segunda-feira, 7 de setembro de 2015

ATÉ A VITÓRIA SEMPRE, QUERIDO GIUSTINO

Faleceu, em Havana, na noite de 1° de setembro o querido companheiro Giustino Di Celmo.
Giustino sempre comovia, mais ainda em setembro, quando se comemorava outro aniversário do assassinato de seu amado filho Fabio Di Celmo, morto em 4 de setembro de 1997, na explosão de uma bomba que o terrorista Luis Posada Carriles fez com que fosse colocada em instalações hoteleiras cubanas. Posada Carriles continua gozando de total impunidade nos Estados Unidos.
Naquele dia infeliz, a bomba explodiu no saguão do Hotel Copacabana. Fabio estava ali, junto com um casal de amigos italianos em lua de mel. Giustino também se encontrava em seu quarto de hotel. Ao ouvir a explosão, que imaginou ser de um fogão, Giustino desceu correndo as escadas.
Entre uma nuvem de poeira e destroços, ele viu que os trabalhadores do Hotel levantavam o corpo ensanguentado de seu Fabio. Giustino nos contava que sentiu que a vida que sua própria vida se desvanecia junto aquela de seu filho caçula.
A partir daquele instante, ele jurou dedicar sua vida a denunciar o crime cometido contra Fabio e contra a Revolução Cubana.
Giustino fez parte de nosso Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco desde o princípio, participando, sempre que possível, dos Colóquios de Holguín e de tantas outras atividades. Nem sua idade avançada nem seus problemas de saúde o impediam de estar presente sempre que era convocado. 
Cada 4 de setembro junto aos trabalhadores do Hotel, o ICAP, a inseparável historiadora Acela Carner, autora do livro “Fabio el Muchado del Copacabana”, mães e esposas dos Cinco, familiares das vítimas do crime de Barbados, todos honrávamos junto a Giustino a memória de Fabio, denunciávamos o terrorismo e exigíamos a prisão de Posada Carriles.
Os olhos vivazes de Giustino se transformavam em tristeza infinita quando falava de Fabio. Ele dizia já não ter mais lágrimas.
Hoje, todos derramamos nossas lágrimas, nós que tivemos a enorme honra de conhecê-lo, de aprender com ele, que igual às Mães e Avós da Praça de Maio, transformou sua dor em luta, 
Desde a dor por tua partida que hoje nos enleva, te juramos, Giustino, continuar honrando a memória de Fabio, seguir teu exemplo de coragem e força e não deixar de lutar um só instante contra o terrorismo, pela Justiça e pela Paz.


Até a Vitória Sempre, querido Giustino!
Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos
2 de setembro de 2015

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