quinta-feira, 24 de março de 2011

Por Lenny

Leonard Weinglass

Por Ricardo Alarcón de Quesada.
Na tarde de 23 de março, no mesmo dia que cumpria 78 anos de uma vida exemplar, o coração de Leonard Weinglass parou de bater.
Ele sofria de uma terrível doença que, desde janeiro, havia entrado em uma fase crítica e especialmente dolorosa, mas não o tirou um momento do trabalho. Durante os últimos meses, heroicamente enfrentando a doença e as dores, ele se dedicou de corpo e alma para a preparação e apresentação de habeas corpus em nome de Gerardo Hernández e Antonio Guerrero, sem esquecer os outros companheiros.
Pouco antes de entrar no hospital onde ele estava para ser operado com a máxima urgência, deu os últimos passos para o recurso de Gerardo e Antonio e explicou aos seus colegas o que deveriam fazer enquanto estivesse afastado. Aí, então, concordou em cuidar de si mesmo.
Sempre foi assim. Desde jovem quando ingressou na empresa liderada por Victor Rabinowitz e Boudin Leonard, travando inúmeras batalhas jurídicas pelos sindicatos, pelas liberdades civis e pela justiça nos EUA. Com sua brilhante defesa em 1968 dos Oito de Chicago, Lenny começou uma ininterrupta e marcante carreira, que incluiu os casos de Jane Fonda, Daniel Ellsberg e os documentos do Pentágono, Angela Davis, Mumia Abu Jamal, Amy Carter, Kathy Boudin e muitos outros até os Cinco antiterroristas cubanos e sua mais recente colaboração com os advogados de Julian Assange, fundador do Wikileaks. Não é possível escrever a história das lutas do povo estadunidense, sem destacar, em cada página, o nome de Leonard Weinglass.
Para ele, agora e sempre, nossa homenagem e nossa gratidão.
A perda de Lenny é um duro golpe em Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando e René. Ele foi o melhor advogado e mais incansável, nesse caso, dedicou toda a sua energia e talento, por eles lutou até o fim, em meio ao sofrimento e agonia até o último suspiro.
A luta pela libertação dos nossos companheiros deve continuar, agora em condições mais difíceis, sem Lenny. Vamos renovar nosso compromisso de continuar até que todos recuperem a liberdade. Vamos fazê-lo sem trégua nem descanso. É o mínimo que podemos fazer ao lutador incansável, ao combatente abnegado e lúcido que sempre foi nosso querido companheiro Leonard Weinglass.

Assista: Fragmento de entrevista transmitida pela TELESUR

Fonte: http://www.cubadebate.cu/opinion/2011/03/24/por-lenny/

2 comentários:

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