espanha. A independência é conquistada, mas a liberdade lhes é roubada. Os americanos camuflam atrás dessa nobre atitude, interesses em transformar a ilha de Cuba num grande paraíso para suas empresas e milionários. Começam a apoiar ditadores que sorriem para seus interesses, mas não se preocupam com o bem-estar da população. Cuba se torna a menina dos olhos do Tio Sam, chegando ao ponto de Havana, sua capital, tornar-se o destino mais requintado das Américas e do mundo nos anos 40 e 50, ditando modas e modismos.

“Quem não se sentir ofendido com a ofensa feita a outros homens, quem não sentir na face a queimadura da bofetada dada noutra face, seja qual for a sua cor, não é digno de ser homem” José Martí

O país que se torna destino mais requintado dos anos 40 e 50, paraíso de ricos e milionários, possui uma população que sofre com os desmandos do poder, vivendo em condições precárias nos centros urbanos, o mesmo acontecendo no campo, onde agricultores e camponeses sofrem com as condições de trabalho. Um paraíso para poucos e um sofrimento para muitos. Este clima faz surgir no seio do povo o antigo sonho de conquistar um país de justiça social e livre de interferências, mas a ação impiedosa da ditadura tenta abafar esse clamor com mãos de ferro. A insatisfação só aumenta e nos meios estudantis um novo líder surge com idéias de lutar contra a tirania dos governantes e por uma nova sociedade cubana: Fidel Castro.

“Os poderosos podem destruir uma, duas, até três rosas, mas jamais poderão deter a primavera.” Che Guevara

Em 1952 mais um golpe de estado fez tomar o poder o ditador Fulgêncio Batista. Fulgêncio governará com mãos de ferro e fará aumentar cada vez mais o desejo de mudanças. Fidel se destacará rapidamente entre os insatisfeitos, organizará a resistência contra a ditadura e fará movimentos para derrubá-la. Por essas tentativas, será perseguido, preso e exilado. No exílio no México, será apresentado ao médico argentino Che Guevara que se tornará o maior símbolo da revolução cubana. Fidel organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho ou M26, em referência a tentativa de assaltar a maior prisão de presos políticos da ditadura em 26 de julho de 1953. A tentativa é um fracasso e os obrigam a se refugiar na Sierra Maestra. Os rebeldes lentamente se fortalecem, aumentando seu armamento e angariando apoio e o recrutamento de muitos camponeses, intelectuais, estudantes e trabalhadores urbanos insatisfeitos com o rumo da Nação. A luta se intensifica, e mesmo contando com o apoio americano, o ditador Fulgêncio Batista é derrotado em 1959 e foge de Cuba.

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” Che Guevara

A vitória do grupo revolucionário surpreendeu o mundo, pois à época era inimaginável que um grupo de “sonhadores” derrotassem a grande potência econômica e militar. Mas os ideais revolucionários contagiaram o povo cubano. E as idéias e os sonhos venceram as armas.

“Sonha e serás livre de espírito... luta e serás livre na vida.”Che Guevara

A vitória da revolução faz surgir um governo de orientação socialista e uma das primeiras medidas do novo governo foi nacionalizar as empresas estrangeiras, inclusive as norte-americanas. Esta atitude desagrada o seu poderoso vizinho capitalista que corta relações diplomáticas, facilitando o alinhamento de Cuba com o seu mais temido rival, a União Soviética. Essa aproximação irá gerar muitas confusões diplomáticas, o que culminará no bloqueio vigente até os dias de hoje.

“Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados!” Che Guevara

Apesar do bloqueio e de alguns problemas sociais encontrados pela revolução, as conquistas sociais foram contabilizadas. A maioria da população recebe energia elétrica e tem acesso à água potável e saneamento básico. Os que não são ainda donos de sua moradia pagam aluguéis simbólicos. A taxa de analfabetismo é praticamente zero, assim como a taxa de evasão escolar e o cubano tem acesso a um ensino – desde o fundamental ao universitário – de qualidade e totalmente gratuito. Mas, além de oferecer educação gratuita ao seu povo, o governo cubano acolhe estudantes de mais de 34 países latino-americanos, africanos e do caribe, tanto nos cursos universitários como nos cursos de mestrado e doutorado.

