sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carta da Bahia à XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

Do blog Sou Cuba

Foi realizada no último sábado, 18 de maio, na Escola Politécnica da UFBA, em Salvador, a 2ª Convenção Baiana de Solidariedade à Cuba com a presença do embaixador Zamora,  representantes de diversas entidades do movimento social baiano, da militância internacionalista e dos parlamentares Deputado Alvaro Gomes e Vereador Everaldo Augusto. Abaixo o texto da Carta aprovada pela plenária e dirigida à XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, a se realizar em Foz do Iguaçu nos dias 13, 14 e 15 de junho.


CARTA DA BAHIA À 21ª CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA

"A vida sem idéias de nada vale. Não há felicidade maior que a de lutar por elas”. 
(Fidel Castro)


A batalha de idéias é, segundo Fidel Castro, a principal trincheira de luta do revolucionário contemporâneo. Não se trata de uma mudança do lugar da batalha. O campo da luta pela paz, pela justiça e pelo socialismo continua o mesmo de sempre: as ruas, os bairros, as fábricas, as escolas, os campos e cada quadrante do planeta. O que mudou, e isto Fidel constatou com sua particular perspicácia, é que o terreno das idéias é o mais propício para que as forças revolucionárias façam valer suas superioridades moral e científica sobre o imperialismo e o capitalismo.

Inspirados na lição do líder cubano, a América Latina, nos últimos 15 anos, se levantou e tem conquistado seu verdadeiro lugar na História. Nossos povos derrotaram o projeto imperialista da ALCA, reduziram o papel político da OEA a pouco mais que nada e construíram importantes instrumentos de integração a exemplo da CELAC, UNASUL e ALBA. Conscientes do papel crucial da batalha de idéias e da manipulação da informação pela grande mídia, muitos países latino-americanos têm instituído mecanismos democráticos de controle social da mídia e criado espaços alternativos de comunicação, como a TELESUR e canais televisivos nacionais de caráter público ou social.   

A Associação José Martí da Bahia, o CEBRAPAZ e os meios progressistas baianos sabem que, ao defender Cuba e sua Revolução, cumprem uma das mais importantes tarefas na atual batalha de idéias. Para os reacionários, Cuba tem significado uma terrível pedra no sapato, uma vez que é a demonstração real da superioridade moral do socialismo. Embora bloqueada economicamente por mais de 50 anos e sujeita ao terrorismo made in Miami, a pequena ilha resiste corajosamente ao cerco brutal dos Estados Unidos. Enfrentou as maiores adversidades após o fim da União Soviética sem fechar um único hospital ou escola e sem abrir mão da solidariedade internacional. Menor taxa de mortalidade infantil da América Latina, menor taxa de violência urbana, analfabetismo zero, todas as crianças na escola, primeiro país do continente americano a cumprir as metas do milênio segundo a ONU, melhor país da América Latina e 30º do mundo para ser mãe segundo a fundação inglesa Save the Children.

Firme na batalha de idéias, o movimento de solidariedade a Cuba na Bahia desmascarou, sem tergiversar, a blogueira Yoani Sanchez que junto com os apoiadores do imperialismo elegeu a Bahia para iniciar um périplo internacional de difamação da Revolução Cubana. Em alto e bom som dissemos não às mentiras da mercenária a soldo do imperialismo e da grande mídia internacional, que tem lado nessa disputa e busca, com uma campanha difamatória sem precedentes, reproduzir inverdades sobre a realidade do país e invalidar o esforço do povo cubano em construir a sua experiência revolucionária.

Cuba, desde a Revolução, tem sido um símbolo para todos nós que acreditamos na paz, na liberdade, no socialismo e sobretudo na força das idéias justas. Cuba é nossa trincheira na batalha mundial de idéias. Cuba é a prova viva de que o homem pode, se quiser, coletivamente, construir sua própria História baseada em valores como humanismo e solidariedade.

