quinta-feira, 16 de junho de 2011

SP - Programação da XIX Convenção

Programação detalhada


21 e 22/06 – terça-feira e quarta-feira


Sala de projeção do Pavilhão da Criatividade - Memorial da América Latina

19h - Exibição de filmes cubanos

Dia 21 – Lucía
Sinopse:
Lucía é uma obra mestra do cinema cubano, tinida até hoje como a consagração definitiva de um cineasta e de uma filmografia nacional. A obra está composta por três contos. Em cada um deles a protagonista leva o nome de Lucía, ou seja, uma representação da mulher cubana em três tempos. A três Lucías encadeiam a épica pessoal com o fluir da epopeia nacional emancipadora, libertação que convoca a mulher como ente participativo e definitório. Este filme é a primeira mirada do cinema cubano ao devir histórico, visto como caixa de ressonância para o íntimo, sim que a descrição da alma feminina obstaculize a visão das raças e povos acrisolados na nação cubana. A crítica tem reconhecido neste filme o extremo cuidado formal e de representação, sob a inspiração de Serguei Eisenstein, Luchino Visconti, Orson Welles, Glauber Rocha e os grandes neo-realistas, assim como seu gosto pela recreação enfática e melodramática dos signos culturais do passado, onde é notória a espessura filosófica, artística e histórica. Humberto Solás é considerado um cultivador da sedução através do virtuosismo estilístico.

Dia 22 – Memórias do subdesenvolvimento
Sinopse:
Retrato lúcido e poético de Cuba no começo dos anos 60, Memórias do Subdesenvolvimento é considerado um clássico do cinema latino-americano. O mestre Tomás Gutiérrez Alea oferece um olhar ao mesmo tempo carinhoso e crítico sobre os rumos da revolução narrado pelos olhos de Sérgio, um homem que aos 38 anos se vê subitamente sozinho em Havana, depois que sua mulher e seus pais resolvem migrar para os Estados Unidos. Ao acompanhar Sérgio, o espectador é convidado a passear pelas ruas da capital cubana e a encontrar personagens reais, num filme que mistura com habilidade recursos da ficção e do documentário.

22/06 – quarta-feira
Praça na saída do metrô Barra Funda, em frente à UNINOVE

14h - Atividade de rua: saúde e revolução PELA VIDA!
Barraca de campanha com atendimento à população e palestras
23/06 – quinta-feira (feriado)

Sala Mário de Andrade, anexo dos Congressistas - Memorial da América Latina
19h - Exibição do documentário de Carlos Pronzado "Carlos 'Calica' Ferrer: A última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina" com presença de Carlos Pronzato e Calica Ferrer

Quem é Calica Ferrer: Carlos "Calica" Ferrer nasceu em Alta Gracia, Córdoba, em 1929. Aos quatro anos conheceu Ernesto Guevara de la Serna, um menino asmático que se instalou com a sua família em Alta Gracia para procurar um alívio para o seu mal. Ernesto e Calica mantiveram uma íntima amizade durante a infância e adolescência. Em 1953 empreenderam juntos uma viagem aventureira por América Latina, no final da qual, Guevara terminaria convertido no Comandante Ernesto Che Guevara.
Atualmente Calica Ferrer vive em Buenos Aires e se dedica a estudar e difundir a figura do seu amigo Ernesto Guevara. No documentário Carlos 'Calica' Ferrer, a última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina (40 min./2011) de Carlos Pronzato, ele relata aquela viagem.




19h45 - Lançamentos e relançamentos dos livros

De Ernesto a Che - Carlos 'Calica' Ferrer (Argentina)

A Revolução Cubana e a Questão Nacional - José Rodrigues Máo Júnior

Cuba - apesar do bloqueio - Mário Augusto Jakobskind

Fogo cruzado - Coronel Jorge Herrera Medina (Cuba)
20h30 - Autógrafos e apresentação do grupo musical da AMA ABC

24/06 – sexta-feira
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina

8h - Credenciamento

9h - Palestra: A importância da Revolução Cubana no marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón e a solidariedade internacional
PalestrantesCoronel Jorge Herrera Medina, combatente da batalha de Girón, Kenia Serrano Puig, presidenta do Instituto Cubano de Amizade aos Povos, Dôra Cesar do Nescuba

14h - Oficinas e mini-cursos
Universidade Nove de Julho
História da Revolução Cubana, Sistema educacional em Cuba, Sistema de Saúde em Cuba, Poder Popular e Democracia em Cuba, Política Externa Cubana e a ALBA, Direito Internacional com base no caso dos 5 heróis, Oficina sobre cinema feito nas margens, Oficina de música e identidade cultural cubana, A economia cubana, As relações de gênero em Cuba.

24/06 – sexta-feira - ABERTURA OFICIAL
Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina

19h – Ato político de abertura
Ato político: Embaixador de Cuba no Brasil, Sr. Carlos Rafel Zamora Rodriguez, Presidenta do ICAP e deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Kenia Serrano Puig, e representantes de organizações nacionais

Apresentações musicais:
- Lançamento do novo CD de Pedro Munhoz
- Canto Libre com apresentação de vasto repertório latino-americano
- Apresentação do samba enredo “Cuba sim, em nome da verdade” pela escola União da Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis


25/06 – sábado

Auditório Simón Bolívar - Memorial da América Latina

9h - Palestra: Bloqueio econômico e midiático
PalestrantesNidia María Alfonso Cuevas, Professora do Instituto Superior de Relações Internacionais de Cuba, Rosa Mirian Elizarde, jornalista do Cubadebate e Magalys Llort, parlamentar e mãe de Fernando González, um dos 5 patriotas cubanos preso nos EUA

14h - Grupos de trabalho
Universidade Nove de Julho
Bloqueio econômico, Bloqueio Midiático, Solidariedade a Cuba, Frentes Parlamentares, Libertação dos 5 patriotas

19h - Encerramento
Sintaema - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de SP (próximo ao metrô Armênia, linha azul do metrô)