“O conhecimento nos faz responsáveis.” Che Guevara

O sistema de seguridade social, cujos princípios são os da solidariedade, universalidade e integridade, é um dos mais abrangentes do mundo.
A assistência à saúde em Cuba é comparável aos países mais desenvolvidos. Segundo dispositivo constitucional, o cubano tem direito a prestação gratuita de serviços médicos, hospitalares e odontológicos.
Hoje, mesmo reconhecendo que o país passa por dificuldades econômicas e possui deficiências em alguns setores como as telecomunicações e transportes, os cubanos se orgulham da revolução e dos seus resultados, que vão mais longe do que as medalhas conquistadas nas olimpíadas e nos jogos pan-americanos. O cubano tem grande amor ao seu país e faz questão de registrar que mora no único país latino americano sem favelas.

“A melhor maneira de ser livre é ser culto.” José Martí

A economia cubana sofreu grande revezes. Com a nacionalização das empresas privadas e o bloqueio americano ficou contando apenas com o apoio da sua grande parceira comercial, a União Soviética que veio a desaparecer nos anos 90, deixando Cuba sem nenhum apoio internacional.
O produto de maior destaque na economia cubana é o açúcar, seguidos pelo tabaco (com destaque para os charutos cubanos que são valorizados no mundo inteiro), a extração do níquel, a pesca, a indústria farmacêutica e a biotecnologia. Na última década o governo vem priorizando o turismo que se tornou grande fonte de divisas e empregos. Os turistas vêm atraídos por suas maravilhosas praias de águas verdes cristalinas e o encantamento das suas cidades que mantêm o clima “retrô” dos anos 50.

“O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.” Che Guevara

Na cultura, Cuba encanta por sua diversidade. A mistura do africano com o espanhol gerou uma riqueza cultural raramente vista. A música e a dança cubana rompem fronteiras desde o início do século XX, tornando-se conhecida mundialmente. Com a presença marcante na percussão da conga (tambor), destaca-se a rumba, a salsa, o bolero, o chá-chá-chá e a habanera.
Dois terços da população cubana é negra e mestiça. São descendentes de escravos africanos, que levaram para a Ilha suas tradições religiosas, que foram passadas para seus descendentes ao longo da história. O culto mais importante é a Santeria, que funde crenças católicas com a religião tradicional Yorubá. Inicialmente praticada por escravos, ganhou popularidade e se difundiu pelo seu caráter festivo, suas cerimônias e seus Orixás.
Ao longo de 400 anos, a cozinha cubana experimentou sabores que combinavam produtos e costumes de diferentes culturas. Não há como negar a importância da influência espanhola na culinária desta parte do Caribe, assim como o peso das sucessivas levas de escravos africanos. Um prato típico da cozinha tradicional cubana é moros y cristianos, “mouros e cristãos”, que é o arroz com feijão. Outro destaque fica por conta do rum cubano e seus drinks especialíssimos e muito apreciados como a Cuba Libre e o Mojito.
A festa mais popular e animada da ilha de Cuba é o carnaval, com destaque para os de Havana e o de Santiago de Cuba. O carnaval é uma festa espontânea, com música ditada pelo ritmo das congas que são tambores artesanais. Uma música para ser sentida e vivida até o êxtase, um frenesi coletivo. No carnaval cubano o povo participa de diversas maneiras, nas comparsas (blocos), participam integrantes dos bairros e de organismos que se preparam com muito interesse durante o ano todo na confecção de fantasias e de alegorias.
No final dos anos 30 surgiu em Havana, a casa de espetáculos que iria ditar, nos anos 40 e 50, um novo conceito de apresentação de grandes shows, que vai ser imitado por todos: O Cabaré Tropicana. No seu palco os maiores artistas internacionais se apresentaram, dentre essas estrelas, Carmem Miranda.

“Uma pitada de poesia é suficiente para perfumar um século inteiro!” José Martí

É claro que Cuba tem os seus problemas e não é nenhum paraíso socialista, ainda mais por conviver há cinco décadas com um bloqueio econômico.
Entretanto, não podemos deixar de ressaltar e, por que não, admirar esse povo que transformou um país com grande índice de analfabetos e miséria em uma nação que hoje é referência mundial nas artes, nos esportes, na medicina, entre outras áreas, e respeitada pela defesa intransigente de sua soberania e que, apesar de todas as dificuldades, não capitulou e permanece firme em seus ideais revolucionários.
Após os avanços e conquistas sociais alcançados nessas últimas cinco décadas, o povo cubano nunca mais será submisso a qualquer interesse externo, tão pouco abrirá mão dessas conquistas, pois os alicerces sociais estão fincados. Um povo alfabetizado e consciente politicamente não se dobra à força das armas, mas sim à dos ideais.