Quando, nos anos 60/70, a maior parte dos países latino-americanos, entre eles o Brasil, eram governados por cruéis ditaduras militares, recebíamos do povo cubano todo apoio moral e material para nossas lutas e era Cuba o porto seguro de muitos brasileiros exilados por combaterem o regime ditatorial.

Também nos anos 70, quando o regime sul-africano do apartheid, buscando sobrevida, invadiu Angola para derrotar o MPLA - a vanguarda do povo angolano -, foi Cuba que se postou ao lado de Angola. Mais de 50.000 combatentes cubanos desembarcaram em solo africano para defender a África negra. Juntos, o MPLA (Movimento pela Libertação de Angola) e exército cubano expulsaram o invasor racista cujo exército era não apenas o mais bem armado da África, mas tinha ainda o apoio dos Estados Unidos. Cabe lembrar também que em Cuba está asilada Asata Shakur, militante negra norte-americana, que integrou o Partido Panteras Negras, perseguida pelo FBI por sua luta em favor da igualdade racial.

Não faltam razões para manifestarmos aqui na Bahia, estado brasileiro em que a herança africana é mais presente, nossa irrestrita solidariedade ao povo cubano e a sua Revolução, com o que estamos a defender o direito de cada povo escolher seu próprio destino. Reafirmamos neste momento nossa luta contra o criminoso bloqueio econômico, pelo imediato fechamento da base estadunidense de Guantánamo – palco de inúmeras violações aos direitos humanos – e pela libertação dos patriotas ainda presos nos Estados Unidos por lutar contra o terrorismo. Queremos também manifestar nosso total apoio ao programa de modernização do sistema econômico cubano que identificamos como um instrumento devidamente sintonizado com a construção do socialismo.

Por fim, felicitamos René Gonzalez pelo retorno à liberdade e a sua pátria de onde lutará junto com todo o movimento internacional de solidariedade pela libertação de Gerardo, Antonio, Fernando e Ramon.  

Viva Cuba socialista!

Salvador, 18 de maio de 2013;

2ª Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba.
Postado por AF Sturt Silva 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Abaixo-Assinado pela Libertação dos 5

Free The Cuban Five Antiterrorist Heroes | causes.com

Why is this campaign important to you?

Amanhã 24/5 - Convenção Estadual em Fortaleza / CE

Entrevista com René Gonzalez em Cuba

quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Médicos cubanos no Brasil?


Por Frei Betto na Adital

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está indignado frente ao anúncio da presidente Dilma de que o governo trará 6.000 médicos de Cuba, e outros tantos de Portugal e Espanha, para atuarem em municípios carentes de profissionais da saúde. Por que aqui a grita se restringe aos médicos cubanos? Detalhe: 40% dos médicos do Reino Unido são estrangeiros.

Também em Portugal e Espanha há, como em qualquer país, médicos de nível técnico sofrível. A Espanha dispõe do 7º melhor sistema de saúde do mundo, e Portugal, o 12º. Em terras lusitanas, 10% dos médicos são estrangeiros, inclusive cubanos, importados desde 2009. Submetidos a exames, a maioria obteve aprovação, o que levou o governo português a renovar a parceria em 2012.

Ninguém é contra o CFM submeter médicos cubanos a exames (Revalida), como deve ocorrer com os brasileiros, muitos formados por faculdades particulares que funcionam como verdadeiras máquinas de caça-níqueis.


O CFM reclama da suposta validação automática dos diplomas dos médicos cubanos. Em nenhum momento isso foi defendido pelo governo. O ministro Padilha, da Saúde, deixou claro que pretende seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissionais.

A opinião do CFM importa menos que a dos habitantes do interior e das periferias de nosso país que tanto necessitam de cuidados médicos. Estudos do próprio CFM, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, sobre a "demografia médica no Brasil”, demonstram que, em 2011, o Brasil dispunha de 1,8 médico para cada 1.000 habitantes.

