sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Documentário - Bloqueio: a guerra contra Cuba [em português]




"Bloqueio: a guerra contra Cuba", documentário de 2005, aborda o bloqueio econômico contra Cuba, as ações de terror estadunidense contra o socialismo cubano e a resistência dos cubanos para serem protagonistas de suas próprias histórias.

Assista:

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Livro dá voz para que personalidades cubanas defendam modelo político e social adotado por Cuba


Por Roger Grévoul na Cuba Coopération/Tradução:ADITAL

O acadêmico francês Salim Lamrani (foto), estudioso de Cuba, publica um novo livro intitulado "Cuba, parole a la defense!”, com um prólogo de André Chassaigne, presidente do grupo França-Cuba da Assembleia Nacional e membro de honra da associação Cuba Coopération.

Salim Lamrani, você acaba de publicar um livro com o título "Cuba, parole a la defense!” O que pode nos dizer a respeito?

Salim Lamrani: Tudo começou a partir da seguinte constatação: Cuba é um tema midiático que suscita debates e controvérsias. Isto é particularmente certo, sobretudo, agora, com o processo de normalização entre Washington e Havana desde dezembro de 2014, e a visita histórica do presidente francês, François Hollande, à ilha, em maio de 2015. Não obstante, convém apontar que só o pensamento único sobre Cuba é aceitável. A ilha se encontra regularmente no banco dos acusados e regularmente surge a tradicional retórica sobre a democracia, os direitos humanos e a liberdade de expressão. Todo o mundo tem direito à palavra, pode expressar sua opinião e compartilhar seu ponto de vista, desde logo, sempre que aponte com o dedo Cuba e seu sistema, e emita críticas negativas. Os cubanos da ilha, particularmente seus dirigentes, nunca têm direito à palavra e, por conseguinte, não pode ser partícipe de sua verdade e responder aos ataques, quando são os principais atores do destino de Cuba. Por isso decidi dar a palavra à defesa composta por 10 personalidades cubanas e internacionais, que puderam expressar seu ponto de vista nestas conversações francas.

Quem são essas personalidades?

SL: Conversei com sete figuras cubanas e três personalidades internacionais para que compartilhassem sua visão sobre Cuba, sua história e seu futuro. 

Trata-se de Mariela Castro Espín, diretora do Centro de Educação Sexual e filha do presidente Raúl Castro; Ricardo Alarcón, presidente do Parlamento cubano de 1993 a 2013; Max Lesnik Menéndez, diretor da Rádio Miami e fundador da revista La Nueva Réplica [A Nova Réplica]; Miguel Barnet Lanza, presidente da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba; Eusebio Leal Spengler, historiador de Havana; Abel Prieto Jiménez, ministro da Cultura por cerca de 15 anos e, atualmente assessor do presidente da República; Alfredo Guevara Valdés, pai do cinema cubano e do Novo Cinema Latino-Americano; Wayne S. Smith, último embaixador dos Estados Unidos em Cuba; Jean-Pierre Bel, presidente do Senado francês de 2011 a 2014 e atualmente assessor especial do Eliseo para a América Latina; e Álvaro Colom, presidente da Guatemala de 2008 a 2012.

Quais são os temas abordados?

SL: A ideia do livro era dar a palavra aos cubanos e aos partidários da soberania das nações e da autodeterminação dos povos. Não obstante, o principio fundamental era realizar conversações não complacentes. Por isso são abordados os temas mais polêmicos em todas as entrevistas, seja a democracia, os direitos humanos, a liberdade de expressão, as figuras de Fidel Castro e Raúl Castro e sua presença no poder, os episódios obscuros da Revolução Cubana, as discriminações, o espaço reservado ao debate plural ou à dissidência.

São abordados também outros temas, como as relações com os Estados Unidos, as sanções econômicas, a atualização do modelo econômico, a diversidade sexual, o papel da comunidade cubana dos Estados Unidos, a importância da cultura, a preservação do patrimônio arquitetônico de Havana, o auge do turismo, a solidariedade de Cuba com os deserdados do planeta, o cinema em Cuba, a renovação geracional no comando do país, o futuro de Cuba e a integração latino-americana.

