quarta-feira, 30 de julho de 2014

SP - 7ª Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba

Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba realizou sua 7ª Convenção Estadual
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No último sábado, 26 de julho, Dia da Rebeldia Cubana, o Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba realizou sua 7ª Convenção Estadual.

Mais de 100 pessoas participaram da atividade que aconteceu no Memorial da Resistência, antigo prédio do Dops de São Paulo.


A Consulesa Geral de Cuba em São Paulo, Nélida Hernández Carmona, participou da mesa de abertura do evento ao lados de representantes de entidades solidárias que compõe o MPSC.


Na sequência, uma mesa de debates apresentou informações sobre atualização econômica cubana, os 5 Patriotas e o assalto ao quartel Moncada, além da importância deste feito para 
as lutas atuais.

Na parte da tarde, em parceria com o Núcleo Memória, foi realizado um ato político em agradecimento ao povo cubano pelo acolhimento aos exilados brasileiros durante a ditadura militar onde foram homenageadas Clara Charf, Damaris Lucena, Ilda Gomes da Silva, Isaura Coqueiro e a "Tia" Tercina. Houve também uma homenagem aos médicos cubanos que trabalham no Brasil.

Veja abaixo a Carta de São Paulo, lida e aclamada pelo participantes da Convenção. 



7ª CONVENÇÃO PAULISTA DE SOLIDARIEDADE A CUBA

26 de julho de 2014
CARTA DE SÃO PAULO

Representantes de partidos e organizações políticas, movimentos sociais e militantes que compõem o MOVIMENTO PAULISTA DE SOLIDARIEDADE À CUBA, realizam esta sétima Convenção paulista em momento dramático da conjuntura mundial, mas, ao mesmo tempo, carregado de simbologias que reavivam as nossas lutas e com elas a certeza de que hoje, neste espaço de reflexão e confraternização, semeamos um futuro digno e igualitário para a espécie humana.


Neste 26 de julho de 2014, as companheiras e os companheiros que se encontram neste ato de solidariedade aqui chegaram com o sentimento contido de revolta pelo genocídio perpetrado pelo Estado de Israel ao sofrido e heroico povo palestino. Não se trata de uma guerra e nem de “dois lados” de um conflito, mas de um massacre covarde de um Estado opressor sustentado, armado e financiado pela maior potência genocida do planeta: os Estados Unidos da América.



Lamentavelmente, esse triste episódio da história humana, escrito no Oriente Médio com o sangue de milhares de inocentes, compõe um contexto de aprofundamento da política de terrorismo de Estado capitaneado pelos Estados Unidos, em consonância com os seus parceiros menores da União Europeia e aval das burguesias de cada país, o que tem provocado instabilidade e sério risco de alastramento de novas guerras pelo mundo.



Na carta paulista da nossa 6ª Convenção, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, destacou-se que a América Latina vivia um contexto de uma nova ofensiva política e militar imperialista, exemplificada nos golpes de Estado em Honduras e no Paraguai, na ocupação militar do Haiti, na reativação da IV Frota Naval, no aumento das bases militares e na construção – por parte de governos pró-imperialistas de nosso continente – da Aliança do Pacífico.



Passado um ano, não só reiteramos essa análise, mas somos forçados a registrar novos episódios dessa infame marcha militarista e opressora que demonstra o desespero dos senhores do capital em se apropriar das riquezas naturais do planeta para satisfazer seus respectivos interesses de classe. Citamos a tentativa covarde de desestabilização do governo popular venezuelano, com incessantes ataques de obscuros grupos de mercenários, sabidamente financiados com dinheiro sujo do império, que insuflou parte da classe média daquele país contra um governo legitimado por vários referendos.



Simultaneamente, e do outro lado do mundo, grupos financiados pelo governo estadunidense e também alemão, se aproveitaram da crise econômica na Ucrânia, depuseram o governo eleito e instauraram no poder outro governo despótico, e o que é pior, apoiados por setores neonazistas que instalaram o terror contra judeus, comunistas e outras “minorias”, esparramando pela Europa a chama de um fenômeno que se acreditava derrotado no pós guerra em 1945.



Após ter criado o caos político, econômico e social com as intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, as potências imperialistas não tiveram o mesmo sucesso no Irã e na Síria, mas proporcionou cicatrizes profundas e irreversíveis nos povos destes países.