Temos de esperar até 2021 para que o índice chegue a 2,5/1.000. Segundo projeções, só em 2050 teremos 4,3/1.000. Hoje, Cuba dispõe de 6,4 médicos por cada 1.000 habitantes. Em 2005, a Argentina contava com mais de 3/1.000, índice que o Brasil só alcançará em 2031.

Dos 372 mil médicos registrados no Brasil em 2011, 209 mil se concentravam nas regiões Sul e Sudeste, e pouco mais de 15 mil na região Norte.

O governo federal se empenha em melhorar essa distribuição de profissionais da saúde através do Provab (Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica), oferecendo salário inicial de R$ 8 mil e pontos de progressão na carreira, para incentivá-los a prestar serviços de atenção primária à população de 1.407 municípios brasileiros. Mais de 4 mil médicos já aderiram.

O senador Cristovam Buarque propõe que médicos formados em universidades públicas, pagas com o seu, o meu, o nosso dinheiro, trabalhem dois anos em áreas carentes para que seus registros profissionais sejam reconhecidos.

Se a medicina cubana é de má qualidade, como se explica a saúde daquela população apresentar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), índices bem melhores que os do Brasil e comparáveis aos dos EUA?

O Brasil, antes de reclamar de medidas que beneficiam a população mais pobre, deveria se olhar no espelho. No ranking da OMS (dados de 2011), o melhor sistema de saúde do mundo é o da França. Os EUA ocupam o 37º lugar. Cuba, o 39º. O Brasil, o 125º lugar!

Se não chegam médicos cubanos, o que dizer à população desassistida de nossas periferias e do interior? Que suporte as dores? Que morra de enfermidades facilmente tratáveis? Que peça a Deus o milagre da cura?

Cuba, especialista em medicina preventiva, exporta médicos para 70 países. Graças a essa solidariedade, a população do Haiti teve amenizado o sofrimento causado pelo terremoto de 2010. Enquanto o Brasil enviou tropas, Cuba remeteu médicos treinados para atuar em condições precárias e situações de emergência.
Médico cubano não virá para o Brasil para emitir laudos de ressonância magnética ou atuar em medicina nuclear. Virá tratar de verminose e malária, diarreia e desidratação, reduzindo as mortalidades infantil e materna, aplicando vacinas, ensinando medidas preventivas, como cuidados de higiene.

O prestigioso New England Journal of Medicine, na edição de 24 de janeiro deste ano, elogiou a medicina cubana, que alcança as maiores taxas de vacinação do mundo, "porque o sistema não foi projetado para a escolha do consumidor ou iniciativas individuais”. Em outras palavras, não é o mercado que manda, é o direito do cidadão.

Por que o CFM nunca reclamou do excelente serviço prestado no Brasil pela Pastoral da Criança, embora ela disponha de poucos recursos e improvise a formação de mães que atendem à infância? A resposta é simples: é bom para uma medicina cada vez mais mercantilizada, voltada mais ao lucro que à saúde, contar com o trabalho altruísta da Pastoral da Criança. O temor é encarar a competência de médicos estrangeiros.
Quem dera que, um dia, o Brasil possa expor em suas cidades este outdoor que vi nas ruas de Havana: "A cada ano, 80 mil crianças do mundo morrem de doenças facilmente tratáveis. Nenhuma delas é cubana”.

 Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais.

Convocatória para o VII Encontro Continental de Solidariedade a Cuba – Caracas/Julho de 2013

O Movimento de Amizade e Solidariedade Mútua Venezuela-Cuba, o Partido Socialista Unido da Venezuela, as forças políticas articuladas no Grande Polo Patriótico, movimentos e organizações sociais, convocam ao VII Encontro Continental de Solidariedade a Cuba, inspirada pelo pensamento vivo do Comandante Hugo Chávez, quando disse: "Venezuela e Cuba aprenderam a sonhar juntas", que será realizada em Caracas, de 24 a 27 de julho de 2013.