Salienta em seu livro o paradoxo de ver Cuba vítima das pretensões hegemônicas estadunidenses e assediada há mais de meio século situar-se no banco dos acusados.

SL: Efetivamente, Cuba vive sob estado de sítio há mais de meio século. Não se livrou de nada: algumas sanções econômicas anacrônicas, cruéis e injustas, que afetam todos os setores da sociedade e as categorias mais vulneráveis da população desde 1960; uma sangrenta invasão militar, que orquestrou a CIA em 17 de abril de 1961 e que causou centenas de vítimas civis; uma ameaça de desintegração nuclear durante a crise dos mísseis, em outubro de 1962; a campanha terrorista mais longa da história, com mais de 10.000 atentados planejados a partir dos Estados Unidos, que custaram a vida a 3.478 pessoas e infligiram sequelas permanentes a outras 2.099, bem como danos materiais em torno de várias centenas de milhões de dólares; sem esquecer uma implacável guerra política, diplomática e, sobretudo, midiática contra seu povo, seus dirigentes e, sobretudo, contra seu sistema político e social.

Contudo, a vindita midiática assinala Cuba como culpada. Que constatação mais estranha! Como explica estas reações contra Cuba?

SL: O crime imperdoável de Cuba é ter escolhido o campo dos deserdados e ter colocado o ser humano no centro do seu projeto nacional, procedendo a uma repartição equitativa das riquezas. O povo cubano propõe à humanidade uma alternativa de sociedade eficiente, apesar dos limites inerentes a todo projeto edificado por mulheres e homens, que mostra que os mais humildes não estão condenados à indiferença e à humilhação.

André Chassaigne, presidente do grupo parlamentar Esquerda Republicana e Democrata e do grupo França-Cuba da Assembleia Nacional, é também membro de honra da Cuba Cooperación. Redigiu um bonito prólogo para sua obra.

SL: André, um grande amigo da Revolução Cubana, me deu a imensa honra de associar sua escrita fina e incisiva ao meu livro. É um homem que tem a causa dos humildes e dos humilhados no coração. É sensível à necessidade imperiosa de uma melhor repartição das riquezas e de oferecer aos mais vulneráveis uma vida digna. Como muitos de nós, vê em Cuba um símbolo de resistência e de generosidade.

Retirado de SOLIDÁRIOS

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ATÉ A VITÓRIA SEMPRE, QUERIDO GIUSTINO

Faleceu, em Havana, na noite de 1° de setembro o querido companheiro Giustino Di Celmo.
Giustino sempre comovia, mais ainda em setembro, quando se comemorava outro aniversário do assassinato de seu amado filho Fabio Di Celmo, morto em 4 de setembro de 1997, na explosão de uma bomba que o terrorista Luis Posada Carriles fez com que fosse colocada em instalações hoteleiras cubanas. Posada Carriles continua gozando de total impunidade nos Estados Unidos.
Naquele dia infeliz, a bomba explodiu no saguão do Hotel Copacabana. Fabio estava ali, junto com um casal de amigos italianos em lua de mel. Giustino também se encontrava em seu quarto de hotel. Ao ouvir a explosão, que imaginou ser de um fogão, Giustino desceu correndo as escadas.
Entre uma nuvem de poeira e destroços, ele viu que os trabalhadores do Hotel levantavam o corpo ensanguentado de seu Fabio. Giustino nos contava que sentiu que a vida que sua própria vida se desvanecia junto aquela de seu filho caçula.
A partir daquele instante, ele jurou dedicar sua vida a denunciar o crime cometido contra Fabio e contra a Revolução Cubana.
Giustino fez parte de nosso Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco desde o princípio, participando, sempre que possível, dos Colóquios de Holguín e de tantas outras atividades. Nem sua idade avançada nem seus problemas de saúde o impediam de estar presente sempre que era convocado. 
Cada 4 de setembro junto aos trabalhadores do Hotel, o ICAP, a inseparável historiadora Acela Carner, autora do livro “Fabio el Muchado del Copacabana”, mães e esposas dos Cinco, familiares das vítimas do crime de Barbados, todos honrávamos junto a Giustino a memória de Fabio, denunciávamos o terrorismo e exigíamos a prisão de Posada Carriles.
Os olhos vivazes de Giustino se transformavam em tristeza infinita quando falava de Fabio. Ele dizia já não ter mais lágrimas.
Hoje, todos derramamos nossas lágrimas, nós que tivemos a enorme honra de conhecê-lo, de aprender com ele, que igual às Mães e Avós da Praça de Maio, transformou sua dor em luta, 
Desde a dor por tua partida que hoje nos enleva, te juramos, Giustino, continuar honrando a memória de Fabio, seguir teu exemplo de coragem e força e não deixar de lutar um só instante contra o terrorismo, pela Justiça e pela Paz.