“Endurecer sem perder a ternura!” Che Guevara

Em 2011, Cuba comemora 52 anos da Revolução. Aproveitando esta oportunidade, é importante exaltar a luta do povo cubano pela liberdade. Existe uma Cuba que poucos conhecem, e quando descobrem sua cultura, seu povo e principalmente suas conquistas sociais, se encantam. Por este motivo nós, da Escola de Samba União da Ilha da Magia, escolhemos este enredo para o nosso carnaval. Desejamos mostrar ao Brasil e ao mundo que Cuba precisa ser vista com um olhar livre de preconceitos!

Cuba sim! Em nome da verdade.



Jaime Cezário
Carnavalesco

sábado, 18 de setembro de 2010

Chávez desafia CNN sobre os CINCO

 Chávez desafia a CNN para que entreviste os Cinco

CARACAS, 16 de setembro.— O presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez desafiou o canal de televisão CNN para dar uma demonstração de equanimidade entrevistando a quem eles qualificam de "terroristas", deixando de lado a manipulação imperial.

Foto: EFEEu desejaria ver a CNN entrevistando os Cinco heróis cubanos que eles chamam "terroristas" e que o império ianque os têm presos, disse o chefe de Estado durante um ato onde juramentou a um grupo de mulheres para que sejam defensoras do voto nas eleições parlamentares de 26 de setembro próximo, informou a imprensa presidencial.

Chávez, que na véspera censurou uma entrevista realizada pela jornalista Patricia Janiot — uma das principais apresentadoras da televisora norte-americana — ao terrorista Raúl Díaz Peña, foragido da justiça venezuelana, indicou que a apresentadora lhe solicitou através da rede social Twitter o direito a réplica em direto, acrescenta a agência PL.

"Eu desafio você para que entreviste um dos cubanos presos nos Estados Unidos. O assunto não é comigo, senhora Patricia, é com a dignidade de um povo", afirmou.

Embora a justiça venezuelana condenasse Díaz a nove anos de prisão por colocar bombas nas embaixadas da Espanha e Colômbia em 2003, Janiot apresentou o caso como um estudante que buscava refúgio nos EUA.



Fonte: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/17-septiembre-chavez.html

Sobre os CINCO

 Libertar os Cinco faria justiça também ao povo norte-americano
● Sean Penn e Benicio del Toro exigem fim da injusta prisão.

 Com a certeza de que o presidente dos Estados Unidos faria uma contribuição a respeito dos ideais de justiça de seus próprios concidadãos se decidisse, como está em suas mãos, libertar os Cinco lutadores antiterroristas cubanos, os laureados e populares atores, Sean Penn e Benicio del Toro expressaram na quinta-feira, dia 16, seu respaldo a uma iniciativa de seus colegas norte-americanos que exige pôr fim à injusta prisão de Gerardo, Antonio, Ramón, Fernando e René.

Pedro de la Hoz

 



A inocência dos Cinco e sua longa e arbitrária permanência em cárceres norte-americanos motivaram o respaldo de Penn, ganhador de dois prêmios Oscar por Mystic River (2003) e Milk (2009), o porto-riquenho Del Toro, merecedor dessa mesma estatueta em 2000 por Traffic e do Goya ao Melhor Ator em 2009 por sua personificação do comandante Ernesto Guevara em Che, o argentino, e o mexicano Demián Bichir, que nessa mesma saga fílmica interpretou Fidel Castro.

Também somaram suas assinaturas ao reclamo dirigido ao presidente Barack Obama o notável dramaturgo e lutador antifascista espanhol Alfonso Sastre; o sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein; o escritor e sacerdote brasileiro Frei Betto; o poeta peruano Hildebrando Pérez, Prêmio Casa das Américas; e o cineasta argentino Tristán Bauer.

Entre as recentes adições se contam, também, as do trovador paraguaio Ricardo Flecha e o cantor e compositor colombiano Juanes, que dessa maneira se unem a músicos como o célebre cantor de música folk Pete Seeger, a multipremiada Bonnie Rait, estrela da música country, e o britânico Graham Nash, que integrou a mítica banda Crosby, Stills & Nash.

Fonte: http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/17-septiembre-libertar.html

domingo, 12 de setembro de 2010

Cuba - Texto de Silvio Rodriguez

O mais popular cantor cubano, Silvio Rodrigues, faz a defesa da Revolução, com uma clarividente auto-crítica e convida a todos a gritar: Abaixo o Bloqueio!