Conforme acordado na plenária da Cidade do México, em 2011, se organiza este VII Encontro como reconhecimento da contribuição, a solidariedade e a integração continental promovido pela Revolução Bolivariana, sob a liderança e orientação do Supremo Comandante Hugo Chávez Frias, que agora, com seu compromisso com a justiça, inspira os povos do mundo a intensificar a luta para colocar aos seus pés as correntes rompidas do imperialismo e os sentimentos de ódio e vingança que violam a liberdade.

Este sétimo encontro também ocorre em um momento importante da integração continental expressa no exercício de Cuba da presidência da CELAC e sua ativa participação nos novos cenários de união dos povos construídos sob a liderança dos comandantes Hugo Chávez, Fidel Castro e Raul Castro, que fortalecem novas relações sociais, políticas e econômicas a favor da justiça, da paz e da complementaridade.


Nos encontrarmos em Caracas será uma nova oportunidade para fortalecer nossas ações de solidariedade e reconhecimento à resistência da Revolução Cubana contra as políticas do bloqueio e agressão dos Estados Unidos, a luta pela libertação dos Cinco Heróis prisioneiros do império, a luta contra o terrorismo e contra a agressão midiática que os processos revolucionários e progressistas em andamento sofrem em diferentes latitudes.

Particularmente a Venezuela nos dá a oportunidade de conhecer os benefícios da solidariedade mútua no trabalho social impulsionado pela Revolução Bolivariana, com o apoio do povo e da Revolução cubana, tanto na Venezuela como em Cuba, compartilhando o que precisam para alcançar a maior felicidade dos povos, inspirada no Libertador Simon Bolívar, cumprindo assim o pensamento Martiniano que expressão "a melhor maneira de dizer é fazer."

A Solidariedade Continental a Cuba hoje se intensifica para fortalecer e acompanhar os povos de Bolivar nas ações para assegurar a irreversibilidade da Revolução Bolivariana, como forma de continuar lutando contra as políticas hegemônicas e a intervenção imperialista contra os povos que se destinam a serem livres e independentes, para fazer avançar a integração continental que fortalece os processos progressistas e revolucionários para a construção de sociedades onde imperem a justiça, a igualdade, a inclusão social, a fraternidade e a complementaridade.

A Venezuela bolivariana imbuída no exemplo e no legado do Comandante invicto Hugo Chávez Frias aguarda-os com hospitalidade que a caracteriza, para que entre todos e todas se faça do VII Encontro Continental uma nova vitória da solidariedade, da integração continental e do internacionalismo, rumo ao III Encontro Mundial de Solidariedade a Cuba, a realizar-se em Havana, em outubro de 2014.

COMISSÃO ORGANIZADORA
(tradução Blog Solidários)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

FIT 2013: Cuba investe no turista brasileiro

Gastão Vieira, ministro do Turismo brasileiro, na abertura da FIT 2013.
Por Jaime Sautchuk e José Reinaldo Carvalho, enviados a Cuba
 
Atrair o turista brasileiro. Este é o mote da Feira Internacional de Turismo (FIT) aberta na terça-feira, dia 7, em Varadero, Cuba, com a presença de representantes de 53 países. O Brasil participa do evento com uma grande delegação, chefiada pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira.
 
O ministro brasileiro falou logo na abertura do evento, juntamente com seu colega de Cuba, Manuel Marrero Cruz, e o diretor da Organização Mundial do Turismo (OMT), Carlos Vogeler. Os três ressaltaram a crescente importância do turismo no mundo de hoje, especialmente para países que, como Cuba, dependem bastante dessa atividade econômica.
 