Entretanto, não obstante a dramaticidade dessa conjuntura, o nosso ato em memória e solidariedade à Revolução Cubana, se alimenta de exemplos de pessoas como aquelas que, neste mesmo local que hoje se tornou memorial da resistência, se sacrificaram em prol da liberdade, democracia e da igualdade no Brasil. As paredes surdas deste local guardam as marcas dos gritos de dor e pela liberdade, lançados pelos lutadores do povo que se opuseram à ditadura. Outros tantos escaparam à sanha violenta do Estado brasileiro durante o período ditatorial implantado em 1964, justamente por terem sido acolhidos pela então jovem democracia popular cubana e seu governo revolucionário. Nesse sentido, podemos afirmar que a Cuba revolucionária é a mais autêntica antítese do calabouço criado e mantido pela ditadura civil-militar implantada no Brasil, sob os auspícios dos Estados Unidos.



Esta Convenção se realiza também na memorável data de 26 de julho que, com a heroica tentativa de assalto ao Quartel Moncada, em 1953, significa o marco decisivo da Revolução Cubana vitoriosa em janeiro de 1959, que mudou a face da América Latina desde então e difundiu a esperança de libertação dos povos pelo mundo.



Nesta 7ª Convenção, reforçamos o nosso apoio ao movimento de caráter anticapitalista que atualmente se reproduz em todas as partes do mundo e abre perspectivas concretas de enfrentamento às forças do capital e de alternativas igualitárias à crise e à sociedade de classes. Na nossa América Latina reafirmamos a importância da luta pela verdadeira integração dos povos latino-americanos que derrotará nossos maiores inimigos, o imperialismo e a burguesia internacional. Temos a certeza que a maior e melhor ação em solidariedade à Cuba que podemos realizar não são notas, cartas ou convenções, mas a construção do socialismo em nosso país e em toda a América Latina



Reiteramos a denúncia às violações aos direitos humanos praticadas pelo governo dos Estados Unidos da América na base militar de Guantánamo, às prisões, torturas, assassinatos e demais violações da condição humana em prisões clandestinas mantidas pelos Estados Unidos em outros recantos do mundo. Exigimos a retirada do exército estadunidense de Cuba, o fechamento da base de Guantánamo e das prisões e a devolução do território ao povo de Cuba, Yankees, go home!



Estar na Convenção de solidariedade à Revolução Cubana é se solidarizar com a luta dos povos oprimidos do mundo. A Revolução Cubana é marco insofismável das lutas nacionais de independência, principalmente de nações africanas. A Revolução Cubana foi crucial para golpear a segregação racial de negros em todo o mundo, pois ela foi decisiva para pôr fim ao apartheid na África do Sul, fato sempre ocultado pela mídia mundial quando faz referência o líder Nelson Mandela. A Revolução Cubana colocou em novo patamar a luta pela igualdade política, econômica e social dos povos do mundo e continua sendo fundamental para apontar caminhos possíveis para se superar a barbárie imposta à toda humanidade pelo capital.



Pelo imediato fim do massacre do Estado de Israel ao povo palestino!



Pela libertação imediata dos patriotas cubanos, antiterroristas, presos nos EUA!



Pela fim imediato da base dos EUA em Guantánamo!



Pelo fim do criminoso bloqueio dos EUA à CUBA!




"A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço." (Jose Marti)




MOVIMENTO PAULISTA DE SOLIDARIEDADE À CUBA


Julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Encontro de Reitores Brasil / Cuba

Encontro de Reitores Cuba-Brasil, organizado em parceira estabelecida entre o Ministério da Educação do Brasil, o Ministério de Educación Superior de Cuba, ABRUEM,   ANDIFES   e   FAUBAI; o evento será realizado na UNESP Ipiranga (Rua Dom Luis Lasanha, 400 esquina com Av. Nazaré) nos dias 18 e 19 de Agosto em São Paulo, SP

O evento tem como objetivo aprofundar as oportunidades de cooperação entre as Instituições participantes pela promoção do debate a temas relevantes e pela dinamização de espaços de diálogo direto entre as autoridades presentes. Nesse sentido, estarão presentes também autoridades dos governos de ambos países e das redes de cooperação em educação superior brasileiras: ABRUEM, ANDIFES e FAUBAI.







sábado, 26 de julho de 2014

26 de julho: 61º Aniversário do assalto ao Quartel De Moncada


Moncada: O início da Revolução Cubana
 
A Revolução Cubana começou quando os rebeldes fizeram o Assalto ao Quartel Moncada em Santiago em 26 de julho de 1953.
 
Na sexta-feira, dia 26 de julho, Cuba celebra o Dia da Rebeldia Nacional, a maior festa da Revolução Cubana. Neste dia, em 1953, o jovem advogado Fidel Castro e seu irmão Raul, juntamente com outros revolucionários, partiram para a ação e tentaram pegar de assalto o Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo.
 