- Saudação de Aleida Guevara, médica cubana, filha de Che Guevara
- Leitura da Carta de São Paulo
- Festa de confraternização com a bateria das escolas de samba União da Ilha da Magia, vencedora do carnaval de 2011 em Florianópolis com o tema “Cuba sim, em nome da verdade” e da Unidos da Lona Preta

26/06 – domingo
Memorial da Resistência, antigo prédio do DEOPS - próx. as estações Luz e Júlio Prestes da CPTM
9h - Ato de agradecimento a Cuba pelo acolhimento dos brasileiros perseguidos políticos durante a ditadura civil-militar no Brasil e visita monitorada ao Memorial da Resistência

Entidades que convocam a Convenção

ABEEF, APEOESP, APES, ARES ABC, Assembleia Popular, CA de RI Unesp, Casa da América Latina, CCML, CDH Gaspar Garcia, CEAC, Cebrapaz, CEEP, CMP, Comitê Bolivariano de São Paulo, Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Comitê Pró-Haiti, Confraria Soteropaulistana, Consulta Popular, CRESS-SP, CTB, CUT, DCE UEPB, DCE UFABC, DCE UFCG, DCE UFPE, DCE UFRPE, DCE USP, ENFF, Fábrica Ocupada Flaskô, FDIM, FEAB, Frente pelo fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, Instituto Voz Ativa, Intersindical, J5J, JOC, Jornal A Verdade, Jornal Inverta, MAB, MLB, MLC, MLST, MMM, MORENA – CB, Movimento Correnteza, Movimento de Mulheres Olga Benário, MPA, MST, Pátria Livre, PCB, PCdoB, PCML, PCR, PSOL, PT, Rede Jubileu Sul, SASP, Sindipetro SP, SINDJORNAL, SINDLIMP/PB, SOF, STIUPB, UESPE, UJC, UJR, UJS, Uneafro, UST

Associações Culturais José Martí dos estados Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, Casa Gregório Bezerra – PE, Casa de amizade Brasil-Cuba - CE e Núcleo de Estudos Cubanos – DF

terça-feira, 14 de junho de 2011

Che Guevara, 83 anos

14 DE JUNHO DE 1928, A HISTÓRIA COMEÇA A MUDAR, NASCE

CHE GUEVARA, O MÉDICO REVOLUCIONÁRIO.

Por Hermann Hoffman

“Se queremos expressar, como aspiramos que sejam nossos combatentes revolucionários, nossos militantes, nossos homens e mulheres, devemos dizer sem vacilação de nenhum tipo, que sejam como o Che! Se queremos expressar como queremos que sejam os homens e mulheres das futuras gerações, devemos dizer: que sejam como Che! Se queremos dizer como desejamos que se eduquem nossas crianças, devemos dizer sem vacilação: queremos que se eduquem no espírito de Che!” Fidel Castro.



Recordar Che é uma obrigação para todos nós que acreditamos no mundo mais humano, fraterno e solidário, e como disse Frei Betto: “em 14 de junho de 2008, Che Guevara completaria 80 anos! Sua militância entre nós terminou aos 39. Nem por isso conseguiram matá-lo. Hoje, está mais vivo do que nas quatro décadas de existência real. Aliás, são raros os revolucionários que, como Mao, e o próprio Fidel, envelhecem. Muitos derramaram cedo o sangue capaz de adubar o projeto de um mundo de liberdade, justiça e paz: Jesus, com 33 anos; Martí, 42; Sandino, 38; Zapata, 39, só para citar uns poucos exemplos”.

Ernesto “Che” Guevara de La Serna nasce no dia 14 de junho de 1928, na cidade de Rosário, Argentina, filho de Ernesto Guevara e Célia de La Serna. Poucos anos depois a família Guevara muda-se para a cidade de Alta Garcia, permanecendo até Che completar 18 anos, período muito difícil pelas freqüentes crises de asma de Che. Terminando seus estudos secundários, mais uma vez a família Guevara muda de cidade, agora para a capital do país, Buenos Aires. Com o ensino secundário concluído, Che faz a matrícula na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, e se destaca como um excelente estudante, tendo interesse tanto em medicina como em política.

Já em 1946, Che Guevara aproveita o período de férias universitárias e faz uma viagem pela Argentina, percorrendo 4.700 km e visitando o interior do país, nesta, são escritos seus primeiros textos de pensamentos. Em 1948 incorpora-se num navio, no sul do país, e mesmo com os freqüentes ataques de asma, viaja muito e se interessa mais pela política do seu país e da América Latina.

Quando já estava formado como médico, Che Guevara vem ao Brasil pela primeira vez, mas seu destino final é a Guatemala. Poucos anos depois concluía o doutorado em Medicina, especializando-se em doenças alérgicas, e logo regressa a Guatemala. Neste momento um golpe militar organizado pelos Estados Unidos derruba o governo da Guatemala e Che é obrigado a sair do país, pois trabalhava para o governo popular, mudando-se assim para o México.

No México, Che encontra-se com Fidel Castro e decide participar do movimento revolucionário de Cuba que visa derrubar o governo do ditador Fulgêncio Batista e parte junto com Fidel no iate Granma com destino a Cuba e participa da luta popular que se desenvolve em todo país conta a ditadura de Batista. O movimento armado iniciou na Sierra Maestra, mas se alastrou por toda Cuba com uma ampla participação popular organizada em nome do movimento 26 de julho, juntamente com o Partido socialista cubano fundado por José Martí e pela Frente Estudantil Revolucionária.

Che que como médico vai se destacando nas atividades e se transforma em comandante, sendo responsável pela coluna que tomou Santa Clara, uma das principais cidades de Cuba. Em 1959 triunfa a Revolução Cubana e o Ditador Fulgêncio Batista foge do país, iniciando profundamente as transformações em Cuba, com a reforma agrária, reforma urbana, educacional e da saúde.

