domingo, 9 de junho de 2013

Rio de Janeiro realiza 8ª Convenção Estadual de Solidariedade à Cuba


A VIII Convenção de Solidariedade à Cuba, organizada pela Associação Cultural Jose Marti, realizou-se no Sindicato dos Professores do RJ, na sexta feira, e no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, no sábado. A professora Zuleide Faria de Melo, presidente da associação, abriu os trabalhos com colocações sobre a realidade atual, tanto do Brasil como de Cuba, lembrando que o povo cubano merece todo nosso respeito e apoio. “É uma experiência socialista que está dando certo”, afirmou. O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodriguez, discursou sobre “O processo de atualização do modelo socialista de Cuba e a participação político-social do povo cubano no seu desenvolvimento”, acentuando que existem insatisfações que se acentuam na medida que o povo está cada vez mais culto e, contraditoriamente, tem dificuldade no acesso aos bens de consumo, pelas dificuldades econômicas causadas pelo bloqueio internacional que se faz a Cuba, basicamente pelo governo americano.
Várias propostas de moções de apoio foram defendidas, inclusive a ida de um grupo de vereadores brasileiros para visitarem escolas, hospitais, universidades e centros desportivos _ que em Cuba são áreas de grande desenvolvimento _ para trocarem informações com o país amigo. Foi proposta também moção em favor dos Cinco cubanos presos nos Estados Unidos.

Memória:
Na noite de 12 de setembro de 1998, a polícia da Flórida invadiu as residências de Antonio Guerrero, Fernando Gonzalez, Gerardo Hernandez, Ramon Labañino e René Gonzales, em Miami, e levou-os para prisão sem qualquer acusação formal, mantendo-os por 17 meses em solitárias.
Esses Cinco cubanos, conscientes do risco de sua decisão, haviam assumido a tarefa de se infiltrar nas organizações da máfia cubano-americana, que praticam todo tipo de ações terroristas contra Cuba a fim de desestabilizar a Revolução.
A condenação dos Cinco foi uma aberração jurídica e a prova de que não se pretendia aplicar a lei e sim penalizá-los pelo fato de serem cubanos pró-Revolução. Gerardo foi duas vezes condenado à prisão perpétua, mais 15 anos; Ramon, à prisão perpétua, mais19 anos; René, a 15 anos; Antonio, à prisão perpétua, mais 10 anos, e Fernando, a 19 anos.
Diversos organismos internacionais, inclusive a ONU, declararam que as prisões desses Cinco homens foram ilegais e arbitrárias e que o julgamento, realizado em Miami por pessoas ligadas a grupos mafiosos, foi uma farsa vergonhosa. Gerardo e René tiveram negados os direitos humanos básicos de receber a visita de suas esposas, Adriana Perez e Olga Salanueva.
Com a pressão mundial, as penas de Ramón, Antonio e Fernando foram reduzidas para 30 anos, 21 anos e 10 meses e 17 anos respectivamente. Em outubro de 2011, René Gonzalez saiu da prisão e, em maio de 2013, diante da pressão internacional, conseguiu o direito de cumprir o restante da liberdade condicional em Cuba, sem parar a luta pela libertação de seus companheiros.
Diante desse fato, jovens, intelectuais, artistas e outros milhares de cidadãos e cidadãs honestos de todo o mundo têm mantido uma campanha de protestos contra essas prisões políticas, constituindo comitês pela libertação dos Cinco heróis cubanos e divulgando essa nobre causa.

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