Creio que a Revolução Cubana dignificou nosso país e os cubanos. E que o Governo Revolucionário tem sido o melhor governo de nossa História.
Sim: antes da Revolução, Havana estava muito mais pintada, os buracos eram poucos e se caminhava ruas e ruas de lojas cheias e iluminadas. Mas, quem comprava naquelas lojas? Quem podia caminhar com verdadeira liberdade por aquelas ruas? Claro, os que “tinham com que” nos seus bolsos. Os demais, a ver as vitrines e a sonhar, como minha mãe, como nossa família, como a maioria das famílias cubanas. Por aquelas avenidas fabulosas somente passeavam os “cidadãos respeitáveis”, bem considerados em primeiro lugar por seu aspecto. Os esfarrapados, os mendigos, quase todos negros, tinham que rodear, porque quando um policial os via em alguma rua “decente”, a cacetetes eram retirados dali.

Isto eu vi com meus próprios olhos de criança de 7 ou 8 anos e continuei vendo até meus 12, quando triunfou a Revolução.

Na esquina da minha casa havia dois bares, em um deles, as vezes, em vez de jantar, tomávamos uma vitamina. Em várias ocasiões passaram marines, caindo de bêbados, buscando prostitutas e se metendo com as mulheres do bairro. Um jovem vizinho nosso, que saiu para defender sua irmã, o atiraram ao chão e quando chegou a polícia, quem acham que levaram? Os abusados? Claro que não. A pontapés pelos fundilhos levaram aquele jovem universitário que, logicamente, depois se destacava nas manifestações estudantis.

Aí estão as fotos de um marine urinando, sentado na cabeça da estátua de Martí, no Parque Central de nossa Capital.

Isso era Cuba, antes de 59. Pelo menos assim eram as ruas de Centrohabana que eu vivi dia a dia, no distrito de San Leopoldo, pegado a Dragones e Cayo Hueso. Agora estão destruídas, me desagrada passar por ali porque é como ver as ruínas da minha própria infância. Cantei-a em “Trovador antiguo”. Como pudemos chegar a semelhante deterioraçao? Por muitas razões. Muita culpa nossa por não haver visto as árvores, embelezadas com o bosque, mas culpa também dos que querem que regressem os marines para humilhar a imagem de Martí.

Estou de acordo em reverter os erros, em banir o autoritarismo e construir uma democracia socialista sólida, eficiente, com um funcionamento que sempre se possa melhorar, que se garantisse a si mesma. Me nego a renunciar aos direitos fundamentais que a Revolução conquistou para o povo. Antes de mais nada, dignidade e soberania e também saúde, educação, cultura e uma velhice honrada para todos. Gostaria de não descobrir o que está acontecendo no meu país, pela imprensa do exterior, cujos enfoques trazem não pouca confusão. Gostaria que melhorasse muitas coisas que eu disse e outras que não disse.

Mas, acima de tudo, não quero voltar àquela ignomínia, aquela miséria, aquela falsidade de partidos políticos, que quando ganhavam o poder se entregavam ao maior lance. Tudo aquilo acontecia com amparo na Declaração dos Direitos do Homem e da Constituição de 1940. A experiência pré-revolucionária cubana e em muitos outros países, demonstra o que importa direitos humanos nas democracias representativas.

Muitos daqueles que hoje atacam a Revolução, foram educados por ela. Profissionais imigrantes, que comparam forçosamente as condições ideais da "culta Europa", com a de Cuba fustigada. Outros, mais velhos, que talvez chegaram a "ser algo", graças à Revolução, hoje se exibem como ideólogos pró-capitalistas, estudiosos das Leis e da História, disfarçados de trabalhadores humildes.

Pessoalmente, eu não suporto os “vira-casacas” fervorosos; estes arrependidos, com seus cursinhos de marxismo e tudo, que eram mais papistas que o Papa e agora são seu próprio reverso. Não lhes desejo mal, a ninguém desejo, mas tal inconsistência me deixa enojado.

A Revolução, como Prometeu (devo-lhe uma canção com esse nome), iluminou os esquecidos. Porque em vez de dizer ao povo; acreditem, lhes disse; leiam. Portanto, como o herói mitológico, querem fazê-la pagar por sua ousadia, amarrando-a em um cume distante, onde um abutre (ou uma águia imperial) devorará eternamente suas entranhas. Eu não nego os erros e os voluntarismos, mas eu não sei esquecer o apelo do povo da Revolução contra os ataques, que têm usado todas as armas para ferir e matar, com os mais poderosos e sofisticados meios de comunicação (e distorção) de idéias.

Eu nunca disse que o bloqueio tem toda a culpa por todas as nossas desgraças. Mas, a existência do bloqueio não nos deu a oportunidade de medirmos a nós mesmos.