No novo governo de Cuba, Che ocupa os cargos de Ministro da Indústria e Comércio e Presidente do Banco Central participando ativamente da construção do Socialismo em Cuba e defendendo as idéias dos mutirões populares e do trabalho voluntário como forma de resolver rapidamente os principais problemas do povo cubano. O próprio Che na condição de Ministro participa de mutirões de construção de casas populares, escolas, mutirões de colheita de cana, junto com os trabalhadores.

Iniciando o ano de 1965 Che renuncia todos os cargos e parte com um grupo de revolucionários cubanos, para o Congo, para ajudar o movimento revolucionário daquele país onde à ditadura imposta pelos Estados Unidos tinha recém assassinado o principal dirigente do país, no entanto a correlação de forças era muito inferior e Che regressa para América Latina e parte para a Bolívia, incorporando-se ao movimento revolucionário.

No dia 8 de outubro Che é preso no povoado de La Higuera no interior da Bolívia e em seguida por ordens da CIA é fuzilado friamente no interior de uma pequena escola rural, tendo apenas 39 anos.

Recordar Che é recordar que o mundo novo é possível e provado, entendendo, sobretudo que para lograr este mundo a luta não pode ter fronteiras; que o espírito de sacrifício deve ser a caracterização da juventude; que a reforma agrária deve ser o primeiro passo; e o acesso aos bens culturais, à educação, à saúde e a uma vida igualitária devem superar o apego aos bens materiais; que a crença nas forças populares deve ser a maior força e a “indignação contra qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo constitua a qualidade mais bela de um revolucionário, de um militante”

14 de junho de 1928

83° Aniversário de nascimento de Che Guevara.



*A Medicina deverá converter-se um dia numa ciência que sirva para prevenir as doenças, que sirva para orientar a todo o público sobre seus deveres e somente deve intervir em casos de urgência...A principio deve basear-se atacar as doenças criando um corpo forte, porém não criar um corpo forte com o trabalho artístico de um médico sobre um organismo debilitado, senão criar um corpo forte com o trabalho de todos da coletividade, sobre toda essa coletividade social

*Palavras pronunciadas em 19 de agosto de 1960 ao iniciar um curso do Ministério de Saúde Pública de Cuba.

sábado, 11 de junho de 2011

RN - 2ª Convenção Estadual

ACJM/RN realiza a 2ª Convenção Estadual de Solidariedade com Cuba

Com a presença de cerca de 40 delegados representantes de diferentes partidos políticos e organizações sociais amigas do povo cubano, a Associação Cultural José Martí/Casa de Amizade Brasil–Cuba do Rio Grande do Norte (ACJM/RN) realizou na sexta-feira, dia 10 de junho, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), sua 2ª Convenção Estadual de Solidariedade com Cuba.

A convenção do movimento de solidariedade com Cuba no Rio Grande do Norte iniciou-se com as palavras do presidente da ACJM/RN Olavo Queiroz, que agradeceu aos presentes o esforço realizado para cumprir as tarefas propostas para o biênio 2010/11, assim como a necessidade de fortalecer ainda mais o movimento no Nordeste do País.

O evento contou com a presença do companheiro Fabio Simeón Gonzalez, funcionário do Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fabio está cumprindo intenso roteiro de visitas por vários estados brasileiros e se encerrará com a celebração da 19ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba, que será realizada na cidade de São Paulo, entre os dias 23 e 25 de junho, no Memorial da América Latina.

O funcionário cubano abordou temas como o surgimento do movimento de solidariedade; o marco dos 50 anos da vitória em Playa Girón; a proclamação do caráter socialista da Revolução Cubana; o 25º aniversário do restabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e Cuba, irmanados com maior intensidade desde o triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959, além de expor aspectos sobre a realidade atual de Cuba, particularmente sobre a aprovação das novas diretrizes que estão sendo aplicadas para garantir uma eficaz política econômica, com verdadeiro sentido do momento histórico, e fazendo as mudanças necessárias que assegurem no futuro maior eficiência e produtividade.

A injusta prisão dos Cinco Heróis Cubanos em cadeias estadunidenses, o apoio das entidades brasileiras de solidariedade com Cuba e o criminoso bloqueio econômico dos EUA contra a Ilha durante mais de 50 anos também foram temas abordados e discutidos pelos delegados.

No evento, fundadores e colaboradores nordestinos do Movimento de Solidariedade com Cuba, ratificando seu incondicional apoio à Revolução Cubana, trouxeram seus testemunhos aos mais jovens sobre a maneira que se fazia solidariedade a Cuba em décadas passadas, principalmente durante a ditadura militar, em que o movimento atuava clandestinamente.

Em seu pronunciamento, Antonio Capistrano, ex-reitor da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, apontou caminhos que, com toda sua experiência, podem impulsionar as novas tarefas que assumem hoje o movimento de solidariedade.

Um especial momento de reflexão esteve a cargo do ex-vereador Juliano Siqueira, que em seu mandato apresentou e aprovou a lei que consagra Natal e Havana como cidades-irmãs.

Esteve na convenção como convidado especial o companheiro Mery Medeiros, presidente da Associação dos Anistiados e Ex-Presos Políticos do Rio Grande do Norte.

No final, os delegados fizeram uma pauta de assuntos discutidos na convenção da ACJM/RN para que seja encaminhada à delegação que participará da 19ª Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba, em São Paulo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Raúl Castro completa 80 anos

Nesta sexta-feira, o camarada Raúl Modesto Castro Ruz (Birán, 3 de Junho de 1931) completa 80 anos de vida. 80 anos em favor do povo cubano e do socialismo.
Longa vida a Raúl!!!!!!!

http://convencao2009.blogspot.com/2011/06/raul-castro-80-anos-em-favor-do.html

quarta-feira, 4 de maio de 2011

HOJE 5/5 ATO VIRTUAL! LIBERDADE AOS CINCO CUBANOS!‏

LIBERDADE AOS CINCO CUBANOS

É a partir da solidariedade internacional que convocamos a todos a denunciar e exigir o fim da imensa injustiça sofrida pelos "Cinco" cubanos, há 12 anos injustamente presos nos EUA, por crimes que não cometeram, e que jamais foram sequer provados.

