CARTA DA XXIV CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA SANTOS/SP - 2019

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CARTA DA XXIV CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA SANTOS/SP - 2019


Nós, homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, estudantes, aposentados e intelectuais de mais de 15 Estados brasileiros e de vários países da América Latina, nossa pátria comum, estamos reunidos na XXIV Convenção Nacional de Solidariedade à Cuba, em Santos, representando as diversas correntes de opinião da esquerda brasileira, para demonstrar o nosso apoio incondicional à Revolução Cubana, que completa sessenta anos em 2019.


Essa convenção, que congrega mais de 500 militantes, ocorre em meio ao recrudescimento da ofensiva imperialista estadunidense contra Cuba e o nosso continente. O governo dos EUA reitera sua política de guerra, implementa sanções econômicas e ameaça com intervenção militar as revoluções cubana e bolivariana de Venezuela e o povo da Nicarágua. Por todo o continente, governos servis do Brasil, da Argentina, da Colômbia, do Peru e do Equador, reproduzem a política estadunidense, procurando isolar os povos de Cuba e da Venezuela.


A ofensiva do imperialismo estadunidense contra os nossos povos visa o saque das nossas riquezas, a super-exploração do nosso trabalho e impede que os povos da América Latina construam sua unidade, solidariedade e independência. Para tal o imperialismo estadunidense promove a desestabilização da vida social dos países do continente. O que ocorre no Brasil é um exemplo patente dessa política.

O governo estadunidense renova a aplicação do Terceiro Título da lei Helms-Burton, que vinha sendo suspenso por todos os presidentes democratas ou republicanos, procurando sufocar a economia cubana, aprofundando o Bloqueio e procurando causar sério prejuizo social. O Bloqueio tem causado, em termos econômicos, uma perda de mais de 930 bilhões de dólares à ilha. Lutar contra o Bloqueio e denunciar a política consubstanciada na lei Helms Burton é compromisso permanente dos ativistas e do movimento de Solidariedade á Revolução Cubana.

Trump e seu círculo não escondem suas pretensões genocidas. Aprofundam as tentativas de isolar econômica e diplomaticamente Cuba e os governos alinhados da região. Levam a cabo uma Guerra Terrorista Midiática e estimulam atividades de subversão interna. Essa Guerra Midiática propaga calúnias sobre situação cubana e cria uma opinião negativa acerca da Revolução.

Exemplo latente disso é que no último dia 20 de junho os EUA incluiram Cuba na categoria mais severa de países com tráfico de pessoas, usando os convênios com programas de saúde em outros países, incluindo o programa Mais Médicos no Brasil, como razão para tal. Trata-se, evidentemente, de mais uma calúnia para justificar novas medidas de hostilidade contra o Estado e o povo cubanos.

A XXIV Convenção Nacional de Solidariedade à Cuba exige o fim da prisão e da base estadunidense de Guantánamo e a imediata devolução dos territórios ilegalmente ocupados.
Manifestamos igualmente repúdio ao discurso e às atitudes do governo brasileiro no sentido de seguir a política agressiva de Trump e Bolton, no sentido de atacar e isolar Cuba e Venezuela.

Agradecemos também ao governo e ao povo cubano pelo apoio que tem dado à campanha internacional pela libertação do ex-presidente Lula, preso no Brasil por um processo evidentemente político, parcial e injusto.

O Movimento de Solidariedade à Cuba se compromete a lutar de maneira incansável pela preservação das conquistas da Revolução Cubana e enviará esforços junto aos setores sociais organizados, ao Congresso nacional, aos legislativos estaduais e municipais, aos veículos de comunicação social e à população em geral para denunciar o Bloqueio contra Cuba, a ofensiva imperialista e seus efeitos nefastos.

Lembramos nesse momento a figura de Honório Delgado Rubio, e de tantos outros militantes incansáveis da defesa da revolução cubana que não se encontram mais fisicamente entre nós, mas cuja dedicação estarão sempre presentes, inspirando nossas lutas. Perdemos recentemente, também, a grande amiga de Cuba, marxista, escritora, cientista política e educadora popular, Marta Harnecker. Em tempos tão sombrios, a perda de tão valorosos soldados nos pesa, mas transformar suas histórias em sementes de luta é tarefa de todas e todos que assumem seus lugares nas trincheiras de batalhas.

Defender a revolução cubana é defender a liberdade e a soberania dos povos latino-americanos. A defesa de Cuba, de seu povo e governo, é tarefa central dos lutadores sociais do Continente. O movimento de solidariedade à Cuba é parte integrante das lutas do povo brasileiro. Cuba aponta o Socialismo como aspiração dos povos e solução para os problemas que afligem a humanidade. Libertar o nosso povo e fazer a nossa Revolução é a melhor forma de solidariedade que podemos prestar ao valoroso povo cubano.

O exemplo da Revolução Cubana inspira as lutas dos povos de todo mundo, em especial da América Latina. O legado de Fidel, Raul, Che Guevara, Célia Sanchez, Camilo Cienfuegos, Vilma Spin vive na caminhada do Povo Cubano na preservação das conquistas da Revolução.

Pelo fim do Bloqueio criminoso á Cuba!
Pelo fim da base de Guantânamo!
Viva a Revolução Cubana!
Viva o socialismo!
Viva a unidade dos povos da América Latina!

Santos, 21 de junho de 2019

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