Eu gostaria de morrer com as responsabilidades de nossa desfaçatez bem esclarecidas.

Por isso, convido todos aqueles que amam Cuba e desejam a dignidade aos cubanos, a gritar comigo agora, amanhã, em toda parte: ABAIXO O BLOQUEIO !

Fonte: http://www.cubadebate.cu/opinion/2010/09/10/invitacion/

DF - Os CINCO

Ato de Solidariedade

O ato integra a V Jornada Mundial de Solidariedade aos 5 cubanos anti-terroristas injustamente presos nos Estados Unidos

Local: Auditório da CUT/DF

Data: 17 de setembro de 2010sexta feira

Horário: 19 h

Este ato é convocado pelos movimentos de solidariedade a Cuba em Brasília: CDR-I- Comitê de Defesa da Revolução – Internacionalista; APAC-DF- Associação de Pais e Apoiadores dos estudantes brasileiros em Cuba; NESCUBA- Núcleo de Estudos Cubanos e ANCREB-JM Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil- José Martí (seção Brasília) e  também por movimentos sociais do DF: Via Campesina; Movimento de Pequenos Agricultores – MPA; Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST; Movimento de Mulheres Camponesas – MMC

e Movimento de Atingidos por Barragens – MAB

Compareçam! Contribuam para eliminar essa enorme injustiça!

 
Aqui em Brasília, como parte da V Jornada Mundial de Solidariedade aos CINCO herois cubanos presos nos Estados Unidos, temos a seguinte programação:


  1. Documento a ser entregue na Embaixada dos Estados Unidos – 17 de setembro às 10:30 horas

  2. Programa na TV Comunitária – 9 de setembro

  3. Ato de solidariedade – 17 de setembro - incluindo DVD sobre os cinco e declamação de poesia de Antonio Guerrero

  4. Enviar mensagem para Barack Obama por meio do Twitter – @barackobama e enviar para a lista de e-mails das diversas entidades

  5. Enviar mensagem para todos os grupos de e-mails das entidades, utilizando o documento entregue na Embaixada

  6. Entregar o mesmo documento para os principais jornais de Brasília e tentar outros meios para divulgar o documento

12/9 - Os CINCO: Liberdade Já !!!

Fernando González, René González, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e Ramón Labañino. Esses são os nomes dos Cinco Cubanos presos nos Estados Unidos por razões políticas. Desde a prisão, circula a nível mundial uma Campanha pela Libertação deles.

Neste ano, a ação ganha força com uma Jornada Internacional pela Liberdade dos Cinco, marcada para começar no próximo domingo (12), dia em que os cubanos completarão 12 anos de encarceramento.
Para a Campanha, a prisão dos Cinco faz parte de "uma política anticubana que inclui o bloqueio econômico, o financiamento de grupos políticos com fins de desestabilização e a agressão constante em todos os espaços internacionais".
Isso porque, de acordo com o manifesto da Campanha, os cubanos encarcerados não cometeram nenhum tipo de delito e, portanto, estão presos por razões políticas, e não jurídicas.