O julgamento foi marcado por inúmeras violações legais,
e os Cinco foram condenados, no total, a 4 prisões perpétuas mais 77 anos.
Atualmente, estão quase esgotados, na prática, os recursos legais para apelar contra a decisão.

O processo contra os Cinco é absolutamente político e somente se ganhará
à força da denúncia e da solidariedade internacional.

Exigimos a libertação imediata dos Cinco.

Que este 5/5 e todos os dias 5 de cada mês se convertam em uma jornada de luta e clamor pela liberdade dos Cinco.

ATENÇÃO: A idéia deste ato em particular é "inundar", no dia 5/5, as redes sociais com o "repasse" de qq informação sobre os Cinco cubanos, como ato de repúdio à injusta privação de liberdade, reivindicando sua libertação imediata, fazendo-se cumprir os Direitos Humanos.

O apoio é essencial, o respaldo é essencial,
CONHECER E INFORMAR é essencial.

INFORME-SE sobre o caso (há uma síntese em português, inglês e espanhol):
http://liberdadecincocubanos.blogspot.com/
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terça-feira, 29 de março de 2011

ELAM - Carta aberta ao povo brasileiro

Em defesa do SUS, estudantes de medicina em Cuba realizam 2º Encontro Nacional

Nos dias 25, 26 e 27, foi realizado 2º Encontro Nacional dos Estudantes Brasileiros de Medicina em Cuba, no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (Cijam), no Município Caimito, Província Artemisa. O evento contou com a participação de 130 delegados eleitos entre os quase 600 estudantes brasileiros. Com o objetivo de debater assuntos internos da organização, a solidariedade a Cuba e a inserção dos egressos da Escola Latino-Americana de Medicina (Elam), de Havana, ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil.

A abertura do evento contou com a presença do reitor da Elam, doutor Juan Carrizo Estevez; do primeiro-secretário da Embaixada do Brasil em Cuba, Túlio Amaral Kafuri; do professor doutor Marco Aurélio da Ros (UFSC); da professora Maria Auxiliadora Cesar, coordenadora do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB; do presidente da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), Yeovani Chachaval; dos diretores de Atenção ao Brasil e Atenção a Estudantes Estrangeiros do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), Fabio Simeón e Bárbara Diaz; e da representação do Cijam.

Na abertura, os estudantes apresentaram uma Moção de Solidariedade a Cuba, exigindo a libertação imediata de Ramón, Gerardo, René, Fernando e Antônio, os Cinco lutadores antiterroristas cubanos presos nos EUA, o fim do bloqueio a Cuba, o fechamento da Base de Guantânamo e que cessem as agressões imperialistas a Líbia.

No sábado, dia 26, o professor doutor Marco Aurélio da Ros participou de um frutífero encontro com os estudantes, no qual se debateu o tema “Reforma Sanitária no Brasil, passado, presente e perspectivas”. Os trabalhos seguiram pela tarde em grupos temáticos sobre: solidariedade a Cuba, reforma sanitária, extensão universitária (o papel das Brigadas Estudantis de Saúde), a inserção na Associação Médica Nacional Maria Fachini e a revalidação dos diplomas no Brasil.

No domingo, dia 27, os estudantes debateram com a professora Maria Auxiliadora (Nescuba) e com o companheiro Fabio do Icap a história do movimento de solidariedade a Cuba no Brasil.

Os trabalhos se encerraram com a aprovação do novo estatuto da Associação dos Brasileiros Estudantes de Medicina em Cuba (Abemec) e com a aprovação de uma “Carta aberta ao povo brasileiro”.

Carta aberta ao povo brasileiro

Em 1998, quando os furacões George e Mitch provocaram grandes destruições na América Central, suplantando a capacidade de resposta civil e governamental aos desastres naturais, o governo cubano decidiu fundar uma escola internacional para a formação de médicos, 100% pública, 100% gratuita, aos jovens dos países periféricos, com o objetivo de atender aos excluídos dos sistemas de saúde precarizados e privatizados. Um ano depois se cria a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM).

A partir da próxima graduação seremos mais de 10 mil médicos, oriundos de 116 países de Ásia, África, Oceania e América, formados por esse projeto. Até o momento os médicos formados pela Elam estão participando de importantes projetos sociais em inúmeros países das Américas.

No Haiti existe uma cooperação tripartite entre os governos de Cuba-Brasil-Haiti, onde mais de 680 médicos formados em Cuba, trabalham atendendo gratuitamente ao povo haitiano, atingido pelo terremoto mais forte conhecido pela história contemporânea do continente e que agora sofre uma importante epidemia de cólera.

No Equador, jovens formados em Cuba participam de uma missão governamental chamada “Manuela Espejo”, estão fazendo o levantamento em todos os rincões desse país das pessoas com deficiência física e mental, levando assistência médica integral a todo o interior equatoriano.

Na Venezuela, jovens formados pela Elam participam de um projeto governamental chamado “Batalhão 51”, em homenagem aos primeiros 51 venezuelanos formados pela Elam, que atende a populações ao longo da Amazônia venezuelana e outras regiões afastadas desse país.

Poderíamos citar exemplos do trabalho dos médicos latinos formados em Cuba, na Nicarágua, México, Honduras, Guatemala, Peru, Bolívia e em muitos outros países das Américas.

E no Brasil, país mais rico da América Latina, que possui mais de 568 municípios sem nenhum médico e mais de 1.500 sem médico fixo, onde crianças morrem por enfermidades infecciosas, desidratação e outras enfermidades previníveis, facilmente tratáveis se atendidas prontamente, no qual a mortalidade infantil está em torno de 20 por mil nascidos vivos, sendo que no nordeste, por exemplo, chega a 34,4 por mil nascidos vivos, muito diferente de Cuba com 4,5 por mil. Além disso, são milhares os pacientes da terceira idade, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e a Diabetes, sem atenção médica devida. A inserção dos estudantes formados em Cuba e em outros países no Brasil tem sido dificultada por barreiras corporativas de setores reacionários e mentirosos, que até hoje não assumiram a responsabilidade de levar o direito à saúde a todo o povo brasileiro.