O objetivo era tomar o quartel, invadir o paiol de armas e munições, distribuir fuzis pelas ruas para que a população se juntasse aos rebeldes e começasse a insurreição, que culminaria com a derrota do ditador Batista. Na época, o movimento estudantil promovia manifestações contra o governo de Fulgêncio Batista.
 
Às 5:15 da manhã, durante o Carnaval em Santiago de Cuba – que acontece todo final de julho –, começava o grande golpe. Nada, ou quase nada, deu certo. Um grupo, liderado por Raul Castro e integrado por dez homens, ocupou um prédio vizinho, o Palácio da Justiça. Outro, liderado por Abel Santamaria e integrado por 21 homens, ocupou o hospital militar que era outro prédio vizinho, de cujo quintal e das janelas pensava-se dar cobertura a um terceiro grupo comandado pelo líder da ação, Fidel Castro. Justamente este grupo teve problemas.
 
Ao aproximar-se do portão 3 do Quartel de Moncada, o Buick verde que levava Fidel Castro, disfarçado de um comandante militar, foi detido pelos soldados. Começou o tiroteio e a partir daí foi tudo rápido demais para que alguém pudesse entender exatamente o que estava acontecendo. Porém, a invasão ao paiol das armas foi frustrada.
 
Muitos combatentes foram capturados e assassinados. Porém, a intentona marcou o princípio do fim da ditadura de Fulgêncio Batista. Fidel Castro é julgado e condenado a 15 anos de prisão. Por ser advogado, pronuncia sua autodefesa diante do tribunal, que passou a ser conhecida como “A história me absolverá”, frase com a qual conclui sua autodefesa.
 
Fidel e os revolucionários sobreviventes, depois forte campanha popular, conseguiram a anistia e se exilaram no México em 1955. De lá, Fidel Castro reorganizou seus companheiros do ataque a Moncada e outros revolucionários que a eles se uniram, dentre eles o argentino Ernesto “Che” Guevara, e fundaram o Movimento Revolucionário 26 de Julho. Retornaram clandestinamente a Cuba a bordo do iate “Granma”, onde desembarcaram em 2 de dezembro de 1956. A luta armada foi retomada, desta vez na forma de guerrilha nas montanhas de Sierra Maestra. Inicia-se assim a Revolução Cubana que em 1º de janeiro de 1959 triunfaria contra Fulgêncio Batista.
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

CONVOCATÓRIA: Concurso “Um Selfie para Os Cinco”

Martha Luisa GalaO blog Jovens pelos 5 convoca seus leitores e seguidores nas redes sociais a participar do concurso fotográfico Um "Selfie" x Os 5, lembrando mais um 12 de setembro, o de número 16 da injusta prisão dos Cinco Herois cubanos.
O concurso consiste em enviar um auto-retrato (selfie) que mostre uma mensagem identificativa denunciando a injusta prisão dos Cinco. As imagens serão recebidas até o dia 11 de setembro, quando selecionaremos e divulgaremos os "selfies" mais significativos do concurso, mediante sua publicação em nosso blog e seus canais associados nas redes sociais.
Porque um "Selfie"?
A palavra "Selfie" vem do inglês selfie ou selfy —que em português significa auto-retrato— e consiste em uma imagem realizada com uma câmera fotográfica digital ou celular. Se trata de uma prática frequente nas redes sociais, onde é muito comum compartilhar este tipo de fotografias.
Entretanto, a palavra não tinha nenhum significado concreto até princípios do século XXI, quando o termo se popularizou. O primeiro uso conhecido da palavra inglesa "selfie" apareceu em 13 de setembro de 2002 no ABC on line, em um fórum na internet propriedade da televisão pública australiana. Pelo seu uso frequente, os dicionários Oxford a elegeram como a palavra "mais utilizada em inglês no ano de 2013".
Como enviar seu "Selfie"?
As fotos deverão ser enviadas ao e-mail justiciax5@gmail.com ou publicadas diretamente no Twitter com as etiquetas #MySelfieForThe5 e #TropaFreeFive, que vão identificar o nosso concurso, com o objetivo de difundir o apoio desde diferentes partes do mundo pela causa dos Cinco.
Quem quiser enviar uma mensagem, poderá colocar no corpo do e-mail ou twitter e será publicada junto às melhores fotografias.
Para mais detalhes visite o site http://justiciaparaloscinco.wordpress.com ou nas redes sociais pelos canais @jovenesporlos5 no Twitter e /jovenesporlos5 no Facebook.
Equipe Editorial do blog Jovens pelos Cinco

Livro sobre Che Guevara e a brigada médica cubana é lançado na Bolívia

O texto do livro sobre Che recolhe vivências dos médicos cubanos na Bolívia.
O texto do livro sobre Che recolhe vivências dos médicos cubanos na Bolívia.


