segunda-feira, 11 de março de 2013

Convocação para a 7ª Brigada Internacional 1º de Maio em Cuba

 
 
De 21 de abril a 5 de maio, acontecerá a 7ª Brigada Internacional 1° de Maio, em Cuba. Os brigadistas participarão de jornadas de trabalho voluntário para ter melhor compreensão da realidade cubana, além do desfile do Dia Internacional dos Trabalhadores, que acontece na Praça da Revolução. Os interessados podem se inscrever até 30 de março.
 
INFORMAÇÕES
 
Data: 21 de abril a 5 de maio de 2013
 
Objetivos: Possibilitar a maior compreensão da realidade cubana e realização de jornadas de trabalho voluntário.
 
Atividades: Visitas a lugares de interesses históricos, econômicos, cultural e social na capital e na província; conferências sobre atualidade nacional e encontros com organizações da sociedade cubana e trabalho no campo.
 
Locais de visita: Havana, Artemisa e Cienfuegos.
 
Hospedagem: São 14 noites sendo 11 noites no Cijam, localizado em Caimito, a 45 quilômetros de Havana e três noites em Cienfuegos.
 
Preço: 325 CUC + 25 CUC (taxa de embarque na volta) = 350 CUC é aproximadamente €280,00 ou US$389,00 a serem pagos em Cuba. Deve-se fazer o câmbio de euros ou dólares no aeroporto de Havana por CUC.
 
Incluem: Alojamento (quartos com seis pessoas no Cijam) e hotel em Cienfuegos, alimentação completa, traslado de ida e volta do aeroporto, transporte para todas as atividades e visitas a museus.
 
Passagem: Pode adquirida em qualquer agência ou companhia aérea.
 
Dicas: A Copa Airlines tem voos para Cuba via Panamá, saindo de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Manaus e Recife.
 
Outra opção é a Cubana Aviacion via Caracas, saindo de São Paulo, e a Avianca etc. Consulte uma agência de turismo ou via internet para obter informações.
 
Documentação: Passaporte válido e seguro viagem. O visto de entrada é comprado no momento do embarque na própria Copa Airlines por US$25,00, pagos em reais pela cotação do dia, no Consulado de São Paulo e ou em uma agência de viagem.
 
Inscrições: As inscrições se encerrarão em 30 de março de 2013 e poderão ser feitas com Telma Araújo, brigadista do Movimento de Solidariedade a Cuba, pelo correio eletrônico telma.araujo25@gmail.com ou pelos telefones (31) 3261-5148; (31) 8828-9288 (operadora Oi); (31) 9176-3263 (operadora TIM).
 
O brigadista deve se comprometer a cumprir toda a programação e observar as normas de conduta, disciplina e convivência social.

Reflexões de Fidel: Perdemos nosso melhor amigo

Via Reflexões de Fidel
 
Em 5 de março, no período da tarde, faleceu o melhor amigo que o povo cubano teve ao longo de sua história. Uma chamada por satélite comunicou a amarga notícia. O significado da frase empregada era inconfundível. Se bem que conhecêssemos o estado crítico de sua saúde, a notícia nos golpeou com força. Recordava as vezes que brincou comigo dizendo que, quando ambos concluíssemos nossa tarefa revolucionária, me convidaria a passear pelo rio Arauca no território venezuelano, que lhe fazia recordar o descanso que nunca teve.
 
Coube-nos a honra de haver compartilhado com o líder bolivariano dos mesmos ideais de justiça social e de apoio aos explorados. Os pobres são os pobres em qualquer parte do mundo.
 
“Dê-me a Venezuela, em que posso servi-la: ela tem em mim um filho”, proclamou o herói nacional e apóstolo de nossa independência, José Martí, um viajante que ainda sem limpar o pó do caminho, perguntou onde estava a estátua de Bolívar.
 
Martí conheceu o monstro porque viveu em suas entranhas. Seria possível ignorar as profundas palavras que verteu em carta inconclusa a seu amigo Manuel Mercado na véspera de sua queda em combate? “Encontro-me todos os dias em perigo por entregar minha vida pelo meu país e por ser meu dever – posto que assim entendo e me animo a assim agir – de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que os Estados Unidos se estendam pelas Antilhas e caiam, com mais essa força, sobre nossas terras da América. O que fiz até hoje, e o que farei, é para esta finalidade. Teve de ser em silêncio, portanto indiretamente, porque existem coisas que para serem alcançadas têm de andar ocultas.”
 
Havia transcorrido então 66 anos desde que o libertador Simón Bolívar escrevera: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América de misérias em nome da Liberdade.”
 
Em 23 de janeiro de 1959, 22 dias depois do triunfo revolucionário em Cuba, visitei a Venezuela para agradecer a seu povo e ao governo que assumiu o poder após a ditadura de Perez Jimenez, o envio de 150 fuzis no final de 1958. Disse então:
 
“A Venezuela é a pátria do Libertador, onde se concebeu a ideia da união dos povos da América. Nós, os cubanos, respaldamos nossos irmãos da Venezuela.
 
Tenho falado destas ideias não porque me mova qualquer ambição de cunho pessoal, tampouco ambição de glória, porque, afinal de contas, a ambição de glória não deixa de ser uma vaidade e como disse Martí: ‘Toda a glória do mundo cabe num grão de milho.’
 
De modo que, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, o faço pensando honrada e profundamente, que se quisermos salvar a América, se quisermos salvar a liberdade de cada uma de nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo, fazem parte de uma grande sociedade, que é a sociedade da América Latina; se se trata de salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todos os países de nosso continente, teremos de nos unir e teremos de nos apoiar solidamente, porque sozinhos e divididos iremos fracassar.”
 
Disse isto naquele dia e hoje, 54 anos depois, o ratifico!
 
Devo apenas incluir naquela lista os demais povos do mundo que, durante mais de meio século, têm sido vítimas da exploração e do saque.
 
Esta foi a luta de Hugo Chavez.
 
Nem sequer ele mesmo suspeitava de quão grande era.
 
“Hasta la victoria siempre!”, inesquecível amigo!
 
Fidel Castro Ruz
11 de março de 2013
00h35