A medicina no Brasil hoje é controlada pelo complexo médico-industrial: “empresários da saúde”, corporações farmacêuticas e de tecnologia médica que influenciam a formação médica, de forma que nossos médicos são educados a interpretar “exames complementares”, sem tocar nem olhar o paciente, sem entrevistá-lo, nem menos dedicar-lhe atenção psicosocial. A medicina brasileira está mercantilizada e desumanizada.

Nós, estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, vimos a público colocar-nos à disposição da sociedade e dos poderes públicos de todos os níveis da federação para a realização de um Plano Integral de Inserção ao Sistema Único de Saúde (SUS), que permita a inserção de médicos formados no Brasil e no exterior, dispostos a levar o acesso à saúde e qualidade de vida às famílias hoje excluídas da assistência médica.

O Sistema Único de Saúde é a bandeira mais ousada que o movimento popular brasileiro construiu com muita luta e articulação no século passado. Desde a sua aprovação na constituição cidadã e da incompleta regulamentação posterior, tem sofrido ataques constantes que ameaçam destruir e descaracterizar o maior sistema de cobertura médica do mundo. Por conta do reconhecimento das patentes internacionais sobre os medicamentos, a demora para aprovação da Emenda Constitucional 29, a derrubada da CPMF, a legalização das fundações e a entrega do serviço de saúde às operadoras de serviço, o SUS necessita cada vez más ser defendido e tornar-se uma realidade.

O Brasil, que possuí um desenho formal do sistema de saúde mais completo que outros países da região, gasta menos per capita que países vizinhos como Argentina e Chile.

Nós, estudantes de medicina da Escola Latino-Americana de Medicina, reunidos em nosso 2º Encontro Nacional em Cuba, vimos a público manifestar nosso compromisso de tornar o Sistema Único de Saúde uma realidade para o povo brasileiro. Convidamos a sociedade para juntar-se a nós na defesa de um SUS verdadeiramente para todos.

27 de março de 2011.

Caimito, Província Artemisa, Cuba.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Por Lenny

Leonard Weinglass

Por Ricardo Alarcón de Quesada.
Na tarde de 23 de março, no mesmo dia que cumpria 78 anos de uma vida exemplar, o coração de Leonard Weinglass parou de bater.
Ele sofria de uma terrível doença que, desde janeiro, havia entrado em uma fase crítica e especialmente dolorosa, mas não o tirou um momento do trabalho. Durante os últimos meses, heroicamente enfrentando a doença e as dores, ele se dedicou de corpo e alma para a preparação e apresentação de habeas corpus em nome de Gerardo Hernández e Antonio Guerrero, sem esquecer os outros companheiros.
Pouco antes de entrar no hospital onde ele estava para ser operado com a máxima urgência, deu os últimos passos para o recurso de Gerardo e Antonio e explicou aos seus colegas o que deveriam fazer enquanto estivesse afastado. Aí, então, concordou em cuidar de si mesmo.
Sempre foi assim. Desde jovem quando ingressou na empresa liderada por Victor Rabinowitz e Boudin Leonard, travando inúmeras batalhas jurídicas pelos sindicatos, pelas liberdades civis e pela justiça nos EUA. Com sua brilhante defesa em 1968 dos Oito de Chicago, Lenny começou uma ininterrupta e marcante carreira, que incluiu os casos de Jane Fonda, Daniel Ellsberg e os documentos do Pentágono, Angela Davis, Mumia Abu Jamal, Amy Carter, Kathy Boudin e muitos outros até os Cinco antiterroristas cubanos e sua mais recente colaboração com os advogados de Julian Assange, fundador do Wikileaks. Não é possível escrever a história das lutas do povo estadunidense, sem destacar, em cada página, o nome de Leonard Weinglass.
Para ele, agora e sempre, nossa homenagem e nossa gratidão.
A perda de Lenny é um duro golpe em Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando e René. Ele foi o melhor advogado e mais incansável, nesse caso, dedicou toda a sua energia e talento, por eles lutou até o fim, em meio ao sofrimento e agonia até o último suspiro.
A luta pela libertação dos nossos companheiros deve continuar, agora em condições mais difíceis, sem Lenny. Vamos renovar nosso compromisso de continuar até que todos recuperem a liberdade. Vamos fazê-lo sem trégua nem descanso. É o mínimo que podemos fazer ao lutador incansável, ao combatente abnegado e lúcido que sempre foi nosso querido companheiro Leonard Weinglass.

Assista: Fragmento de entrevista transmitida pela TELESUR

Fonte: http://www.cubadebate.cu/opinion/2011/03/24/por-lenny/

quinta-feira, 17 de março de 2011

SP - Os Cinco: debate em São Paulo

O debate sobre “O cerco midiático contra Cuba”, na terça-feira, dia 15, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, foi além da denúncia. Ao lado do cônsul geral de Cuba no Brasil, Lázaro Mendez, os jornalistas Mário Augusto Jakobskind e Fernando Morais relataram detalhes de seus mais recentes livros-reportagens — ambos a respeito da ilha caribenha. O evento foi promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, em parceira com o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), o sítio Opera Mundi e o Comitê dos Cinco Patriotas Cubanos.

Jakobskind é autor de Apesar do Bloqueio — Um Repórter Carioca em Cuba, lançado em 1984, após a primeira visita do jornalista a Havana e dos 25 anos da Revolução Cubana. Passaram-se 26 anos, ele refez a viagem e decidiu reeditar o livro, com devidos acréscimos e necessárias atualizações. A iniciativa resultou em Cuba: Apesar do Bloqueio (Book Link, 2010), que teve noite de autógrafos após o debate no sindicato.

“Estive pela primeira vez em Cuba nos estertores da ditadura brasileira”, conta Jakobskind. “Fui preso ao desembarcar no aeroporto e foram confiscados alguns exemplares da edição em espanhol do livro”, lembra.