O ministro cubano Manuel Cruz anunciou a abertura de um escritório da Empresa Cubana de Turismo no Brasil, em junho deste ano. Ao mesmo tempo, vai ocorrer a retomada dos voos da Cubana de Aviação, inicialmente na rota São Paulo–Havana. O objetivo é facilitar e baratear o acesso do turista brasileiro àquele país.
 
A delegação brasileira ao FIT 2013 tem a participação de mais de 70 empresários do setor, a maioria donos de agências de viagens e de hotéis, além de representantes de governos estaduais e municipais e perto de 40 jornalistas de várias partes do país.
 
A secretária estadual de Turismo do Rio Grande do Sul, Abigail Pereira, por exemplo, disse que, para seu estado, é importante marcar presença em evento como este. “É uma oportunidade que temos de mostrar nossa diversidade para o resto do mundo”, disse ela.
 
Já o empresário Antônio Salani, diretor do Sindicato de Bares, Hotéis e Similares de São Paulo, acredita que Cuba tem muito a mostrar aos brasileiros. “O Brasil dá um grande passo, pois Cuba tem laços históricos conosco e desfruta da admiração dos brasileiros, pois nos mostra uma maneira diferente de se viver”, argumenta.
 
O jornalista Francisco das Chagas Leite Filho, do portal Café na Política, de Brasília, acredita que a aproximação com Cuba no campo do turismo tem uma dimensão bem maior. Segundo ele, isso “faz parte do processo de integração latino-americana, da vontade de nossos povos se conhecerem melhor”.
 
Em verdade, as relações comerciais Brasil–Cuba têm crescido bastante nos últimos anos. Para o Brasil, a indústria farmacêutica cubana é importante parceira da área de medicamentos. Uma empresa brasileira acaba de selar um acordo com os produtores cubanos para a fabricação conjunta de vacinas para dengue e malária, cuja tecnologia eles dominam.
 
Dados apresentados pelo ministro Gastão Vieira dão conta de que as exportações brasileiras para Cuba superaram US$500 milhão no ano passado, mas tendem a aumentar rapidamente. Dois flancos abertos para esse avanço são os da construção civil e de transportes públicos.
 
No setor de turismo, o representante da OMT apresentou informações sobre profundas mudanças nas relações mundiais. A começar pelo fato de que, em 2012, a China superou os Estados Unidos como principal origem dos turistas que viajam pelo mundo. E, por outro lado, a Europa Ocidental vem perdendo terreno como principal polo de atração de viajantes, devido à crise econômica que atingiu a região.
 
Cuba aposta nessas mudanças. E acredita que pode atrair a classe média brasileira, competindo até mesmo com o turismo interno no Brasil. Para isso, joga com o fator custo. Ou seja, fica bem mais barato para um turista de São Paulo, por exemplo, passar férias em praias cubanas do que nas do Nordeste brasileiro.
 
Uma jornalista brasileira que cobre o evento comprova esse fato com experiência própria. Ao comemorar os dez anos de casamento, no final do ano passado, ela e seu marido fizeram orçamentos para irem de Brasília a Fortaleza (CE) ou a Cuba. E passaram sete dias em Cuba pela metade do valor que custaria a viagem ao Ceará.
 
O turismo tem hoje um peso de mais de 20% na composição do Produto Interno Bruto (PIB) de Cuba. Para efeito de comparação, em 2012, o setor teve peso de 3,7% no PIB brasileiro. Mas o Brasil não está satisfeito com isso, pois seu potencial é muito maior. Na Itália, que tem economia de dimensões parecidas, essa cifra é de 15%.
 
O ministro Vieira lembrou em sua fala que o Plano Nacional de Turismo, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff, tem metas bem mais ousadas. “Pretendemos ser a terceira maior economia turística do mundo em 2022”, afirmou ele. Mas ressaltou, parodiando o compositor Milton Nascimento, que “o avião que leva gente é o mesmo que traz”.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Brasil trará 6 mil médicos cubanos para atender moradores de áreas carentes

Os ministros das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Eduardo Rodriguez Parrilla, e do Brasil, Antônio Patriota, concedem entrevista no Palácio Itamaraty (Wilson Dias/ABr).
 