Até a Vitória Sempre, querido Giustino!
Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos
2 de setembro de 2015

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Um aplauso para Cuba no Dia Internacional da Solidariedade


Por: Lisandra Romeo Matos, serviço especial da AIN.

Ficaria difícil falar de Cuba sem mencionar sua vocação solidária e sua mão amiga, sempre disposta a se estender àqueles que precisam  de apoio frente a qualquer circunstância.
Cuba tem motivos de sobra para celebrar este 31 de agosto, o Dia Internacional da Solidariedade, data proclamada pela Organização das Nações Unidas com vistas a contribuir e promover este valor nas relações entre países, povos e pessoas.
Faz-se pois mister mencionar, sem chauvinismo nem falsa modéstia, a presença de Cuba nos cinco continentes, compartilhando o saber de que dispõe apesar das carências materiais e econômicas acumuladas durante várias décadas.
As inúmeras mostras de apoio recebidas desde o triunfo da Revolução, em Primeiro de Janeiro de 1959, indicam que cada vez mais nações defendem a causa dos cubanos.
Fundado em 30 de dezembro de 1960 por iniciativa do Comandante em Chefe Fidel Castro, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) tem sido promotor e guia das ações solidárias com os demais países.
Alicia Corredera, vice-presidenta desta instituição, assevera que o movimento solidário com a nação caribenha concerne a quase duas mil organizações distribuídas em 153 nações.
Participam destes grupos pessoas pertencentes a setores populares e progressistas, interessadas não apenas em conhecer a realidade cubana, mas que assumiram como suas as diferentes batalhas encabeçadas por este povo durante mais de meio século.
Nos últimos anos, o amplo movimento de solidariedade com a Ilha teve como foco a libertação dos Cinco antiterroristas que ficaram encarcerados nos Estados Unidos por mais de 15 anos, reconhece a vice-presidenta do ICAP.
“Hoje, esse apoio assume nova dimensão, exigindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo estadunidense a Cuba há mais de cinco décadas, além de divulgar a verdade e as transformações positivas neste país, silenciadas pelos grandes meios de comunicação massiva”.
Segundo Alicia Corredera, outra vertente do trabalho desta organização consiste na realização de atividades com o Corpo Diplomático credenciado em Havana, com destaque para a celebração de dias significativos e efemérides dos territórios amigos.
 “Nosso vizinhos e amigos latino-americanos e caribenhos recebem um apoio especial do ICAP, pois estamos muito atentos às lutas de seus povos”, disse em alusão às recentres demonstrações de solidariedade com os governos da Venezuela e do Equador devo às tentativas de desestabilização protagonizadas pela direita.
Para a sociedade cubana, a solidariedade e o internacionalismo não se limitam a ações lideradas por uma instituição, mas são parte de todo um sistema de valores e se manifestam em setores vitais como a saúde, a educação, os esportes e a cultura.
Exemplos contundentes demonstram a vocação humanista de médicos, professores, engenheiros, desportistas e profissionais de outros setores, que partiram rumo a diferentes lugares para ajudar os mais necessitados.
A prova mais recente foi a colaboração de mais de 200 profissionais da saúde em países da África Ocidental para combater a perigosa epidemia de Ebola, sem mencionar a presença de médicos cubanos que cumprem missão em várias latitudes.
Há também aqueles que levam “a luz do saber” aos lugares mais remotos com o método cubano de alfabetização "Yo, Sí Puedo" traduzido em vários idiomas.
É por isso que neste 31 de agosto Cuba merece o aplauso do mundo por estar sempre atenta às necessidades dos outros povos, sem buscar compensação alguma além da satisfação de ter contribuído para o melhoramento humano.
Ler original em espanhol aqui