Segundo o jornalista, a vigilância passou, mas não a manipulação jornalística da grande mídia. “O cerco midiático que Cuba sofre desde o início de sua revolução, antes mesmo da declaração de que o país optaria pelo socialismo, é um fato concreto. Quase diariamente os principais jornais do eixo Rio-São Paulo só se referem a Cuba como uma ditadura onde o povo não tem direito de escolher seus dirigentes”, diz Jakobskind.

O livro reeditado pelo autor traz, entre os relatos adicionais, a história dos cinco contraterroristas cubanos que, por meio de espionagem, ajudaram a evitar a ação de grupos extremistas de Miami. Os “cinco patriotas”, presos desde 1998 nos EUA, depois de um processo à margem da lei, são tratados como heróis em Cuba.

É este o tema do próximo livro de Fernando Morais, a ser lançado em maio pela Cia. das Letras, com o sugestivo título de Os Últimos Soldados da Guerra Fria. Morais, autor de A Ilha (1976) — um clássico brasileiro sobre a Revolução Cubana — voltou ao país dos irmãos Fidel e Raul Castro para pesquisar a história dos cinco patriotas. Foi também à Flórida, nos Estados Unidos, onde leu as páginas do processo fraudulento contra os cubanos e entrevistou dezenas de pessoas envolvidas com o caso.

Sua conclusão é inequívoca: os Estados Unidos, com a colaboração da imprensa anticastrista da Flórida, violaram as leis para prender os cinco contraterroristas. “Em nome do patriotismo, todos eles viviam modestamente em Miami e tinham de lutar por sua sobreviência”, explica Morais, que foi mais de 15 vezes a Miami.

Em sua opinião, é hora de a luta pela libertação dos cinco cubanos deixar de ser uma causa restrita a entidades progressistas. “A esquerda não precisa ser informada sobre a brutalidade contra os cinco cubanos, porque já sabe. É preciso informar e ganhar a opinião pública. Por isso é que fiz questão de ouvir os dois lados da história e ir atrás da verdade”, diz o escritor.

Já Lázaro Mendez afirmou que outra batalha atual de Cuba é fortalecer a rede em defesa do socialismo cubano. “Estamos mudando e atualizando o socialismo para sermos melhores. O socialismo cubano será adaptado à realidade de hoje”, afirmou o cônsul, que agradeceu às entidades brasileiras pela “valorosa solidariedade”.

Para José Reinaldo Carvalho, diretor do Cebrapaz, Cuba cumpre um “papel internacional de bastião da resistência” contra os ataques imperialistas. “Nossa geração aprendeu com Fidel que, quando nada pode ser feito, pelo menos devemos resistir — pelo menos devemos protestar.”

BR - Carta aberta a Obama

Carta aberta dos cubanos residentes no Brasil a Barack Obama
Somos cubanos residentes no Brasil. Durante sua campanha presidencial nos EUA, estivemos esperançosos de que o senhor realmente produziria as mudanças que insistentemente prometia, em particular, aquelas relacionadas com nosso país. Porém, estamos cada vez mais desiludidos, pois não se observa nenhuma mudança na política norte-americana relacionada a Cuba, contra as expectativas da comunidade internacional e a opinião pública norte-americana.

Por uma esmagadora maioria, no ano 2010 – uma vez mais e por 19 vezes consecutivas –, na Assembléia Geral das Nações Unidas, a comunidade internacional recusou o criminal bloqueio que o governo norte-americano tem imposto a nosso país por mais de meio século e pediu o encerramento dessa política genocida.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro fecha mais e mais suas garras e o senhor não tem usado suas amplas prerrogativas constitucionais, que lhe permitiriam introduzir importantes mudanças passíveis de aliviar enormes necessidades que nosso povo vem sofrendo há muitos largos anos.

O governo dos Estados Unidos – o seu governo, senhor presidente Obama – continua dificultando as vendas de alimentos a Cuba por parte de empresas norte-americanas e não permite que essas vendas sejam realizadas conforme as normas e práticas regulares do comércio internacional.

O bloqueio imposto a nosso país não é um assunto bilateral; ele tem um marcante caráter extraterritorial que viola as leis internacionais e as regulamentações internacionais do comércio, é ofensiva à soberania de terceiros estados e a os legítimos interesses de entidades e pessoas sob a sua jurisdição.

Por outra parte, o senhor ignora os crescentes chamados desde cada canto do mundo para que cesse a enorme injustiça perpetrada para encarcerar e submeter a desumanos maus tratos nossos Cinco Heróis Cubanos, depois de 12 anos de prisão devido a absurdas sentenças por crimes que não cometeram. A tarefa que eles realizavam era monitorar terroristas cubanos assentados em Miami, os quais representam um grande perigo não só para nosso país, mas também para os Estados Unidos. Estamos seguros de que isso é de seu conhecimento, senhor presidente.

Portanto, com toda firmeza lhe demandamos:

A eliminação do criminal bloqueio imposto a nosso país;

A imediata liberação dos nossos Cinco Heróis Cubanos.

O senhor tem as possibilidades constitucionais para atender a este reclamo. Prove que o senhor, realmente, pode mudar!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CUBA - Declaração do MINREX

Declaração do Ministério de Relações Exteriores de Cuba.
No dia 14 de janeiro de 2011, o Governo dos Estados Unidos anunciou novas medidas sobre Cuba. Ainda teremos que esperar pela publicação das regulações para conhecer seu verdadeiro significado, de acordo com a informação preliminar dada a conhecer pela Secretaria de Imprensa da Casa Branca, as medidas consistem em:

• Autorizar as viagens de norte-americanos a Cuba com fins acadêmicos, educacionais, culturais e religiosos.

• Permitir a cidadãos norte-americanos enviar remessas a cidadãos cubanos em quantidades limitadas.

• Autorizar os aeroportos internacionais dos EUA a solicitar permissão para operar vôos charters diretos a Cuba sob determinadas condições.