Os Cinco foram presos no dia 12 de setembro de 1998 em Miami, na Flórida, acusados de transgredir as leis federais estadunidenses e espionar o país norte-americano.
A intenção dos cubanos era alertar Cuba sobre os atentados terroristas que eram planejados por exilados cubanos em Miami. Para a Campanha, o Estado norte-americano tem tolerado a existência de uma rede terrorista em Miami contra o povo cubano.
De acordo com ela, entre 1959 e 1997, lançaram-se, dos Estados Unidos, 5.780 ações terroristas contra Cuba. Entre 1959 e 2003, 61 aviões e barcos foram sequestrados. "Ademais, a agência estadunidense de espionagem, universalmente conhecida por sua sigla em inglês, CIA, dirigiu e apoiou 299 grupos paramilitares que são responsáveis por 549 assassinatos e por milhares de feridos", acrescenta.
A Campanha acredita que a maioria dos ataques foram preparados em Miami por grupos cubanos de extrema direita com o apoio da CIA. Do outro lado dos ataques, estão os Cubanos que foram ao país norte-americano com o intuito de verificar os planos terroristas e denunciá-los à ilha caribenha. No entanto, a tentativa resultou na prisão dos Cinco, encarcerados há 12 anos.
Além do encarceramento, os cubanos têm seus direitos violados. Alguns deles não podem receber visita das esposas e muitas vezes são obrigados a ficar em celas de isolamento máximo. Por conta disso, as organizações assinantes do manifesto pedem, mais uma vez, ao presidente estadunidense Barack Obama a libertação dos Cinco Cubanos.
As demandas serão reforçadas na Jornada Internacional pela Libertação dos Cinco. De acordo com o Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco Cubanos, a atividade começa no próximo domingo e se estenderá até o dia 8 de outubro, data da queda em combate de Che.
Durante esse período, as ações lembrarão outros episódios, como o assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier, morto em 21 de setembro de 1976 em Washington, e a explosão de um avião civil da Aviação Cubana em 6 de outubro de 1976, o qual ocasionou a morte de 73 pessoas.
Mais ações
Apesar da Jornada só começar no domingo, as atividades pela Libertação dos Cincos Cubanos já iniciaram em muitos países. Sexta-feira (10), por exemplo, foi lançado, na sede da União de Trabalhadores de Imprensa de Buenos Aires, o livro "Os heróis proibidos: a história não contada dos Cinco".
Neste sábado (11) e domingo, ocorre, em Buenos Aires, o Primeiro Encontro Internacional Regional pela Liberdade dos Cinco com a participação de representantes de Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai.
No Peru, o Comitê Peruano de Solidariedade com os Cinco realizou uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos na última quinta-feira (9).
Outra mobilização no país está prevista para acontecer sábado. Dessa vez, os manifestantes sairão em marcha da Plaza Dos de Mayo até o Parque Washington, em Lima.
A Embaixada de Cuba, na Bolívia, também enviou uma nota pedindo justiça para o caso dos cinco cubanos. Em nota expressou que "os Cinco são, além disso, vítimas do ódio e da vingança do governo dos Estados Unidos contra a revolução cubana. Em todo o processo ficou provada a natureza política do caso, o qual se inscreve na história de agressões dos EUA contra Cuba".
Em Miami, as organizações que integram a Aliança Martiniana, a Associação José Martí e o Círculo Bolivariano vão realizar um ato no dia 12, domingo. A ação vai pedir ao presidente estadunidense, Barack Obama, a liberdade imediata dos cinco detidos.
Fonte: Adital

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mais sobre Lucius Walker

Não queremos pensar num mundo sem Lucius Walker.

Aida Calviac Mora.

A ironia do golpe que nos abalou a todos; quando a ameaça de guerra nuclear paira sobre as nossas cabeças, um dos homens de paz imprescindíveis foi embora, após 80 anos de verdadeiro exemplo. Morreu Lucius Walter, o reverendo norte-americano que há quase duas décadas travou uma luta irreversível frente à obstinada e cruel política do governo de seu país contra Cuba.

Armado de fé e resistência, aferrado às grandes causas e à justiça social, Lucius chegou a esta Pátria apesar das detenções e dos golpes daqueles que sempre temeram que fosse divulgada a realidade cubana.

Com antecedência, deixou sua marca nos movimentos de libertação na África, durante missões de apoio aos patriotas da Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola... Depois na América Central, em particular em El Salvador e na Nicarágua. Este último destino, segundo narrou múltiplas vezes, inspiraria o surgimento da Fundação Interreligiosa Pastores pela Paz.

"Em 2 de agosto de 1988, minha filha Gail e eu estávamos entre outros 200 civis numa viagem pelo rio Escondido na Nicarágua que foi cruamente atacada pelos contras. Dois nicaraguenses morreram e 49 passageiros foram feridos. Naquela noite, enquanto recebia tratamento por uma ferida de bala, orei a Deus buscando um guia espiritual para achar uma resposta adequada diante de tamanho ato de terrorismo. A inspiração que Deus me deu foi criar os Pastores pela Paz, com o objetivo de levar caravanas de ajuda material às vítimas da agressão norte-americana!

Finalmente esta Ilha conquistou seus esforços. Em 1991, em momentos em que choviam as mentiras sobre a Revolução, as contagens regressivas e os prognósticos apocalípticos, um diálogo em Havana com o reverendo Raúl Suárez, diretor do Centro Martin Luther King, impulsionou a ideia.

Em entrevista concedida ao Granma, no ano seguinte, Walker declarou: "No começo, pensamos que nossa tarefa devia ser enviar caravanas, tal como se fazia na América Central. Mas enquanto mais acompanhávamos a situação, mais percebíamos de que os problemas primários de Cuba não precisavam muito de nós, mas sim de pôr fim ao bloqueio. Percebíamos que Cuba não requeria a mesma ajuda do que outros países, porque tinha a capacidade e a força para se abastecer, apesar do bloqueio. Nossa direção avaliou o caso e decidiu que nossa contribuição seria lutar para terminar com o bloqueio".