O livro “O Che se vestiu de branco”, do jornalista e escritor cubano José Antonio Fulgueiras, foi lançado nesta quarta-feira (9) em La Paz, capital administrativa da Bolívia. O lançamento contou com a presença do ministro boliviano da Saúde, Juan Carlos Calvimontes.



O texto, que recolhe vivências dos médicos cubanos no país, foi elogiado pelo ministro de Saúde, que advertiu que "os livros, quando se referem ao Che, não se pode deixar sua leitura para o dia de amanhã", e assegurou ter lido em pouco mais de uma hora.

"Imediatamente o li e senti conflitantes sentimentos. Por um lado, somente se fala através dos livros da história do Che, como homem, como médico, como guerrilheiro, e agora se volta a destacar uma vez mais o caráter humanista, o caráter solidário, a necessidade da construção do homem novo, que ele propunha para a construção de uma nova sociedade", enfatizou.

Também ressaltou que na obra, nascida como consequência de uma visita do autor à Bolívia, em 2010, "se reflete o profundo humanismo que têm os médicos da brigada cubana, com muitos depoimentos".

Calvimontes destacou que "o livro também recolhe a história de alguns colegas nossos que, através da história do país têm estado vinculado de uma ou outra forma na luta permanente dos povos".

Por outra parte, o Ministro enfatizou que "a nossa mensagem, é que a medicina não é somente ciência, que a medicina não é apenas conhecimento, mas que a medicina com ciência, com conhecimento, mas sem humanismo, não é medicina".

"Se a medicina apenas está centrada na ciência, na tecnologia e no conhecimento, também não é medicina, também não é saúde, também não nos pode proporcionar bem-estar, pois o que nos faz falta, a muitos de nós, é justamente o complemento do humanismo, do humano, do sensível, do solidário", enfatizou.

Para o ministro, muitos dos problemas que enfrenta o setor da saúde no país são produto "da falta de consciência, de humanidade, de solidariedade (...) e isso não é um problema de equipamento, é um problema de convicção, e isso se reflete no livro, com os médicos que dão um depoimento de vida neste livro".

Os médicos cubanos, "à margem do conhecimento da ciência, têm sentimento de humanidade, têm os valores éticos que muita gente está perdendo devido ao dinheiro, devido ao capital, devido se fazer mais rico no menor tempo possível, porque parece que o capital e a riqueza faz feliz muita gente. E nós não estamos nesse caminho".

Calvimontes pediu “a todos os médicos, especialmente aos do programa Minha Saúde que nunca percam esse sentimento. No dia em que vocês perderem esses valores humanos e esses sentimentos de humanidade, não vai fazer sentido nenhum esforço que busque mudar o sistema de saúde no país".

A autoridade agradeceu ao autor pelo texto e recordou que "ao conhecermos Cuba, afirmamos que gostaríamos de voltar uma, duas, 10, 20 vezes, não porque queremos ir a passeio, mas porque queremos seguir conhecendo a construção dessa Revolução cheia de humanidade, cheia de entrega, cheia de sacrifício. Não poupam um milímetro seu esforço ou o que têm para compartilhar com os demais”.

"Essa frase que afirma que o revolucionário compartilha o pouco que tem, não o que sobra, em Cuba se faz evidente", destacou; e enfatizou que "o livro descreve as milhares de experiências de mudança de mentalidade de bolivianos que têm compartilhado com os cubanos, com a brigada médica, e não somente suas alegrias, mas suas tristezas".

"Muitos bolivianos têm visto pela primeira vez um médico, e esse médico tem sido cubano", precisou o ministro, que presenteou com um exemplar a cerca de uma centena de médicos graduados em Cuba, participantes no lançamento, no qual esteve também o embaixador da Nicarágua na Bolívia, Elías Chévez, e equipe médica e diplomática da ilha antilhana.

Sobre o programa Minha Saúde, informou que "muitos bolivianos estão começando a conhecer pela primeira vez o que é um médico. Nunca em sua vida, três, quatro, cinco gerações, tinham tido a oportunidade de ter um médico à frente e muito menos um médico em sua casa".

"Como não vamos estar orgulhosos da construção desse sistema se o grande problema do país tem sido a atenção aos que menos têm", finalizou.

Fonte: Prensa Latina

Retirado de VERMELHO