A adoção destas medidas é o resultado do esforço de amplos setores da sociedade norte-americana que durante anos tem exigido, em sua maioria, o levantamento do bloqueio genocida contra Cuba e a eliminação da absurda proibição das viagens ao nosso país.
Também expressa o reconhecimento do fracasso da política dos Estados Unidos contra Cuba e de que procura novas vias para conseguir seus objetivos históricos de dominação de nosso povo.
Apesar das medidas serem positivas, ficam muito abaixo destes justos reclamos, tem um alcance muito limitado e não modificam a política contra Cuba.
O anúncio da Casa Branca se limita, fundamentalmente, a restabelecer algumas das disposições que estiveram em vigor na década de noventa sob o governo do presidente Clinton e foram eliminadas por George W. Bush a partir de 2003.
As medidas somente beneficiam determinadas categorias de norte-americanos e não restituem o direito de viajar a Cuba de todos os cidadãos norte-americanos, que continuarão sendo os únicos em todo o mundo que não podem visitar nosso país livremente.
Estas medidas confirmam que não existe vontade de mudar a política de bloqueio e desestabilização contra Cuba. Ao anunciá-las, os funcionários do Governo dos Estados Unidos deixaram bem claro que o bloqueio se manterá intacto e que se propõem usar as novas medidas para fortalecer os instrumentos de subversão e ingerência nos assuntos internos de Cuba. Isto confirma a denúncia exposta na declaração do MINREX de 13 de janeiro passado.
Cuba sempre favoreceu os intercâmbios com o povo norte-americano, suas universidades, suas instituições acadêmicas, científicas e religiosas. Todos os obstáculos que entorpecem as visitas dos estadunidenses a Cuba sempre foram e seguem sendo hoje, do lado do governo dos Estados Unidos.
Se existisse um interesse real em ampliar e facilitar os contatos entre nossos povos, os Estados Unidos deveriam levantar o bloqueio e eliminar a proibição que faz de Cuba o único país que os norte-americanos não podem viajar.
Havana, 16 de janeiro de 2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CUBA - Memorial Hélio Dutra

Com a presença de Fabio Simeon (ICAP) foi inaugurado, no sábado 8 de janeiro, o projeto ¨Rincón del Brasil en Cuba - Memorial Hélio Dutra¨, com uma atividade cultural no Taller de Transformación del Barrio Principe em Havana (Calle Zapata entre Basarrate y Mazón - Vedado). Neste mês de janeiro se iniciará uma reforma em parte deste Centro Comunitário para abrigar diferentes atividades, além do próprio memorial, como as de música brasileira, vídeos sobre o Brasil e outras, com a participação de moradores do bairro, brasileiros que visitam Cuba, estudantes brasileiros que vivem na Ilha. Informamos, a seguir, os objetivos e atividades propostas no projeto.

Objetivos
• Divulgar a cultura cubana e brasileira entre brasileiros e cubanos, através da realização de atividades culturais e artísticas
• Estreitar os laços de amizade e solidariedade
• Intensificar o intercâmbio científico, cultural e artístico entre os dois países
• Desenvolver atividades comemorativas das datas históricas dos dois países

Atividades
Culinária (Brasil e Cuba - diferentes regiões)
Músicas (Brasil e Cuba)
Exposições de obras artísticas – pintura, escultura, artesanato (Brasil e Cuba)
Curso de português
Acervo bibliográfico de Brasil e Cuba - literatura, cinema, artes em geral, política, história, arquitetura.
Acervo de CDs e DVDs
Oficinas sobre diferentes temas sobre a realidade brasileira e cubana.
Comemorações de datas históricas de Cuba e do Brasil
Encontros festivos
Receber delegações e brigadas de solidariedade e outros grupos em visita a Cuba

Nota de CUBAVIVA:
veja pequena biografia de Hélio Dutra em http://vsites.unb.br/ceam/nescuba/eventos/standferia.htm

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sim, 2011 será o ano dos “CINCO”

SIM, 2011 SERÁ O ANO DOS “CINCO”.

“Os Cinco são a expressão dos valores do povo cubano e da persistência do seu projeto revolucionário”



Por Vânia M. Barbosa

A crescente campanha internacional pela libertação de Fernando González, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Gerardo Hernández e René González – submetidos a uma farsa judicial e condenados a elevadas e suspeitas penas de prisão, em condições desumanas - desvenda a insanidade do governo estadunidense e mostra que é possível dar um ponto final a soberba.

Enquanto a liberdade dos “Cinco” entra com força no imaginário de milhões de pessoas e estão na pauta de governos e instituições solidárias com Cuba, Barack Obama finge que nada vê e acredita que poderá sustentar uma farsa política sem que alguém se importe.

O imperialismo não pára com suas ações terroristas contra Cuba, pois precisa vender a ideia que existe fragilidade interna na Ilha e a possibilidade de um colapso do seu regime político.

Obama mente para si e para o mundo e perdeu uma excelente oportunidade de mostrar que em seu governo haveria mudanças: prometeu terminar com as prisões Guantânamo e devolver seu território à Ilha. E isso não aconteceu. Assim como não avançaram todas as possibilidades de aproximação com Cuba e de libertação dos “Cinco”. E qual é o impedimento? Ele não quer aceitar a realidade de que a Nação Cubana cada vez mais sobrevive e se mantém como referência de dignidade para os povos, principalmente os da América Latina.

Na avaliação do historiador e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Enrique Serra Padrós, a comunidade cubana em Miami tem peso eleitoral junto aos partidos Democrático e Republicano dos Estados Unidos, que “são sensíveis em momentos eleitorais”.

Neste sentido Padrós acredita que, apesar da pressão internacional pela libertação dos “Cinco” é preciso envolver massivamente a opinião pública estadunidense, pois os dirigentes daquele País só se movem politicamente quando a pressão interna termina de alguma forma fazendo com que se posicionem.

Segundo Padrós “parece que é uma questão de princípios dos Estados Unidos varrer com a história de Cuba, com o belo exemplo que a cada dia essa Nação constrói e reconstrói”.  Mas para o império - ironiza – “esse é o crime que Cuba comete e por isso seu povo está sendo castigado”.