Em 1992, a notícia de que um grupo de religiosos percorreu vários estados norte-americanos e reuniu uma flotilha de 45 veículos para enviar medicinas, materiais escolares e alimentos a Cuba, foi considerada pelas autoridades uma afronta, mais do que um "ato de desobediência civil".

A peregrinação por umas 90 cidades atingiria seu momento mais tenso na chegada a Laredo, no Texas, por onde deviam passar até o México as 15 toneladas de ajuda humanitária. O governo exigia uma "licença de exportação"; contudo, o reverendo tinha afirmado durante o percurso que "não vamos pedir permissão a Washington para fazer chegar a carga, porque isso seria reconhecer a legalidade do bloqueio e o direito do estado a intervir na missão da Igreja".

De nada serviram então as advertências intimidatórias nem os "toques no ombro" de mais dum funcionário do Departamento do Tesouro ou da Alfândega.

Os homens e mulheres de Lucius Walker, emulando a determinação de seu líder, se mantiveram firmes em sua decisão de passar tudo e não somente a parte permitida pela legislação norte-americana, além de que a violação do bloqueio poderia acarretar-lhes sanções de até US$250 mil de multa e dez anos de prisão, riscos que decidiram assumir.

Alguns membros da caravana passaram a pé, levando consigo até o lado mexicano aqueles produtos que nos regulamentos não eram considerados ajuda humanitária. Entre eles, uma cadeira de rodas que Lucius, o primeiro a cruzar, transladou com um letreiro que exigia: Let Cuba live. Lift the embargo (Deixem viver a Cuba. Ponham fim ao bloqueio).

Aquela primeira passagem da ponte da fronteira lhe valeu uma detenção de dez horas, mas já a sorte estava decidida.

Em 1993 foi a vez da segunda caravana, e os obstáculos, longe de diminuírem, puseram novamente a prova sua firmeza e sua condição de homem de fé.

Desta vez, os funcionários da alfândega arrestaram um pequeno ônibus amarelo de transporte escolar, sob o insólito pretexto de que poderia ser utilizado para transladar tropas cubanas, e um jejum prolongado foi a resposta de vários dos membros da caravana, apesar de que pelas altas temperaturas de Laredo — acima dos 40 graus —, a greve de fome era ainda mais perigosa. Outra vez Lucius Walker, outra vez a moral e o exemplo. A carta que endereçou ao presidente William Clinton, redigida o décimo terceiro dia de jejum, ficou como constância disso: "nossa resolução de continuar defendendo os direitos dos pobres e necessitados de receberem ajuda religiosa e médica, sem interferências do governo, permanece invariável".

O ônibus amarelo, liberado após 22 dias de greve de fome, se converteu em ícone do espírito combativo do reverendo, que poucos anos depois, em 1996, liderou uma manifestação parecida por mais de 90 dias, para exigir a devolução de 395 computadores que lhes tinham sido arrancados pela força aos membros da caravana.

Lucius foi condecorado com a ordem Carlos J. Finlay pela contribuição daqueles equipamentos na modernização de nosso sistema de saúde; distinção que lhe foi imposta pelo comandante-em-chefe Fidel Castro, quem afirmou naquela oportunidade que "a ética, a moral e a fé não podem ser destruídas".

Ainda, Cuba outorgou ao reverendo a Ordem da Solidariedade, e a Medalha da Amizade a sua organização, como prova de respeito e admiração a seu reiterado apoio à Ilha.

Também, a partir da humanista iniciativa de Fidel de possibilitar que jovens do continente e de outras nações viessem estudar na Escola Latino-Americana de Medicina, mais de 100 jovens dos bairros mais pobres dos Estados Unidos — sob a coordenação de Lucius Walker —, estão estudando medicina em Cuba. Deles já se formaram várias dezenas.

Mais de 20 caravanas chegaram a estas terras com sua carga moral e material, e os Pastores pela Paz — que reflete em boa medida a composição dos estadunidenses —, contribuíram a introduzir dentro da psicologia social de parte da população, a necessidade de lutar contra o bloqueio e duma aproximação construtiva entre ambos os países. No dizer de seu líder: "Qualquer coisa que nós façamos é em primeira instância uma resposta ao amor que Cuba ofereceu ao mundo. Nossa solidariedade está baseada na importância que tem manter seu exemplo. Eu não gostaria de pensar num mundo sem Cuba".

Em agradecimento, os cubanos teríamos que dizer que não queremos pensar num mundo sem Lucius Walker.