Renata Giraldi, via Agência Brasil e lido no blog Síntese Cubana
 
Os governos do Brasil e de Cuba, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, estão acertando como será a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalharem nas regiões brasileiras mais carentes. Os detalhes estão em negociação. Os ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e o cubano Bruno Eduardo Rodriguez Parrilla, anunciaram na segunda-feira, dia 6, a parceria.
 
Patriota e Rodriguez não informaram como será a concessão de visto – se será definitivo ou provisório. Segundo o chanceler brasileiro, há um déficit de profissionais brasileiros na área de saúde atuando nas áreas carentes do país, daí a articulação com Cuba.
 
“Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos valor estratégico”, disse ele.
 
As negociações para o envio dos médicos cubanos para o Brasil foi iniciada pela presidenta Dilma Rousseff, em janeiro de 2012, quando visitou Havana, a capital cubana. Ela defendeu uma iniciativa conjunta para a produção de medicamentos e mencionou a ampliação do envio de médicos cubanos ao Brasil, para apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS).
 
“Cuba tem uma proficiência grande na área de medicina, farmacêutica e de biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher médicos por intermédio de conversas que envolvem a Organização Pan-Americana de Saúde, e está se pensando em algo em torno de seis mil ou pouco mais”, destacou Patriota.
 
Segundo o chanceler brasileiro, as negociações estão em curso, mas a ideia é que os profissionais cubanos atuem nas áreas mais carentes do Brasil. “Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de dar atendimento a regiões particularmente carentes no Brasil”, disse.
 
A visita do chanceler de Cuba ocorre no momento em que o presidente cubano, Raul Castro, implementa mudanças no país, promovendo a abertura econômica e avanços na área social. Segundo Bruno Rodriguez, a parceria com o Brasil é intensa principalmente nas áreas econômica, social e turística. “Há um excelente intercâmbio de ideias”, disse o cubano.
 
O comércio entre Brasil e Cuba aumentou mais de sete vezes no período de 2003 a 2012, segundo o Ministério das Relações Exteriores. De 2010 a 2012, as exportações brasileiras para Cuba cresceram 36,9%. No ano passado, o comércio bilateral alcançou o recorde de US$661,6 milhões.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ONU parabeniza Cuba por reduzir a subnutrição no país

 
 
O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, reconheceu o esforço do governo de Cuba para garantir a segurança alimentar da população.
 
O elogio foi feito durante encontro com o presidente cubano, Raul Castro. Segundo Graziano, Cuba vive hoje a mesma situação dos países desenvolvidos, com um índice de subnutrição de menos de 5%.
 
“Cuba é um dos 16 países do mundo que alcançaram a meta da Cúpula Mundial da Alimentação, de reduzir pela metade o número absoluto de pessoas com fome. Esse esforço tem sido possível graças à prioridade dada pelo governo ao tema”, disse Graziano. Os detalhes da visita a Cuba estão na página da FAO.
 
Em 16 de junho, Cuba e todos os países que atingiram a meta estabelecida para a redução da fome receberão um diploma de reconhecimento da FAO, em Roma. Os países que alcançaram as metas foram a Armênia, o Azerbaijão, Chile, Cuba, Fiji, a Georgia, Gana, a Guiana, Nicarágua, o Peru, Samoa, São Tomé e Príncipe, a Tailândia, o Uruguai, a Venezuela e o Vietnã.
 
A conferência da FAO também deverá aprovar uma mudança importante na meta global da organização: reduzir e acabar com a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição. Segundo Graziano, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro foi um dos primeiros a defender essa meta. “Não pode haver um verdadeiro desenvolvimento enquanto existem 49 milhões de pessoas que sofrem de fome na América Latina e no Caribe”, ressaltou.