O professor ressalta que há 21 anos caiu o Muro de Berlim e a quase 20 deixou de existir a União Soviética e terminou a Guerra Fria. No entanto Cuba continua existindo e seu povo permanece acreditando em muitas coisas que acreditava então.

Padrós recorda que desde a década de 60 já afirmavam que a política externa dos Estados Unidos é uma política de terrorismo de estado. E reconhece que existe uma contradição entre o discurso político e a prática imperialista, pois enquanto se utiliza de conceitos de democracia, os direitos humanos são pouco cumpridos e, principalmente em sua política externa, estão ausentes há muito tempo.

O presidente da Associação Cultural José Marti            do Rio Grande do Sul, Ricardo Haesbaert, entende que o “crime” que motivou as prisões dos “Cinco” foi a defesa daquilo que está consagrado pelo direito internacional, ou seja, “a luta pelo respeito à soberania e  à autodeterminação  da Nação Caribenha”.

Haesbaert explica que, entre tantas ações terroristas do imperialismo, os cubanos tiveram os campos de cana de açúcar– essenciais para a economia do País – incendiados. A queima da produção teve como objetivo debilitar a principal fonte de trabalho e renda existente na Ilha. Foram várias as cartas enviadas pelo governo cubano aos Estados Unidos para que detivessem os ataques. O imperialismo silenciou e a saída para Cuba foi enviar os “Cinco” para que se infiltrassem no meio dos terroristas para informar sobre novos ataques. Assim a Ilha poderia adotar medidas contra resultados fatais.

Ricardo alerta que é preciso esclarecer cada vez mais à sociedade internacional e, principalmente à estadunidense, que enquanto os “Cinco” sofrem injustas prisões e pressões psicológicas, os verdadeiros terroristas como Luís Posada Carriles e Orlando Bosch circulam livremente. “Isso demonstra mais uma contradição moral dos Estados Unidos na condução do caso dos herois cubanos”.

Porém Cuba sabe que não está sozinha, pois se espraia no mundo o reconhecimento de que seus herois lutam por um ideal de transformação, no sentido de construir “um novo mundo possível”.

Uma nova farsa contra Gerardo Hernández

Enquanto o historiador Enrique Padrós define os “Cinco” como a “expressão dos valores do povo cubano e da persistência do seu projeto revolucionário”, novamente o manto imperialista busca encobrir a verdade e, como sempre, apoiado por uma sorrateira e subserviente mídia.

Como se não bastasse a falsidade das acusações contra Gerardo Hernández e a condenação que lhe foi imposta,  um artigo  publicado no Diário “El Nuevo Herald”, de Miami, no último dia 27 de dezembro, tenta caracterizar o “Heroi” como um traidor da sua Pátria, como fazem os mercenários cubanos sustentados  pelo governo dos Estados Unidos.

O artigo informa que em um recurso judicial Hernández contraria as informações de Havana, de que o ataque aos aviões operados por organizações estadunidenses anticastristas, em 1996, ocorreram em espaço aéreo cubano. O Diário qualifica a apelação de Gerardo como “desesperada” e  insinua que ele, em sua defesa, concorda com a versão dos Estados Unidos que os ataques ocorreram em águas internacionais.

Richard Klugh, o advogado estadunidense que defende Hernández desmente a informação do El Nuevo Herald e afirma que “a apelação apresentada em junho passado visa a celebração de um novo juízo e trata de um último recurso legal, pois  a Corte Suprema dos Estados Unidos negou-se, em junho de 2009, a revisar o caso que foi considerado finalizado”.

Na época do julgamento, nem Gerardo – que recebeu pena de duas prisões perpétuas mais 15 anos -, nem René González - condenado a 15 anos de prisão – foram novamente sentenciados. E com respeito a Hernandez, o Tribunal concluiu que a pena de cadeia perpétua por “conspirar e transmitir informações sobre a segurança nacional” havia sido exagerada. No entanto não aceitou outra determinação de pena afirmando que Gerardo já estava cumprindo cadeia perpétua pela acusação de atacar, a mando de Cuba, os dois aviões estadunidenses, em que morreram quatro pessoas. Tudo sem provas. Isso caracterizou uma vergonhosa e excludente medida judicial.

Informações: http://mejorlatino.com/article/Nacional/Metro/Agente_Preso_en_EEUU_Niega_Contradecir_al_Gobierno_Cubano/27092

Medidas pela liberdade dos “Cinco” serão intensificadas no Brasil

Muitos governos e seus povos não mais aceitam qualquer trajetória histórica marcada pela submissão a regimes políticos autoritários.  E o fim desses períodos já mostra a presença de outros participantes, principalmente latino–americanos cujas contribuições têm sido inquestionáveis para o fortalecimento da democracia.

No Brasil, os militantes da Associação Cultural José Martí do Estado  do Río Grande do Sul  vão solicitar que a nova  presidenta do País, Dilma Roussef, reforce, junto a Barack Obama, o pedido para a imediata libertação “Cinco”.  Dilma reforçou, em seu discurso de posse, que seu governo defenderá os princípios dos direitos humanos e se posicionará contra qualquer  ação terrorista ou intervencionista nas nações.

Neste mesmo sentido, a Associação entrará em contato com a nova Secretária dos Direitos Humanos do Brasil, Maria do Rosário, para reivindicar que seu Ministério se junte aos organismos internacionais que denunciam a falsidade das acusações e as injustiças cometidas contra os “Herois” cubanos.

Também, o presidente da Frente Parlamentar de Solidariedade a Cuba da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, Deputado Raul Carrion (PC do B),  já está comprometido para efetivar campanhas pela libertação dos “Cinco” e deverá transmitir informações sobre o caso aos novos deputados eleitos no último mês de outubro que serão empossados em 1º de fevereiro.

Carrion propõe, ainda, uma parceria com as faculdades de direito do Estado – ao término das férias universitárias - para que os estudantes simulem “um julgamento” com base nos dados de defesa e acusação dos “Cinco”. Tudo com o objetivo pedagógico de desmascarar a farsa e apontar os equívocos jurídicos dos processos.