Fonte: GRANMA ( http://www.granma.cu/portugues/mais-informacoes/8-septiembre-nao.html )

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Faleceu Lucius Walker

Caros amigos e amigas do Movimento de Solidariedade com Cuba:

Há poucos minutos recebemos a triste notícia da perda irreparável do Reverendo Lucius Walker, que faleceu hoje, 7/9. Lucius Walker foi, durante muitos anos, um grande exemplo de solidariedade com as mais nobres causas da humanidade e valente defensor da amizade entre os povos. Mais informações assim que recebermos mais detalhes acerca deste doloroso acontecimento.
Fonte: ICAP

Leia mais: http://www.outroladodanoticia.com.br/09/2010/murio-lucius-walker-lider-de-pastores-por-la-paz/

RS - Eleição ACJM dia 21/9

CONVOCAÇÃO



A ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ – RS CONVOCA SEUS ASSOCIADOS PARA A ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA A REALIZAR-SE NO DIA 21 DE SETEMBRO DE 2010, EM SUA SEDE, NA RUA DOS ANDRADAS, Nº 1560, 16º ANDAR, GALERIA MALCOM, PORTO ALEGRE, RS, COM PRIMEIRA CHAMADA ÀS 19H E SEGUNDA CHAMADA ÀS 19h30min, COM A SEGUINTE ORDEM DO DIA:

- ELEIÇÕES DA DIRETORIA E DO CONSELHO DELIBERATIVO.

PORTO ALEGRE, 20 DE AGOSTO DE 2010.



RICARDO HAESBAERT

PRESIDENTE

sábado, 4 de setembro de 2010

V Jornada Mundial com os CINCO

LIBERDADE PARA OS CINCO HEROIS ANTITERRORISTAS CUBANOS PRESOS NOS EUA.

NO PROXIMO DIA 11 DE SETEMBRO DE 2010 TERÁ INÍCIO A V JORNADA MUNDIAL DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO E COM ELA UMA NOVA OPORTUNIDADE PARA EXIGIRMOS DO GOVERNO DOS EUA QUE ACABE COM ESSA ENORME INJUSTIÇA E REDOBRAR A CAMPANHA POR SUA LIBERDADE.



CUBA DENUNCIA A INJUSTA PRISÃO QUE POR 12 ANOS SOFREM OS CINCO ANTITERRORISTAS CUBANOS NOS EUA E A CONSTANTE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DE OLGA SALANUEVA E ADRIANA PÉREZ (ESPOSAS DE DOIS DELES) QUANDO NEGAM - DESDE A PRIMEIRA VEZ QUE SOLICITARAM - OS VISTOS PARA VISITÁ-LOS NAS PRISÕES DESSE PAÍS.



RECENTEMENTE CONHECEMOS AS EVIDENCIAS SOBRE O PAGAMENTO QUE FEZ O GOVERNO ESTADUNIDENSE AOS JORNALISTAS QUE COBRIRAM O JULGAMENTO, COM O OBJETIVO DE PROMOVER O ÓDIO CONTRA OS CINCO NA SOCIEDADE E ENTRE AS AUTORIDADES JURÍDICAS.



A ASSEMBLEIA NACIONAL DO PODER POPULAR DE CUBA DENUNCIOU RECENTEMENTE A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO DOS EUA PELA SAÚDE DO HEROI GERARDO HERNADEZ NORDELO; O QUAL, GRAÇAS AO APOIO E A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL, FOI POSSÍVEL TIRÁ-LO DO CONFINAMENTO A QUE FOI SUBMETIDO, QUE IMPEDIA TODA COMUNICAÇÃO COM SEUS ADVOGADOS, JUSTAMENTE DURANTE O RECENTE INÍCIO DE UM NOVO PROCESSO DE APELAÇÃO (HABEAS CORPUS).



REITERAMOS QUE O PRESIDENTE OBAMA TEM A POSSIBILIDADE DE COLOCAR FIM A ESSA ARBITRARIEDADE, HERDADA DE BUSH, FAZENDO USO DE SEU PODER CONSTITUCIONAL QUE O PERMITE LIBERTAR OS CINCO.

ESTAMOS CONVENCIDOS DA FORÇA E ALCANCE DA SOLIDARIEDADE E O APOIO INTERNACIONAL EM FAVOR DA LIBERTAÇÃO DEFINITIVA DESSES HEROIS.



CHAMAMOS TODAS AS MULHERES E HOMENS HONESTOS E SENSIVEIS A DIRIGIREM-SE, POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS, AO PRESIDENTE OBAMA, EXIGINDO QUE PONHA FIM A ESSA ABOMINAVEL INJUSTIÇA.